Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens

19 de junho de 2012

Uma questão de tempo...




Sim... as pessoas que amamos são insubstituíveis ao nosso coração. Aquele lugarzinho que elas ocupam fica marcado com a presença delas, com o cheiro, com a forma e até o som do riso.

E quando elas partem forma-se o vácuo. Mas se a presença física se foi, ficam ainda as lembranças de tudo aquilo que foi construído juntos: os momentos vividos, as horas compartilhadas, muitas vezes as partidas e reencontros...

A saudade é tão indizível quanto a dor que ela provoca.

Mas ainda existe uma esperança: quem faz o bem aqui, nunca vai completamente: essa pessoa vive através dos ensinamentos que deixou, vive através das marcas que foi colocando em cada passo, cada acontecimento...

E o que reconforta é a esperança de que esse ponto final colocado é apenas passageiro, pois o Senhor nos prometeu que um dia, no céu, nós nos reconheceríamos.

Então... é apenas uma questão de tempo. Um dia a gente se reencontra fatalmente com aqueles que amamos e nos amaram acima de tudo nessa vida terrena. E enquanto estamos aqui, vamos deixando nossas marcas também, por que há os que precisam de nós e os que um dia irão querer viver com a esperança de nos reencontrar.

Assim, um dia, numa promessa feita por Deus, haverá no céu uma grande festa.

Tudo é uma questão de tempo...


Letícia Thompson






Meu querido pai Madeira, hoje você estaria fazendo 99 anos!!! Sei que tem festa no céu e que vc está alegrando a todos, como sempre fêz conosco aqui. Um beijo grande de quem sempre te amará!
Lena Simões



Frank Sinatra - I did it my way





8 de outubro de 2011

Por que deixamos tudo para depois?




Preguiça, medo de não conseguir fazer como deveria ser feito, mau costume? O motivo talvez seja o que menos importa. Mas o fato é que, por conta dessa mania de deixar tudo para depois, muitas pessoas têm amargado uma sensação terrível de que a vida passou e elas simplesmente perderam o bonde!

Claro que, vez ou outra, desafiar o velho e sábio dito popular que nos cobra por que deixar para amanhã o que podemos fazer hoje não é sinônimo de fracasso ou catástrofe. Porém, se o seu lema já se tornou o provocante por que fazer hoje o que podemos deixar para amanhã, cuidado! Você pode estar ocupando o lugar de seu próprio inimigo!

A vida não pára até que você se sinta pronto. Você é que terá de aproveitar o ritmo para se preparar. O tique-taque das horas pode ser uma melodia que embala você e o conduz às suas melhores ações, ou pode ser um capataz que te açoita e castiga, exigindo mais e mais sacrifícios. É você quem decide! E, sendo assim, de que forma realmente quer viver? Empurrando com a barriga ou fazendo acontecer?

Toda vez que você deixa um compromisso, uma tarefa, uma conversa ou uma decisão para depois, está adiando seu sucesso, seus resultados ou, quem sabe, até a sua tão desejada felicidade. Portanto, minha sugestão é para que, a partir de agora, você só deixe para amanhã aquilo que, se feito ou decidido hoje, puder ser ruim. Nesse caso, nada melhor do que uma noite bem dormida para chegar a uma nova conclusão e, consequentemente, uma ação mais inteligente.

Ou seja, use sempre a máxima protetora: na dúvida, não ultrapasse. Mas não se deixe enganar: quanto antes você fizer o que precisa ser feito, mais rapidamente chegará onde deseja e mais intensa e profundamente estará vivendo cada dia da importante viagem que é sua vida!



Rosana Braga




26 de agosto de 2011

Ter tempo para tudo




O relógio no pulso marca o tempo. Embora invisível, o tempo nos aprisiona em conceitos e em modo de viver. Conceitos de novo, antigo, moderno, ultrapassado, velho originam-se do tempo. O novo atrai. Chama ao consumo. O novo modelo, mais aperfeiçoado. O que carrego comigo num instante fica sem graça frente à nova cor ou ao moderno designer.

