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6 de janeiro de 2011

Sucumbindo ao " city tour"



Eu nunca tinha cogitado a ideia de conhecer algum lugar a bordo destes ônibus que ficam carregando turistas pra lá e pra cá (mais: confesso, sempre tive um certo preconceito, inclusive). Quase nunca faço visitas guiadas em grupo. E, para não dizer que nunca fiz uma excursão na vida depois dos tempos de colégio, eu fiz uma só. E a trabalho, para testar uma viagem de uma agência de turismo, na qual trabalhei, para Las Vegas e Califórnia.

Mas preciso dizer: depois de chegar exausta a Washington D.C. e com o cronômetro já em contagem regressiva (nós íamos embora três dias depois), nós sucumbimos aos ônibus de sightseeing. E quer saber? Eu adorei.

Não foi barato: o tour durou uma hora e meia e custou o equivalente a  30 dólares. Posso listar uma série de desvantagens (apenas uma parada estava prevista com tempo suficiente para poucos cliques e pronto, o português  brasileiro parco que se misturava ao sotaque português) mas prefiro ficar com as vantagens.

Para quem tem pouco tempo, é uma excelente maneira de ter uma geral da cidade que é super espalhada e nem um maratonista conseguiria conhecê-la a pé. Para quem tem muito tempo, é o ideal para radiografar a cidade e depois percorrê-la com calma, já com uma bela noção do conjunto. Dura o tempo certo: nem muito para te deixar com a sensação de que está perdendo alguma coisa, nem pouco para achar que foi muita grana por nada.

Embarquei no final da manhã e antes do almoço eu já estava de volta, sabendo do que se tratava D.C. Claro que isso não bastava. Mas quer saber? Foi um ótimo começo. E minhas andanças no final da tarde, quando o sol até deu o ar da graça e nos esquentou um pouquinho, teve um gostinho familiar de "hum, já estive por aqui". Washington não era mais uma estranha.

Rachel Verano
Texto editado por Lena Simões

28 de dezembro de 2010

Destino: Cidade do Cabo, África do Sul


A Cidade do Cabo encanta a todos aqueles que amam as coisas boas da vida. A primeira impressão que se tem ao ouvir falar de uma cidade africana é de um destino cheio de exotismo, vida selvagem e natureza, certo? Pois isso é só o começo do que você poderá desfrutar ao visitar a Cidade do Cabo, segunda maior cidade da África do Sul, um dos dez mais procurados destinos turísticos do mundo. 

Descoberta em 1488 pelo português Bartolomeu Dias, que explorava os mares em direção às Índias, a região logo foi tomada pelos holandeses e ingleses, presentes na região até hoje. 

A surpresa começa pela disposição geográfica única, a cidade rodeia o pé de uma montanha, a Montanha da Mesa (Table Mountain), que leva este nome por apresentar justamente o formato de uma mesa, seguida de uma formação rochosa com 12 picos, que foi denominada pelos locais como "os 12 apóstolos". 

Não espere encontrar uma cidade grande. A região metropolitana da Cidade do Cabo, mesmo sendo considerada a segunda maior população da África do Sul, limita-se pelo contorno da Montanha da Mesa com o oceano Índico de um lado e o oceano Atlântico do outro, fazendo que seu crescimento seja controlado. Nos arredores, há o Cabo da Boa Esperança, o ponto mais distante do continente africano em direção à Antártida. O estilo da cidade é colonial e traz charme para seus edifícios e prédios públicos, bem como museus de diversas comunidades, como os judeus e os muçulmanos. 

O passado contrasta com a modernidade e as grandes highways da cidade, bem como o complexo beira-mar de shoppings, hotéis, restaurantes e outros passeios, chamado de V&A Water Front, logo trarão a imagem de uma cidade contemporânea e cosmopolita. 

Ainda no ritmo de modernidade, a cidade oferece empreendimentos como o Canal Walk, espécie de shopping center gigantesco em meio a canais fluviais que são interligados a condomínios residenciais, comerciais, áreas de lazer e shopping centers com praças de alimentação e opções de entretenimento. 

A Cidade do Cabo também é conhecida pela liberdade de expressão proveniente de um país em constante transformação. Reduto de artistas de todo o continente africano, a sociedade local abre espaço para o público GLS: o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido na África do Sul. 

Você poderá surpreender-se com a infra-estrutura e a organização logo ao chegar à África do Sul. Terá a impressão de estar visitando a Europa ou a América do Norte. Porém, lembre-se que você está em um país em desenvolvimento, que possui favelas e áreas com risco de crime, todas elas localizadas em regiões marginais à cidade, bem longe do convívio urbano. 

O clima da Cidade do Cabo, no entanto, não é exatamente o que brasileiros estão acostumados para uma cidade praiana. Sua localização geográfica está exatamente no meio da corrente de ar que vem da Antártida, ou seja, mesmo com dias ensolarados e bonitos, os ventos (muito comuns na primavera) e as brisas fazem a temperatura girar entre 4 e 12 graus no inverno e 15 e 29 graus no verão. Note que esta mesma corrente traz uma área de instabilidade que cobre geralmente o topo da Montanha da Mesa, principalmente no outono e no inverno. Muita gente visita a cidade e vai embora sem ver a montanha, o principal cartão-postal da cidade. É bom checar o clima antes de viajar, para evitar frustrações. 

Não deixe também de conhecer a Robben Island, onde Nelson Mandela e seus companheiros estiveram encarcerados durante mais de duas décadas. Localizada a 11 km da Cidade do Cabo, esta ilha retrata uma parte da história da África do Sul, principalmente no que refere à luta contra o apartheid. 

