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4 de janeiro de 2013

Quem ama, mostra!




Falar nem sempre é fácil - verdade seja dita. Mas difícil mesmo é fazer. E fazer com constância e coerência. É mostrar, por meio de atitudes, escolhas e comportamentos, que as palavras ditas não estão vazias. Ao contrário, estão endossadas pelo que é palpável, visível e constatável. Sim, estou falando de amor.

Sei que muitos defendem a ideia de que o amor é imponderável e que, mesmo quando não é demonstrado, deve ser considerado como real e válido. Concordo apenas em partes. Na verdade, depende do motivo pelo qual ele não é expresso. Porque, em última instância, aposto todas as minhas fichas na crença de que amar é, sobretudo, um verbo de ação.

Claro que declarações verbais de amor são sempre bem vindas. Longe de mim afirmar que elas não têm seu valor. Tem - e dos grandes. É, sem dúvida, muito bom ouvir a pessoa amada relembrando-nos o que sente de bom. É saudável e prazeroso se sentir amado por todos os sentidos, de todas as maneiras.

O que estou querendo defender é o fato de que amor é um pacote, um conjunto de fatores que vai além de palavras. É preciso amar e mostrar! Porque de amores que a gente não vê o mundo está cheio. Sim, de amores que podem ser vistos também está, felizmente. Mas precisamos mostrar mais, especialmente para aqueles que amamos mais de perto!

Porque amar de longe também é bem mais fácil. Não inclui as irritações e as impaciências próprias da convivência, da rotina, das diferenças. Não inclui os impulsos viscerais, contato, corpos ocupando o mesmo espaço físico. Fica mais na poesia, no "pode vir a ser", na expectativa do encontro. Fica mais no nível do platônico. Não é exatamente um exercício, senão o da espera.

Quando proponho mostrar o amor, estou sugerindo exercitá-lo mesmo! O que faz quem ama? Como se comporta um amante? Está sempre mal humorado e impaciente? Vive pronto para criticar, julgar e condenar? É focado nas limitações e nos enganos de quem ama? Privilegia o silêncio de quem se ausenta e a distância de quem não se importa? Recusa-se à intimidade?

Esta não parece uma boa descrição de alguém que diz que ama, não é? E por que será que, ainda assim, tantas pessoas não se cansam de repetir "eu te amo" enquanto, ao mesmo tempo, mantém exatamente esse tipo de comportamento?

Rainer Rilke escreveu algo que, em algum nível, responde minha pergunta: "Amar outro ser humano é talvez a tarefa mais difícil que a nós foi confiada, a tarefa definitiva, a prova e o teste finais; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação".

Isto é, precisamos primeiro aprender, mas infelizmente não se ensina a amar nas escolas, embora devesse ser disciplina obrigatória, em minha opinião. E depois de aprendidos alguns importantes conceitos, depois de compartilhadas profundas experiências, sob a supervisão de quem se especializou no assunto, seria absolutamente interessante que se estimulasse o treino.

Como fazer diante de um desentendimento? Conversando. Ouvindo o outro. Ponderando sobre os diferentes pontos de vista. Como lidar com sentimentos como ciúme e insegurança? Olhando para dentro, refletindo sobre como se sente em relação a si mesmo e o que pode ser feito para lapidar essa autoimagem. Como perdoar? Reconhecendo as próprias dificuldades, os próprios erros, considerando o que realmente importa: se é estar com a razão ou amar um pouco além.

Enfim, treinar, treinar, treinar. Treinamento é o caminho para o desenvolvimento e, por fim, para a excelência, inclusive do amor. Portanto, da próxima vez que se sentir inspirado a contar à pessoa amada o que você sente por ela, que tal acrescentar às palavras uma atitude que mostre?

Rosana Braga

29 de dezembro de 2012

Ano Novo: renovam-se as esperanças





As pessoas param, dedicam alguns segundos para refletirem sobre suas vidas, seus amigos, familiares. Analisam suas atitudes. É bem verdade que só alguns fazem isso...

