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10 de dezembro de 2012

O poder do agora




 
Esse é um título de um livro escrito por Eckhart Tolle. O que o autor explica, com maestria, são os mecanismos que operam na nossa mente e que nos causam sofrimento, fazendo-nos perder o foco no momento presente e fortalecendo o ego. São coisas que fazemos automaticamente, sem nos darmos conta, devido a um condicionamento que vem de muitas gerações. A compreensão desses mecanismos nos leva à possibilidade de uma grande libertação.

Uma das coisas que a nossa mente faz é focar sempre na próxima atividade. Parece que existe um programa mental que diz "o próximo momento é mais importante do que esse; ou ainda, no próximo momento quando atingir tal coisa eu vou ser mais feliz do que agora".

Isso nos traz inquietação, ansiedade e pressa muitas vezes. Enquanto realizamos cada tarefa, nossa mente já está pensando na próxima. Nem sempre isso é claro. Quando estamos com pressa, é um sinal óbvio de que consciente ou inconscientemente estamos executando uma tarefa agora já entrando mentalmente na próxima. Desejamos que acabe logo o que estamos fazendo nesse momento para que venha o próximo momento. E quando este chegar, o mecanismo ainda estará ativado em nós "o próximo momento é melhor, mais importante e eu tenho que chegar lá..."

Está sentindo pressa ao ler esse texto? Vontade de saber logo todo o conteúdo?

A música pode ter esse poder de tirar a nossa mente do futuro e do foco nos milhões de pensamentos que surgem e ficar no agora. Ao ligar o som do carro e ouvir uma boa música, é possível que você se sinta mais tranquilo e relaxado. É porque agora sua mente está focada nas impressões que a música causa nos seus sentidos e deixou de ficar presa aos próprios pensamentos. Isso traz um grande alívio. Mas mesmo com uma ótima música tocando, é possível que sua mente fuja e comece de novo a focar nos próprios pensamentos. É preciso ficar atento e voltar para a música. É como se fosse um exercício de meditação.

A preocupação também é a manifestação desse mecanismo mental. Pode acontecer enquanto estamos no conforto do nosso lar, deitados na cama. Pensamentos invadem a nossa mente com as coisas que temos para resolver. Surge, então, sentimentos desagradáveis. Estamos em uma cama confortável, mas nossa mente está em um lugar de medo e preocupação. Nosso corpo responde sentindo as emoções. Obviamente, é inútil ficar pensando nessas coisas, é hora de dormir e descansar.

Isso acontece de forma involuntária. É importante que perceber o processo acontecendo para voltar a nossa atenção para o momento presente. E não adianta brigar com os pensamentos que surgem. Se fizermos isso, criamos mais estresse. O que podemos fazer é voltar atenção para o momento presente, para sensação da cama, para a respiração, temperatura do ambiente, para todo o conforto ao nosso redor. Assim, possivelmente ficaremos mais tranquilos e deixaremos para resolver as situações quando chegar o momento, aproveitando melhor o descanso.

A mente também pode viajar no passado e ficar remoendo o que não deu certo, o que deveríamos ter feito e não fizemos, o que nos disseram etc. Não muda em nada o que aconteceu; apenas gera sofrimento. Isso também faz parte do mecanismo de sair do "agora", só que, nesse caso, a fuga é para pensamentos que remetem ao passado.

A procrastinação, ou seja, o hábito de ficar adiando as coisas que temos que fazer, também tem como uma das causas fundamentais a falta de foco no momento presente. Ao pensarmos em realizar uma tarefa qualquer, nossa mente pode trazer um turbilhão de pensamentos porque ela pensa em tudo que é preciso fazer, de uma só vez.

Mas cada tarefa, por maior que seja e por mais complicada que possa parecer, consiste de um passo de cada vez. E cada passo é mais do que simples. Pensar em tudo ao mesmo tempo nos deixa estressados. Se focarmos apenas em cada passo por vez, realizaremos a mesma coisa, com muito mais tranquilidade e eficiência.

Todos esses mecanismos são simples de entender. Só que estamos tão envolvidos e identificados com eles que fica difícil de enxergar. É preciso que alguém nos mostre o que ocorre para que possamos despertar. E só depois desse despertar é que é possível se libertar desse sofrimento. Eckhart Tolle explica tudo isso, com grande simplicidade e maestria, no livro "O poder do Agora". Recomendo bastante!