Stellenbosch é considerada um dos principais destinos turísticos nas redondezas da Cidade do Cabo por concentrar o maior número de vinícolas do país. Conhecida como a "rota do vinho", a região oferece cinco sub-rotas com mais de 200 produtores de vinho. 

Algumas dicas: alugue um carro, dá liberdade e é barato. Coma frutos do mar, pois são baratos e estão entre os melhores do mundo. Almoce em Camps Bay e peça vinho branco sul-africano. Conheça Groot Constancia, a mais antiga vinícola da África do Sul. Para os amantes de boa música, vá jantar no Green Dolphin Restaurant, em V&A Waterfront, para fazer uma imersão no jazz sul-africano. 

Helder Teixeira

Texto resumido por Lena Simões

10 de dezembro de 2010

Porque visitar Las Vegas




Localizada e isolada no meio do deserto de Nevada, quase à beira do Grand Canyon, Las Vegas começa pelo absurdo de sua localização, fruto da loucura do empresário Bugsy Siegel, que, em 1946, construiu o maior e mais caro hotel da época, o Flamingo.

Las Vegas gosta de tomar para si o título de "Capital Mundial do Entretenimento". Pretensões à parte, o rótulo não é à toa: diversão é o que não falta para quem passa por lá. Famosa por seus luxuosos cassinos e hotéis, a cidade possui várias opções de entretenimento a preços acessíveis para seus visitantes - tudo isso sem contar a possibilidade de se tirar a sorte grande e voltar para casa com dinheiro extra.

Las Vegas também recebeu o apropriado apelido de "Cidade do Pecado" por causa de suas infinitas tentações. Por toda a Las Vegas Boulevard - a principal avenida da cidade, mais conhecida como "The Strip" -, e em plena luz do dia, homens distribuem folhetos com fotos de garotas em poses provocantes. E é justamente na Strip em que se concentra toda a diversão: é lá que estão instalados todos os grandes hotéis e cassinos.

No começo da avenida estão o Luxor, Excalibur, Tropicana, New York New York e o MGM Grand. Depois, seguem o Monte Carlo, Paris, Bally's, Bellagio, Caesars Palace, Flamingo, Mirage e Wynn. Depois de todos estes está o Stratosphere, que marca o fim dos grandes hotéis e cassinos da Las Vegas Boulevard.

Cada um desses estabelecimentos oferece diferentes pacotes para seus hóspedes, que podem conseguir excelentes preços caso fiquem na cidade de segunda-feira a quinta-feira, período em que as diárias dos hotéis dificilmente passam de US$ 100. Os serviços disponíveis variam desde spa até ingressos para os melhores espetáculos em cartaz na cidade - alguns deles com temporadas fixas em teatros dentro dos próprios hotéis. Dessa maneira, é possível assistir a um show do Cirque du Soleil sem ter de deixar o local onde você está hospedado. Aliás, é esse mesmo o objetivo dos hotéis: manter seus hóspedes e visitantes dentro de suas instalações o maior tempo possível.

É importante escolher um bom hotel para relaxar, pois andar por Las Vegas não é tarefa fácil. O forte calor e ar seco dificultam a locomoção a pé dos turistas. No verão é comum ver os termômetros ultrapassarem os 40º C. Assim, os hotéis apostam no luxo para manter seus clientes ainda mais perto, satisfeitos e gastando mais. Tudo sem colocar o pé na rua.

Prepare a mala com roupas leves e um porta-moedas: ele será fundamental na hora de chegar ao cassino. Afinal, quem sabe? Basta um pouco de sorte para que você se torne um milionário. Seja nas máquinas de caça-níquel, numa mesa de Black Jack ou arriscando tudo em uma mão de pôquer. Dados e roletas também podem ajudar qualquer um a sair de Las Vegas muito mais rico do que quando chegou.

Uma terra improdutiva e árida de nascença, mas que movimenta pelo menos 32 bilhões de dólares por ano, atrai mais de 35 milhões de turistas e deixa qualquer um se perguntando como raios alguém teve a ideia de abrir um cassino naquela lonjura, debaixo de um calor de 46 graus no verão. Mas não importa: o negócio deu certo.

Só tome cuidado para não exagerar na comemoração e acordar com ressaca e casado, um dos clichês pelos quais Las Vegas é conhecida. Ao longo da Strip, e em muitos hotéis, o que não faltam são capelas que oferecem cerimônias-relâmpago para os mais apressados. A mais famosa delas, a Little White Wedding Chapel, é o destino de muitos casais, alguns sóbrios, outros não, que acabam casando sem saber ao certo como tudo ocorreu. 
Loucuras como essa são responsáveis pelo código de conduta mais repetido em todos os cantos da cidade: "O que acontece em Vegas, fica em Vegas".

Helder Teixeira

5 de dezembro de 2010

Washington DC, o essencial na cidade



Chegamos a Washington para passar quatro dias. Quando se chega a DC – como costumam falar - é quase impossível não se impressionar com a grandiosidade de seus edifícios públicos. Também é difícil não sentir familiaridade ao ver de perto a Casa Branca, o Capitólio ou Lincoln Memorial. Não há como negar, a cidade faz parte do inconsciente coletivo da humanidade.

Mas não é só de política que vive a capital americana. À beira do rio Potomac, é dona do maior complexo de museus do mundo, o Smithsonian Institute. Com mais de 142 milhões de artefatos, o instituto serve como centro de pesquisa e tem nove (são 19 no total) de seus museus e galerias localizados no parque mais famoso da cidade, o National Mall. Todos os museus são de graça (aqueles que começarem com “national” e fazem parte do complexo do Smithsonian). Além disso, teatros, clubes de jazz, restaurantes, cafés e bistrôs charmosos tornam DC um lugar super interessante.

