Mostrando postagens com marcador Estresse. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Estresse. Mostrar todas as postagens

5 de janeiro de 2013

Inspire vida





Você já reparou que sua respiração muda conforme o ritmo em que vive? Normalmente, situações prazerosas fazem com que a inspiração e a expiração aconteçam de forma mais calma, mais lenta, como se o momento, em si, lhe permitisse ampliar a sua capacidade de absorver toda a sensação boa que chega naquele instante. Em contrapartida, diante do estresse, o peito fica ofegante e a respiração fica mais curta e rápida, como se seu corpo quisesse tomar a frente e reagir àquilo que o está afetando negativamente. Por que será que isso acontece?

Bem, a ciência já mostrou que, de fato, o corpo responde ao que a mente lhe apresenta. Se sentirmos alegria ou tristeza, essas emoções certamente serão exteriorizadas; saem do nosso cérebro, de onde nascem, para se transformar em características perceptíveis a olho nu. E, quando isso acontece, a respiração é uma das primeiras a manifestar-se. Não à toa, em algumas tradições médicas (principalmente vindas do oriente), é comum associar problemas cardiorrespiratórios a questões emocionais.

No entanto, quase nunca ficamos atentos aos sinais enviados pelo nosso corpo para dizer que algo vai bem ou vai mal. No caso da respiração, por exemplo, aprendemos desde cedo que se trata de uma atividade naturalmente realizada pelo nosso organismo. Graças a ela, cada uma de nossas células recebe o oxigênio de que precisa para desempenhar absolutamente todas as funções vitais. Isso significa que não há um único órgão capaz de sobreviver sem ar e, portanto, sem respirar. Em outras palavras, nós não precisamos pensar para respirar. Não precisamos pensar para realizar uma das atividades mais imprescindíveis à vida. Mas... por que não pensarmos na respiração?

Pensar para respirar é o mesmo que respirar com atenção. E respirar com atenção nos ajuda a sair do piloto automático e tomar consciência de uma ação que, até então, era feita espontaneamente, ou seja, significa dar o primeiro passo para começar a se olhar com outros olhos, para começar a se enxergar com profundidade.

Já se sabe que a respiração consciente ajuda a afastar o estresse, proporciona bem-estar e estimula habilidades como criatividade, entusiasmo e o raciocínio lógico. Mais que isso, respirar com consciência também lhe dá a chance de parar brevemente antes de tomar uma decisão. É uma ótima maneira de evitar reações impulsivas, quase sempre tão desgastantes. Além disso, uma simples respiração consciente permite a você que entre em contato com sua capacidade de escolha, aquela que nasce na sua melhor parte, e que lhe diz que há mais vida para viver e mais amor para sentir. Exercite e realize. Pare por alguns momentos para se auto-observar:

1. Sua respiração é rápida?
Respirar rapidamente lhe dá pouco tempo ao prazer e ao bem-estar.

2. Você respira pela boca e não pelo nariz?
Nariz "travado" leva menos oxigênio ao cérebro e, consequentemente, você se sente menos disposto. 

3. Como você solta o ar?
É fundamental expirar profundamente para liberar todas as toxinas e completar seu ciclo de oxigenação, beneficiando a sua saúde.

Num momento difícil, respire. Num momento bom, respire. Simplesmente respire com atenção e escute o que está acontecendo com você. Em que está pensando e por que está pensando isso? Quais ações e decisões pode tomar neste momento? Lembre-se: você tem as melhores escolhas... e elas estão dentro de você. Respire para encontrá-las!

Heloisa Capelas

18 de dezembro de 2012

Não deixe que o estresse te engane: invista no que realmente importa!




Já reparou como o estresse se transformou, nas últimas décadas, em sinônimo de eficiência e sucesso? Parece praticamente impossível pensar em alguém bem sucedido, com uma vida minimamente interessante e, ao mesmo tempo, tranquilo, relaxado e com tempo suficiente para se dedicar às várias áreas da vida. 

Fomos enganados pela interpretação de como o tempo funciona. Quiseram nos convencer de que precisamos viver com pressa, desejando tudo para ontem, para que nos sintamos fazendo a vida realmente valer a pena, fazendo o melhor que podemos. E sabe o que é pior? Conseguiram. A maioria de nós está redondamente enganada! 

Não é nada disso e, à custa de doenças como alergias inexplicáveis, crise de enxaquecas e gastrite nervosa, além de distúrbios como ansiedade, obsessão, ataque de estresse e depressão, temos descoberto - talvez ainda de modo bastante inocente - que algo dentro de nós está definitivamente fora de ritmo, fora de sintonia. 

Temos negligenciado o que realmente importa sem sequer nos lembrarmos, muitas vezes, do que faz parte do nosso kit "o que realmente importa". Sim, eu sei, temos contas a pagar, aluguel, cartão de crédito, transporte, escola dos filhos, roupas e acessórios que nos inclua no grupo dos socialmente aceitos e admirados, entre tantas outras demandas que, se nos distrairmos, o estresse parece mesmo fazer muito sentido! Parece ser inevitável. 

Tudo bem, em alguma medida, tudo isso também importa. Por isso, longe de mim estar aqui para sugerir que nos tornemos algum tipo de eremita, completamente desapegados, ou que adotemos uma postura absolutamente socialista. A questão é: você está consciente do que realmente quer para sua vida ou está simplesmente reproduzindo desejos de outros, indiscriminadamente? 

Não deixe que o estresse te engane: invista no que realmente importa! 

Conseguiria fazer uma lista com duas colunas colocando de um lado "o que importa" e, de outro, "o que realmente importa"? É uma questão de escolhas, de valores, de reconhecer o que existem coisas que servem para trazer algum conforto e eficiência para seu dia a dia, mas tem coisas, ou melhor, pessoas e relacionamentos que são imprescindíveis, absolutamente partes de sua felicidade e de sua alegria de viver. São o que dão sentido para sua existência. 