André Lima 
 
 

16 de dezembro de 2011

Não se desgaste pensando em como vai ser o seu futuro



A vida é cheia de “viradas”, imprevisíveis e espetaculares. Às vezes, estamos com todos os trunfos nas mãos e, na última hora, surge um fator contrário, absolutamente inesperado, e lá vai tudo por água abaixo. Em outras ocasiões, diante de uma situação aparentemente perdida, surge um acontecimento farovável, que surpreendentemente, muda a situação a nosso favor.

É melhor deixar para a boa sorte do que introduzir, às cegas, a mão dentro da caixinha de surpresas da vida por entre diversos papeizinhos , uns assinalando êxitos e outros fracassos para o “futuro”, arriscando tirar justamente o que mais lhe favorece, criando expectativas que, se não satisfeitas, causarão dor e sofrimento.

Não aspire adivinhar o que o futuro reserva para você e procure agir de acordo com as experiências legadas pelos seus antepassados e com as que você já adquiriu sozinho, procurando não se afastar do bom senso e do equilíbrio.

Seja qual for a nossa idade, é sempre tempo para aperfeiçoarmos nossa maneira de pensar, interpretar e agir, nas situações que a vida nos apresenta.

Os dias passam de qualquer maneira. O que podemos fazer é melhorar sempre um pouquinho mais em relação ao dia anterior, para que a nossa vida seja uma sucessão de bons dias. Assim, melhoraremos bastante a nossa atuação dentro do ambiente em que vivemos.

O interesse pela vida, pelas coisas do mundo exterior, em geral, não diminui à medida que vamos avançando pelos janeiros afora. O que tão somente acontece é que ao passo que nos tornamos mais velhos, nossos gostos, nossas pretensões vão se adaptando à possibilidade de realização no período de vida que estamos atravessando.

A vida pode oferecer bons momentos de felicidade a jovens e velhos. Não há dúvida de que os primeiros têm muito mais possibilidades para desfrutar dos prazeres físicos que o mundo oferece. Em compensação, pela inexperiência própria da idade e pela obstinação, muito humana, de quase todos os jovens não quererem aceitar seguir os conselhos dos mais velhos, muitos momentos que poderiam ser de intensa felicidade são arruinados por questões quase sempre fúteis e incontornáveis.

Já com as pessoas idosas não acontece a mesma coisa, até por que, muitas vezes, se fixam erradamente em um inútil saudosismo. E mais, se veem obrigados a aceitar uma condição de total dependência, assim como imposições e restrições que modificaram os seus antigos hábitos, por imposição do tempo.

Se fizermos um exame desapaixonado e retrospectivo de nossa vida, até onde possa alcançar a nossa memória, com o objetivo de recordarmos as causas que deram origem às nossas mais vivas contrariedades e desgostos, veremos que, talvez, mais de dois terços dessas causas eram insignificantes.

Desse modo, não convém nos interessarmos tanto pelo número de anos que ainda temos para viver, mas, principalmente, devemos nos preocupar com a maneira pela qual possamos vivê-los melhor e intensamente.

O ideal seria se pudéssemos aliar a saúde e o vigor físico da mocidade, à experiência e ao espírito de tolerância que, com o passar dos janeiros, vamos adquirindo através dos ensinamentos do grande livro da vida.

Em todo caso, você, qualquer que seja sua idade, comece, de hoje em diante, a racionalizar suas possibilidades de viver com mais inteligência e sabedoria. Desenvolva suas qualidades de observação para não incidir em erros já cometidos e tire ensinamentos dos erros dos outros. Se esforce para não se aborrecer por motivos insignificantes, para assim conseguir se ressarcir, pelo menos em boa parte, das armadilhas e desenganos que a vida já lhe proporcionou.



Bernardino Nilton Nascimento 

17 de julho de 2011

Viver o momento presente




A vida é feita de momentos. Não existe uma vida feliz e sim, momentos felizes. Muitas pessoas vivem no passado, de recordações. Recorrem às lembranças, emoções que já se foram, momentos que não voltam mais. Agarram-se às fotos antigas, cartas, objetos. Tradições, costumes ultrapassados, outros valores. Pensar naquele amor que se foi, outro que não aconteceu, na promoção que não veio, nas glórias do passado. Não modificam a nossa existência atual. Não fazem a menor diferença. É passado.