A cidade tem cerca de 600 mil habitantes, mas durante o dia, o número deve atingir um milhão de pessoas. Isso acontece devido ao movimento de trabalhadores de cidades vizinhas, que vão para a cidade de manhã e voltam para a casa à noite. A maior parte da população é afro-americana.

Ao final da Pennsylvania Avenue, no ponto mais alto, o Capitólio domina a vista; lá o Senado e a Câmara dos Representantes estão presentes. O interior do prédio é belíssimo, com algumas salas privadas, a Corte Suprema, e o Senado. O Capitólio tem 135 anos e caracteriza-se principalmente pela arquitetura clássica de seu interior e as centenas de obras de arte.

Próxima ao Capitólio está a espetacular Lybrary of Congress, que eu como bibliotecária convicta, não poderia deixar de conhecer. Gratíssima surpresa, pois a biblioteca é deslumbrante.

O Washington Monument (o “obelisco”) permite sua subida para se ter uma vista da cidade. É um dos cartões-postais da cidade e descortina uma vista de 360 graus a partir do seu topo, permitindo que se veja o Capitólio, os museus Smithsonian, a Casa Branca e o Rio Potomac.

O Lincoln Memorial, um templo grego com a estátua do primeiro presidente que foi assassinado, exibe 36 colunas que representam os estados na época do governo do então presidente. No subsolo há ainda um museu contando a história de Abraham Lincoln e o seu período no poder. De sua escadaria vêem-se o National Mall, o Monumento a Washington e o Capitólio ao fundo.

A Casa Branca, além de ser a residência oficial do presidente americano, é um grande chamariz de turistas. Mas necessita agendamento prévio para visitação, razão pela qual só a conhecemos por fora.

Já o Smithsonian (Museu Americano de Arte) e a Galeria de Retratos são pontos turísticos que esbanjam cultura e conhecimento para os seus visitantes. Eles exibem cerca de duas mil obras juntos e têm símbolos significativos, como as faces dos fundadores dos EUA e objetos que retratam o modo de vida norte-americano.

A Galeria Nacional de Arte, fora do Smithsonian, mantém uma das mais importantes coleções de arte ocidental do mundo. São cerca de 110 mil obras em exibição, entre pinturas, esculturas e arte gráfica da Idade Média ao século 21. Um passeio pelo jardim das esculturas também vale a pena.

A agitada vida noturna de DC reserva lugares para todos os gostos e bolsos. As opções vão de pubs a teatros, passando por boates e casas de show que tocam diversos estilos de música, mas algumas são excelentes quando o assunto é o jazz.

A região mais badalada é a que compreende os bairros Adam’s Morgan e Georgetown. Os barzinhos e clubes desses lugares sempre revelam bandas novas e boas, que tocam o melhor do jazz, do reggae e do blues. Local da Universidade Georgetown, esta rica comunidade vem dos tempos coloniais, quando ainda era um próspero porto de tabaco. E as regiões onde se come melhor na capital americana são Dupont Circle, Adam's Morgan e Downtown.

Também há muito o que visitar fora dos limites da cidade. Em Arlington, Virgínia, visitamos o Cemitério Nacional Arlington. Dá um nó na garganta passear pelo seus campos verdes, cheios de lápides brancas de mármore de heróis famosos. O túmulo dos Kennedy, com sua chama eterna, me deixou muito emocionada.
Ao lado de DC, está a Old Town Alexandria. Originalmente, um importante porto na América colonial, hoje esta área é animada por restaurantes, lojas e artesãos. Um dia em Alexandria é se sentir em uma típica cidade americana.

À noroeste de DC está Bethesda, Maryland, onde ficam os ilustres Institutos Nacionais de Saúde. Também em Maryland, você encontra a marinha americana, em Annapolis.


Helder Teixeira

Edição: Lena Simões


3 de dezembro de 2010

Os melhores destinos do mundo



Está planejando uma viagem incrível, mas não sabe para onde? O site TripAdvisor, a maior comunidade de viagens do mundo, fez um ranking dos melhores destinos conforme a sugestão de seus internautas. Entre os selecionados, destinos conhecidos e outros pouco procurados pelos brasileiros. Confira a lista!

Melhor do mundo: Monte Carlo, Mônaco
Reduto de milionários e celebridades, Monte Carlo, no principado de Mônaco, foi escolhido como o melhor destino do mundo. Além da localização privilegiada, entre o Mar Mediterrâneo e as montanhas, o local possui o Cassino de Monte Carlo em um palácio repleto de afrescos, esculturas e um átrio em ouro e mármore. A cidade sedia uma das etapas do Grande Prêmio de Fórmula 1, campeonato de tênis, entre outros torneios esportivos. Com bons restaurantes e hotéis, é o lugar certo para quem quer uma viagem com estilo.

Melhor da África: Cidade do Cabo, África do Sul
Espremida entre o mar e a montanha, a Cidade do Cabo está situada no extremo sul do país. Rica em belezas naturais, a "Mama Africa" fica próxima ao Cabo da Boa Esperança. De todos os cantos da cidade, pode-se ver a Table Mountain, seu cartão-postal. Para subir ao topo, há um passeio de bondinho. Outras atrações são o Greenmarket, o Two Oceans Aquarium e as vinícolas. Para conhecer um pouco mais sobre a história do apartheid, catamarãs levam os turistas até a Robben Island, onde Nelson Mandela ficou preso por 27 anos.

