9 de janeiro de 2013

Você coloca a sua vida nas mãos dos outros?





Essa história é velha, mais velha que andar pra frente, como diria a minha avó. Menina conhece menino. Eles se apaixonam perdidamente e decidem se casar. Até aí, tudo certo! Menina se casa e passa todas as responsabilidades financeiras para o marido. Ela não sabe nem a senha do cartão, ou não se lembra de... nem mesmo onde anotou. Só passa, ele paga e aí reclama um pouco, mas tudo bem. Um belo dia, menino se enche, faz as malas e vai embora com a secretária (não necessariamente por conta disso). E ela não sabe nem como comprar o pão da semana.

Está bem, tem um exagero poético no parágrafo acima, mas eu sou escritora e posso fazer isso. Hoje em dia é sim mais difícil ver uma situação assim tão radical, mas ainda acontece. Isso porque papel, banco e contas são coisas chatas e, quando podemos, preferimos passar a responsabilidade para alguém mais "competente". Pode ser que aconteça o contrário, ou que isso se resuma à papelada de imóveis ou coisas mais "complicadas" como ações, mas alguém deixou a vida financeira, no caso, na mão do outro.

E aí, meu bem, com isso vai todo o seu poder. O seu poder de agir, de decidir, de ser você que fica depositado em alguém. Isso acontece na vida amorosa, financeira, de trabalho e mais uma lista enorme de A a Z, letra miúda. Mas como é mais fácil colocar a nossa vida e as nossas expectativas nas mãos dos outros.

Tem gente que faz isso com a mãe. Aquele grande grito do oitavo andar da casa "mãe, onde está meu sapato". Tem gente que faz isso com o irmão mais velho. Sabe aquela pessoa que nunca faz nada sem perguntar pra meia dúzia de parentes? E ficar ainda mais confuso com meia dúzia de opiniões diferentes? O preço de não assumir e bancar as próprias escolhas é bem alto.

Conheço esposas que não queriam se separar porque achavam que não conseguiriam lidar com a parte financeira sozinha. E hoje, depois de pesquisar, estudar e dar umas cabeçadas, estão muito bem, obrigada. Conheço gente que deixou a felicidade na possibilidade de uma relação dar certo e, quando não deu (tem sempre 50% de chance de dar certo ou errado) nunca mais quis viver. Já viu aquelas mulheres matronas, mais velhas, as famosas solteironas? Isso não tem nada a ver com o fato de não ter se casado, mas o fato de terem sido obrigadas pelo destino a cuidarem da própria vida. Sozinhas. E algumas, se não a maioria ainda hoje, amarga demais com essa decisão. Tornam-se pessoas sérias, pessoas ranzizas, quando tudo o que queriam era um alguém pra cuidar da sua vida.

Você mesmo, quantas vezes já pediu para o mundo parar "que eu quero descer" diante do imposto de renda? Ou da pia de louça para lavar? Ou um parente doente? De fato, em alguns momentos queríamos mesmo ter alguém pra fazer aquilo para gente, mas, na maioria das vezes, é impossível.

Ninguém pode fazer ginástica por você, se você quer um abdômen tanquinho. Nem o Fenômeno Ronaldo. Ninguém pode sentir a sua alegria, a sua tristeza, a sua dor de estômago. Ninguém pode fazer uma cirurgia por você, arrancar um dente, fazer um canal. Ninguém pode, no mundo, querer tomar o seu lugar. Então porque ainda deixamos algumas coisas nas mãos de outras pessoas?

A nossa felicidade é nossa. Não depende da decisão de ninguém, senão da nossa mesmo. Decidir ser feliz e tirar da vida o que é atraso, ou continuar insistindo, é nossa responsabilidade. E não adianta repetir o mantra "ah, se a minha mãe não pegasse tanto no meu pé tudo seria melhor", não! Isso é responsabilizar o outro pela sua desgraça. E estamos num país de coitadinhos, que precisam que o governo ajude, mas que não correm atrás nem quando a oportunidade bate na porta. Sim, é mais fácil manter a "ordem sem progresso" com uma profusão de "bolsas-família" por aí. Isso é deixar a vida nas mãos dos outros.