Contudo, o mesmo tempo que torna sem graça o modelo “antigo”, torna valiosas outras coisas: a velha camiseta de dormir, aquela velha xícara que pertenceu a minha avó, aquele velho amigo. O que perdurou no tempo nos apoia, nos transmite segurança, nos conforta. Há reciprocidade familiar entre mim e meu velho travesseiro. E por que corremos tanto atrás do novo? E por que trabalhamos mais, para ganhar mais dinheiro, para comprar os novos modelos, os novos sabores, as novas fórmulas?

Tempo. Esse invisível que regula a nossa vida, que nos dá o sentimento de carência: a falta de tempo, o tempo que voa, o tempo que desvaloriza o que há pouco compramos, mas que paradoxalmente valoriza a velha xícara que torna o chá mais saboroso. O tempo não para. Então, talvez nós é que tenhamos que parar a fim de não sermos engolidos por algo que é tão relativo como Einstein nos ensinou.

Eu ia ligar para ela, juro que ia – todos os dias eu pensava em ligar, mas é tanta correria, tanta falta de tempo, uma loucura. Pois é, ela se foi. A culpa não é do tempo, é mesmo nossa por temos permitido subjugarmo-nos a ele, deixando de regar nosso jardim. E é justo no nosso jardim que parece estar toda graça da vida. Ler um livro, assistir a um bom filme, ligar para a velha e querida tia, levar uma flor para mãe fora do Dia das Mães. Aquelas velhas formas de gentileza, aqueles velhos hábitos, aquele tempinho para alimentar nossa alma que carece de uma pausa. A correria provoca stress e o stress vai aos poucos matando a nossa sensibilidade.

Não tenho tempo para mais nada! Todavia, é o “mais nada” que mais importa. O “mais nada” é justamente o cultivo do jardim. Como fazer, então? Tem alguma saída? Tem, mas implica perdas e ganhos. Talvez a velha sabedoria de Sêneca (4 a.C-65 d.C) possa nos ajudar a encontrá-la.

“O tempo que temos não é curto, mas, perdendo grande parte dele, fazemos com que ele seja. A vida é suficientemente longa para realizar nela grandes coisas, se a vivermos bem.”  SÊNECA in Sobre a Brevidade da Vida.

“ Eu tenho tempo, meu caro, muito tempo; tenho tempo para tudo, e onde quer que esteja disponho sempre de mim. Eu me empresto à atividade profissional, não me entrego a ela; nem procuro ocasiões para empregar mal meu tempo.” SÊNECA in Cartas a Lucílio.

Não se entregar à atividade profissional, mas emprestar-se a ela certamente abrirá brecha no tempo. Muitas pessoas se entregam tanto ao trabalho que lhes falta tempo para as coisas simples e prazerosas da vida.Ter tempo para tudo depende de mudar alguns hábitos e paradigmas. Quem sabe, vestir a velha camiseta, tomar um chá na velha xícara e falar no antigo modelo do celular seja uma das formas de dispor mais de si mesmo, como nos diz Sêneca, e assim arranjar tempo para tudo. 



Regina Ramos 








29 de março de 2011

Dê um tempo para você!




Cada um do seu jeito sente o tempo cada vez mais escasso, o que mais se ouve é: "não tenho tempo". Claro, com o avanço da tecnologia recebemos cada vez mais informações e mal conseguimos processar todas as que chegam até nós. Estamos sempre na ânsia de fazer mais em menos tempo, e por vezes nos lembramos com saudades daquela época em que tínhamos mais tempo.