Melhor dos Estados Unidos: São Francisco, Califórnia
Com uma vida cultural agitada, sobram peças, exposições e shows para diversão. De dia, é possível explorar o Fisherman's Wharf, de onde saem os passeios para a Golden Gate, o cartão-postal da cidade. Quando a fome bater, procure um dos restaurantes estrelados do  Michelin ou um local mais baratinho, mas delicioso, da Chinatown. À tarde, a sugestão é passear de bondinho, visitar a prisão de Alcatraz ou um dos vários museus da cidade.

Melhor da Ásia: Tóquio, Japão

A frenética capital do Japão, com uma população de 12,5 milhões de pessoas, pode assustar os turistas que visitam o país pela primeira vez. Mas passado o choque inicial da dificuldade de se comunicar e se locomover, é hora de aproveitar o que a metrópole tem para oferecer. Tóquio possui alguns dos melhores restaurantes do mundo, milhares de lojas de roupa e acessórios (destaque para o bairro de Harajuku), além de jardins magníficos e museus. É o paraíso para quem gosta de tecnologia, possui uma cultura rica e intrigante e tem tudo o que se espera de uma cidade cosmopolita. 
Melhor do Pacífico do Sul: Sydney, Austrália
Sidney atende tanto aqueles que buscam a vida cultural agitada quanto os que preferem a beleza natural e a tranquilidade das cidades litorâneas. A Harbour Bridge e a Opera House enfeitam a baía da capital. As famosas praias de Bondi e Manly são os locais mais procurados para mergulho. Quem quiser ver os animais que só existem na terra dos cangurus pode ir ao Aquário ou no Tarong Park Zoo. Não faltam opções de bares e boates, destacando o bairro de construções antigas The Rocks.

Melhor do Caribe e México: Chichen Itzá, México
A antiga cidade maia de Chichen Itzá é um dos destinos turísticos mais visitados do México. Declarado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, o lugar permite aos turistas uma viagem ao período pré-hispânico. Entre seus importantes templos e ruínas, destaca-se a pirâmide de Kukulcan, eleita uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo. O Templo de Chac Mool, a Praça das Mil Colunas e o Campo de Jogos dos Prisioneiros também valem uma visita.

Melhor da América Central e do Sul: Machu Picchu, Peru
Machu Picchu recebe turistas de todas as partes do mundo e de todos os estilos. Datada de meados do século XV, as ruínas incas ficam em uma montanha, a 2.560m acima do nível do mar. Sua porta de entrada é a cidade de Águas Calientes, ponto final da linha do trem turístico. De lá, é preciso pegar um ônibus que faz o percurso de ida e volta ao parque ecológico. Outra forma de chegar é percorrer a pé a trilha inca, com cerca de 50 quilômetros de extensão. Haja fôlego! 
Melhor do Canadá: Victoria, Colúmbia Britânica
Logo ao sul da ilha de Vancouver, na Colúmbia Britânica, está sua capital, Victoria. É a cidade mais inglesa do Canadá. O clima ameno e o agitado estilo de vida ao ar livre fazem de lá um lugar mais que agradável para visitar. Com belos jardins, como o Butchart Gardens e o Butterfly Gardens, possui o maior número de ciclovias do país. Movida pela geração mais nova, Victoria viu surgir nos últimos anos lojas descoladas, cafés autênticos e ótimos restaurantes de deixar qualquer cidade orgulhosa.

Melhor da Índia: Munnar, Índia
Localizado 1.500m de altitude, Munnar é vilarejo do estado de Kerala. Seu cenário é idílico, com plantações de chá intermináveis que cobrem as montanhas de Munnar. Além de apreciar a plantação é possível conhecer um pouco mais em uma visita à fábrica e ao Museu do Chá. Para quem gosta de atividades ao ar livre, é permitido explorar as trilhas para Anaimudi (o pico mais alto ao sul da Índia) e os caminhos originados na confluência dos córregos das três montanhas.

Camila Sayuri

26 de novembro de 2010

The Library of Congress



Num edifício de estilo renascentista e cúpula envidraçada, as margens do Rio Potomac, em Washington D.C., encontra-se a Library of Congress, a maior biblioteca do mundo, inaugurada em 1802, inicialmente para servir ao legislativo dos Estados Unidos. Depois, por lei, ficou a serviço de todos. Estátuas, mosaicos, murais, pinturas, vitrais e colunas de mármore emolduram o imponente salão de entrada, com um pé direito de 50 metros. De alto a baixo, as paredes da sala de leitura do edifício Thomas Jefferson estão forradas com 45.000 livros, uma ninharia perto dos milhões de documentos que formam o acervo da instituição, onde trabalham 5. 200 pessoas.

A Library of Congress está distribuída em três edifícios (edifícios Thomas Jefferson, John Adams, e James Madison) e conta com mais de 140 milhões de documentos. Sua coleção inclui mais de 30 milhões de livros em 470 idiomas, mais de 61 milhões de manuscritos e a maior coleção de livros raros e valiosos, incluindo uma das únicas quatro cópias em perfeito estado da Bíblia de Gutenberg e o rascunho da Declaração de Independência.

Guarda mais de um milhão de publicações do governo americano, um milhão de periódicos de diferentes partes do mundo, dos últimos três séculos, 500.000 rolos de microfilme, a maior coleção de documentos legais, filmes, cerca de cinco milhões de mapas, 2.700.000 gravações sonoras e mais de 13.700.000 de cópias fotográficas. Também alberga obras de arte, desenhos arquitetônicos e valiosos instrumentos como o Stradivarius Betts e o Stradivarius Cassavetti.

