Read books!
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31 de dezembro de 2010
21 de dezembro de 2010
Ler pouco e reler muito
Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos.
Nelson Rodrigues
5 de dezembro de 2010
Por que o brasileiro lê pouco?
Fiquemos com a resposta da maior autoridade no mundo, a Unesco. Para o setor da ONU que cuida de educação e cultura, só há leitura onde:
1. Ler é uma tradição nacional;
2. O hábito de ler vem de casa; e
3. São formados novos leitores.
O problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar na biblioteca. Para piorar, especialistas culpam a escola pela falta de leitores.
Os professores costumam indicar livros clássicos do século 19, maravilhosos, mas que não são adequados a um jovem de 15 anos. Apresentado só a obras que considera chatas, ele não busca mais o livro depois que sai do colégio.
Os professores costumam indicar livros clássicos do século 19, maravilhosos, mas que não são adequados a um jovem de 15 anos. Apresentado só a obras que considera chatas, ele não busca mais o livro depois que sai do colégio.
Muitos educadores defendem que o Brasil poderia adotar o esquema anglo-saxão, em que os clássicos são um pouco mais próximos, dos anos 50 e 60, e há menos livros, que são analisados a fundo.
Mas aí teria de mudar o vestibular, é isso já é outra história.
Raphael Soeiro
16 de outubro de 2010
13 de outubro de 2010
15 de agosto de 2010
Ler ou não ler
A sociedade sabe da importância da leitura na vida de crianças, jovens e adultos. Ler favorece a aprendizagem, contribuindo para uma visão ampla da cultura. Ler é olhar o mundo de outra forma. Ler é necessidade vital.
Mas o que acontece com as nossas crianças e adolescentes que não gostam de ler? Onde estaria o problema? Na família, já sem tempo para os prazeres das letras, apenas preocupada em sobreviver? Na escola, com suas cobranças de tarefa escolar, que elevam o desinteresse das crianças quando ouvem a palavra leitura? Ou estaria na atual mídia de consumo e na internet?
Formar leitores na família talvez esteja fora de moda. As famílias estão buscando a sobrevivência nesta sociedade competitiva. Os baixos salários e o desemprego forçam as mães de família também a trabalhar. Elas que eram as responsáveis pela educação doméstica, e as que liam histórias infantis para seus filhos antes de dormir.
A escola desenvolve seu papel com meios antiquados. A maioria das delas não tem uma proposta de formação pela leitura. Faltam bibliotecas, faltam livros, quando existe, o acervo está desatualizado. O professor é refém do livro didático - seu único instrumento para o ensino na escola.
Ler ainda é interesse de poucos. A sociedade investe em valores questionáveis, como o consumismo exacerbado, que fomenta um mundo carente de afeto pelo contato humano. E isso é preocupante.
Sem incentivo à leitura não haverá desenvolvimento social. O Brasil caminha a passos lentos na formação de quadros profissionais para a produção de ciência e tecnologia. São poucos os alunos do ensino básico que gozam de uma formação básica em leitura, escrita e matemática. Segundo pesquisas, nossos trabalhadores passam menos de cinco anos na escola. Isso é péssimo para o crescimento do país, com efeitos nefastos no acesso dos mais pobres aos direitos sociais mínimos: saúde, trabalho, moradia, educação etc.
É bom dizer que a leitura é um requisito mínimo para que alcancemos uma nova ordem social. O Brasil tem 15% de sua população, em pleno século XXI, ainda em situação de analfabetismo. Isso, sem falar no analfabetismo funcional...
A leitura deve ser um direito social garantido a todos, especialmente aos mais pobres e esquecidos de nosso país.
Mas o que acontece com as nossas crianças e adolescentes que não gostam de ler? Onde estaria o problema? Na família, já sem tempo para os prazeres das letras, apenas preocupada em sobreviver? Na escola, com suas cobranças de tarefa escolar, que elevam o desinteresse das crianças quando ouvem a palavra leitura? Ou estaria na atual mídia de consumo e na internet?
Formar leitores na família talvez esteja fora de moda. As famílias estão buscando a sobrevivência nesta sociedade competitiva. Os baixos salários e o desemprego forçam as mães de família também a trabalhar. Elas que eram as responsáveis pela educação doméstica, e as que liam histórias infantis para seus filhos antes de dormir.
A escola desenvolve seu papel com meios antiquados. A maioria das delas não tem uma proposta de formação pela leitura. Faltam bibliotecas, faltam livros, quando existe, o acervo está desatualizado. O professor é refém do livro didático - seu único instrumento para o ensino na escola.
Ler ainda é interesse de poucos. A sociedade investe em valores questionáveis, como o consumismo exacerbado, que fomenta um mundo carente de afeto pelo contato humano. E isso é preocupante.
Sem incentivo à leitura não haverá desenvolvimento social. O Brasil caminha a passos lentos na formação de quadros profissionais para a produção de ciência e tecnologia. São poucos os alunos do ensino básico que gozam de uma formação básica em leitura, escrita e matemática. Segundo pesquisas, nossos trabalhadores passam menos de cinco anos na escola. Isso é péssimo para o crescimento do país, com efeitos nefastos no acesso dos mais pobres aos direitos sociais mínimos: saúde, trabalho, moradia, educação etc.
É bom dizer que a leitura é um requisito mínimo para que alcancemos uma nova ordem social. O Brasil tem 15% de sua população, em pleno século XXI, ainda em situação de analfabetismo. Isso, sem falar no analfabetismo funcional...
A leitura deve ser um direito social garantido a todos, especialmente aos mais pobres e esquecidos de nosso país.
João Cavalcante Filho
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