Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Comportamento. Mostrar todas as postagens

2 de junho de 2013

Você sempre quer o que não pode ter?




Conhece alguém que só se interessa por quem não está disponível? E você, é do tipo que quando o outro corresponde às suas investidas, tem a sensação de que perde a graça e não quer mais? É triste, mas existem muitas pessoas que se alimentam de dificuldades e obstáculos.

Chega ao cúmulo de, algumas delas - claro que sem se darem conta - sentirem-se atraídas somente por relacionamentos proibidos ou extremamente complicados, geralmente envolvendo uma terceira pessoa - o famoso triângulo amoroso.

O interessante é que a terceira pessoa parece funcionar como um motivador, alguém que desperta a competitividade e reforça a crença de que amor tem a ver com brigas, disputas, conflitos, sofrimento e dor. Como se sentimentos de paz, tranquilidade, confiança e respeito fossem "mornos" demais para sustentar um relacionamento intenso e profundo.

Sim, é verdade que os filmes, as novelas e os romances mais atraentes são sustentados pelos conflitos e pelas dificuldades, mas esta narrativa não precisa ser a sua, esse enredo não precisa ser a sua única realidade. Pode servir para alimentar fantasias e ensinar a domar nossos "bichos". Mas não pode servir para nos convencer de que é assim que o amor tem de ser. Não tem!

O fato é que esse tipo de relação sobrevive de uma dinâmica altamente perigosa. Trata-se de uma grande e invisível armadilha que a pessoa monta para si mesma. E quando vê, lá está ela, dentro do buraco novamente. Decepcionada, frustrada e abandonada mais uma vez!

E se ao menos aprendesse com isso, fazendo a partir de então escolhas mais coerentes, tendo comportamentos menos impulsivos e compreendendo o amor como fonte de prazer e construção, aprendizado e evolução, tudo bem! Mas, não! Em geral, pessoas assim estão viciadas na adrenalina decorrente deste jeito distorcido e equivocado de amar.

Feito cachorro que corre atrás do rabo enlouquecidamente sem nunca alcançá-lo, tais pessoas vivem desesperadamente em busca de um amor que nunca conseguirão viver, a menos que ganhem consciência desse funcionamento interno e façam um trabalho de autoconhecimento para, enfim, abrir espaço para um encontro de dois que realmente se desejam, um amor de troca e criatividade.

Portanto, se você costuma se apaixonar por pessoas casadas ou, ao contrário, que não querem se comprometer de forma alguma, fique atento! E se essa "impossibilidade" faz com que você se sinta ainda mais apaixonado e disposto a fazer qualquer coisa para conseguir o que deseja, então, a arapuca, muito provavelmente, já está armada - e por você mesmo!

O exercício da conquista é uma delícia e vale a pena ser praticado - não apenas no início da relação, mas todo o tempo. Afinal, quem ama cuida e não existe "jogo ganho". Diz o sábio ditado que "quem não dá assistência, perde para a concorrência". Mas que este exercício seja pautado pelo amor-próprio e pela certeza de que o resultado da brincadeira tem de ser bem mais prazeroso do que doloroso. Bem mais de ganhos e medalhas do que perdas e migalhas.








Rosana Braga

19 de fevereiro de 2013

Seu silêncio pode adoecer o amor!



Somos os únicos seres vivos que se comunicam por meio das palavras, da linguagem falada. Isso deve ter alguma importância bastante relevante. Porém, infelizmente, muitas vezes temos praticado esse dom -o da fala- de modo extremamente negligente, exagerado, distorcido e equivocado. 

Ditos populares sobre esse tema, além do essencial equilíbrio entre falar e ouvir, existem vários: "Falar é prata, mas calar é ouro", "Quem muito fala dá bom dia a cavalo", "Quem muito fala, muito terá de se justificar", entre outros. Um pensamento de que gosto muito é de Antoine de Saint-Exupéry: "A linguagem é uma fonte de mal entendidos". 

Ou seja, parece que a sabedoria nos sugere mais silenciar do que falar. Como se o silêncio fosse a forma mais inteligente de solucionar os conflitos. É verdade que pode haver muita paz no silêncio, mas penso que é urgente aprendermos a gigantesca diferença entre o silêncio que apazigua e pacifica, do silêncio que ensurdece, grita, mente e perturba. Aliás, existem silêncios tão perturbadores que podem enlouquecer um ser humano. 

Acima de tudo, precisamos aprender a falar com um propósito. Não falar só para jogar sobre o outro as nossas frustrações ou falar só para ofender e impor razões e vontades. Não se trata de vociferar, mas de se expressar, de mostrar ao outro quem somos e o que queremos. E no exercício diário do amor, estou cada dia mais certa de que não pode haver modo mais eficiente de resolver conflitos, aplacar a ansiedade e desfazer mal entendidos do que por meio do uso de uma comunicação clara, direta e sem joguinhos. 