Foi inaugurada pelo presidente John Adams em 1800 e a princípio foi instalada no Capitólio ficando assim até 1814, sendo destruída em incêndio na invasão ao prédio por tropas britânicas. O então presidente Thomas Jefferson oferece sua biblioteca particular para a reposição do acervo perdido. Assim, em 1815 o Congresso fez a aquisição dos livros do presidente. Porém outra fatalidade veio desfalcar o acervo reposto, quando um novo incêndio, em 1851, destruiu livros, pinturas e esculturas como as que retratavam Cristóvão Colombo e os presidentes do país.

A biblioteca está aberta ao público, turistas e pesquisadores em geral. Para ter acesso a biblioteca o usuário deve ser portador do "Cartão de Identificação do Leitor" que são oferecidos a quem possui identificação comprovada e aprovada, (geralmente avalisado por um pesquisador), que permite a entrada nas salas de leitura e acesso à coleção. Mesmo estes não podem ter acesso completo ao acervo distribuído nos seus três edifícios.

Visitei a Library of Congress esse mês, nas minhas férias, e senti uma grande emoção. O antigo e o moderno, a grandiosidade e a simplicidade, coexistem em perfeita harmonia. Realmente foi uma das mais belas coisas que eu já pude ver em minha vida. O interior da biblioteca é de tirar o fôlego. O impacto visual de seu interior é mais do que surpreendente. Eu recomendo a visita! 

Edição: Lena 

The Library of Congress
First Street SE between Independence Ave. and E. Capitol Street
Washington DC, DC 20540
Tel: 202 707 8000

25 de outubro de 2010

Destinos românticos



Então você quer surpreender sua alma gêmea, mas acha que jantar fora está batido. Por outro lado, já perdeu a conta de quantas praias já foi com ele ou ela e não sabe mais que outro lugar do Brasil seu amor quer conhecer. Se o seu problema é variar o repertório, fique tranquilo.

A seleção abaixo reúne sete dos roteiros mais belos do mundo, que exalam romance. E todos eles fora do Brasil, o que dá um gosto diferente à escolha. Ou às escolhas: você também pode percorrer todos eles, dependendo do tamanho do seu apetite por extravagâncias e vontade de impressionar a cara-metade. Tem para todos os gostos, do clássico ao exótico. Da França ao Egito, passando pela Itália e o Caribe. Tem praias e ilhas mágicas, como Havaí e Aruba, além de cidades como Veneza (podia faltar?) ou Nova Orleans. Confira o que cada um oferece.

1) Paris (França)

Talvez a capital mundial não-reconhecida-oficialmente da sedução, tem pontes e cafés ao ar livre de incomparável beleza no mundo, além da atmosfera de romance. Outras opções a dois incluem um passeio pelo rio Sena, piquenique no Jardim de Luxemburgo ou brindar ao por do sol do alto de Montmartre.

2) Puerto Vallarta (México)

Catapultada à fama nos anos 60 pelo casal Richard Burton e Elizabeth Taylor, no filme A Noite do Iguana, Puerto Vallarta tem paisagens que parecem cinematográficas, mesmo anos depois do sucesso em Hollywood. Praias se misturam com florestas, e restaurantes são tão atraentes a dois quando o passeio de barco.

3) Veneza (Itália)

O simples fato de não haver carros aqui já justifica a inclusão da capital das gôndolas em qualquer lista romântica. De arquitetura impressionante e passagens misteriosas, Veneza é perfeito para os amantes que sonham em jantar pratos tipicamente italianos à luz de vela, e olhar a lua embaixo de um dos canais, ao som da cantoria do gondoleiro.

4) Honolulu (Havaí, EUA)

Um mix de tudo que há de atraente no Havaí: praias para passear ou tomar sol, escalada nas crateras vulcânicas, observar os surfistas desafiando ondas perfeitas, ver o sol se por de mãos dadas ou desfrutar de um jantar romântico com direito a velas e música típica havaiana ao vivo.

5) Aruba (Caribe)

Popular na rota das luas de mel, oferece uma deliciosa mistura de atividades do dia, vida noturna e restaurantes de renome internacional para atrair os casais às suas margens cinematográficas. Mime-se com sol e passeios românticos em praias particulares, ou explore a beleza natural ou as diversas atrações culturais espalhadas pela vida.

6) Sharm El Sheikh (Egito)
Talvez um dos menos conhecidos, o litoral da Baía Na'ama é o cenário perfeito para uma escapadela romântica. Oferece uma porção de atividades próprias para casais, seja um passeio pela praia tranquila e os resorts de luxo ou noturno, ou emocionantes mergulhos e passeios de camelo.

7) Nova Orleans (EUA)

Nem o Katrina foi capaz de tirar o brilho deste lugar, que teve boa parte das suas atrações turísticas conservada. Sensual como sempre, o Bairro Francês é o lugar definitivo para se apreciar jazz e blues, pois aqui o som rola ao vivo, enquanto se escuta o trotar de cascos de cavalo misturado com a trilha sonora e casais nos bairros ao lado conversam entre si por meio de sussurros. 

