4 de janeiro de 2013

Quem ama, mostra!




Falar nem sempre é fácil - verdade seja dita. Mas difícil mesmo é fazer. E fazer com constância e coerência. É mostrar, por meio de atitudes, escolhas e comportamentos, que as palavras ditas não estão vazias. Ao contrário, estão endossadas pelo que é palpável, visível e constatável. Sim, estou falando de amor.

Sei que muitos defendem a ideia de que o amor é imponderável e que, mesmo quando não é demonstrado, deve ser considerado como real e válido. Concordo apenas em partes. Na verdade, depende do motivo pelo qual ele não é expresso. Porque, em última instância, aposto todas as minhas fichas na crença de que amar é, sobretudo, um verbo de ação.

Claro que declarações verbais de amor são sempre bem vindas. Longe de mim afirmar que elas não têm seu valor. Tem - e dos grandes. É, sem dúvida, muito bom ouvir a pessoa amada relembrando-nos o que sente de bom. É saudável e prazeroso se sentir amado por todos os sentidos, de todas as maneiras.

O que estou querendo defender é o fato de que amor é um pacote, um conjunto de fatores que vai além de palavras. É preciso amar e mostrar! Porque de amores que a gente não vê o mundo está cheio. Sim, de amores que podem ser vistos também está, felizmente. Mas precisamos mostrar mais, especialmente para aqueles que amamos mais de perto!

Porque amar de longe também é bem mais fácil. Não inclui as irritações e as impaciências próprias da convivência, da rotina, das diferenças. Não inclui os impulsos viscerais, contato, corpos ocupando o mesmo espaço físico. Fica mais na poesia, no "pode vir a ser", na expectativa do encontro. Fica mais no nível do platônico. Não é exatamente um exercício, senão o da espera.

Quando proponho mostrar o amor, estou sugerindo exercitá-lo mesmo! O que faz quem ama? Como se comporta um amante? Está sempre mal humorado e impaciente? Vive pronto para criticar, julgar e condenar? É focado nas limitações e nos enganos de quem ama? Privilegia o silêncio de quem se ausenta e a distância de quem não se importa? Recusa-se à intimidade?

Esta não parece uma boa descrição de alguém que diz que ama, não é? E por que será que, ainda assim, tantas pessoas não se cansam de repetir "eu te amo" enquanto, ao mesmo tempo, mantém exatamente esse tipo de comportamento?

Rainer Rilke escreveu algo que, em algum nível, responde minha pergunta: "Amar outro ser humano é talvez a tarefa mais difícil que a nós foi confiada, a tarefa definitiva, a prova e o teste finais; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação".

Isto é, precisamos primeiro aprender, mas infelizmente não se ensina a amar nas escolas, embora devesse ser disciplina obrigatória, em minha opinião. E depois de aprendidos alguns importantes conceitos, depois de compartilhadas profundas experiências, sob a supervisão de quem se especializou no assunto, seria absolutamente interessante que se estimulasse o treino.

Como fazer diante de um desentendimento? Conversando. Ouvindo o outro. Ponderando sobre os diferentes pontos de vista. Como lidar com sentimentos como ciúme e insegurança? Olhando para dentro, refletindo sobre como se sente em relação a si mesmo e o que pode ser feito para lapidar essa autoimagem. Como perdoar? Reconhecendo as próprias dificuldades, os próprios erros, considerando o que realmente importa: se é estar com a razão ou amar um pouco além.

Enfim, treinar, treinar, treinar. Treinamento é o caminho para o desenvolvimento e, por fim, para a excelência, inclusive do amor. Portanto, da próxima vez que se sentir inspirado a contar à pessoa amada o que você sente por ela, que tal acrescentar às palavras uma atitude que mostre?

Rosana Braga

3 de janeiro de 2013

Amor?





Achamos que amamos.

Mas o quanto ainda esperamos garantias para amar?

Se ainda não conseguimos enxergar amor em tudo o que acontece, não há capacidade real para amar. E se não há capacidade de amar, como atrair o amor?

Quando o imenso amor em tudo o que há nos invade, podem acontecer alergias, explicado pela metafísica como proteção contra invasões, contra entrantes desconhecidos.

Seria o amor um desconhecido que pretensiosamente achamos que já nos é íntimo?

Se medos e ressentimentos ainda estão lá, não há espaço para amor real. Se ainda há apego, até mesmo a antigos padrões de rejeição ou de vítima, mais do mesmo será construído por nosso imenso poder de criação.

Se até mesmo a alergia for amada, todo o amor pode aparecer, aliás, todo o amor pode ser visto, os olhos da alma se abrem.

Quando há amor, há amor a si mesmo, há amor às sombras, aos medos, ao passado que até aqui nos trouxe, há amor e fé numa nova condição de amada, querida e bem-vinda. Há amor a uma nova condição de florescimento e de confiança total na existência. De perceber novos ventos chegando, nuvens bailando sobre a cabeça e não precisar puxá-las, aguardar a chuva dourada que é inevitável.

Se sabemos que as nuvens sempre chovem, para que saber em que momento choverão? Elas existem, formaram-se, independente de nossa ação, então, por que gastar tanta energia? Por que ainda querer controlar o que é muito maior e melhor do que nossa mente um dia poderia ser capaz de imaginar?