Mas, lamentavelmente, por não saberem ou por medo e até covardia, muitas pessoas adotam o silêncio como principal forma de comunicação. Calam-se para "deixar bem claro" que estão bravas, tristes ou insatisfeitas. Recusam-se a falar porque concluem que é óbvio o que está acontecendo e o que estão sentindo e que, além disso, o outro já deveria saber. Há ainda os que prolongam a mudez apostando que o tempo simplesmente resolverá as mágoas e as incertezas. Como se sentimentos não precisassem ser elaborados e digeridos. 

Não exagerei quando disse que o silêncio pode enlouquecer uma pessoa. Existimos a partir da linguagem. Descobrimos que somos únicos e separados do outro a partir do momento em que nascemos e por meio da linguagem, do que o outro diz sobre nós, sobre como estamos no mundo e o que provocamos nelas. É assim que nos constituímos, que nos reconhecemos e que nos criamos internamente. É assim que se forma nossa autoimagem. 

Claro que quanto mais amadurecemos, mais confiança ganha nossa própria voz, nossas percepções e capacidade de compreender o que acontece fora e dentro de nós. Mas o fato é que relacionar-se com alguém que não se mostra, que não revela o que pensa, sente e quer, é altamente frustrante, desgastante e deprimente. Não há troca verdadeira. Não há encontro de almas. Não há sintonia possível! 

Não falar é, muitas vezes, uma forma de torturar o outro, de fazê-lo padecer e sentir a dor do inexplicável, do incompreensível, do imponderável. Sei que a vida não nos dá garantias e que não existem certezas entre dois corações. Sei também que não temos todas as respostas, mas quando podemos olhar para a pessoa que amamos e sentir que no espaço, que separa uma alma da outra, existe uma voz que acolhe, demonstra, abraça, acaricia e confessa o que ali pulsa e vibra, aí sim, descobrimos o que é amor de verdade!


Rosana Braga

8 de fevereiro de 2013

O amor simples, forte e verdadeiro





O ódio excita diferenças, mas o amor cobre todas as transgressões. O amor é um sentimento sublime, prazeroso e tão poderoso que leva quem o sente à quarta dimensão.

O amor verdadeiro é desinteressado e livre do temor. Ele irradia afeição sem exigir qualquer retribuição. Sua satisfação está no prazer de doar-se. O amor é divino e pode ser traduzido como a mais poderosa força magnética do universo por atrair para si o que verdadeiramente lhe pertence, sem necessidade da procura desenfreada, pois quem o pratica é livre, e seus bons pensamentos voam na direção certa.

Não é necessário nenhum tipo de sofrimento para desenvolver e aperfeiçoar o amor. Ele nasce na alegria, no prazer de servir. Ele é uma energia que avança, porém, puxa como um ímã.

Para podermos atrair algo é preciso que estejamos em harmonia com o que desejamos. Então, podemos aplicar a energia do amor ao dinheiro? Sim, o dinheiro é uma energia usada para suprirmos as necessidades e nos livrarmos das limitações. Assim, ele deve ser sempre posto em circulação para ser aplicado em algo justo. O dinheiro em si é bom e benéfico quando bem empregado. Porém, quando encaminhado a um fim destrutivo, procurado loucamente ou guardado avidamente, sendo considerado o mais precioso bem, irá produzir muito sofrimento.

Todas as moléstias e infelicidades provêm da violação da lei do amor. O cultivo do amor parece uma arte perdida, mas aquele que a desenvolve está livre do medo e naturalmente livre para sonhar. Quem vive amando, esquece o que ficou para trás e avança, seguindo em direção aos seus desejos, aos seus sonhos que, quando bons e seguros no amor, com certeza conseguirá seus objetivos mais rápido que imagina.

Muitas vezes, esse sentimento tão sublime entre o homem e a mulher é acompanhado de grandes discussões, pois existe uma ideia mítica de que sempre existirá alguém querendo lhe roubar o amor. Essas pessoas que assim pensam não percebem que todo tipo de pensamento que fixamos na nossa mente acaba em afirmações que se colocam na iminência de acontecer.

É muito difícil, tanto para o homem quanto para mulher, admitirem a possibilidade de serem traídos pelo seu amor. A fixação e o medo são tão fortes que acabam atraindo para si o que mais temem. E o sofrimento é inevitável. Mas eles não se dão conta de que esse sofrimento já os acompanhava mesmo antes de todo o acontecido. Portando, em vez de ficarmos no mundo da imaginação, pois um dia ela poderá acabar em realidade, devemos pensar sempre no melhor e na melhor situação. Aquela que vai nos fazer viver alegres e prazerosos.

