Mostrando postagens com marcador Fotografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fotografia. Mostrar todas as postagens

4 de julho de 2011

Recordar traz bem-estar




Hummmmmm! Quando sentimos o cheirinho de um bolo saindo do forno, ele pode despertar fome, mas também pode nos trazer importantes lembranças como a casa da nossa avó, a imagem dela cozinhando e preparando um bolinho quentinho só porque fomos visitá-la, a sensação gostosa do abraço dela... E ao ler este texto, talvez você se lembre de alguma cena da infância parecida com esta e reviva os momentos e as sensações...

Quando nos lembramos de alguma cena do passado, vem não só a imagem na nossa mente, mas também as sensações, sentimentos, emoções positivas ou negativas. Essas sensações causam mudanças corporais como: alterações nos batimentos cardíacos, um nó no peito, uma vontade de sair correndo, ou dependendo da cena, até mesmo uma forte vontade de dar risada, mesmo estando sozinho.

Com o corre-corre do dia a dia, as experiências vão acontecendo, causando repercussões positivas ou negativas em nós e muitas vezes não temos tempo para recuperar o real significado delas em nossas vidas.

Pensando nisso, tenho pessoalmente o hábito de estar com minha câmera nos momentos que sinto que serão importantes para mim. Não necessariamente eventos especiais, mas até mesmo em encontros cotidianos com os amigos. Outro hábito que tinha com mais frequência no passado, era fazer um breve diário (que às vezes virava “semanário”). Mas a ideia das fotos é muito prática e sintética.

Há dois dias resolvi elaborar um pequeno álbum apenas com aquelas fotos mais representativas dos últimos anos. Escolhi um álbum pequeno com 60 páginas, em que cabe apenas uma foto por página, para que realmente eu pudesse expressar minhas percepções mais importantes, e para que em cada página pudesse focalizar apenas uma cena e envolver-me com ela (acho que isto faz parte das práticas de meditação que tanto aprecio...).

Isso parecia difícil em um primeiro momento, pois foi um exercício de seleção de cenas dentre centenas, foi uma prática que levou à significação das fotos (e as cenas que elas representam), recordação, e percepção do que realmente foi (e é) importante. Decidi também não fazer um álbum digital, pois desta forma eu poderia trabalhar com mais sentidos, como por exemplo pegar cada foto selecionada e impressa, colar cuidadosamente na posição mais adequada. Hoje, ele não está com todas as páginas preenchidas (e nem era este o objetivo), mas cada página selecionada realmente é cheia de sentido!

Está sendo um exercício para percepção do que realmente estou fazendo, o que realmente é importante, e quem realmente é importante nesta vida! Abaixo de cada foto escrevi manualmente uma pequena frase ou palavra, o que senti que deveria escrever, ou até mesmo um desenho complementar.

Isso é uma ótima preparação para quem realmente deseja com mais lucidez continuar sua jornada. Fica aí essa sugestão.


Elisa Kozasa 

Abba - Dancing Queen



26 de setembro de 2010

Frida Kahlo: a vida em fotos

 
A trajetória conturbada de uma das artistas mais importantes da América Latina ganhou tratamento de luxo em livro biográfico com 400 fotos, a maioria delas nunca vistas anteriormente, as quais retratam o universo pessoal e cotidiano de Frida Kahlo. A edição intitulada “Frida Kahlo: suas fotos” (Ed. Cosac Naify, R$120) – tem tiragem única no Brasil (portanto, – e lançamento simultâneo ocorrido em outros seis países (México, França, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e Espanha). Nas mais de 500 páginas estão imagens guardadas desde a morte da pintora, em 1954, na casa onde morava com Diego Rivera em Coyoacán, nos arredores da Cidade do México, e que é atualmente um museu em homenagem a ela.

As fotos mostram diversos autorretratos de Frida – desde a época em que era menina, além de imagens de seu pai, Guillermo Kahlo, que era fotógrafo, registros do trabalho que fazia em seu estúdio, bem como a intimidade da artista com nomes importantíssimos da cena cultural, como o poeta e escritor André Breton (um de seus melhores amigos), o pintor Marcel Duchamp e a poetisa brasileira Adalgisa Nery. O difícil relacionamento de Frida com Rivera, também pintor e entusiasta ativista político, marcado por traições de ambos os lados e conflitos envolvendo a auto-estima da artista, é um capítulo a parte com inúmeras fotografias somente sobre esse encontro.

Foi Diego quem guardou as fotos após a morta da mexicana. Já viúvo, deixou o material (em torno de 6 mil imagens) sob os cuidados da amiga Dolores Olmedo, para quem pediu que o mantivesse escondido por outros quinze anos após a morte dele. Essa temporada durou praticamente cinqüenta anos, sendo revelada apenas recentemente.

No livro é possível perceber a influência que o trabalho do pai teve na carreira de Frida, bem como a forma que sua figura foi construída, retrato após retrato, por ela mesma, de maneira a conter os momentos mais marcantes de sua vida pessoal – como o acidente que sofreu aos 18 anos, quando uma barra de ferro atravessou seu corpo após o acidente entre um ônibus e o bonde onde estava.

Sua existência esteve sempre ligada ao sofrimento pessoal, desde  a poliomielite que contraiu na infância, quando tinha seis anos de idade, até os abortos que acabou tendo por conta do acidente sofrido na adolescência. Entremeando essa verdadeira fotobiografia há textos de especialistas discutindo exatamente a influência desses acontecimentos na carreira da artista.

Com curadoria do mexicano Pablo Ortiz Monastério, o livro é dividido em sete temas – “Origens”, “Papai”, “A Casa Azul”, “O Corpo Dilacerado”, “Amores”, “A Fotografia” e “Luta Política”. Imperdível para conhecer melhor a vida dessa artista, dona de admiradores por todo o mundo e cujo talento se mostra cada vez mais precioso.


Por Luciana Borges

4 de julho de 2010

Frida Kahlo na intimidade



A vida de Frida Kahlo (1907-1954) desperta em seus admiradores um fascínio tão intenso quanto sua obra.

Ferida aos 18 anos no choque de um bonde com um ônibus, que fez com que uma barra de ferro atravessasse seu corpo, a artista mexicana convivia com dores terríveis.

Sua vida amorosa também é cheia de atribulações – sobretudo no casamento com o muralista Diego Rivera, marcado pela infidelidade de ambos. O sofrimento físico inspirou seus marcantes autorretratos, que a consagraram como uma das artistas mais carismáticas do século XX.

As 401 fotografias inéditas de Frida Kahlo: suas fotos (CosacNaify, 524 páginas, R$ 120) revelam a intimidade da vida da pintora e de seus amigos. Organizado pelo fotógrafo Pablo Ortiz Monasterio, o livro reúne imagens que pertenciam ao acervo pessoal de Frida e só foram descobertas há dois anos. As fotos são acompanhadas de ensaios em que críticos discutem a influência da biografia de Frida em sua obra.

Pra quem gosta de Frida, esta é uma boa dica!


Fonte