28 de setembro de 2010

Sevilha, uma cidade em festa

 Sevilha, a capital da Andaluzia, com 700 mil habitantes é a quarta maior cidade da Espanha, mas é pequena o suficiente para, com disposição, percorrer boa parte dos seus pontos turísticos a pé – e, convenhamos - não há forma melhor de se conhecer uma cidade!
A cidade transmite orgulho pela cultura andaluz, expresso em algumas manifestações espanholas, como o flamenco. A influência árabe na região  é muito clara em vários pontos da cidade, marcada pela arquitetura moura. Abril a junho, com o clima mais ameno, são os melhores meses para apreciar a colorida cidade do sul da Espanha, com laranjeiras carregadas de frutos e  dezenas de bares  decorados com cabeças de touros, cartazes anunciando touradas, fotos de touros e toureiros, onde se servem tapas deliciosas.

Uma das principais atrações de Sevilha é sua catedral gótica e, principalmente, a Giralda, o minarete da antiga mesquita, cuja parte inferior data do século XII, assim como o Pátio das Laranjeiras, com as típicas laranjeiras da região. A Catedral, patrimônio da humanidade, é o maior templo da Espanha e o terceiro maior templo cristão, onde estão os restos mortais de Cristóvão Colombo. É possível subir até o topo da torre, a uma altura de 94 metros de altura. O acesso é por rampas de pedras, sem degraus; não é das subidas mais árduas e os panoramas da cidade justificam o esforço. Em 1558 o minarete foi transformado em um campanário cristão, recebendo ampliação e novo acabamento. Em meio à mistura de estilos gótico e renascentista, destaque para o altar-mor, com arte flamenca que levou 35 anos para ficar pronto e utiliza 2,4 toneladas de ouro.

O Real Alcázar e seus jardins disputam com a Giralda o título de atração mais popular de Sevilha. O conjunto histórico formado pelo Alcázar, pela Catedral e pelo Arquivo das Índias (onde estão guardados os documentos relativos aos Descobrimentos) é considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Na realidade, são alcázares, os dois palácios, um gótico e outro mourisco. Com seus azulejos e trabalhos em madeira, o palácio mouro é lindíssimo. Tão lindo que dá até preguiça pegar um trem para ir ver o Alhambra, em Granada, a atração mais incrível e visitada da Espanha. Além disso, ali se encontram deslumbrantes jardins com muitas laranjeiras, limoeiros e fontes de água.

A Torre do Ouro, outro monumento emblemático da cidade, foi construída no começo do século 18, também pelos pelos almóadas (dinastia árabe), com função de vigilância, pra evitar possíveis invasões pelo rio Guadalquivir, que atravessa a cidade. Atualmente, abriga o Museu Naval, que conta a história de Sevilha como porto fluvial. Dali saiam os navios em direção à América, inclusive o de Cristóvão Colombo e Fernão de Magalhães. Tem este nome devido aos azulejos dourados que a recobriam e não ao ouro que chegava das embarcações, pois este tinha destino certo: a casa da moeda.

Nesse percurso, passa-se também pela Praça de Touros, do século 18, onde acontecem as polêmicas touradas, e que está também aberta à visitação. Em pequenos grupos acompanhados de um guia, os visitantes conhecem a arena e o Museo Taurino, aprendendo um pouco do funcionamento das touradas com exposição de roupas, cartazes de época e outras curiosidades.
O Parque Maria Luísa merece um fim de tarde por sua área. Suas construções chamam mais atenção do que a área verde. Obra-prima do barroco neoandaluz, a Praça de Espanha exibe conjuntos de azulejos pintados representando fatos históricos das principais cidades espanholas. Situa-se dentro do Parque onde é possível fazer um piquenique, alugar um triciclo ou uma charrete de cavalos brancos ou ainda visitar os museus adjacentes.

Para quem gosta de comprar, vale visitar a Calle Sierpes, continuação da Av. de La Constitución e outras ruas ao redor, como a Velázquez e a Tetuán. Nessa área, há muitas lojas de roupas, acessórios, maquiagem, perfumes, boa parte com preços bem interessantes. O calçadão da Calle de las Sierpes é ideal também para adquirir produtos típicos, como xales, leques, rendas e mantillas. Programa típico da noite, “la marcha” significa percorrer vários bares e bodegas, saboreando as apetitosas “tapas” e os deliciosos vinhos espanhóis.

Visite, no centro histórico de Sevilha, os Banhos Ares de Sevilha estão construídos sobre um antigo banho árabe e alguns vestígios romanos anteriores. Conservando características de seu passado, oferece uma experiência original, para viajantes curiosos. A casa palácio, que mais tarde abrigou os banhos públicos, foi construída no século XVI por um vice-rei da Índia. Atualmente, propõe três salas de banho, com as águas de alta temperatura, as frias, e as mornas. Também oferece um banho de sal, e uma sala de chá ao estilo árabe, para finalizar o roteiro.

Sevilha é mais ou menos isso: é passar a tarde na beira do Guadalquivir, tomando um tinto de verano (vinho tinto com Sprite), é ver as lojas fechadas pra siesta, é ver os espanhóis entupindo os bares à noite, com cerveja e sangria nas mãos, é ter dias de 20ºC no inverno e 44ºC no verão,  é ver a influência árabe a cada esquina, é comer churros com chocolate, é passear pelo centro histórico, é comer jamón, gaspacho e azeite de oliva, é sentir a vibração da alegria de um povo que, em muitos aspectos, se parece muito com os brasileiros.



Sem exagero, Sevilha pode ser considerada uma das cidades mais encantadoras da Europa. Imagine se surpreender a cada esquina pela riqueza cultural, que mescla influências de muitas origens, fruto das invasões sofridas. É uma cidade com alma moura e coração espanhol, tanto que construções árabes e renascentistas dividem quarteirões.