Reúnem-se em festas, abraçam-se, choram, emocionam-se. Dão presentes. Enviam cartões de Natal. Visitam-se, viajam, tiram férias.

É o cenário mais típico de um Natal bem brasileiro. É a forma como fazemos a passagem - alguns se referem assim ao momento do Ano Novo - mas é a passagem para o nada, porque tudo fica, depois da festa, como era antes.

É muita emoção! Mas é só isso. Porque logo em seguida todos voltam à rotina de suas vidas e as esperanças se anulam e logo morrem. Continuamos sendo o que sempre fomos. Perpetuamos nossas ações e, paradoxalmente, queremos colher novos frutos.

Não nos damos conta, provavelmente pela emoção que nos toma no momento, que nossas esperanças precisam de novas atitudes e estas, as atitudes, por sua vez, precisam ser precedidas de novos e avassaladores pensamentos. Os conceitos precisam mudar.

É preciso, para que o ano novo seja efetivamente novo, e que assim saia do calendário e se renove, que pensamentos desabrochem em estado de novidade.

Poucos se dão conta que são hoje o resultado de suas decisões até este momento.

A intenção de mudar é fantástica, mas o que realmente faz a diferença são as nossas atitudes.

Assim, para mudar, não é preciso estar no Final de mais um ano. Não pode ser uma ação só do calendário gregoriano. Tem que ser uma nova forma de encararmos a nossa vida. É preciso olhar mais para o nosso interior e menos para o nosso bolso.

Só assim, teremos uma nova vida.

Quer mudar? Mude suas atitudes.

Quer ter novas atitudes? Mude seus pensamentos.

Só assim poderemos dizer que estamos criando uma nova realidade em nossos corações e almas.

É uma ação hipócrita lembrar das pessoas que fazem a diferença em nossas vidas, somente em uma festa, em um determinado momento do ano, ou em um velório.

Vamos usar este momento para a grande virada, a grande mudança.


Saul Brandalise Jr.

28 de outubro de 2012

Mude o foco para eliminar os problemas





Você já reparou que em cada fase de nossa vida alguns problemas parecem maiores que os outros? Não estou falando de problemas graves e pontuais, como doença ou perda de emprego. Estou falando daquelas características de nós mesmos de que não gostamos, estamos sempre tentando modificar.

Para esses supostos problemas, existe um grande remédio: mudar o foco.

Quanto mais atenção você dá a um problema, mais ele cresce. Isso acontece porque esse problema acaba tomando tempo e espaço em nossas vidas. Tempo e espaço esses que poderiam ser melhor utilizados em atividades produtivas, que nos levem em direção a nossos objetivos e não apenas fiquem atrapalhando nossa vida.

Um bom exemplo de atitude que dá certo em relação a essas situações incômodas é quando, ao longo do tempo, alguns problemas que eram enormes já não nos assustam tanto. Isso é bastante comum quando a gente vai amadurecendo. Em determinada época de nossa vida, especialmente na adolescência, um coração partido é o fim do mundo. Como sofremos quando alguém não corresponde à nossa paixão!

Depois de um tempo, se conseguimos estabelecer um casamento, um relacionamento estável com alguém e olhamos para trás, nos surpreendemos pelo tempo e energia que gastamos lamentando não ter conseguido conquistar aquela outra pessoa. O problema não parece muito menor do que era na época? Pois isso é resultado da mudança de foco.

Tenho certeza de que, quando você viu que não adiantava insistir em conquistar aquela pessoa, parou de pensar tanto nela e foi se envolvendo com outras áreas de sua vida. E, de repente, de tanto focar em questões produtivas, acabou conseguindo encontrar e conquistar uma pessoa que tem muito mais a ver com você do que aquela que ficou para trás.

Parabéns, você soube mudar o foco e está colhendo os frutos disso.

Mas garanto que hoje são outros tipos de problemas que incomodam você. Pois bem, sabe qual é o segredo? Para esses problemas, também é a mudança de foco que vai trazer a solução.

