2 de dezembro de 2010

Um pouquinho sobre o Pastor...



Proteção e amizade. Este é o slogan do Pastor Alemão e os motivos que qualificam a raça entre muitos criadores do animal. Quando filhotes assemelham-se a lobinhos e atraem a atenção de todos. Mas a decisão de ter um em casa não é para qualquer pessoa. A raça requer cuidados especiais desde a seleção para ninhadas, até o desenvolvimento do futuro adulto, que só é autorizado para reprodução após comprovações de saúde física e testes de adestramento para obediência e coragem.

Mesmo que imponha medo para muitos, o Pastor Alemão com temperamento normal não é um animal agressivo, mas também não é medroso diante de sons como fogos, gritos ou barulhos estridentes. É um verdadeiro amigo do dono e demais pessoas de sua convivência. Um dos grandes erros de quem se arrisca na criação da raça é adquirir um animal sem procedência ou criá-lo amarrado em fundo de quintal. Para evitar erros que podem resultar em outros mais graves, alguns cuidados são essenciais.

O primeiro deles é adquirir o filhote entre 45 dias de nascido, após desmame feito corretamente, e quatro meses, junto a criadores habilitados. Isto significa que os pais têm controle da displasia coxo-femural, uma doença que vitima muitos cães de grande porte, causando dor e atrofiamento das patas. Esta comprovação é feita por meio de raio-X. Com pais saudáveis, as chances são mínimas de que o pequeno animal terá problemas na fase adulta.

Até o primeiro ano de vida, o filhote Pastor é igual às demais raças, uma "verdadeira criança". A partir dos oito meses, o cão já está mais adequado para iniciar as aulas de adestramento. O tempo de aprendizagem para os comandos básicos de obediência ("junto", "senta", "fica" e "deita") e as provas de coragem variam conforme cada animal. Porém, em média, pode durar seis meses, com aulas de duas a três vezes por semana. 
Os adestradores desta raça devem ser credenciados pelo Clube Brasileiro de Pastor Alemão, que emite certificado por meio de um juiz de criação e adestramento. Durante as exposições de cães, aproveita-se para credenciar os novos candidatos a adestrador. Sobre as provas de coragem, os cães da categoria sênior são obrigados a fazer a prova de coragem que consiste em atacar um figurante. No ataque surpresa, o figurante se protege atrás de uma barraca. Já no ataque lançado, o figurante sai por trás de uma barraca e o cão é solto a uma distância de 50 metros.

Para o Pastor Alemão ter pedigree (documento de comprovação da genealogia ou da pureza da raça), a seleção dos reprodutores deve acontecer a partir dos 18 meses e um dia, tanto para machos quanto para fêmeas. O registro da ninhada é enviado ao Clube Brasileiro do Pastor Alemão, entidade responsável pela emissão do documento.

Calcula-se que o custo médio mensal de um Pastor saudável fica na média de R$ 1,5 mil, o que inclui cuidados veterinários, adestramento, alimentação e tratador. As instalações devem contar com canil de, no mínimo, área de dois metros quadrados. Diariamente, o cão adulto necessita de, pelo menos, uma hora de caminhada.

Um bom filhote pode ser adquirido junto aos criadores credenciados por preço que varia de R$ 1,2 mil a R$ 1,5 mil. Animais adultos importados podem custar de US$ 4 mil a até 50 mil euros.

Valéria Feitosa

1 de dezembro de 2010

A ciência de viver bem



Use filtro solar. Coma frutas e verduras. Lembre-se do fio dental. Pratique exercícios físicos diariamente. Passe longe do torresminho de bar. Aliás, falando em bar, trate de parar de encher a cara. Aproveite também para largar o cigarro. Beba dois litros de água por dia. E durma oito horas por noite. Aprenda a meditar. Vá ao dentista regularmente. Se beber, não dirija. Faça um check-up por ano. Não fique com o rosto colado na tela do computador. Trabalhe menos, divirta-se mais. Não coma doces e gorduras. Sexo só com camisinha.

