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29 de dezembro de 2012

Ano Novo: renovam-se as esperanças





As pessoas param, dedicam alguns segundos para refletirem sobre suas vidas, seus amigos, familiares. Analisam suas atitudes. É bem verdade que só alguns fazem isso...

Reúnem-se em festas, abraçam-se, choram, emocionam-se. Dão presentes. Enviam cartões de Natal. Visitam-se, viajam, tiram férias.

É o cenário mais típico de um Natal bem brasileiro. É a forma como fazemos a passagem - alguns se referem assim ao momento do Ano Novo - mas é a passagem para o nada, porque tudo fica, depois da festa, como era antes.

É muita emoção! Mas é só isso. Porque logo em seguida todos voltam à rotina de suas vidas e as esperanças se anulam e logo morrem. Continuamos sendo o que sempre fomos. Perpetuamos nossas ações e, paradoxalmente, queremos colher novos frutos.

Não nos damos conta, provavelmente pela emoção que nos toma no momento, que nossas esperanças precisam de novas atitudes e estas, as atitudes, por sua vez, precisam ser precedidas de novos e avassaladores pensamentos. Os conceitos precisam mudar.

É preciso, para que o ano novo seja efetivamente novo, e que assim saia do calendário e se renove, que pensamentos desabrochem em estado de novidade.

Poucos se dão conta que são hoje o resultado de suas decisões até este momento.

A intenção de mudar é fantástica, mas o que realmente faz a diferença são as nossas atitudes.

Assim, para mudar, não é preciso estar no Final de mais um ano. Não pode ser uma ação só do calendário gregoriano. Tem que ser uma nova forma de encararmos a nossa vida. É preciso olhar mais para o nosso interior e menos para o nosso bolso.

Só assim, teremos uma nova vida.

Quer mudar? Mude suas atitudes.

Quer ter novas atitudes? Mude seus pensamentos.

Só assim poderemos dizer que estamos criando uma nova realidade em nossos corações e almas.

É uma ação hipócrita lembrar das pessoas que fazem a diferença em nossas vidas, somente em uma festa, em um determinado momento do ano, ou em um velório.

Vamos usar este momento para a grande virada, a grande mudança.


Saul Brandalise Jr.

15 de março de 2012

A casa de cada um




Nesta época de início de ano, gosto de tratar da vida. Dou a roupa que não uso mais. Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas. Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: "Leia e passe para frente!". Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.

Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente. Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita. Gosto desse especialmente.

Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida, depende de como é construída. Muita gente se aproxima de mim e diz: Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade! Estremeço.

Frequentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces. As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se.

Na minha área profissional, isso é muito comum. Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro. Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?

Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido. A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar. Deixa de brincadeira, ele respondeu. Eu sei voar, sim! rebateu ela. Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram. Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!

Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. Quando venta, não têm paredes para se proteger. Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas.

Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada). Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei: Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?

Garante que neste ano será diferente. Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida. São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. Quando chove, a casa delas se alaga. Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.

Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. Comentei: Agora você pode comprar um apartamento para morar. Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!

Aproveito o início do ano para examinar a casa que construí. Alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios? Deixei alguma telha quebrada? Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira? Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?

É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável. Sou envolvido por um sentimento muito especial. Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa. O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar!

E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida.



Walcyr Carrasco
 
 
 

1 de fevereiro de 2012

Solte a velha bagagem e renove-se para avançar!




Nossas limitações na compreensão acerca da realidade divina fazem com que criemos a ilusão de que somos detentores de poderes, conhecimentos, sabedoria e energias; lutamos ferrenhamente contra qualquer invasor ou raptor dessas nossas "posses", somos apegados a tudo o que acreditamos ser nosso. Porém, nada do que existe na dualidade é real. 

Com estas crenças, quando conseguimos chegar a um ponto em que nos sentimos mais bem sucedidos e em posse de conquistas, inevitavelmente, nos sentimos inseguros por acreditarmos que seremos "invejados, cobiçados e roubados" em nossas posses. Contra isso, criamos um esquema de segurança e gastamos muita energia na tentativa de nos protegermos dos ataques daqueles que querem o que é nosso. Diante destas sensações e medos, ao invés de aproveitarmos aquilo que já conquistamos, para prosseguirmos, ficamos estagnados, em vigilância, para detectarmos os possíveis ataques e furtos que possamos sofrer. 