Não é que não podemos aceitar ajuda. Sim, podemos. Até um "bolsa-família", durante alguns meses, quando não temos um emprego. Ainda. Mas acomodar-se é muito fácil e é preciso manter a consciência no que é necessário para a nossa libertação.

Ser livre passa por isso. Por poder tomar as nossas próprias decisões e quebramos a nossa própria cabeça, quando necessário. Não adianta ser dependente de ninguém, que não sejam suas duas pernas e seus dois braços.

Então, na próxima vez que for reclamar, lembre-se: Deus nunca dá uma cruz maior do que possamos carregar. Se estiver pesada demais, peça ajuda. Mas não passe a cruz para mais ninguém. As nossas lições, quando não aprendidas, voltam de novo e de novo e cada vez mais complicadas. Então é hora de parar, sozinha, e olhar para isso. Não é mesmo?

Andrea Pavlovitsch



  

8 de janeiro de 2013

Decepção



Quem ainda não a teve?

Acho que dá para contar nos dedos de uma mão, e ainda corrermos o risco de ficarmos no primeiro dedo. Tentando lembrar quem não a experienciou. Se for um ser humano, certamente já se decepcionou.

Este estágio faz parte de nosso supremo aprendizado e da nossa busca incessante, vida após vida, signo após signo, a fim de nos conhecermos melhor.Eu me atrevo a afirmar que acho que aprendi por que nos decepcionamos!Porque, invariavelmente, nós criamos as pessoas conforme achamos que elas são. Nelas projetamos o que cremos que elas possuam. Imaginamos o que elas têm.

Supomos que já atingiram determinado estágio evolutivo. Enfim, projetamo-as de acordo com nossas verdades e aprendizados. Avaliamos seus valores conforme os nossos ou até segundo nossos interesses. Porém, uma coisa é certa... Ninguém consegue se vender se nós não queremos, ou acreditamos ser possível comprar.

Ou ainda, ninguém se posiciona para o outro como sendo isso ou aquilo. O outro é que o moldará conforme quiser, desejar ou pensar que ele é... Isso posto, é evidente que somos, todos, vítimas de uma famosa DECEPÇÃO. É um pouco óbvio, você não acha?

Criamos em nossa mente um determinado tipo de ser humano e nos tornamos reféns daquilo que imaginamos. O importante é entendermos a realidade, o momento e sabermos o que tirar deste aprendizado.

Sim, e daí? O que ganhamos em saber que somos reféns de nós mesmos e do que aprendemos com os outros, quando os percebemos e os vemos claramente "nus", transparentes e revelados em suas verdades e caráter?

Primeiramente, nos sentimos muito mal. Mas muito mal mesmo. Uma sensação, na maioria das vezes, semelhante àquela de passagem para um outro estágio de alguém que gostamos muito. Este "estágio" existe e precisa decididamente ser passageiro.

Em segundo lugar, somos "vítimas" de alguém que não "poderia ter feito o que fez" conosco. O sentimento de vítima é terrível, porque na realidade ninguém cresce com a vocação de vítima. Precisamos, repito, aprender com o que aconteceu. Nada que chega até nós é coincidência ou obra de um acaso qualquer.

Terceiro, acordamos finalmente para a verdade.

Este estágio pode levar horas, dias, semanas, meses ou anos. Mas o importante mesmo é que a pessoa se revele com seus valores reais e não aqueles por nós projetados. Em sua verdade clara, absoluta e na forma de ver e viver a vida. Bem diferente, portanto, daquilo que imaginávamos que ela fosse.

O processo de se sentir mal, virar vítima e entender que a vida é Causa e Efeito pode, como afirmei, levar anos. Depende de como nos comportamos conosco e como queremos encarar a dura realidade estampada em nossa frente.

Repito: Nada que acontece conosco é por um acaso. Pode ser retorno ou simplesmente para que despertemos.

Principalmente porque, junto com o sentimento da DECEPÇÃO, vem o que está inserido na frase: DECEPA UMA FUTURA AÇÃO.