Pequenas mudanças de atitude podem melhorar sua saúde física, mental e material. Conheça sete hábitos comprovados cientificamente que você deve adotar para ganhar qualidade de vida, e uma coisa que você NÃO deve fazer.

1. Ouça música
A música tem efeitos muito benéficos para a saúde física e mental. Entre outras coisas, ela pode acalmar, estimular a criatividade e a concentração, além de ajudar na cura de uma porção de doenças.Uma vez que nosso organismo também tem um ritmo interno, ao entrar por nossos ouvidos, a música faz contato com este ritmo, interagindo com as atividades biológicas do nosso corpo. É assim que trabalha a musicoterapia, aplicada em pacientes com mal de Alzheimer, epilepsia, esquizofrenia e depressão. Pode-se dizer que ela está diretamente associada à promoção da saúde. Isso significa que ainda não é possível prescrever um Mozart em jejum ou duas doses de Beethoven após as refeições. Feita essa ressalva, é certo que eles podem, sim, trabalhar na prevenção do estresse.

2. Prepare-se para envelhecer
Ninguém gosta muito da ideia de ser velho, mas isso é a melhor coisa que pode acontecer a uma pessoa (pense na outra possibilidade). Graças à descoberta de novas drogas e a fatores de prevenção, estamos vivendo cada vez mais. Sendo assim, duas coisas precisam ser preparadas: saúde e finanças.
Para começar, os cuidados para ter um envelhecimento saudável. Os sinais de envelhecimento são consequência de desgastes físicos e emocionais que sofremos durante a vida. Os principais são o estresse, doenças, fumo, bebida em excesso, consumo de drogas e pouco sono. Os desgastes são cumulativos. Para envelhecer de forma saudável, é preciso tomar atitudes ainda jovem. Pense também em como estará sua conta bancária. Se você é daqueles que confiam no INSS, é bom abrir os olhos. O envelhecimento da população preocupa o mundo todo. Portanto, é melhor tomar outras atitudes, além de claro, continuar colaborando para o INSS.

3. Tenha fé
Costuma ser mais feliz quem consegue encontrar um significado para a vida. Esse significado pode estar em qualquer coisa mas é na religiosidade que a maior parte da população vai buscar essa razão de viver. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, em média, mais felizes do que as não religiosas. Elas também têm menos depressão, menos ansiedade e índices menores de suicídio. A fé nos conecta com outras pessoas, dá sentido e propósito para nossa existência, ajuda também na auto-aceitação e sustenta a esperança de que, no final, tudo ficará bem. Existem evidências de que pessoas com atitude positiva e fé têm saúde melhor.
E crer em algo não significa necessariamente ser em Deus. Um ateu convicto pode ter fé em seu próprio papel na história da humanidade, na justiça social, no desenvolvimento sustentável do planeta, na democracia. Acreditar faz bem.
 
4. Ande mais a pé
Gastar sola de sapato é um dos melhores exercícios que existem, seja para a saúde física, mental e do seu bolso mesmo. Sim, porque para fazer caminhadas você não precisa gastar rios de dinheiro com academias e personal trainer. Um par de tênis basta. E quando falamos de caminhada, não estamos nos referindo a nada profissional. Pode ser no quarteirão da sua casa.
Os benefícios físicos vão desde a melhora do sistema imunológico, a perda de peso e a oxigenação do corpo, a até mesmo o aumento da nossa inteligência, acredite. A caminhada aumenta a resistência cerebral e melhora o desempenho do aprendizado. Sem contar o efeito no humor, pois ajuda no combate à depressão.No corpo, a caminhada ajuda a diminuir a gordura intra-abdominal, aquela que se acumula entre as vísceras. Ela é considerada a forma mais perigosa de depósito de gordura, causando vários problemas de saúde - ataques cardíacos, problemas coronarianos, hipertensão, até formação de pedras na vesícula biliar.

