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16 de outubro de 2010

"Alice no País das Maravilhas" em mangá sensual


Alice deixou o País das Maravilhas e virou estrela de filme do Tim Burton, ícone de exposições e ganhou diversas versões literárias. A mais nova traz a menina com olhos grandalhões e cabelos compridos, no melhor estilo mangá, a história em quadrinhos japoneses. Trata-se do lançamento "Miyuki-chan no País das Maravilhas", da editora JBC, especializada no gênero.

A história, publicada no Japão em 2001, repagina Alice e pinta a garota de uma forma mais sexy. Nela, ela tem o nome de Miyuki, mas também visita o País das Maravilhas e o País do Espelho. A viagem, entretanto, não para por aí: a personagem cai ainda no País da TV e no País do Videogame.

A abordagem dos quadrinhos remete à de "Lost Girls", obra de Alan Moore e Melinda Gebbie. Os livros mostram Alice, Dorothy, de "O Mágico de Oz", e Wendy, de "Peter Pan", em picantes aventuras sexuais. Já em "Miyuki-chan no País das Maravilhas", em vez de encontrar um gato, a menina depara com uma mulher que deseja lhe ensinar "maravilhas". No lugar da Rainha de Copas, há uma personagem sádica que quer dar chicotadas na personagem.

O objetivo da trama sempre recai sobre a tentativa de fazer com que "Alice" se divirta de uma forma sexual. A obra é voltada, no entanto, para o público feminino e jovem, alvo do grupo Clamp, que assina a criação da história.


Martha Lopes
"Alice no País da Maravilhas"

 

2 de outubro de 2010

Os sexagenários Charlie Brown e Snoopy

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Charlie Brown, Snoopy, Lucy, Linus, Woodstock, Celie, Schroeder, Patty Pimentinha e Marcie já não precisam pagar transporte coletivo, e entram no cinema desembolsando apenas a metade do valor do ingresso. Hoje, 2 de outubro, eles fazem 60 anos. Peanuts, ou como ficou conhecido no Brasil Charlie Brown e sua turma, nasceu das mãos de Charles Schulz em 1950 com a tirinha abaixo. Os traços ainda eram simples, naïf, e as personagens, redondas. O desenho se modernizou até 1999, quando Schulz se afastou do trabalho. Ele morreu em 2000.

O humor de Peanuts é suave, melancólico. Por isso, talvez, algumas tirinhas muito sarcásticas foram colocadas no limbo e nunca publicadas.

O menino de cabeça redonda, calças curtas e apenas uma mecha de cabelo e seus amigos ganharam o coração de muitas gerações de crianças e adultos. Por isso, a sua festa sexagenária terá comemoração em vários países do mundo. Aqui no Brasil, A L&PM, que já lançou três volumes em capa dura da série Peanuts completo e 10 livros com as aventuras do Snoopy na coleção pocket (para levar no bolso), fará uma ação especial na internet. Até 2011, a editora pretende lançar mais dois volumes de Peanuts completo.

Desde 1º de outubro, moradores ou visitantes de Washington poderão participar de vários eventos em comemoração aos 60 anos. Na mostra de “auto-retratos” de Charles Schulz, vários desenhos do criador de Snoopy estarão expostas no Smithsonian’s National Portrait Gallery.

A Lacoste também criou produtos especiais para a data e, a partir de outubro, vende camisas polo com personagens de Peanuts e o jacarezinho característico da marca interagindo com eles – como o bordado que traz Charlie Brown jogando baseball e o jacaré pegando a bola com a boca, como um cachorro de estimação.

Até a marca de jóias TSL, de Hong Kong, resolveu presentear a turma de Charlie Brown. O presente, confessamos, é o mais caro e luxuoso de todos: um Snoopy cravejado de diamantes – 9.917 diamantes claros, 783 diamantes negros e 415 rubis. (O quê???) Isso mesmo. A marca demorou mais de 8 meses para terminar a peça. Gostou? Custa quase US$ 400 mil, segundo o site Luxury Insider.

24 de junho de 2010

Mafalda

                                  

Mafalda, a menina de seis anos de idade mais crítica dos quadrinhos, é uma doce e espevitada garotinha, sem papas na língua, com cabelos negros, traços fisionômicos simples e personalidade forte. No "mundo real", a irrequieta Mafalda, criação máxima do cartunista argentino Quino, completaria 46 anos em setembro.

Foi criada para uma campanha publicitária de eletrodomésticos chamada Mansfield (por isso seu nome começa com "M"). O cliente recusou o trabalho e dois anos depois, o semanário argentino Primera Plana encomendou a Quino uma série que fosse "engraçada". O autor resolveu utilizar a simpática garotinha que havia criado. A estréia foi em 29/09/64.

Mafalda tinha um espírito crítico e uma sagacidade típica das crianças de raciocínio rápido. Possuía um globo (o mundo) doente em casa e ouvia sempre o noticiário do jornal tendo uma excelente tirada para cada nova notícia. Muitos anos antes do jargão de Garfield sobre as segundas-feiras, Mafalda já odiava sopa, era apaixonada pelos Beatles e pelo desenho Pica-Pau.

Questionamentos como: Porque as guerras? O que se passa com os judeus e palestinos? Por que o Comunismo, Socialismo ou a Democracia? entre outras perguntas que afligem a humanidade, foram bem retratados com um toque de humor muito delicado e bem sarcástico. Com ingenuidade típica de uma criança, acaba deixando seus pais em situações de enrascada com seus questionamentos, políticos, econômicos, e familiares impecáveis, que dão a grande sacada das tiras humorísticas.

Mafalda teve importância mundial como, por exemplo, sua participação em 1976 na Declaração dos Direitos da Criança, do Unicef e em inúmeras campanhas educativas e de direitos humanos pelo mundo afora, além de ter sido tema de um selo postal.

Uma menina de opinião, com uma visão bastante crítica da realidade. Uma sonhadora. Uma contestadora. Foi assim ela conquistou o mundo, com a sua indignação pelas coisas erradas que aconteciam no mundo e vive até hoje nos nossos corações. Europa e América Latina se renderam aos encantos da personagem. Nunca foi publicada nos Estados Unidos.

Com sacadas absolutamente geniais, Quino fez de Mafalda um sucesso perene, que atravessa gerações há anos e continua encantando. A tira parou de ser desenhada em 1973, justamente no ano em que suas estripulias chegaram ao Brasil.


Fonte
Edição: Lena

11 de junho de 2010

Tintim




Quem se lembra das Aventuras de Tintim?

É uma série de HQ, do belga Hergé, sobre um jornalista detetive que se envolve em aventuras com seu fiel amigo, Milu, um cão terrier branco que "fala" com o leitor por meio de seus pensamentos, não ouvidos pelos outros personagens.

Ao lado deles, personagens hilariantes como o capitão Hardok e a dupla de detetives desajeitados, Dupond e Dupont. Essa é uma das histórias em quadrinhos mais populares do séc. XX, favorita por mais de 70 anos e traduzida para mais de 50 línguas. A série ficou incompleta. Hergé morreu em 1983 e deixou a 24ª aventura inacabada.

Andy Warhol afirma que o criador de Tintim é uma das suas maiores influências, tanto quanto Disney. E Charles de Gaulle declarou: "No fundo, vocês sabem, meu único rival internacional é Tintim".


Fonte 

Edição: Lena