Quem pode nos garantir que isso não seja também um tipo de proteção, em vez algo que poderia ser mais dolorido? O "susto" é tão grande que ficamos inertes, sem qualquer ação ou atitude. Mas é bom saber ler o que envolve todo o processo. A contrapartida da decepção é meditar e agir de imediato. Não se pode ficar buscando culpados e querendo se vingar.

É preciso aceitar e entender que há muitas coisas ao redor e por trás de uma atitude que nos fere. Nada que acontece conosco é por um acaso, repito mais uma vez para que fique muito claro. Pode ser um alerta: Olhe, presta atenção nesta pessoa! Ela é assim mesmo como se revelou. Você é que estava enganado em relação a ela. Ela não o decepcionou. Por incrível que possa parecer, ela é assim mesmo.

Quem mandou construirmos um personagem que não existe. O real, em verdade, é o que a pessoa efetivamente é. É o que ela fez. O que ela faz e, principalmente, como faz.

Há uma distância considerável entre o que se fala e o que se executa. Existem poucas pessoas que possuem coerência neste ponto. São, em suas atitudes, o que falam em seu dia-a-dia.

Se você quer ser o que diz, precisa estar preparado para entender os que dizem uma coisa e fazem outra.Se você tem limites, precisa estar preparado para conhecer as pessoas que não os possuem.Se você tem noção de respeito, precisa estar consciente que algumas pessoas ao seu redor não têm o mesmo conceito.Se você tem equilíbrio precisa saber "ler" os desequilibrados.Se você sabe exatamente entender o valor do que lhe pertence, saiba que existem pessoas que pensam diferente.

Devemos aprender com a decepção e reagir de acordo com a nossa evolução pessoal. É um grande teste para saber como iremos nos comportar nas adversidades e nos reveses.

O quarto grande aprendizado: Agora sabemos como a pessoa é. Este é o cerne da questão.Temos que nos vingar? Jamais. O tempo sempre será o maior aliado de quem está agindo de forma correta.

Saul Brandalise Jr.  


 

6 de janeiro de 2013

Das diversas formas de apego





Cada vez que eu punha uma coisa de lado, com a disposição de me livrar dela, algo me incomodava profundamente. Havia uma dor ali, ou várias dores diferentes.

O nome desse sentimento inquietante é apego.

A gente se agarra às coisas, como se agarra às pessoas e às ideias. Na verdade está tudo entrelaçado. As coisas representam pessoas, que nos remetem a sentimentos e ideias. Ou representam sentimentos e ideias, que nos lembram de pessoas. Qualquer que seja a ordem, esse sentimento é um fardo. Tentando reformar e recomeçar, tentando reiniciar a vida, a gente percebe como é difícil deixar as coisas para trás. Inclusive os sonhos e os planos, por mais banais e genéricos que sejam.

A esperança de viver coisas espetaculares (mas indefinidas) no futuro impede que a gente se mova no presente. Ela leva, por exemplo, algumas pessoas a protelar indefinidamente relações afetivas duradouras. Elas não conseguem renunciar ao sonho de perfeição do conto de fadas ou abrir mão das possibilidades eróticas oferecidas por um planeta com seis bilhões de pessoas. Isso equivale à dificuldade de jogar fora um DVD que nunca foi visto. É apego pelo desconhecido.

Tenho a impressão de que esse sentimento pelo futuro é o maior obstáculo à mudança na nossa vida.

O passado é uma entidade com peso e qualidade definidos. Lidamos com ele todos os dias. Desapegar não é simples mas pode ser negociado, como sabem os analistas. Memórias podem ser reavaliadas, experiências podem ser diluídas no tempo. Podemos chegar à conclusão que sobreviveremos ao grande amor e ao grande trauma – e com alguma pesar, por um e por outro, somos capazes de enterrá-los em alguma medida.

O futuro é outra história. Nele residem todas as nossas expectativas. Depositamos neles nossas aspirações práticas e subjetivas. Em direção a ele arremessamos os nossos desejos não realizados, a redenção das nossas frustrações. No futuro encontra-se a pessoa que desejamos ser. A felicidade mora lá e nos assombra como um fantasma a cada minuto da nossa vida. Não saberíamos viver sem ela. Seria desumano.

