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10 de janeiro de 2011

Rapunzel abandona o politicamente correto


 
A Disney sabe criar contos infantis impecáveis para faturar milhões e o novo filme, “Enrolados”, é mais um acerto desta indústria do entretenimento. A versão moderninha de Rapunzel traz elementos contemporâneos e imprevistos para um conto infantil.

Os cabelos longuíssimos continuam os mesmos, mas essa nova Rapunzel está longe de ser a menina indefesa e chorosa criada pelos irmãos Grimm. Prestes a completar 18 anos, ela guarda o sonho de sair da torre para ver de perto as “estrelas” que sempre surgem no céu no dia do seu aniversário. Ao invés de passar os dias penteando seus fios loiros, Rapunzel faz arte. Pinta todos os cantos da torre com imagens guardadas na memória.

A princesa é guardada por Gothel, a mulher que descobriu os poderes mágicos de rejuvenescimento de Rapunzel. Ao cantar uma música, os cabelos dela brilham e conseguem curar feridas e trazer juventude a quem os toca. Ela confia na falsa mãe e só cria coragem para sair da torre ao conhecer o seu príncipe, que neste caso, é um ladrão, o atrevido Flynn Rider. Durante uma perseguição ele escala as paredes e é o primeiro intruso ao entrar no "quarto" da garota.

Rapunzel sofre os dilemas de uma adolescente, mas não hesita em chantagear o moço para ser seu guia até as “estrelas”. O percurso é cheio de armadilhas, perseguições, fazendo da animação muito mais repleta de ação do que o usual para um conto de fadas. Os diálogos são divertidos e a dublagem de Luciano Huck, para Flynn, por vezes contribui para o clima comédia, mas por outras faz falta o trabalho mais apurado de um ator de fato – sem contar que para as músicas, a dublagem é nitidamente de outra pessoa.

Nesta versão, Rapunzel anda descalça, não tem um vestido pomposo e é acompanha pelo divertido camaleão Pascal que, como em outras animações Disney, se torna o mudinho mais querido da história. Alguns elementos de um tradicional conto ainda são mantidos, como os números musicais, a trilha orquestrada (no melhor estilo Disney), o desfecho emocionante de uma história de amor e, claro, o lindo final feliz. O melhor mesmo é ver que mocinha amadureceu e que até as princesas já não aguentam mais as regras do politicamente correto.


Estela Cotes 
 

30 de setembro de 2010

Jogue as tranças, Rapunzel!



Sabe aquela garota chorosa, presa no alto de uma torre, que passava os dias penteando os cabelos e “jogando suas tranças” pela janela? Para quem se lembra de Rapunzel, muita coisa mudou – menos os seus cabelos. Eles continuam longuíssimos, mas a personalidade de uma das personagens mais famosas dos irmãos Grimm ganhou ares contemporâneos.

Sob o título de “Enrolados”, a animação feita em computação gráfica (e também em versão 3D) pela Disney tem uma pegada muito mais de ação e de comédia, do que a trama original, uma história de amor típica dos contos de fada. De fato, algumas alterações foram feitas para atualizar a obra. Rapunzel se apaixona por um ladrão (e não por um príncipe) que acidentalmente vai parar dentro de sua casa na torre. Com fios de cabelos que medem 22 metros de comprimento, ela mostra, inclusive, uma inesperada habilidade em artes marciais, a qual usa inicialmente para se proteger do intruso. Será ele que deve ajudar a princesa a finalmente conhecer o mundo do lado de fora?

Cena de Enrolados, nova animação da DisneyPrevisto para estrear no Brasil, a animação é uma das apostas de bilheteria da Disney para atrair um público pré-adolescente – e não só infantil. Tanto que a personalidade escolhida para dublar Rapunzel é a atriz e cantora pop Mandy Moore. Já o rapaz que invade a morada da princesa tem a voz de Zachary Levi, mais conhecido por seu trabalho na série “Chuck” (ele também tem experiência em dublagem e atuou no sucesso infantil “Alvin e os Esquilos”).

No comando do filme, no entanto, estão dois nomes pouco conhecidos do mundo cinematográfico - Byron Howard, codiretor de “Bolt”, e Nathan Greno, que faz sua estreia na função. Ficou curioso para saber o resultado dessa nova proposta para um conto de fadas tão popular? Aguarde janeiro do ano que vem.

 
 
 
Luciana Borges