Não digo que você deva parar completamente de pensar neles. Mas deve, isso sim, ter uma postura muito mais de solução do que de tristeza pela falta de alguma coisa. Você deve analisar como pode conquistar o que está lhe faltando. Quais os passos que deve dar para suprir esta falta?

Tenho certeza de que, com consistência e foco no resultado, você vai chegar lá!

Carlos Augusto Monteiro 

4 de abril de 2012

Querer é mesmo poder?




As pessoas mais persistentes acabam indo mais longe do que aquelas que ora querem uma coisa ora querem outra. Mas não basta ter um projeto em nossa mente para que ele se concretize. 

A afirmação “querer é poder” pressupõe a concepção de que a vontade da nossa razão é soberana. Ela admite que basta que nossa mente construa um projeto e passe a perseguir esta meta para que todo o resto do organismo a siga. Assim, as pessoas não alcançariam um determinado resultado, não porque o querer não seja suficiente, mas porque o querer delas não seria bastante forte. Não desprezo, em hipótese alguma, a eficiência da razão e a importância de se querer muito uma coisa ou uma situação, para que se tenha mais chance de chegar lá. Não desprezo também os chamados poderes paranormais da mente, de tal forma que é possível que o “querer muito” abra portas para que um determinado evento aconteça. 

Porém, acho fundamental fazermos algumas ressalvas a respeito desse assunto. A primeira delas é que não se deve incluir no “querer” coisas ou atitudes que dependam da vontade de outras pessoas. Por exemplo, posso querer muito ganhar num jogo de bingo domingo no clube. É possível até que a força da minha razão aumente as minhas chances de isto acontecer. Mas não acho que se possa querer muito que uma determinada moça – ou rapaz – passe a se interessar pela gente. Tenho todo o direito de tentar me aproximar das pessoas que despertam em mim a admiração e o interesse. Mas tenho o dever de respeitá-las, de modo que não me resta alternativa senão me afastar quando não encontro reações favoráveis à minha aproximação. Quando se trata dos direitos das outras pessoas, querer não é poder. Não posso dizer: “Tudo o que eu quero eu consigo” quando este “tudo” é um ser humano. 

Na realidade, as pessoas sempre tomam o cuidado de querer coisas até certo ponto possíveis. Caso contrário seria óbvio que querer não é poder. Querer ter um helicóptero está longe de adquiri-lo! Agora, as coisas materiais – e outras conquistas que não sejam as de seres humanos – nos chegam mais facilmente quando a queremos com fervor e persistência. Ou seja, as pessoas mais determinadas e que mudam menos de opinião, acabam indo mais longe que aquelas que ora querem uma coisa, ora querem outra. Esta última atitude, que é a mais comum, acaba por provocar uma dispersão de energia psíquica, de forma que é bem menos provável que se atinja resultados muito positivos. É o que se quer transmitir quando se fala da mula que ficou indecisa diante de dois montes de feno. Não sabendo qual dos dois comer, acabou morrendo de fome! 

A ressalva mais importante que eu queria fazer é a de que não são raras as situações nas quais se quer muito um determinado resultado, mas não se tem condições emocionais para sustentá-lo. Eu posso querer ser promovido rapidamente para a direção da empresa onde trabalho. Mas é preciso ver se tenho competência emocional para arcar com este grau de responsabilidade e de obrigações. É preciso ver se eu posso assumir o cargo que tanto quero. Se não estiver pronto para ele, isso poderá me pesar tanto que não será incomum que eu venha a ter, por exemplo, minha saúde arruinada. O indivíduo que está numa posição que “quer”, mas não “pode” sofre de insônia, dores de estômago, dores de cabeça fortíssimas, palpitações cardíacas, falta de ar e, em situações extremas, poderá até mesmo chegar a ter um infarto do miocárdio ou um derrame. Estar maduro para assumir uma determinada função significa ter a competência técnica necessária e também estar psicologicamente apto às responsabilidades e tensões próprias daquele cargo. 