Onde há o verdadeiro amor os pensamentos são sempre de afirmações, numa unidade perfeita. A união, se não for efetuada sobre uma base inabalável de unidade e no desejo de satisfazer o outro, não pode perdurar, embora possa ser mantida na sua aparência.

Para firmar-se em uma verdadeira união é preciso que um deseje a felicidade do outro. Mesmo com objetivos diferentes, o amor livre do ciúme doentio estará sempre longe de todo tipo de ameaças. Se os amantes não viverem no desejo de realizar os sonhos do outro, sufocados pelos seus próprios desejos, a separação será inevitável, mesmo existindo o amor entre ambos. As discussões, as desavenças, os aborrecimento constante vão minando a alma e, naturalmente, enfraquecendo o amor.

A palavra amor é tão pequena na forma, mas tão grande em significados e direções. Podemos amar a Deus, o ser humano, a criação, a família, e tudo ao mesmo tempo. Não existe amor mais forte ou mais fraco, menor ou maior. Quando existe simplesmente amor, já valeu a pena.

Se estiver só, sem nenhum envolvimento com alguém que o compreenda e que o escute, isso quer dizer que predomina em você o sentimento da separação e que, antes de tudo, é preciso que chegue a uma realização da onipotência do amor e que tenha uma companhia silenciosa ao seu lado, para escutar e compreender o seu coração.

À proporção que vamos cultivando o sentimento da unidade com a vida e o amor altruísta, vamos atraindo amizades e corações que vão nos compreender melhor. E assim o sentimento de tristeza irá desaparecer naturalmente.


O amor altruísta é o cumprimento das leis divinas. Todas as leis da existência têm por objetivo único a reconstituição da unidade, a qual só pode existir no amor universal. 



Por esse motivo, o amor é o maior dissolvente de todas as desarmonias, embaraços e divergências, mas é preciso que seja inteiramente desinteressado e espontâneo.

Todos nós fomos criados pelo amor e com amor, para nos unirmos voluntariamente. Temos o direto de ter uma companhia para desfrutarmos dos prazeres, da alegria de viver e para compartilharmos a magia de um coração batendo apaixonado.

O amor é simples e forte. Ele, sendo verdadeiro, expulsa o medo. Ame que a alegria baterá em seu coração recheado de encantos.


Bernanrdino Nilton Nascimento
 

7 de fevereiro de 2013

Ele diz que te ama, mas nunca te assume?



Você conheceu alguém e se encantou... vai tudo muito bem, muita sintonia, declarações, romantismo, paixão e você se sente cada vez mais realizada, entregue, certa de que encontrou, finalmente, uma pessoa com quem vale a pena ficar!

Porém, contudo, no entanto... quando menos espera, bate a cara contra um muro! Pelo menos, é esta a sensação que tem ao descobrir que essa tal maravilhosa pessoa, que vive dizendo que a ama, já tem outra relação. Sim, você é "o estepe"!

Como avaliar a situação considerando que a relação tem sido realmente especial e intensa? Qual é a verdade? Por um lado, tudo leva a crer que, de fato, o outro também está envolvido, interessado e apaixonado. Mas, então, por que não fica com você, e só com você?

Resumindo: se você está vivendo um cenário como esse e não se incomoda, então, está tudo certo. Não se fala mais nisso! Porém, se não está tudo bem, é provável que tenha de se preparar para uma montanha-russa de pensamentos, sentimentos e decisões. Poucas são as pessoas com determinação e convicção suficientes para abrir mão de tudo o que poderia vir a ser e focar somente no que está sendo agora. Isto é, alguém não está convicto do que quer. E este alguém não é você!

E agora? O que fazer? Aceitar e continuar tudo como está? Desistir e abrir mão da chance de ser feliz? Exigir que o outro faça uma escolha, mesmo correndo o risco de ser a pessoa preterida? Será mesmo que existe o tal poliamor? Qual é o preço que você está disposto a pagar para ficar com essa pessoa, lembrando que isso pode (e provavelmente vai) significar dor, tristeza, baixa autoestima, ciúme, insegurança, desconfiança e profundos conflitos internos?

Realmente, não é fácil se descobrir parte de um triângulo amoroso, especialmente quando você entrou nele sem saber. Muitos outros sentimentos vêm à tona, tais como competição, ego, disputa, comparações, orgulho ferido, raiva, estranhamente mais paixão, medo da perda, e a atormentadora impressão de que esta é, sim, a última "bolacha do pacote", e que você precisa fazer de tudo para ser a preferida dela, a escolhida, a que merece mais que a outra!

Vamos aos fatos! Você sabe o que quer, não sabe? Quer ficar com esta pessoa, não quer? Já fez sua escolha. Sente-se maduro o bastante para assumir um compromisso, ser verdadeiro e fiel, não é? Portanto, quem não sabe o que quer, não consegue escolher e não está pronto para viver um amor por inteiro é a outra pessoa, certo?

