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25 de maio de 2012

As prisões de cada um



Todos cometem pequenos ou grandes delitos. E no amor, como fica esse balanço? Uns nem imaginam que fizeram faltas com consequências tão graves; outros acham que estão no máximo do pecado e se julgam criminosos hediondos, quando na verdade ninguém foi prejudicado a não ser eles mesmos.

O amor tem leis próprias e uma infinidade de jurisprudências. Só que o coração é o juiz, o poder supremo – ele prende, liberta, absolve, perdoa, pune. Há que respeitá-lo, pois nele ninguém manda. No máximo, podem afrontá-lo de forma dura, ou enganá-lo por vias escusas. Quem tem essa capacidade? A razão, sem dúvida. Embora não tenha poder absoluto, é dotada de força avassaladora, já que é ela quem, de fato, descumpre as ordens do coração.

Essa conversa está muito burocrática né? Tudo isso para dizer que o coração tem razões que a própria razão desconhece; que a razão sufoca, invade, invalida e, acima de tudo, aprisiona o sentimento de um jeito implacável. Infelizmente, não dá para sair por aí fazendo tudo o que o coração quer, mas tornar-se refém da razão também não está entre as dez atitudes mais saudáveis do mundo.

Outro dia li uma frase que diz mais ou menos o seguinte: quando alguém está na sua cabeça é porque ainda não saiu do seu coração. Existem pessoas que esmagam o coração alheio sem entender que o primeiro a ser machucado é o delas.

Assim como existe gente que brinca com o coração do outro sem esperar que o seu próprio um dia lhe pregue uma peça. E finalmente ainda há aqueles que são sinceros, mas acabam engolidos pelo aprisionamento da razão. Choram em silêncio, travam uma disputa desleal entre o querer e o não poder, não arriscam, não extravasam, apenas sentem um ritmo acelerado, tão acelerado que, a qualquer momento, vencem a barreira da razão e se permitem transgredir. Resta saber se esse coração será punido ou absolvido.


Fernanda Santos 






17 de janeiro de 2012

As prisões de cada um




Todos cometem pequenos ou grandes delitos. E no amor, como fica esse balanço? Uns nem imaginam que fizeram faltas com consequências tão graves; outros acham que estão no máximo do pecado e se julgam criminosos hediondos, quando na verdade ninguém foi prejudicado a não ser eles mesmos. O amor tem leis próprias e uma infinidade de jurisprudências. Só que o coração é o juiz, o poder supremo – ele prende, liberta, absolve, perdoa, pune. Há que respeitá-lo, pois nele ninguém manda. No máximo, podem afrontá-lo de forma dura, ou enganá-lo por vias escusas. Quem tem essa capacidade? A razão, sem dúvida. Embora não tenha poder absoluto, é dotada de força avassaladora, já que é ela quem, de fato, descumpre as ordens do coração. Essa conversa está muito burocrática né? Tudo isso para dizer que o coração tem razões que a própria razão desconhece; que a razão sufoca, invade, invalida e, acima de tudo, aprisiona o sentimento de um jeito implacável. Infelizmente, não dá para sair por aí fazendo tudo o que o coração quer, mas tornar-se refém da razão também não está entre as dez atitudes mais saudáveis do mundo. Outro dia li uma frase que diz mais ou menos o seguinte: quando alguém está na sua cabeça é porque ainda não saiu do seu coração. Existem pessoas que esmagam o coração alheio sem entender que o primeiro a ser machucado é o delas. Assim como existe gente que brinca com o coração do outro sem esperar que o seu próprio um dia lhe pregue uma peça. E finalmente ainda há aqueles que são sinceros, mas acabam engolidos pelo aprisionamento da razão. Choram em silêncio, travam uma disputa desleal entre o querer e o não poder, não arriscam, não extravasam, apenas sentem um ritmo acelerado, tão acelerado que, a qualquer momento, vencem a barreira da razão e se permitem transgredir. Resta saber se esse coração será punido ou absolvido. 




Fernanda Santos




25 de novembro de 2011

O problema é você?




Por que as coisas não mudam na sua vida? Por que sempre acontecem transformações espetaculares na vida dos outros, enquanto a sua não sai do lugar, por mais movimentos que você faça? Os outros sempre são promovidos, sempre estão vivendo um momento especial, um romance de tirar o fôlego. Os casais que cruzam seu caminho parecem estar em pleno exercício do amor sublime, do sexo transcendental.

Aí você olha para sua vidinha e pensa: que bosta! Nada muda. Todo mundo está feliz, completo, amando, realizando, conquistando… e você correndo em círculos, atrás do rabo, sobrevivendo do jeito que dá. A mesma ladainha do amor não correspondido, da ralação no trabalho não reconhecido. Às vezes, aparece uma luz no fim do túnel e você pensa, agora vai! E não é que acontece alguma coisa justo na sua vez de ser feliz? Pronto, você se frustra, apaga seu brilho, chora, esperneia e, pior, não é como era antigamente, quando os seus dissabores e revezes eram amortecidos pelos pais, avós ou outras pessoas que tinham esse superpoder.

Acabou o colo. Acabou aquela crença “depois de um dia ruim vem um dia bom”, porque muitas vezes vem outro ruim. No fundo, no fundo, acabou a ilusão e isso dói, mas dói muito. Aí você se culpa, porque, afinal, tem emprego, saúde, amigos, pernas e braços, um teto para morar… enquanto tantas pessoas sofrem pela falta disso tudo. Resta arrumar forças não sei de onde para continuar sei lá o que, até que alguma chama reacenda e você volte a acreditar que, desta vez, a sua vez está próxima.