Você se lembra, acredito que não faz tanto tempo assim, de quando visitava um parente ou amigo, só para saber como estava? Hoje não conseguimos visitar nem quando precisam, quem dirá para simplesmente bater papo. Não conseguimos desligar do relógio nem nos finais de semana, e até nosso relógio biológico parece nos trair ao nos acordar no horário habitual, mesmo quando podemos dormir mais, pois são tantas tarefas a realizar que nos cobramos controlar o tempo. Ou será ele que nos controla?

A ociosidade transformou-se em não ter o que fazer, quando na verdade, nos convida à reflexão, e com isso, antes de tudo, permite ficarmos muito mais perto de nós mesmos e de nossos sentimentos. Alguns, eu diria, muitos, mesmo na praia, sentados à beira-mar, ao invés de contemplarem o horizonte e desfrutarem a natureza, estão com os olhos grudados em jornais. É claro, aproveitando o tempo para saber as últimas notícias. Ficar informado é importante, mas dar um tempo para nossa mente é igualmente sábio. Muitos chegam a se culpar quando não estão produzindo, sempre em busca de movimento, ocupação, o que nos induz a pensar se não seria uma fuga inconsciente para não se dar tempo para pensar na vida. Quem sabe?

Devemos lembrar ainda, que mesmo para processar tanta informação e transformá-la em conhecimento, é preciso análise, compreensão, e como para tudo, há um tempo para isso também. Precisamos de tempo para reflexão e amadurecimento. De que adianta tanta informação se mal conseguimos nos lembrar das últimas linhas que lemos, de tão saturados que às vezes ficamos de tanta informação? Para que buscar tanto conhecimento acerca do que acontece no mundo, se muitas vezes não sabemos sequer o que acontece dentro de nós mesmos ou até, dentro de nosso círculo familiar?

O tempo parece realmente voar, e muitos se tornam verdadeiros bombeiros, onde estão sempre apagando um incêndio, ou seja, nunca se preocupam em prevenir o aparecimento de novos focos de problemas, pois não há tempo. Sim, as pressões externas são inúmeras, mas são as pressões internas e a maneira com que lidamos com as situações, o que mais nos desgastam e nos levam ao estresse.

É importante aprender a avaliar as situações e identificar quando é possível deixar de dizer: "deixa que eu resolvo" e passar a dizer aquela palavrinha tão difícil de ser pronunciada por muitos: "não". Se você tem dificuldade de dizer não, tente treinar em situações em que você a princípio não conseguiria, imaginando como se sentiria se tivesse respondido negativamente e aos poucos aprenda a se impor. Geralmente são pessoas que inconscientemente desejam agradar, pois acreditam que se disserem "não", deixarão de serem amadas; se não mostrarem conhecimento, deixarão de serem reconhecidas, ou seja, estão sempre em busca de aprovação, porque em seu íntimo, não aprovam a si mesmas.

Na verdade, antes de aprendermos a aproveitar melhor o tempo, devemos estar conscientes do que pode estar oculto no jargão "não tenho tempo", refletindo profundamente sobre quais questões podem vir à tona se houver mais tempo para pensar, ficar mais consigo mesmo, com aqueles que ama.

O que poderá acontecer ao permitir-se fazer nada de vez em quando? Identifique culpas, ou se durante sua formação aprendeu que quem não faz nada não tem valor. Ou ainda, se a necessidade do controle do tempo não pode estar refletindo uma necessidade do controle da própria vida, ou de agradar, se mostrar importante, tendo sempre que verificar a agenda antes de marcar um compromisso. E permita-se ter tempo ao menos uma vez por semana para olhar o céu, contemplar as estrelas, brincar com as nuvens, ou simplesmente fazer nada e nem por isso, ser alguém com menos valor. Afinal, a sabedoria não estar em acumular informações, mas sim, em colocá-las em prática.



Rosemeire Zago 

26 de outubro de 2010

Embriaguem-se!



É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão:

"É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso".

Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.



Charles Baudelaire


21 de outubro de 2010

O tempo




O tempo é muito lento para os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.

William Shakespeare