5. Tenha (pelo menos) um amigo
Os amigos resumem a soma das três coisas que resultam na alegria: prazer, engajamento e significado. Conversar com um amigo, por exemplo, nos dá prazer, e, ao mesmo tempo, nos sentimos engajados, porque doamos muito de nós mesmos a ele.
Outro benefício decorrente de ter amigos é manter a saúde em ordem. As pessoas que têm amizades próximas têm menos possibilidade de morrer prematuramente, se comparadas àquelas que têm poucos laços sociais. E perder esses laços aumenta o risco de ficar doente. A amizade libera substâncias hormonais no cérebro que favorecem a alegria de viver e o bem-estar
Quanto aqueles que vivem na solidão, um conselho: tenha pelo menos um amigo e um amor. Um só de cada, não precisam ser muitos. Mas isso dá um trabalhão dos diabos. Para termos pelo menos um amigo, precisamos nos livrar da tal "avareza de si mesmo". Trocando em miúdos: doar-se, estar disponível, saber trocar.

6. Coma devagar
Para começar, ninguém ganha tempo comendo um sanduíche na frente do computador – o máximo que você ganha são quilos a mais, uma vez que, quanto mais rápido come, mais fome sente. Existem dois centros que regulam a alimentação no cérebro: o centro da fome e o centro da saciedade. O centro da saciedade demora até 20 minutos para mandar uma mensagem ao outro de que você está comendo e está satisfeito. Se você comer muito rápido, vai passar da conta, sentir o estômago estufado antes que seu centro de saciedade tenha tempo de informar seu corpo de que já está bom e você deve parar de comer.
Devemos também, diminuir a quantidade de comida se quisermos viver mais. Mas e o prazer de comer? Tem razão, é um dos principais prazeres da vida. Mais um motivo para você comer devagar: vai saborear melhor a comida, apreciar o prato e o momento, e, de quebra, não vai ficar empanturrado. O slow food prega que incrementar a qualidade da comida e desfrutá-la com calma é uma maneira simples de fazer o nosso cotidiano mais feliz.

7. Desligue a TV
Ninguém está dizendo para você nunca mais assistir à televisão. Mas que você poderia diminuir o tempo em frente ao aparelho, isso você poderia. Telespectadores inveterados podem ter suas funções cognitivas alteradas, problemas de postura e articulações, além de tornar-se dependentes da telinha. Sim, o hábito de se largar no sofá e assistir a qualquer porcaria pode deixar as pessoas viciadas no relaxamento que a TV produz. O problema é que essa sensação gostosa vai embora assim que o aparelho é desligado, o mesmo que se viciar em substâncias químicas. Quando vista por mais de 20 horas por semana, a televisão pode danificar as funções do lado esquerdo do cérebro, reduzindo o desenvolvimento lógico-verbal. Isso pode acarretar desde a obesidade a até mesmo demência e Alzheimer. Portanto, mande ver nas atividades físicas. E lembre-se também de ler, escrever, aprender coisas novas, fazer palavras cruzadas. Todas essas atividades mantêm seu cérebro ativo e, quem sabe, criam reservas de células e conexões.

8. Não leve nada disso tão a sério

Se der para fazer tudo o que foi colocado aqui, ótimo. Se não der, tudo bem também. E não precisa levar tão a ferro e fogo as dicas que mandam comer isso e fazer aquilo, caindo em depressão profunda se "fracassar" em um ou dois itens. Afinal, são as escapulidas que tornam a vida da gente divertida? Radicalismos e rigidez com regras são um perigo, causam até problemas cardíacos. Podem se tornar uma obsessão e isso não é bom. Ser resiliente não é seguir os clichês de ‘se a vida te deu um limão, faça uma limonada’. Ser resiliente é não ignorar seus sentimentos, suas dores. É perceber que nem sempre você tem que ser forte, você pode pedir ajuda. 
Esses são fatores fundamentais para lidar bem com o estresse e com as situações ruins da vida. Está vendo? Até o corpo agradece.