Existe a possibilidade, portanto, de acontecer que a gente deseje muito uma coisa ou situação e ainda não possa ter ou estar nela. Nesses casos, querer definitivamente não é poder. Será necessário um grande trabalho interior para que se processe o desenvolvimento íntimo que criará as condições para o exercício daquilo que se quer. 

A situação mais importante em que isso costuma acontecer é no amor. Muitas pessoas encontram um par com o qual se identificam muito intensamente. Nesses casos, se desenvolve um encantamento amoroso de forte intensidade, coisa que é do enorme agrado da razão. As pessoas assim, apaixonadas, querem muito ficar o tempo todo umas com as outras. Mas começam a ter várias reações emocionais que denunciam que ainda não são competentes para a realização do seu desejo amoroso. Começam a ficar com muito medo de que alguma coisa ruim irá acontecer. Começam a ter ciúmes desproporcionais aos riscos. Começam a procurar pelo em casca de ovo, ou seja, pretextos menores para justificar a falta de coragem para ficar juntas. Perdem o sono e o apetite, ficam muito nervosas, não pensam em outra coisa, ficam completamente obcecadas pelo assunto e não conseguem se decidir por coisa alguma. 

Esses dados indicam que ainda não estão emocionalmente preparadas para uma relação amorosa de grande intensidade. Terão que andar mais devagar e ir se acostumando aos poucos com a nova situação, de modo a um dia estarem em condições de “poder” agir conforme seu “querer”. 



Flavio Gikovate



6 de novembro de 2011

Mulher de atitude assusta ou encanta?



Nos últimos 30 anos, mais ou menos, o universo feminino tem experimentado profundas e inimagináveis mudanças. Se isso é bom ou ruim? Depende! Depende de como cada mulher encara e lida com essas mudanças. Depende da flexibilidade, da capacidade de ponderação, da noção de si em relação ao que acontece no mundo.

Enfim, mudanças são inevitáveis desde que a humanidade existe. Isto é fato e, portanto, indiscutível. Agora, sabemos que quando se trata de coração, amor e relações afetivas, as mudanças são sempre polêmicas e pedem um tempo para serem compreendidas, assimiladas e transformadas em possibilidades positivas, altruístas e criativas. Cada um no seu ritmo, ao seu tempo...

E com as mulheres de atitude, o caso não é diferente! Hoje mesmo, pra começarmos a ter uma noção de que tipo de atitude podemos estar falando, recebi uma notícia por e-mail que dizia assim: Site de traição registra mais de 11 mil mulheres em apenas um dia. Brasil é o país com maior índice de traição e amantes nos locais onde o site já atua. Obviamente, o título me chamou a atenção e fui ler do que se trata. Resumindo: foi criado um site, já presente em vários países, e lançado no Brasil há 42 dias, para pessoas infelizes no atual relacionamento encontrarem amantes dispostos a ter apenas casos discretos.

A matéria aponta o número de registros de homens – que ainda é maior comparado com o das mulheres – e ainda arrisca estatísticas e razões para tudo isso. E fiquei me perguntando: o que é que está acontecendo conosco, meu Deus? O que significa essa busca? Medo? Conformismo? Desesperança? Excesso de atitude feminina? Falta de atitude masculina? Tudo isso junto e ao mesmo tempo?

Bem, penso que nenhuma dessas perguntas ou das respostas que poderíamos encontrar sejam um motivo por si só. Evidente que esse panorama é resultado dessas últimas décadas de mudança não só nas atitudes femininas como também nas masculinas. E muito mais vêm por aí, sem dúvida.

Somos um sistema. Não tem essa de encontrar os responsáveis. As mulheres não são o que são apenas por si mesmas e nem os homens. Afetamos e somos afetados pelo outro, sempre! Mas a impressão que me fica é a de que perguntas como essa que fiz no título deste artigo (Mulher de atitude assusta ou encanta?) jamais deveriam ser levadas em conta no momento de nortear o próximo passo feminino ou o próximo julgamento masculino e vice-versa.