Luísa Ferreira 

27 de setembro de 2010

Destino: Óbidos, Portugal

A história é tão bonita quanto o lugar. Óbidos é uma das vilas mais lindas e preservadas de Portugal. Em parte porque a trajetória desta cidadela protegida por uma alta murada de pedra é fortemente ligada à nobreza desde o século XIII, quando o rei Dinis se casou com Isabel de Aragão. Entre os presentes que o monarca deu à mulher estava... a vila de Óbidos inteirinha.

A tradição de ser dote real se estendeu até o século XIX. Essa ligação com os poderosos portugueses ajudou a conservar intacto o casario gracioso, com paredes caiadas e detalhes em azul ou amarelo, cenário típico lusitano. Para tudo ficar ainda mais belo, todas as fachadas são enfeitadas com flores, principalmente gerânios vermelhos e buganvílias roxas.


As construções antigas abrigam tudo o que um turista precisa para fazer  uma viagem prazerosa: há bons restaurantes, cafés, boas lojinhas de artesanato e galerias de arte cheias de charme,  muitas garrafeiras, como os portugueses chamam os lugares que vendem bebidas alcoólicas - entre as especialidades estão os vinhos e a ginjinha, uma espécie de licor feito a partir da ginja, um tipo de cereja selvagem, pequenina e muito saborosa, abundante na região.


Essa pequena e encantadora cidade medieval, localizada a 80 km ao norte de Lisboa é cercada por muralhas do tempo da ocupação dos Mouros e já cativa e o visitante logo ao entrar pelo Portal da Vila, a porta de entrada da cidade. O Portal é uma obra do Século XVII e tem como elementos decorativos azulejos do séc. XVIII e uma capela-oratório, avarandada, de arquitetura singular. Sobre o portal vê-se a inscrição "A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original". Foi construído por ordem do Rei D. João IV como agradecimento pela proteção da Padroeira.

A Rua Direita, assim conhecida desde o século XIV, é a principal da vila de Óbidos e liga o portal ao Paço. Esta pequena e simpática vila foi conquistada por D. Afonso Henriques em 1148 e merece uma visita de algumas horas. Entre suas atrações há um belo castelo, hoje está uma das “Pousadas de Portugal”, e de onde se tem uma bela vista aérea de vinhedos e pomares, vales, outeiros e montes, já que Óbidos fica numa elevação.

A respeito do castelo sabe-se que foi D. Sancho I quem mandou reconstruir a muralha ocidental e construir a torre do facho, que tem algumas alvenarias romanas. No século XVII, este forte já se encontrava em mau estado e piorou significativamente com o terremoto de 1755, ficando parcialmente destruído.


Cada rua ou travessa tem recantos pitorescos e silenciosos nos quais podemos ouvir nossos passos e respiração. É tudo tranquilo e acolhedor, uma atmosfera de harmonia e paz. As casas caiadas de branco com barras coloridas, enfeitadas com flores, janelinhas com cortinas bordadas e rendadas, complementam com perfeição cada sobrado.

Logo ao entrar na cidade , passando o portal, suba na escadaria à sua esquerda, que o levará ao topo da muralha e de onde se tem uma  vista aérea da vila, talvez o ponto mais fotografado dela. Dá para se passear pelas muralhas - são cerca de dois quilômetros – tendo cuidado porque em certos pontos não há qualquer proteção. Cada ponto é um diferente mirante de onde se vêm telhados entremeados por torres e praças.

Não deixe de provar a excepcional bebida local “ginjinha de Óbidos” um delicioso licor típico, ou ao menos entre nesta aqui, epeça ao seu dono, um simpático jovem português, para orgulhosamente mostrar-lhe – emoldurado e exposto em destaque, na parede – um bilhete de Juscelino Kubtschek especial para a casa e para a vila, quando lá esteve. Seja gentil, retribua com um sorriso e tome uma ginginha.

A cidadela é um brinco, uma joia medieval. Só não faça como muitos turistas que visitam Óbidos a partir da capital portuguesa em excursões cansativas combinadas a outras atrações da região. A vila de Óbidos merece, no mínimo, um dia inteiro dedicado a ela. Porque é preciso muita calma para saborear a cidade, seu casario precioso, sua gastronomia, seus vinhos e suas histórias.


Fica relativamente movimentada o ano inteiro, especialmente no verão. E aos que apreciam celebrações religiosas vale saber que um dos períodos mais concorridos é a Semana Santa, quando Óbidos é palco de algumas das mais bonitas procissões em Portugal, com a cidade iluminada por tochas. É bom reservar as pousadas com boa antecedência, para evitar ficar desabrigado.


Infelizmente alguns carros circulam lá dentro, muitas vezes até com velocidade incompatível com o lugar. Talvez esse seja o único defeito de Óbidos - ao lado do excesso de turistas. Mas, ao menos, o fluxo constante de visitantes originou uma boa infraestrutura de restaurantes, pousadas, bares e cafés. Na parte da tarde,  é hora de se dedicar a explorar uma das maiores virtudes de Óbidos: a seleção de bons restaurantes. E apreciar a ginginha típica da região...

12 de setembro de 2010

Roubadas que podem estragar umas férias

Durante as férias, todos querem viajar, conhecer novos lugares e novas culturas. Mas muitos dos roteiros turísticos preferidos dos brasileiros acabam se revelando grandes furadas. Veja quais são as maiores – e se você já caiu em alguma delas.