Mariana Sgarioni

Texto resumido do original por Lena Simões

"Senna" para quem não viu Senna



Eu sempre achei que Ayrton Senna ia morrer na pista. Em 1984, quando ele estreou na Fórmula 1, eu assistia aos Grandes Prêmios, nos meus 13 anos, com o coração na mão da largada até a última volta.

Quando seu Williams bateu na curva Tamburello, em 1994, eu, já então um repórter de 22 anos, estava entre aqueles que inicialmente não acreditaram que ele pudesse ter morrido - afinal, ele mexera a cabeça no cockpit do carro.

Só quem tem mais de 30 anos e viveu esses momentos pode entender com precisão o que representou a breve carreira de Ayrton Senna para milhões de brasileiros. Corridas de carro não têm a menor importância, mas de alguma forma aquilo que Senna fazia se tornou relevante mesmo para quem não ligava para Fórmula 1. "Senna", de Asif Kapadia, o documentário da Universal Pictures que estreiou em novembro passado no Brasil, é, de certa forma, a melhor maneira de aproximar quem não testemunhou esse período das emoções que ele despertou. Em alguns momentos voltei a sentir exatamente o que senti nos momentos descritos acima.

Feito com a colaboração do Instituto Ayrton Senna, o documentário não contém revelações bombásticas. Alguns vídeos caseiros da família em férias - inclusive um namorando uma moça anônima de bíquini, talvez uma forma sutil de desmentir os boatos sobre a vida do piloto -, um ou outro ângulo novo de uma cena conhecida. Mesmo assim, para quem entende ou não de Fórmula 1, é cinema dos bons.

O filme começa com Senna aos 18 anos, no Campeonato Mundial de Kart, nos idos de 1978. Depois se retraça, de forma bastante linear, impecavelmente cronológica, a ascensão do piloto. Depoimentos de contemporâneos, muitos deles jornalistas, apoiam as imagens. Um dos acertos do filme foi ter incluído entre esses testemunhos o do veterano Reginaldo Leme, sempre sóbrio e bem informado.

Para quem acompanhou atentamente a trajetória de Senna, são poucas as novidades. Um dos pontos altos são os vídeos das reuniões dos pilotos com comissários de pista e cartolas que antecedem todos os Grandes Prêmios. Num deles, surpreendentemente, Nelson Piquet - um dos maiores desafetos de Senna - defende a manobra do compatriota no Grande Prêmio do Japão de 1989, que lhe valeu a desclassificação e a perda do título mundial. Em outra, Senna bate boca com um de seus maiores inimigos, o chefão da Federação Internacional de Automobilismo, Jean-Marie Balestre, em torno de uma questão de segurança do circuito da Cidade do México. Essas duas cenas já valem o documentário. Outra, mais conhecida, é a resposta irreverente ao tricampeão mundial Jackie Stewart, que insinua numa entrevista que Senna punha em risco os outros pilotos.

Algumas pérolas, como a constrangedora visita de Senna à namorada Xuxa, em seu programa de TV, foram pescadas pelos produtores e suavizam a tensão crescente de um roteiro que o espectador sabe como vai terminar, e que nem assim perde o interesse. 
 
A sombra da morte paira desde o início, pois foram resgatados vários trechos de entrevistas de Senna a respeito desse risco. Pilotos há das mais variadas personalidades, e Senna era do gênero introspectivo. Das primeiras imagens, em que o menino de 23 anos aparece cercado pelos pais, às cenas de seus últimos dias de vida, Senna parece envelhecer décadas, embora apenas dez anos se passem. O rosto de menino se torna sulcado, a voz juvenil fica mais grave, o inglês hesitante do início se torna quase perfeito no fim, a religiosidade superficial do debutante dá lugar ao tom quase messiânico dos momentos finais.

É tentador concluir que não se fazem mais campeões como antigamente, mas em geral quem diz isso sofre apenas nostalgia da própria juventude. A atual geração está cheia de pilotos fantásticos, como Fernando Alonso, Robert Kubica e Sebastian Vettel. Talvez algum deles seja no futuro objeto de um documentário, como Senna. Dificilmente, porém, será um documentário tão fascinante quanto este.