Tudo, tudo que couber em nossa mente é pequeno demais para nossa vida. Imaginar e desejar sim. Limitar jamais.

Ao invés de desejarmos, tempo futuro, viver um amor, talvez seja hora de viver o amor. O amor já é, já existe, já está, já pulsa. Se ele ainda não é percebido, ele jamais chegará de lugar algum.

Percebamos quanto amor há da vida por cada um de nós. Quanto recebemos, quanto somos especiais para muitas pessoas. E quanto, de fato, oferecemos.



Adriana Mangabeira 


2 de janeiro de 2013

Pratique um novo tipo de DR com o seu amor!





A maioria dos casais já ouviu falar sobre a famosa expressão "Discutir a Relação", mais conhecida como ter uma "DR". Sim, considero essa disponibilidade para falar sobre o que está incomodando, sobre sentimentos e percepções e, sobretudo, a disponibilidade de ouvir o outro e tentar se colocar no lugar dele, como fantásticas e absolutamente imprescindíveis.

Aposto demais na assertiva do nosso saudoso Chacrinha: "Quem não se comunica, se trumbica!". Claro! Somos seres falantes, do universo da linguagem, e é somente quando esclarecemos nossos pensamentos e intenções que o outro pode nos conhecer mais e mais. E, na mesma medida, quando ouvimos o que o outro tem a dizer sobre si e seu coração, podemos conhecê-lo mais e mais. Isso é exercício de amor. Um dos mais difíceis e também mais eficientes para o amadurecimento e a evolução humana.

No entanto, hoje quero sugerir um novo estilo de DR, um estilo que transforma essas iniciais de "Discutir a Relação" em "Deixa Rolar"! Mas não é um "deixa rolar" irresponsável, acomodado, sem se implicar com as próprias escolhas e atitudes. Pelo contrário, trata-se de um deixar rolar com consciência e quase como um ato de fé.

Quando a gente descobre que a vida tem seu próprio ritmo, que o Universo é sábio e que, na maioria das vezes, especialmente quando estamos confusos ou em dúvida sobre algo, nossa visão se torna limitada diante da grandeza das possibilidades, fica mais fácil entender que o melhor, muitas vezes, é relaxar e se entregar.

Porque se pararmos para analisar e refletir, é muito comum chegarmos à conclusão de que grande parte dos nossos problemas é consequência de um enrijecimento interno, de uma inflexibilidade que tem a ver não com certezas, mas com orgulho, com ego ferido ou ainda com medo de sofrer.

Porém, o mais curioso é que é justamente esse excesso de controle, de regras, de crenças limitantes e de evitação do sofrimento que termina nos levando a isso - mais sofrimento e mais dor. Ou ainda: arrependimento e sensação de que não estamos vivendo com a intensidade e a verdade que gostaríamos.

Por outro lado, quando escolhemos silenciar a mente e ouvir a voz do nosso coração, relaxando mais e confiando que, quando entramos em sintonia com nossos valores mais profundos e genuínos, tais como vontade de amar, de não brigar, de fazer o outro feliz, de relevar, de simplesmente viver e sorrir e ser feliz também, o amor parece reencontrar seu rumo, reencaixar-se. E as respostas vêm. A luz ao final do túnel aparece.

Por isso, da próxima vez que começar a se sentir angustiado, sem saber qual o melhor plano, qual a melhor decisão ou qual a resposta certa, respire fundo e adote seu novo estilo de DR. Proponha à pessoa amada que vivam um dia de cada vez e que, neste dia, hoje, agora, vão deixar a vida rolar e dizer "sim" ao que vier. Sim um ao outro. Sim! Simples assim! De coração aberto e amor a postos!



Rosana Braga 


1 de janeiro de 2013

Feliz Ano Novo!






Abrace novas ideias.
Dê um jeito nas suas gavetas.
Pense positivo.
Beba champanhe.
Não julgue a sua mãe.
Ajude o seu amigo.
Pule as ondas do mar.
Leve a sua sogra para passear.
Fale menos e escute mais.
Preste atenção nas pessoas.
Saia do seu mundo interior.
Vá ao parque e respire ar puro.
Viva integralmente no presente.
Perdoe sempre.
Sorria para o mundo.
Dê pulos de alegria.
Acaricie uma criança.
Curta o pôr do sol.
Leia um livro inspirado.
Brinque com o seu amor.
Esqueça o que já passou.
Trate bem seu gato.
Escreva suas metas.
Passe uma borracha sobre a tristeza.
Compartilhe informações.
Saiba que não estamos sozinhos.
Não tenha inimigos.
Sinta a energia da cachoeira.
Relaxe.
Tome um banho de lua.
Beije o Universo.
Ame muito.
Chore de felicidade.
Tenha a alma pura.
Assista bons filmes.
Cante com emoção.
Faça parcerias.
Deixe o coração falar mais alto.
Não se reprima.
Abrace com vontade.
Olhe nos olhos das pessoas.
Cumprimente o Sol.
Veja o amanhecer na praia.
Aproveite os momentos preciosos, pois eles são únicos...


Mon Liu