É contra essa esperança enorme, avassaladora e perniciosa que temos de lutar todos os dias para tomar conta da nossa vida. Não basta olhar para trás e se livrar das coleções de pedras. Ou das roupas velhas. Para começar de novo, em qualquer idade, temos de jogar fora os sonhos embolorados e as ilusões. Precisamos nos livrar do futuro sem rosto que nos assombra.

É provável que a felicidade, como coisa duradoura, não exista. Mas, se ela pode ser encontrada em algum lugar, ainda que de forma fugidia, é no presente. Para enxergá-la, precisamos estar de olhos bem abertos, livres das sombras do passado e das luzes que cegam no futuro. Não é fácil, mas quem disse que a vida é simples?

Ivan Martins



5 de janeiro de 2013

Inspire vida





Você já reparou que sua respiração muda conforme o ritmo em que vive? Normalmente, situações prazerosas fazem com que a inspiração e a expiração aconteçam de forma mais calma, mais lenta, como se o momento, em si, lhe permitisse ampliar a sua capacidade de absorver toda a sensação boa que chega naquele instante. Em contrapartida, diante do estresse, o peito fica ofegante e a respiração fica mais curta e rápida, como se seu corpo quisesse tomar a frente e reagir àquilo que o está afetando negativamente. Por que será que isso acontece?

Bem, a ciência já mostrou que, de fato, o corpo responde ao que a mente lhe apresenta. Se sentirmos alegria ou tristeza, essas emoções certamente serão exteriorizadas; saem do nosso cérebro, de onde nascem, para se transformar em características perceptíveis a olho nu. E, quando isso acontece, a respiração é uma das primeiras a manifestar-se. Não à toa, em algumas tradições médicas (principalmente vindas do oriente), é comum associar problemas cardiorrespiratórios a questões emocionais.

No entanto, quase nunca ficamos atentos aos sinais enviados pelo nosso corpo para dizer que algo vai bem ou vai mal. No caso da respiração, por exemplo, aprendemos desde cedo que se trata de uma atividade naturalmente realizada pelo nosso organismo. Graças a ela, cada uma de nossas células recebe o oxigênio de que precisa para desempenhar absolutamente todas as funções vitais. Isso significa que não há um único órgão capaz de sobreviver sem ar e, portanto, sem respirar. Em outras palavras, nós não precisamos pensar para respirar. Não precisamos pensar para realizar uma das atividades mais imprescindíveis à vida. Mas... por que não pensarmos na respiração?

Pensar para respirar é o mesmo que respirar com atenção. E respirar com atenção nos ajuda a sair do piloto automático e tomar consciência de uma ação que, até então, era feita espontaneamente, ou seja, significa dar o primeiro passo para começar a se olhar com outros olhos, para começar a se enxergar com profundidade.

Já se sabe que a respiração consciente ajuda a afastar o estresse, proporciona bem-estar e estimula habilidades como criatividade, entusiasmo e o raciocínio lógico. Mais que isso, respirar com consciência também lhe dá a chance de parar brevemente antes de tomar uma decisão. É uma ótima maneira de evitar reações impulsivas, quase sempre tão desgastantes. Além disso, uma simples respiração consciente permite a você que entre em contato com sua capacidade de escolha, aquela que nasce na sua melhor parte, e que lhe diz que há mais vida para viver e mais amor para sentir. Exercite e realize. Pare por alguns momentos para se auto-observar:

1. Sua respiração é rápida?
Respirar rapidamente lhe dá pouco tempo ao prazer e ao bem-estar.

2. Você respira pela boca e não pelo nariz?
Nariz "travado" leva menos oxigênio ao cérebro e, consequentemente, você se sente menos disposto. 

3. Como você solta o ar?
É fundamental expirar profundamente para liberar todas as toxinas e completar seu ciclo de oxigenação, beneficiando a sua saúde.