Sendo assim, a reflexão é: quanto você acredita que merece da vida e do amor? Ser "estepe" é o bastante? Por que você se deixaria desgastar tanto por alguém que não tem certeza se quer mesmo ficar com você? E se ele diz que te ama tanto ou mais do que ama a outra pessoa, por que ela também não pode saber que você existe? Seria mais justo com todos, não seria?

Enfim, a vida é feita de escolhas! Sempre! Em todas as áreas, inclusive, a amorosa! Isso é maturidade! Quem não sabe fazer escolhas é porque não cresceu, emocionalmente falando! Eu, particularmente, só acredito em poliamor se todos os envolvidos estiverem cientes, felizes e satisfeitos - o que nunca vi. Nunca!

Estou cada dia mais certa de que compartilhar a vida com alguém, dedicar-lhe amor e sinceridade e investir em confiança e aprendizado mútuo é o maior de todos os desafios pelos quais nós, homens e mulheres, passaremos ao longo de toda a vida! Por isso, que haja dignidade e integridade neste exercício. E, sobretudo, que saibamos fazer valer a pena, seja qual for a decisão tomada!

Rosana Braga

               

4 de fevereiro de 2013

Você é manipulador ou sedutor?




Não sei se você já foi alvo de alguém assim, mas poucas situações são mais tensas e constrangedoras do que se relacionar ou conviver com uma pessoa que tenta, o tempo todo, te convencer de que você deveria ser diferente de quem é!

Por meio de críticas, comentários que subjugam e até de brincadeiras maldosas e sem graça, essa pessoa -que muitas vezes é a mesma que vive repetindo que te ama- parece querer provar o quanto você está equivocado por fazer o que faz, dizer o que diz ou pensar como pensa. Quer que você acredite que não passa de uma fraude!

A primeira pergunta que poderia ser feita para esta pessoa mal resolvida seria: "então, por que você continua comigo?". Afinal, se não está satisfeita, que procure alguém que a satisfaça, não é? Pois é... não, não é! Porque esse tipo de gente se alimenta exatamente desse tipo de relacionamento: baseado numa dinâmica onde o objetivo -mesmo que inconscientemente- é minar a autoestima do outro até fazê-lo sentir-se pequeno, pouco e sem valor.

Agora, a próxima pergunta seria justamente para quem está com essa pessoa que poderia perfeitamente ser chamada de "manipuladora", já que se trata de um adjetivo que descreve aqueles que tentam forjar, controlar e dominar o outro. E a pergunta seria: por que você está se deixando manipular? Por que está querendo, pelo menos enquanto continua permitindo esse tipo de relacionamento, ocupar o lugar de "manipulável". Além disso, no final das contas, manipulador e manipulável são dois lados de uma mesma moeda. São praticamente "iguais"!

As razões, tanto para quem está sendo o manipulador, quanto para quem está sendo o manipulável, podem ser muitas e particulares. Tem a ver, certamente, com a história de cada um. No entanto, as duas grandes questões sobre as quais podemos refletir diante dessa realidade são:

1. Se você é "o manipulável" e está com alguém que faz isso com você, está por quê? Algum ganho existe nesta história. Qual é? E para que você precisa desse ganho que, em última instância, é uma grande perda? Por exemplo: você "ganha" o lugar de vítima para parecer boazinha, compreensiva e vítima. Mas perde a chance vital de ser melhor e estar com alguém que enxerga e valoriza suas qualidades. Aliás, perde a chance soberana de aprender a valorizar a si mesmo!

2. Se você é "o manipulador" e se alimenta do constrangimento e do sofrimento alheio, faz isso por quê? Precisa estar diante de alguém que se sinta pior que você para poder se sentir bem? Esconde sua insegurança atrás da insegurança do outro? Tem medo de ser trocado e, por isso, tenta convencer o outro de que você é o máximo e precisa "agradecer" por ter alguém como você ao lado?

Será que não valeria a pena trocar esses jeitos de funcionar por outros bem mais interessantes, onde todos pudessem se sentir bem, evoluindo e amadurecendo? Sugiro que em vez de ocupar lugares tão desgastantes e ineficientes, que todos nós passemos a desempenhar papeis mais divertidos, tais como os de sedutores e seduzidos, com consciência e propósito.

Seduzir é encantar, fascinar, conquistar o outro. Sedução se faz com carinho, desejo, inteligência e criatividade. E deixar-se seduzir é ter olhos para o belo. É reconhecer o que o outro faz de bom, é deixar-se ser amado.

Por essas e outras, pare de tentar manipular a vida e o amor. Pare de tentar manipular as pessoas. Torne-se um inesquecível sedutor e esteja certo de que a vida, o amor, a pessoa que você ama e, sobretudo, você serão muito mais leves e felizes!

Rosana Braga