Ensinar alguém a pescar e não dar o peixe já pronto. Existe a tendência para um fato ou situação acontecer, mas o livre arbítrio (decisão) é sempre nosso. Somos cem por cento responsáveis pelas nossas atitudes e pensamentos! Culpar os outros pelos nossos fracassos é tapar o sol com a peneira. O futuro é construído pelas ações do presente: é consequência. O futuro é imprevisível.

Existe um ditado chinês que diz que A oportunidade é uma moça com o cabelo comprido na frente e totalmente careca atrás. Temos que ficar atentos para aproveitar a chance quando ela está chegando, porque depois que ela passa.

Viver no presente implica em ser responsável, sentir e vivenciar os momentos ao máximo. Captar a verdadeira essência da vida. Ver o arco-íris após a chuva, sentir o perfume da natureza, escutar a sinfonia dos pássaros, acompanhar o botão se transformar numa flor linda. Não deixar mágoas virarem uma bola de neve. Praticar o perdão. Falar eu te amo todos os dias.

Às vezes, deixamos de curtir a pessoa linda que está ao nosso lado pensando no amor antigo. Esquecemos que a memória só registra os momentos bons, os defeitos são apagados e aí endeusamos a 'ex-paixão'. Gratidão é uma virtude que deveria ser praticada todos os dias. Só nos fixamos no negativo, no copo de água que achamos que está meio vazio e não quase cheio. Na falta de vontade de sair porque está chovendo, porque está frio, porque não tem aquela blusa. A verdadeira necessidade mostra que precisamos de muito pouco para ser feliz. Pequenos toques, um gesto de carinho. Agradecer pelo que nós temos e somos. O essencial é básico. Fala direto com a alma. Entra direto no coração.

O que mais se escuta é: Eu não tenho tempo... Quando vamos encontrar tempo para viver? Pare de se castigar! Consagre 30 minutos por dia à você. Dedicados totalmente à sua pessoa. Leia aquele livro fantástico, ouça a sua música predileta, escreva os seus desejos. Tenha a liberdade de escolher, vá atrás dos seus sonhos!

Somos do tamanho de nossos sonhos. Viva intensamente o momento presente. A vida é bela... Ame-se!



Mon Liu 

Coldplay - The Hardest Part


 

27 de junho de 2010

Imortalidade

Em 2050 seremos nove bilhões de seres humanos no planeta. Mas, quando chegarmos à metade do século XXI, quais das coisas a que já estamos acostumados terão deixado de existir? Em seu livro Future Files: A History Of The Next 50 Years, publicado em setembro de 2008, Richard Watson tem alguns palpites. Desenha uma linha do tempo em que prevê o ano estimado da morte de diversas coisas que estão presentes em nossas vidas nos dias de hoje, incluindo personalidades e locais.

Na verdade, a morte nessa linha do tempo significa “existência insignificante” a partir de determinada data. A tabela começa no inicio do século passado, indo até 2060. As extinções previstas:

2011-2020: agências de correio, aposentadoria, atendimento ao cliente, bibliotecas, blackberry, catálogos telefônicos, cinzeiros, culto à magreza, DVD, e-mail , internet discada, linhas de telefonia fixa, locadoras de DVD, fax, mouse, recepcionistas, secretárias.



2021-2030: artesãos, blogs, computadores desktop, direitos autorais, intimidade, rádio AM e FM, rugas, sindicatos, web 2.0.

2031-2040: chaves, classe-média, geleiras, a Empresa Microsoft, moedas, parto natural, petróleo, spam, União Européia, veículos a petróleo, vícios.

2041-2050: cegueira, espaços públicos gratuitos, Google, gravatas, moedas nacionais, papel-moeda, surdez, tarefas domésticas.



2051-2060: cirurgia plástica cosmética, feiúra, dor física, morte.

Algumas previsões tem certo fundamento e tudo mais. Mas, quando o autor coloca fatos irrelevantes e não muito previsíveis, junto com previsões mais consistentes, ele perde a seriedade. Mas é muito curiosa a lista, de qualquer jeito e faz pensar sobre coisas que hoje consideramos intocáveis. Especialmente curioso é o fato de que ele não colocou a morte do Yahoo! Será que ele já o considera morto ou o Yahoo! sobreviverá ao Google?



Outro ponto é que em 2050 a feiúra e a morte vão “morrer”. Não dá pra concordar porque: feiúra é relativa; imortalidade é impossível e foi superestimada: quem quer passar mil anos acordando às sete da manhã pra ir trabalhar? Assim é impossível querer ser imortal...


Edição: Lena