10. Ir a Machu Picchu nas férias de verão
Quem nunca sonhou em juntar uns amigos para fazer um off road pela América do Sul até as ruínas de Machu Picchu? E quer melhor ocasião do que as férias de verão? Pois saiba que qualquer ocasião é melhor do que ir ao Peru entre dezembro e março, temporada de chuvas no país andino. Nesse período, o risco para quem quer fazer a trilha inca é de caminhar quatro dias debaixo d’água.




9. Atravessar a Golen Gate a pé
Cidade hippie por excelência, São Francisco costuma despertar aquele andarilho que existe dentro de todos nós. Mas ir a pé de uma ponta a outra da ponte Golden Gate pode ser meio demais. Primeiro porque são quase três quilômetros de caminhada (sem direito a pegar um ônibus no meio do caminho). E segundo porque o acesso para pedestres só é permitido na pista da direita (pra quem vem de San Francisco). Pegar um ônibus para voltar, portanto, pode ser tarefa árdua, já que atravessar para o lado esquerdo da ponte é um desafio e tanto. O risco é repetir todo o trajeto no sentido contrário, também a pé.



8. Visitar o Taj Mahal
Quem vê fotos do Taj Mahal, na cidade de Agra, pode até ficar tentado a conhecer o imponente mausoléu indiano. A verdade é que essas imagens geralmente escondem aspectos desagradáveis da Índia que estão por toda a volta do monumento. O rio que cheira mal, o calor insuportável, os mendigos, as hordas de turistas por todos os lados…



7. Percorrer a Ilha de Páscoa sem carro
Se um dia você tiver a oportunidade de ir a Rapa Nui, guarde bem essa dica: alugue um carro! A ilha pode até ter lá o seu lado místico, mas quando o assunto é transporte público, fica muito a desejar. Essa falta de infraestrutura pode acabar estimulando o viajante a palmilhar todo o território, um dos lugares “mais cheios de nada” do mundo. Muitas partes, inclusive, não têm nem árvores para oferecer uma sombrinha nos dias mais quentes – e muito menos um barzinho para se refrescar. Além do mais, entre um e outro moai, você pode ter que correr de um dos inúmeros cachorros e vacas que ficam soltos pela ilha.


6. Acampar na Austrália
O país permeia o imaginário de todo aventureiro que se preze, mas muitos não sabem os perigos que correm naquela porção longínqua da Oceania. Entre eles, estão os crocodilos, que podem ser encontrados mesmo em águas rasas, e até tubarões, frequentadores de movimentadas praias australianas. O mochileiro ainda pode se deparar com águas-vivas mortais, sapos venenosos e inúmeras espécies de cobras peçonhentas. Sem contar o risco de ser mordido ou arranhado por um coala ou golpeado por um canguru.




5. Conhecer o carnaval de Veneza
Quem nunca viu aquelas belas fotografias de mascarados navegando em gôndolas no Canal Grande? Elas retratam o famoso carnaval de Veneza, que faz turistas do mundo todo pagarem os olhos da cara para enfrentarem aglomerações e preços exorbitantes. Lembre-se que existem diversos destinos muito mais baratos que oferecem boas opções de lazer nessa época do ano. E que Veneza é linda em qualquer temporada e poderá ser melhor desfrutada sem uma multidão de turistas deslumbrados.



4. Ir a Roma e ver o Papa
A não ser que você esteja em alguma espécie de peregrinação religiosa, evite colocar essa programação em seu roteiro. Ver o Papa costuma exigir que você vá ao Vaticano em um dos dias reservado para a santíssima aparição pública, como as quartas-feiras, quando milhares de pessoas do mundo todo têm a mesma ideia. E para desfrutar um aceno daquele pontinho branco remoooooto, você terá que se juntar à multidão – isso depois de passar por um forte esquema de segurança, que faz o acesso à Praça de São Pedro se parecer mais com a zona de embarque de um aeroporto pós-11 de Setembro.


3. Subir o Corcovado em dia nublado
Você tem pouco tempo no Rio de Janeiro e não quer sair de lá sem conhecer o principal cartão postal da cidade. Afinal, você não pode sair da Cidade Maravilhosa sem posar de braços abertos em frente a uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo Moderno: o Cristo Redentor. Acontece que está nublado. E agora? Insistir na ideia só vai trazer decepção, já que a vista ficará comprometida e existe grande probabilidade de você não conseguir ver nem o Cristo – e acabar tirando uma foto de braços abertos em frente ao nada.



2. Ir ao Louvre para ver a Mona Lisa
Para quem não é grande admirador de arte, visitar o Museu do Louvre quando se tem toda uma Paris a ser explorada a céu aberto já pode ser considerado um erro por si só. Você vai enfrentar longas filas e andar quilômetros para ver obras que lhe dizem pouco ou nada – e que podem ser vistas facilmente pela internet. Pior ainda é ir ao museu em busca da Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci. O quadro é pequeno (77 centímetros por 53 centímetros), o tempo para apreciá-lo é curto e há chances de você só ver cabeças de outros turistas que embarcaram na mesma furada.



1. Passar o réveillon na Times Square
Todos os anos, vemos pela TV o disputado réveillon na Times Square, em Nova York. Pela telinha, porém, não dá para sentir o insuportável frio que faz durante a contagem regressiva, quando desce a famosa bola iluminada (o ápice da noite, diga-se de passagem). As temperaturas nesse momento costumam ficar abaixo de zero. Pouca gente imagina também que é preciso chegar com horas de antecedência à Broadway para conseguir arrumar um lugar – e ali se permanece sem ter nada para fazer. E mais um detalhe (sobretudo para os brasileiros que costumam estourar a tradicional garrafa de champanhe à meia-noite): não é permitido beber na rua.

 
 
Autora: Isadora Pamplona