Num momento difícil, respire. Num momento bom, respire. Simplesmente respire com atenção e escute o que está acontecendo com você. Em que está pensando e por que está pensando isso? Quais ações e decisões pode tomar neste momento? Lembre-se: você tem as melhores escolhas... e elas estão dentro de você. Respire para encontrá-las!

Heloisa Capelas

4 de janeiro de 2013

Quem ama, mostra!




Falar nem sempre é fácil - verdade seja dita. Mas difícil mesmo é fazer. E fazer com constância e coerência. É mostrar, por meio de atitudes, escolhas e comportamentos, que as palavras ditas não estão vazias. Ao contrário, estão endossadas pelo que é palpável, visível e constatável. Sim, estou falando de amor.

Sei que muitos defendem a ideia de que o amor é imponderável e que, mesmo quando não é demonstrado, deve ser considerado como real e válido. Concordo apenas em partes. Na verdade, depende do motivo pelo qual ele não é expresso. Porque, em última instância, aposto todas as minhas fichas na crença de que amar é, sobretudo, um verbo de ação.

Claro que declarações verbais de amor são sempre bem vindas. Longe de mim afirmar que elas não têm seu valor. Tem - e dos grandes. É, sem dúvida, muito bom ouvir a pessoa amada relembrando-nos o que sente de bom. É saudável e prazeroso se sentir amado por todos os sentidos, de todas as maneiras.

O que estou querendo defender é o fato de que amor é um pacote, um conjunto de fatores que vai além de palavras. É preciso amar e mostrar! Porque de amores que a gente não vê o mundo está cheio. Sim, de amores que podem ser vistos também está, felizmente. Mas precisamos mostrar mais, especialmente para aqueles que amamos mais de perto!

Porque amar de longe também é bem mais fácil. Não inclui as irritações e as impaciências próprias da convivência, da rotina, das diferenças. Não inclui os impulsos viscerais, contato, corpos ocupando o mesmo espaço físico. Fica mais na poesia, no "pode vir a ser", na expectativa do encontro. Fica mais no nível do platônico. Não é exatamente um exercício, senão o da espera.

Quando proponho mostrar o amor, estou sugerindo exercitá-lo mesmo! O que faz quem ama? Como se comporta um amante? Está sempre mal humorado e impaciente? Vive pronto para criticar, julgar e condenar? É focado nas limitações e nos enganos de quem ama? Privilegia o silêncio de quem se ausenta e a distância de quem não se importa? Recusa-se à intimidade?

Esta não parece uma boa descrição de alguém que diz que ama, não é? E por que será que, ainda assim, tantas pessoas não se cansam de repetir "eu te amo" enquanto, ao mesmo tempo, mantém exatamente esse tipo de comportamento?

Rainer Rilke escreveu algo que, em algum nível, responde minha pergunta: "Amar outro ser humano é talvez a tarefa mais difícil que a nós foi confiada, a tarefa definitiva, a prova e o teste finais; a obra para a qual todas as outras não passam de mera preparação".

Isto é, precisamos primeiro aprender, mas infelizmente não se ensina a amar nas escolas, embora devesse ser disciplina obrigatória, em minha opinião. E depois de aprendidos alguns importantes conceitos, depois de compartilhadas profundas experiências, sob a supervisão de quem se especializou no assunto, seria absolutamente interessante que se estimulasse o treino.

Como fazer diante de um desentendimento? Conversando. Ouvindo o outro. Ponderando sobre os diferentes pontos de vista. Como lidar com sentimentos como ciúme e insegurança? Olhando para dentro, refletindo sobre como se sente em relação a si mesmo e o que pode ser feito para lapidar essa autoimagem. Como perdoar? Reconhecendo as próprias dificuldades, os próprios erros, considerando o que realmente importa: se é estar com a razão ou amar um pouco além.

Enfim, treinar, treinar, treinar. Treinamento é o caminho para o desenvolvimento e, por fim, para a excelência, inclusive do amor. Portanto, da próxima vez que se sentir inspirado a contar à pessoa amada o que você sente por ela, que tal acrescentar às palavras uma atitude que mostre?

Rosana Braga