Como diz Goya, “os sonhos da razão produzem monstros”. Que cara sábio! Os sonhos da razão são as ilusões que criamos em relação ao brilho da vida alheia; os monstros são os fantasmas que nos põem para baixo assoprando nos nossos ouvidos o quanto somos infelizes em reação à pseudo-felicidade do outro. Na verdade, ninguém brilha 24 horas por dia, nem transa; nem ama; nem arrasa no trabalho. Mas, pelo jeito, você anda se iludindo 24 horas e perdendo energia e tempo preciosos que poderiam estar sendo usados para fazer sua vida brilhar por si só.


Fernanda Santos







1 de julho de 2011

Ser feliz ou ter razão, você escolhe!




No mundo de hoje, as pessoas acabam por deixar a felicidade de lado, para escolherem estarem certas. Isso é fato. Mas por que será que isso acontece?

Não é tão difícil entender a mente humana, é algo de senso comum.

Nossa personalidade tem algumas características em alta, vou citar duas: orgulho e egoísmo. Isso mesmo, dois componentes essenciais para a sua infelicidade. O mais interessante é que as pessoas ainda continuam perguntando:

- Por que não sou feliz?

E a resposta está tão perto, mas elas não enxergam, ou não querem enxergar. Nos relacionamentos afetivos não deve haver espaço para orgulho e egoísmo, pois se for assim, você estará num emaranhado de dor. Ser feliz significa que você deve seguir um caminho mais flexível, pensar a dois. Mas você pode ter razão, e seguir firme e dura em seu propósito com o coração amargurado é claro.

Agora pare tudo e veja.

Hoje você tem uma escolha maravilhosa a fazer: ser feliz ou continuar sendo cabeça dura e achar que a razão é que fala mais alto. Em geral, os homens são mais cabeça dura e mantém essa postura de estarem certos, de ter a razão até o fim, isso vão colocá-los em uma situação de puro sofrimento, pode ter certeza. Mas existem também muitas mulheres que preferem se abdicar da felicidade para terem razão.

Mas o que fazer então?

Às vezes é preciso realizar uma ou outra renúncia em nome do amor e da felicidade. O mais interessante é que você somente aprende isso depois de alguns tombos e atropelos, embora tenha gente que nem assim aprenda. O universo pode lhe dar essa lição de duas formas: pelo amor ou pela dor. Você é que fará a sua escolha.

Se for pelo amor, será bem simples, apenas abra seus olhos, respire fundo, renuncie algumas vezes em nome da harmonia, peça desculpas, e siga em frente, eu te digo: vale a pena.

Se for pela dor, parabéns, você estará imersa na mais profunda angustia, você só tem a perder, e o que perderá é justamente a felicidade, depois não reclame.

Por isso, eu lhe digo, hoje é seu dia, não deixe passar!

Se você brigou com alguém e ainda tem a teimosia dentro de você, criando círculos em sua mente e feridas em seu coração, abandone isso. Chegue mais perto, com aquele jeito especial, diga: me desculpe, ou, eu te amo. Eu tenho certeza, de uma coisa: ter razão é a última coisa que você precisa, quando a felicidade pode estar em suas mãos.


Paulo Valzacchi 
NEIL YOUNG - HARVEST MOON

13 de abril de 2011

Cada dia é uma pequena vida...



Nos últimos 18 meses, especialmente, tenho buscado uma compreensão ainda mais profunda de mim mesma e, consequentemente, de cada alma que de mim, de alguma forma, se aproxima...

Nesta jornada, tenho descoberto e confirmado, cada vez com maior lucidez, uma verdade que pode ser ótima (ou não) dependendo da forma como lidamos com ela: cada dia é uma pequena vida!

Cada situação é uma encruzilhada. Cada passo é uma escolha que pode mudar tudo. Talvez seja exatamente por isso que é tão difícil nos mantermos fiéis aos sentimentos que mais desejamos experimentar: alegria, auto-estima, gentileza, amor...

Um passo vacilante... e tudo se modifica. O que era amor pode se transformar em ciúme, egoísmo, raiva, medo. O que era alegria pode se transformar em dúvida, desesperança, tristeza. O que era auto-estima pode se transformar em insegurança, agressividade, dor. O que era gentileza pode se transformar em intolerância, desistência, arrogância.

Uma atitude, uma escolha... e tudo pode mudar! E isso me faz lembrar da máxima “Orai e vigiai”. Quando a gente ora, pede o que deseja, entra em estado de humildade, receptividade, esperança... Mas um minuto depois, é preciso que entremos em vigília constante.

Somos passionais, motivados por reações. Ainda não aprendemos a ponderar. Reagimos automaticamente a partir de crenças limitantes, de preconceitos e defesas internas. Reagimos: este é o problema.

Precisamos começar a agir. Sempre agir. Cada passo precisa ser uma ação consciente, atenta, lúcida. E para que isso se torne possível, só há uma maneira: treino, prática, repetição... dia após dia até que se torne hábito.

Só podemos destruir um velho hábito que já não nos interessa se no lugar dele construirmos um novo, que revele uma nova direção, um novo caminho. Os sentimentos difíceis continuarão dentro da gente, mas em vez de reagirmos a eles, podemos decidir por uma nova ação.

Em último caso, tenho feito assim: quando ainda não sei qual a nova ação que posso ter diante de um sentimento difícil, opto pelo silêncio. Respiro fundo, entro em contato com o que estou sentindo, reconheço que estou me deixando atingir pelo que está acontecendo e simplesmente espero, em silêncio, até que consiga encontrar, dentro de mim, uma nova maneira de agir diante de velhos sentimentos.

E assim, de vida em vida, um dia de cada vez, pretendo acordar amanhã mais positiva do que fui hoje...


Rosana Braga