Penso estar mais do que na hora de começarmos a formular perguntas e buscar respostas dentro da gente e não fora. Importa muito menos o fato de uma mulher estar encantando ou assustando os homens com suas atitudes do que o fato de ela se questionar se estas atitudes estão realmente coerentes com seu coração, seu desejo mais genuíno e as reais intenções para sua vida!

Ainda aposto que atitudes espontâneas, sintonizadas com sentimentos conscientes, sejam sempre encantadoras; enquanto que atitudes imbuídas de estratégias e joguinhos sejam sempre assustadoras, ainda que demorem a revelar estas facetas. O fato é que quanto mais as pessoas se tornam fakes, pouco importa qual imagem estão vendendo, o resultado nunca poderá ser bom!

De modo que a minha sugestão, às pessoas que se relacionam para fazer o amor valer a pena e não para pegar o primeiro atalho e amenizar os desafios da atual relação, é que procurem ter atitudes sempre. E que procurem o equilíbrio: nem se ausentar e nem se exceder. Mas como isso nem sempre é fácil, quando não souberem o que fazer, apenas esperem, em silêncio, ouvindo o próprio coração, até que a melhor resposta apareça.

Porque, no final das contas, é sempre melhor calar enquanto não houver nada de bom a dizer. Assim como é sempre melhor aquietar enquanto não houver nenhuma atitude em harmonia com seu coração a ser tomada!



Rosana Braga 



2 de junho de 2011

Sua vida em suas mãos





Você é forte. Sua vida sempre será um novo recomeço a cada dia que passa. Lembre-se de que você está eternamente na alvorada de sua vida. Seus momentos devem ser únicos e prazerosos. Sua jornada é única. Sua ação no mundo te oferece infinitas possibilidades de ser criador de sua própria história. Evite ser condescendente consigo abrindo espaço para se queixar de sua vida. Você é o protagonista responsável pelos caminhos trilhados por você.

Se em algum momento estiver em desespero, recolha-se ao seu mundo interior e de lá tire os frutos da sapiência que você acumula ao longo de muitas e muitas jornadas. Nada tema, Para tudo há solução.

Ao longo de sua vida certamente que muitas pessoas podem ter sido marcantes na construção do seu modo de ser, te influenciando sobre o modo como você pensa e age. Já é hora de retirar o véu de seus olhos e definitivamente ser você mesmo. Ficar com o bom e libertar o que não te serve mais. Assumir a liderança da sua própria vida. Sem pestanejar e assumir, portanto, todos os riscos que envolvem o estar vivo.

- Você está preparado?

É nessa trajetória que saímos definitivamente da zona de conforto sobre a qual tantos falam. Deixamos para trás os comodismos que nos dão a ilusão de que isso seria a própria vida. Deixamos também para trás todas as fantasias de que somos menos ou mais do que alguém e caminhamos para uma percepção muito única de nós mesmos, onde definitivamente o que importa é a sensação inequívoca de ser feliz. Um estado que por si só é recompensa. Um estado sem dependência emocional e sem subterfúgios. Um lugar que pode ser plenamente alcançado por todos nós, aqui e agora.

É a hora de ousar de colocar toda a sua vitalidade de modo consciente em suas ações, pensamentos e emoções.

- Você está preparado?

É o estado do sagrado que está além de todos os preceitos aprendidos, um estado que requer apenas e somente a conquista diária de si mesmo e, o principal, requerer a incorruptibilidade, pois só através dela é que alcançamos este status de ser e de se bancar no que realmente se é. Mesmo que depois, com a liberdade que todos nós temos, possamos rumar para um novo posicionamento.

Atente que esta é a sua vida e neste momento é tudo o que você possui. Pense, o que está fazendo efetivamente por você nesta sua vida? Já é hora de agir a seu favor, você não acha? Se não for agora, quando?