André Fontenelle

Os 10 casamentos mais extravagantes dos famosos


 
Mal anunciou seu casamento com a plebeia Kate Middleton, o príncipe William já fez questão de avisar que não quer uma cerimônia pomposa demais. Mas ele é exceção no mundo dos famosos, onde luxo é quase obrigatório nestas ocasiões. Veja alguns exemplos:

10. Chelsea Clinton e Marc Mezvinsky
Na cerimônia bi-religiosa da filha única de Hillary e Bill Clinton (ela é metodista, e ele, judeu), tudo parece ter sido feito em dobro. No interior de Nova York, uma mansão histórica abrigou os 400 convidados de Chelsea com o banqueiro Marc Mezvinsky em julho deste ano. O vestido da noiva, assinado pela estilista Vera Wang, custou 36.000 reais. A festa ficou em 8 milhões de reais. Tudo pago pelo ex-presidente americano, que ainda teve que emagrecer 10 quilos, a pedido da filha.

9. Victoria e David Beckham
Eles queriam se casar em um castelo e o escolhido foi o Luttrellstom, na Irlanda, em 1999. Foi um dos casamentos mais estilosos já vistos. Vera Wang também desenhou o vestido, que apostou em um tomara-que-caia justíssimo e uma coroa de ouro e diamantes para completar o visual. O noivo vestia um fraque no mesmo tom champagne. Os noivos pediram que os 230 convidados fossem vestidos de branco e preto. Balões vermelhos e fogos de artifício encerraram a noite que custou 1,3 milhão de reais ao casal.

8. Donald Trump e Melania Knauss
Mesmo em seu terceiro casamento, Donald Trump não poupou esforços nem dinheiro para fazer uma megafesta. Sua união com a modelo Melania Knauss em 2005 custou 12 milhões de reais. Os gastos mais exagerados, além do vestido da noiva, desenhado por Christian Dior, que custou 343.000 reais, ficaram por conta da decoração do salão de festas, na Flórida. Com detalhes em ouro nas paredes, o local se transformou no Palácio de Versalhes.

7. Paul McCartney e Heather Mills
No castelo Leslie, na Irlanda, ele se uniu à ex-modelo Heather Mills em uma festa ao estilo indiano, em 2002. Cerca de 300 convidados viram o ex-beatle queimar 250.000 reais em fogos de artifício na celebração que custou, ao todo, 5,5 milhões de reais. Mais milionário do que o segundo casamento de Paul, só o divórcio dos dois, um dos mais caros da história. Eles se separaram, em 2008, depois que ela conseguiu tirar dele na Justiça 83,5 milhões de reais.

6. Jackie e John Kennedy
Em 1953, o senador John Kennedy casou-se com a socialite Jacqueline Bouvier diante de 750 convidados na igreja de Santa Maria, em Rhode Island. Milhares de pessoas pararam pelas ruas para ver o casal seguir para a fazenda Hammersmith, onde ocorreu a recepção. O vestido da noiva foi criado por Ann Lowe, e ainda hoje é citado como um dos mais bonitos e elegantes da história.

5. Grace Kelly e príncipe Rainier
Em 1956, Grace Kelly protagonizou o que foi considerado “o casamento do século” com o príncipe Rainier, de Mônaco. Mais de 600 pessoas lotaram a Catedral de St. Nicholas para acompanhar a bênção dada pelo bispo e outros 30 milhões assistiram a tudo pela TV. Na festa, realizada no Tribunal do Palácio de Honra, os noivos cortaram o bolo de seis camadas com a espada do príncipe. A rainha da Inglaterra, Elizabeth II, era esperada,mas recusou o convite justificando que haveria “muitas estrelas de cinema”.