Assim, sempre que conseguimos alcançar um determinado ponto mais elevado em nossa trajetória de vida, mesmo que tenhamos muita consciência de que essa sensação de roubo é ilusória, ainda assim, infelizmente, dentro dessa dinâmica energética, tudo nos parece muito real, tudo é muito intenso, sentimos muita dor e desespero quando sentimos que existem energias intrusas, invasivas e oportunistas em nosso encalço, temos a sensação de que há alguém à espreita, esperando que conquistemos algo para então nos "atacar dissimuladamente, sugar nossas energias e roubar as energias-consciência de nossos feitos e capacidades". Tudo se torna muito real porque quando somos "puxados" para dentro da trama energética da pessoa que "quer pegar o que é nosso", nos sentimos sugados e drenados, quase destruídos. Se olharmos para o "gatuno", após o "roubo", conseguiremos perceber em seus olhos a força que ele conquistou através do que nos tirou, percebemos sua satisfação e vaidade por ter conquistado poder às nossas custas e nos tirado esse poder. 

Se isso nos ocorrer e se conseguirmos perceber que ocorreu, deveremos aceitar esse fato e precisamos olhar para essa questão de outra forma, para não nos perdermos dentro dessa trama. Se possuímos algo que é alvo de cobiça e inveja, significa que conseguimos alcançar um nível que a outra pessoa não conseguiu alcançar. 

A partir da chegada a esse novo patamar, iremos prosseguir e criar novas condições do que idealizamos e criamos, dentro desses novos níveis de energia, desse novo patamar. Isto significa que essa velha energia-consciência é uma bagagem desnecessária e, inclusive, irá pesar e nos aprisionar nas velhas referências de conquistas, pois teremos que chegar praticamente livres de qualquer contaminação relacionada às crenças e condições anteriores, que nos impulsionavam nos níveis inferiores. 

Criamos e carregamos a velha bagagem por muito tempo e isso fez com que acreditássemos que ela é imprescindível à nossa sobrevivência até o final de nossos dias. Mas a partir do momento em que conseguirmos nos superar e conseguimos evoluir  essa mesma bagagem já não faz mais sentido de existir. Porém, nos sentimos "seguros e protegidos" com ela, acreditamos que não poderemos entrar num novo caminho sem nenhuma bagagem e isso faz com que nos apeguemos a ela. 

Claro que esse apego não é saudável, pois não conseguimos dar nenhum passo para adentrar o novo caminho, se estivermos carregados com o velho. Nesse caminho, a condição é de renovação, sem nada do que é anterior, com foco no novo. Enfim, se queremos entrar nesse novo caminho, num nível mais elevado de vibrações, temos que chegar de mãos vazias, somente podemos levar a energia de nosso coração puro, que está cheio de vontade de finalmente assumir o poder sobre nós e nos guiar amorosamente. Mas, infelizmente, neste ponto o ego se recusa a descarregar a bagagem velha, ele até está disposto a se entregar um pouco mais para o coração, mas não está disposto a abrir mão de sua pseudo-segurança. Ficamos num ponto em que estagnamos. 

Se não conseguimos deixar nossa velha bagagem para trás e precisamos fazer isso, torna-se então muito favorável que um "gatuno" se aproveite desse nosso momento de conflito interno e roube o objeto de seu desejo: nossa bagagem! No momento em que ele nos rouba, nos sentimos feridos, machucados mesmo, um grande sentimento de injustiça nos invade e não conseguimos nos conformar com o que nos aconteceu, pensamos não ser justo alguém chegar e nos roubar a bagagem que por tanto tempo criamos e carregamos. Sentimos a dor de uma criança quando alguém lhe tira um objeto muito precioso. 

Então, caso isso nos ocorra, deveremos permitir que esse "roubo" aconteça, com aceitação, e deveremos experimentar as sensações da criança traída e roubada, isto poderá nos remeter à velha dor tão conhecida de nossa criança ferida, há muito tempo. Acessando essa dor, iremos liberar a energia aprisionada dentro dessa questão e isso será libertador. Depois que lavarmos a alma sentindo a dor e/ou chorando, nos sentiremos renovados e fortalecidos. 

Sem a velha bagagem, que não continha nada de importante para nosso novo momento, a leveza tomará conta de nosso ser. A energia pesada da bagagem estava nos mantendo presos e para o novo chegar, é preciso que o velho dê lugar a ele. A sensação de desproteção que acreditávamos que sentiríamos quando nos tirassem a bagagem, não acontece. Ao contrário, nos sentimos revigorados, as novas energias tomam conta de nós, um novo ânimo se instala, uma força renovadora acontece em nosso ser. Respiramos fundo, satisfeitos e leves, felizes com as novas possibilidades que se mostram à nossa frente. Estamos renovados para trilhar nossa nova etapa, dentro de níveis de frequência mais elevados.