Silvia Malamud

21 de fevereiro de 2011

Seja autêntico



Para que um relacionamento seja satisfatório é importante que você tenha a sensação de que está sendo você mesmo, que é autêntico. Você pode até disfarçar por um tempo, mostrando aquilo que o seu parceiro espera de você. Pode fazer de conta que é um menino ou uma menina boazinha, sendo politicamente correto. Mas é inevitável que em algum momento você se canse e mostre suas garras, ou melhor, mostre quem você realmente é.

Do outro lado, é bem capaz que seu companheiro ou companheira fique decepcionado(a) achando que comprou gato por lebre.

- Não é com este cara que eu me casei!

Mas o tempo se encarrega de mostrar quem as pessoas realmente são.

Por isto só nos resta mudar nossas cabeças, conceitos e sentimentos, aprendendo a construir relações mais baseadas na realidade e menos em projeções românticas.

Não estou dizendo aqui que é ruim a luz de velas, as flores, surpresas e gentilezas. Tudo isso é muito bom, mas constituem somente uma parte da história. Se não tivermos a capacidade de enfrentar os momentos difíceis, de encarar a dor que caracteriza o crescimento e a resolução de conflitos, se formos sempre reféns do medo e da necessidade de aprovação, não conseguiremos estabelecer um vínculo de qualidade.

Você pode ter medo de sua própria agressividade, abaixando a cabeça quando deveria defender seu espaço e sua dignidade. Você pode ter medo do que os outros pensam de você. Pode ter medo do desconhecido. Sendo assim, sua vida não consegue fluir com felicidade. Você pode até ter dinheiro, patrimônio, segurança, mas com certeza, não conseguirá ter um bom relacionamento.

O amor combina mais com uma atitude corajosa. Você decide que quer ser feliz, custe o que custar. Você não se contenta com pouco. Quando a comunicação não está boa, convida o outro para conversar, mesmo que esta atitude signifique muita adrenalina. Quer entender o que está errado sem importar-se com quem vai ganhar ou perder.

Fundamental é ser feliz. Para isto não existem fórmulas fáceis. O caminho é a incansável busca de si mesmo, dos seus talentos, da sua forma única de colaborar para que este planeta seja um pouco melhor. Daí você se sente mais útil, sua vida tem mais sentido e sua luz interior aparece.

Você é o primeiro a se reconhecer, a se aprovar. Você se sente mais preenchido, o vazio diminui. Desta forma o seu companheiro estará ao seu lado como um parceiro com quem você pode contar e compartilhar a vida e não como alguém chato que cobra algo que você não pode, nem tem para dar.


Sérgio Savian

30 de dezembro de 2010

Atitude


Tomar atitude implica em sair da acomodação e rever o planejamento de vida como um todo; sabendo de antemão que dificuldades e obstáculos vão aparecer nesse caminho.

Mas isso não deve ser motivo de desânimo e, sim, um estímulo para vencer todos os limites. Para tomar atitude é bom seguir algumas dicas:


- relacione pendências do passado, do presente e do futuro, priorizando-as para serem resolvidas;

- tenha em mente que o que passou, passou. Não guarde rancor do que está morto e enterrado;

- seja mais discreto e alegre. Idealize o corpo, a mente e o espírito que você gostaria de ter;

- decida não ser mais omisso e fale o que pensa, determinando momento e lugar certo, para quem quer que seja;

- saiba que, quando você questiona, você aprende; quanto mais questiona, mais aprende;

- saiba que você é digno de respeito e que não é justo ser apegado ao trabalho exagerado, à vaidade, ao passado, ao presente e ao futuro;

- execute bem as tarefas hoje; deixe que o amanhã cuidará do resto.

Paulo Zabeu 

Do livro "Cinco regras para vencer seus limites"

5 de agosto de 2010

Tudo sob controle?




Foi preciso perder uma pessoa muito querida, no ano passado, para descobrir o que eu custei a entender: nem tudo depende de mim.