4. Liza Minelli e David Gest
O casamento de Liza Minelli com o produtor David Gest, em 2002, custou mais 6 milhões de reais para 850 convidados. Mas, todas as atenções estavam voltadas não nos noivos, e sim nos padrinhos: de um lado, Liz Taylor, do outro, Michael Jackson, um dos melhores amigos da noiva. Um ano depois, o casal anunciou a separação e a cantora e atriz culpou o amigo pelo casamento frustrado. “Como você me deixou casar com um idiota?”, perguntou. “Achei que você gostava dele”, respondeu Michael.

3. Tom Cruise e Katie Holmes
Tom Cruise escolheu a Itália o para oficializar a união com Katie. País este, aliás, que inspirou a decoração de toda a festa. A começar pelo vestido da noiva, de Armani, assim como o smoking do noivo, e terminando na escolha do cantor convidado para a festa aos 150 convidados: Andrea Bocceli. Gastaram 4,2 milhões de reais para criar o clima medieval no castelo Odescalchi, perto de Roma, com tochas, velas, bandeiras e apresentação típica no momento em que o casal cortava o bolo de cinco andares.

2. Elton John e David Furnish
No mesmo dia em que entrou em vigor na Inglaterra a lei que autorizava a união civil entre pessoas do mesmo sexo, em 2005, Elton Jonh e David Furnish se casaram, no mesmo lugar onde príncipe Charles se uniu à Camilla Parker-Bowles, meses antes. Centenas de fãs se aglomeraram em frente ao cartório de Windsor para manifestar apoio ao cantor, que na saída recebeu chuva de arroz. A festa contou com 600 pessoas que se somaram à família que estava na cerimônia íntima e foram para a recepção na mansão de Elton John. Mais de 2,5 milhões de reais foram investidos no casamento gay mais caro da história.

1. Lady Di e príncipe Charles
Um verdadeiro conto de fadas. Foi assim definido em 1981, pelo próprio bispo, o casamento de Lady Di e príncipe Charles, da Grã-Bretanha. Diana entrou em um vestido com um véu de 8 metros e uma cauda enorme. A cerimônia foi assistida por 3.000 convidados, um bilhão de pessoas acompanhando pela TV e mais de 600.000 nas ruas de Londres à espera da passagem do casal real que seguia a em uma carruagem para a festa no Palácio de Buckingham. A suntuosidade do evento fez com que fosse decretado feriado na Grã-Bretanha. 

É o oposto que o filho deles, William, deseja para a união com Kate Middleton. E diante do fracasso da relação dos pais, ele tem mesmo motivos para ser supersticioso…

Pollyane Lima e Silva

Para ajudar a superar a dor da perda



Morte de alguém que amamos. Separação. Quem não passou por essas perdas? No ranking dos motivos de estresse e dor, essas situações estão no topo da lista. Muita gente não consegue superar e se afunda em tristeza e depressão. Atendendo pacientes em seu consultório há 40 anos, o psiquiatra carioca Luiz Alberto Py lançou o livro Amor e Superação – como enfrentar perdas e viver lutos, da editora Rocco. A obra, segundo ele próprio, é um “mapa do pântano”. Do pântano que temos que atravessar para superar as surpresas ruins da vida. A seguir, Py fala sobre seu livro e suas experiências.

Por que você decidiu fazer um livro sobre as perdas e lutos?

Talvez porque seja algo que acontece com todas as pessoas, sem exceção. É universal. Todos passamos por isso, de uma forma ou de outra. Acredito que seja um tema que interessa a todos. E é uma situação difícil para qualquer um. Como psicanalista, lidei com pacientes que estavam passando por este momento de perda. E eu mesmo tive experiências pessoais impactantes. Acredito que, como tudo isso somado, consigo transmitir alguma coisa substancial sobre o assunto, apontando caminhos de superação. O que eu escrevo é produto do meu trabalho profissional.

Você falaria sobre suas experiências impactantes?

