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10 de fevereiro de 2013

Segunda-feira: o melhor dia da semana!





O que você sente quando chega o domingo, ao entardecer? Fica alegre pela nova semana que vai começar ou será que surge aquele sentimento meio triste e depressivo por ter que começar tudo de novo?

A segunda-feira deveria ser o melhor dia da semana, ou pelo menos um ótimo dia. É assim para quem está feliz com seu trabalho e sua vida. Mas o que vemos é que boa parte das pessoas odeia a segunda-feira e passa a semana inteira esperando chegar a sexta, dia em que se sentem mais felizes por ser o último dia de trabalho.

Sei bem como é essa sensação da segunda-feira, pois passei anos da minha vida desejando que a semana acabasse. Foi assim na época da escola e continuou depois que comecei a trabalhar com engenharia. Essa situação só veio a mudar por completo depois de um longo período de mudança interior que culminou com a mudança de profissão, quando passei a trabalhar como terapeuta e professor.

Antes dessa mudança, as tardes de domingo me remetiam a um sentimento meio depressivo. Inconscientemente, era acionado um gatilho emocional dentro de mim que lembrava que eu ia ter que voltar para minha vida "normal". E isso significava passar a semana fazendo o que não gostava. A voz de Faustão e a vinheta do Fantástico também serviam de âncora e ativavam imediatamente esses sentimentos inconscientes desagradáveis. Felizmente, hoje, a segunda pra mim é um excelente dia, um dia de recomeçar algo que eu realmente gosto de fazer.

O não gostar da segunda-feira é um grande indicador de que não estamos seguindo nosso verdadeiro caminho na vida. Passamos boa parte da nossa vida no trabalho e muitas pessoas escolhem a profissão de uma forma um tanto equivocada. Vou comentar agora sobre esses equívocos.

O erro mais comum é escolher a profissão pelo ganho financeiro. Considero isso um grande erro, pois está baseado na crença de que em algumas profissões é possível  ter uma vida confortável e em outras não. Por acreditar nisso, muitos deixam sua verdadeira vocação de lado e vão em busca de uma área onde há um consenso de que é mais fácil para se ganhar bem. E assim passam a vida inteira infelizes fazendo o que não gostam.

Existem duas coisas que influenciam a nossa satisfação com o trabalho: fazer o que se gosta e ser bem remunerado. Acredito que primeiro devemos seguir a nossa verdadeira vocação. Essa deveria ser a prioridade máxima, pois quando excluímos a possibilidade de fazer aquilo que gostamos, jamais conseguiremos uma verdadeira satisfação pessoal. Depois, podemos evoluir e descobrir como usar nossos talentos para crescer financeiramente. 
 
Em algumas famílias, os pais, também cheios de crenças limitantes, exercem grandes pressões sobre os filhos para que estes sigam determinadas profissões e reprovam a escolha do filho, se ele quiser optar por um caminho diferente. Outro equívoco comum é quando os filhos seguem a profissão dos pais; não por vocação, mas apenas por comodidade, por achar que é mais fácil para ser bem-sucedido. Imagine, então, passar a vida inteira fazendo o que não gosta!

A falta de autoconhecimento também pode nos levar a escolher a profissão de forma equivocada. Tem muitas pessoas que nem sabem o que verdadeiramente gostariam de ter como profissão. Aqueles que não descobrem logo cedo sua vocação podem descobri-la tardiamente. Mas, normalmente, ficam com medo de mudar e correr riscos e acabam pagando o preço da insatisfação.
  
Observo também um grande número de pessoas buscando o emprego público, quando, na verdade, não têm a menor vocação pra isso. São levadas pelo medo, pelo desejo de ter uma estabilidade e boa renda e por crenças de que não podem alcançar esse objetivos de outro modo. O resultado certamente será um monte de gente prestando serviço público apenas para cumprir uma obrigação chata, esperando que chegue a sexta-feira, o feriadão e as férias.
Todo ser humano tem seu talento, seu caminho de vida mais profundo e veio aqui para nesse mundo  para pôr em prática sua vocação e beneficiar a sociedade, ao mesmo tempo em que se realiza e ganha satisfação pessoal, financeira e profissional, tudo em uma só pacote. Só o autoconhecimento nos leva na direção dessa realização plena.

Andre Lima 

27 de junho de 2010

O dia internacional do mau humor




É, acho que a segunda-feira é mesmo o dia mais odiado em todo o mundo... Segunda-feira é o dia de voltar ao batente, começar tudo de novo, romper com a tranquilidade do fim de semana. Bem pior do que a segunda-feira só a segunda-feira-de-manhã, um tipo de subcategoria do dia em que todo o mau humor e exaustão da humanidade ficam potencializados

A cena é clássica: na segunda de manhã, bocejos por todos os lados, pessoas com olheiras e o tempo passando devagar. Alguns, até, com o tradicional mau humor de início de semana. E se um bem humorado se arriscar a perguntar o porquê da indisposição, vai ouvir um sonoro “eu odeio segunda-feira”. Muitas vezes, o fim do domingo arrasta-se tedioso por culpa dela, da maldita segunda, que na verdade é uma primeira: o marco inicial da semana "útil".

Gordo e preguiçoso, o gato Garfield, criação do cartunista americano Jim Davis, é a personificação da aversão ao primeiro dia útil da semana. Criado em 1978, o gatinho ganhou fama mundial por odiar as segundas-feiras. A célebre frase do Garfield resume o sentimento de muitas pessoas.

Segunda é o dia de por um fim na procrastinação, de começar dietas, fazer academia, tomar providências, ir ao dentista, falar com o gerente do banco, de apresentar-se a um novo emprego, iniciar as aulas. Em resumo: de acordar morto e ir dormir exausto. Nada funciona direito numa segunda-feira, ainda mais se ela for fria e chuvosa, aí deveria até tornar-se um atenuante criminal.

Não é à toa que diversas canções já foram produzidas com a temática do dia e nenhuma em tom de otimismo, diga-se de passagem. Os norte-americanos do The Mamas & The Papas, ao compor a sua "Monday Monday", em 1966, desabafaram toda a sua frustração em versos como: Todos os outros dias da semana são tranquilos. Mas sempre que a segunda chega, você me vê chorando o tempo inteiro.


Os Carpenters também não deram trégua para a protagonista deste post, incluindo a segunda no mesmo montante dos melancólicos dias chuvosos, na canção "Rainy Days and Mondays", interpretada pela suave Karen Carpenter e dizendo ...dias chuvosos e segundas sempre me deixam pra baixo.

A clássica "Blue Monday", do New Order, se utiliza da expressão "Segunda-feira deprê" para definir alguém perdido entre decepções amorosas: Diga-me o que sinto. Diga-me agora como eu devo me sentir. Afinal, não haveria um dia mais oportuno para personificar uma dor de cotovelo.

Só nos resta fazer da segunda um dia menos infeliz.




Fonte
Edição: Lena