Teresa Cristina Pascotto




21 de janeiro de 2012

Sua vida em suas mãos



Você é forte. Sua vida sempre será um novo recomeço a cada dia que passa. Lembre-se de que você está eternamente na alvorada de sua vida. Seus momentos devem ser únicos e prazerosos. Sua jornada é única. Sua ação no mundo te oferece infinitas possibilidades de ser criador de sua própria história. Evite ser condescendente consigo abrindo espaço para se queixar de sua vida. Você é o protagonista responsável pelos caminhos trilhados por você.

Se em algum momento estiver em desespero, recolha-se ao seu mundo interior e de lá tire os frutos da sapiência que você acumula ao longo de muitas e muitas jornadas. Nada tema, para tudo há solução.

Ao longo de sua vida certamente que muitas pessoas podem ter sido marcantes na construção do seu modo de ser, te influenciando sobre o modo como você pensa e age. Já é hora de retirar o véu de seus olhos e definitivamente ser você mesmo. Ficar com o bom e libertar o que não te serve mais. Assumir a liderança da sua própria vida. Sem pestanejar e assumir, portanto, todos os riscos que envolvem o estar vivo.

- Você está preparado?

É nessa trajetória que saímos definitivamente da zona de conforto sobre a qual tantos falam. Deixamos para trás os comodismos que nos dão a ilusão de que isso seria a própria vida. Deixamos também para trás todas as fantasias de que somos menos ou mais do que alguém e caminhamos para uma percepção muito única de nós mesmos, onde definitivamente o que importa é a sensação inequívoca de ser feliz. Um estado que por si só é recompensa. Um estado sem dependência emocional e sem subterfúgios. Um lugar que pode ser plenamente alcançado por todos nós, aqui e agora.

É a hora de ousar de colocar toda a sua vitalidade de modo consciente em suas ações, pensamentos e emoções.

- Você está preparado?

É o estado do sagrado que está além de todos os preceitos aprendidos, um estado que requer apenas e somente a conquista diária de si mesmo e, o principal, requerer a incorruptibilidade, pois só através dela é que alcançamos este status de ser e de se bancar no que realmente se é. Mesmo que depois, com a liberdade que todos nós temos, possamos rumar para um novo posicionamento.

Atente que esta é a sua vida e neste momento é tudo o que você possui. Pense, o que está fazendo efetivamente por você nesta sua vida? Já é hora de agir a seu favor, você não acha? Se não for agora, quando?


Silvia Malamud

31 de dezembro de 2011

Adeus Ano Velho! Feliz Ano Novo!




2011 já pediu a conta e se prepara para ir embora. Sair de cena. Deixar saudade, ou não. 2011 se despede. “Fui”. Sai do calendário e passa a habitar nossa memória. Lembranças. “Lembra quando...?”. O ano se vai, mas alguma história permanece.

Erramos, acertamos. Aprendemos muito, e sempre. Certamente tivemos a oportunidade de sermos melhores. Risos e lágrimas. Gente que foi, gente que chega. Promessas, juras, vontade de realizar. De ser, de estar. Ou ao menos de parecer... bem, feliz, atraente e atraído. Vontade de viver. Todos os dias.

Despedir-se de um ano que compõe a sua história, merece celebração. Merece reunir os amigos, merece ouvir a música, dançar com os braços para o alto e os olhos fechados. Merece abraçar, e ser abraçado. Olhar no olho, dizer que ama, que sente saudade... que será diferente, caso tenha que ser. Merece beber todas, e chutar o balde.

O branco sugere a paz, busca o equilíbrio, pede a harmonia. Os anjos se vestem de branco. Trazem proteção. Nós que nos vestimos de branco, pedimos sabedoria, esperança, clareza. Simplicidade e glória. Tudo isso o branco pode fazer por nós. Se tivermos a alma aberta. Se estivermos prontos.
 
 
 
 
Paula Santana (Site GPS)





Um Feliz e iluminado 2012!
Deus abençoe a nós que nos tornamos amigos e que possamos verdadeiramente dizer um para o outro, muito obrigado por você existir.
Saúde, paz, amor, harmonia, felicidades, sempre!!!
É o que lhes deseja com muito amor e carinho,
Lena Simões.