Em 1987, meus três filhos mais velhos sofreram um grave acidente de carro. Tinham 18, 16 e 14 anos. Um deles ficou quinze dias em um hospital, entre a vida e a morte. Ele sobreviveu, mas durante duas semanas eu experimentei a ideia da perda. Pensei muito sobre isso. Sobre como ficaria a vida. Sobre o que eu diria pra mim mesmo se ele morresse. Pouco tempo depois, um amigo de meus filhos, filho do Gilberto Gil, morreu em um acidente de carro. Aquilo me tocou muito, era um menino que eu gostava. Eu havia sido até técnico de futebol dele. E aquilo me levou de volta à ideia da morte de um filho. Como superar essa perda, que é a pior delas?

Entre tantos, qual o primeiro passo para enfrentar situações trágicas?

Talvez seja o desapego a tentativa de buscar, lá no fundo, a alegria do que tivemos enquanto aquela pessoa que amamos estava conosco. E não focar no lamento da perda. Contamos com o futuro ao lado daquela pessoa, mas é algo virtual. Perdemos o que não ganhamos ainda. Sei que é difícil de pensar assim, mas é um caminho racional e interessante. A Cissa Guimarães, que perdeu o filho recentemente numa situação trágica, tem apresentado um comportamento próximo a isso. Ela sofre, é claro. Mas já deu entrevistas dizendo que vai voltar a ser alegre, que a vida continua e, principalmente, como é feliz de ter sido mãe do Rafael. Como foi bom ele ter passado pela vida dela. Colocar o foco na boa lembrança é muito saudável. É pensar: esse filho ninguém pode me roubar, ele será meu para sempre, não importa o que tenha acontecido.

Vale o mesmo para as separações de casais?

É parecido. A gente também conta como futuro ao lado daquela pessoa e ela vai embora, some de nossa vida. Só que a separação tem um componente a mais muito ruim: a ideia da rejeição. E muitas vezes isso é pior do que a morte. Tive uma experiência pessoal dolorosa também nessa área. Há alguns anos, quando meu filho mais novo tinha um ano, a mãe dele disse que iria embora. Quis se separar. Foi uma enorme surpresa. A dor desse abandono é muito forte. Você se sente julgado e condenado. Quando alguém morre, ela se vai sem querer ir. Quem fica sofre, mas não se sente rejeitado. Então lidar com essa dor também é muito difícil.

Você diz que é preciso curar a ferida com desapego. A sociedade atual dá espaço para este desapego?

Vivemos num mundo da rapidez e do consumo. Mas é preciso aprender a abrir espaço para o desapego. O desapego é a condição para a verdadeira liberdade. Quanto mais malas carregamos, menos conseguimos viajar.

As pessoas, de modo geral, reagem mal às perdas?


Sim, são raros o que sabem lidar com a dor. Porque é mesmo uma travessia difícil. Fica o vazio de expectativas, a quebra daquilo que esperávamos que fosse acontecer. Por isso escrevi o livro: para estender para mais pessoas aquilo que costumo fazer individualmente, no consultório. Eu tenho dito que este livro é um mapa do pântano, com indicações de saída e de como evitar caminhos perigosos e as areias movediças da entrega, das soluções equivocadas.

Quem reage melhor às perdas, homens ou mulheres?

À perda pela separação, com certeza as mulheres. Os homens, mesmo quando estão em casamentos muito ruins, não querem acabar com a relação de jeito algum. Mesmo hoje, os homens são mais dependentes. A mulher administra muito a rotina do homem e da casa. Quando elas querem separar – mesmo quando a culpa é deles -, os homens ficam sem chão, não sabem o que fazer. Em relação à morte, de um pai ou de um filho, acho que é algo mais equilibrado. Aí o que pesa mais não é o gênero, mas a idade, a maturidade. Agora, em relação à viuvez, as mulheres também se saem muito melhor. Elas costumam ter uma rede de amigas, gostam de se divertir mesmo na terceira idade. Já os homens tendem a se fechar em casa. Minha experiência mostra que é mais comum os homens morrerem logo depois das companheiras do que o contrário. Viúvas, ao contrário, muitas vezes renascem depois dessa perda.

Martha Mendonça