No auge do medo da perda, é claro que a gente dobra a disposição para fazer tudo que parece estar ao alcance. Telefona para o médico toda hora, procura especialistas, pesquisa terapias alternativas, pede ajuda aos parentes, reza para todos os santos, troca informações em redes sociais... Mas acontece de chegar o momento em que nada mais resolve. O momento da temida e dura entrega, da aceitação de que o poder já não está conosco – se é que esteve algum dia.

De lá para cá, tenho estado mais atenta ao que eu não posso mudar. Percebi que minha irritabilidade, antes constante, se devia em grande parte à mania de querer manter tudo sob controle. Sob o meu controle. Eu achava que era assim que eu tinha de agir: antecipando todos os problemas que tinham chance de acontecer, me precavendo, criando regras para tudo funcionar. E o mais grave é que eu acreditava que antes de tudo tinha de controlar a mim mesma. Vivia como um soldado obediente ao general, mas ambos eram eu. Como quase nada saía como previsto, estava sempre me irritando com os resultados imperfeitos. Chato e desnecessário, hoje sei.

Decidi que muita coisa não está e não deve estar sob as minhas ordens. Relaxei. Passei a saber que não preciso ter tempo para fazer tanta coisa, já que o dia tem 24 horas e não existe mesmo tempo para todas as coisas que eu costumava achar que tinha de fazer. Desconfio que é mais importante dar-me menos coisas para fazer – para ter mais o que fazer com as coisas que já tenho.

Era comum eu partir para a briga antes mesmo de o conflito surgir: eu o antecipava. Achava que brigando conseguiria o que me era de direito. Fracassei. Hoje estou experimentando aceitar algumas derrotas, depois entender melhor o adversário para então mudar as estratégias de defesa e ataque. Já sei que não vou ganhar sempre, e já não me maltrato tanto por isso.

Se sei que não vou ganhar, poupo energia e evito brigar à toa. Exercito a paciência. Convenço-me de que, desta vez, o resultado não depende de mim. E reservo disposição para o que só eu posso fazer. E é aí que está o ganho no que parece ser uma perda: poder fazer o que a gente realmente deve, porque não perdeu tempo com o que não precisava.

Sabe aquela propaganda que mostrava várias coisas que “não têm preço”, e que para todas as outras você tinha o cartão de crédito tal? Pego emprestado o argumento para expor o meu. Convencer a loja de móveis planejados a entregar a mercadoria no prazo prometido? Não depende de mim. Acordar muito-cedo-e-sem-dor-de-cabeça na sexta-feira para fazer exercícios tendo trabalhado muito e dormido pouco a semana toda? Não depende de mim. Para todas as coisas que dependem de mim, posso e devo usar toda a minha disposição, a minha disciplina e minha vontade de me aperfeiçoar.

Uma delas é, em parte, minha saúde. Há aspectos da minha saúde que sou eu que controlo, e outros que talvez um dia eu descubra que fogem completamente ao meu poder, como aconteceu com aquela pessoa que foi embora. Eu posso controlar minha alimentação, então me dedico a fazer compras cuidadosas toda semana para ter comida saudável e gostosa em casa sempre. Posso controlar minha postura e a minha musculatura praticando os exercícios certos regularmente. Também posso controlar o meu descanso, dosando minhas atividades com minhas horas de sono, então procuro equilibrar minha agenda para não exagerar nem de um lado nem de outro.

Eu acredito, hoje, que o estresse vem antes da confusão que fazemos do que depende e do que não depende de nós. Gastamos tubos de energia nos dedicando ao que não podemos controlar, e deixamos de lado coisas que só funcionam se assumirmos a responsabilidade sobre elas. Eu convido você a refletir sobre as responsabilidades que anda assumindo e o peso que anda carregando nas costas. Esse peso todo lhe pertence, ou está na hora de se livrar de algumas tralhas? Procure descobrir o que depende só de você, e assuma a solução. Meu palpite: será um alívio.


Francine Lima