E quando tiver noção do que lhe é caro e imprescindível, talvez pare para analisar o seu comportamento. Tem voltado para casa sempre cansado, irritado, sem ânimo, nervoso, intolerante e brigando com todo mundo? Tem deixado para depois o momento de ouvir, de abraçar e de dar afeto aos que estão ao seu redor? Tem se negado a rir e se divertir com a pessoa amada? Tem feito amor sem paixão, sem olhar nos olhos e sem realmente amar, com gestos e atitudes? 

Tem deixado, enfim, que os problemas e as cobranças do trabalho interfiram direta e negativamente sobre sua vida pessoal, tornando-a uma pessoa amarga, sem brilho e desinteressante? Sei de verdade que não é fácil mudar e fazer diferente, mas leia agora uma realidade nua e crua: se você não cuidar do que realmente importa, vai perder! Vai ficar sem! E daí, talvez seja tarde demais para acordar ou se arrepender! 

Além disso, trata-se sobretudo de uma decisão. A decisão de reservar duas ou uma hora que seja por dia para se dedicar aos seus amores (seu par, seus filhos, sua família, suas flores, seus cachorros e gatos, passarinhos, sobrinhos, vizinhos ou quaisquer outras vidas!). Trata-se, por fim, de nos lembrarmos da brilhante assertiva de Leo Buscáglia, autor do livro Vivendo, Amando e Aprendendo: "primeiro as pessoas; depois as coisas". 



Rosana Braga


23 de novembro de 2012

Não deixe que o estresse te engane: invista no que realmente importa!





Já reparou como o estresse se transformou, nas últimas décadas, em sinônimo de eficiência e sucesso? Parece praticamente impossível pensar em alguém bem-sucedido, com uma vida minimamente interessante e, ao mesmo tempo, tranquilo, relaxado e com tempo suficiente para se dedicar às várias áreas da vida.

Fomos enganados pela interpretação de como o tempo funciona. Quiseram nos convencer de que precisamos viver com pressa, desejando tudo para ontem, para que nos sintamos fazendo a vida realmente valer a pena, fazendo o melhor que podemos. E sabe o que é pior? Conseguiram. A maioria de nós está redondamente enganada!

Não é nada disso e, à custa de doenças como alergias inexplicáveis, crise de enxaquecas e gastrite nervosa, além de distúrbios como ansiedade, obsessão, ataque de estresse e depressão, temos descoberto - talvez ainda de modo bastante inocente - que algo dentro de nós está definitivamente fora de ritmo, fora de sintonia.

Temos negligenciado o que realmente importa sem sequer nos lembrarmos, muitas vezes, do que faz parte do nosso kit "o que realmente importa". Sim, eu sei, temos contas a pagar, aluguel, cartão de crédito, transporte, escola dos filhos, roupas e acessórios que nos inclua no grupo dos socialmente aceitos e admirados, entre tantas outras demandas que, se nos distrairmos, o estresse parece mesmo fazer muito sentido! Parece ser inevitável.

Tudo bem, em alguma medida, tudo isso também importa. Por isso, longe de mim estar aqui para sugerir que nos tornemos algum tipo de eremita, completamente desapegados, ou que adotemos uma postura absolutamente socialista. A questão é: você está consciente do que realmente quer para sua vida ou está simplesmente reproduzindo desejos de outros, indiscriminadamente?


Não deixe que o estresse te engane: invista no que realmente importa!


Conseguiria fazer uma lista com duas colunas colocando de um lado "o que importa" e, de outro, "o que REALMENTE importa"? É uma questão de escolhas, de valores, de reconhecer o que existem coisas que servem para trazer algum conforto e eficiência para seu dia a dia, mas tem coisas, ou melhor, pessoas e relacionamentos que são imprescindíveis, absolutamente partes de sua felicidade e de sua alegria de viver. São o que dão sentido para sua existência.

E quando tiver noção do que lhe é caro e imprescindível, talvez pare para analisar o seu comportamento. Tem voltado para casa sempre cansado, irritado, sem ânimo, nervoso, intolerante e brigando com todo mundo? Tem deixado para depois o momento de ouvir, de abraçar e de dar afeto aos que estão ao seu redor? Tem se negado a rir e se divertir com a pessoa amada? Tem feito amor sem paixão, sem olhar nos olhos e sem realmente amar, com gestos e atitudes?

Tem deixado, enfim, que os problemas e as cobranças do trabalho interfiram direta e negativamente sobre sua vida pessoal, tornando-a uma pessoa amarga, sem brilho e desinteressante? Sei de verdade que não é fácil mudar e fazer diferente, mas leia agora uma realidade nua e crua: se você não cuidar do que realmente importa, vai perder! Vai ficar sem! E daí, talvez seja tarde demais para acordar ou se arrepender!

Além disso, trata-se sobretudo de uma decisão. A decisão de reservar duas ou uma hora que seja por dia para se dedicar aos seus amores (seu par, seus filhos, sua família, suas flores, seus cachorros e gatos, passarinhos, sobrinhos, vizinhos ou quaisquer outras vidas!). Trata-se, por fim, de nos lembrarmos da brilhante assertiva de Leo Buscáglia, autor do livro Vivendo, Amando e Aprendendo: "primeiro as pessoas; depois as coisas".



Rosana Braga

25 de outubro de 2012

Não deixe que o estresse te engane: invista no que realmente importa!





Já reparou como o estresse se transformou, nas últimas décadas, em sinônimo de eficiência e sucesso? Parece praticamente impossível pensar em alguém bem-sucedido, com uma vida minimamente interessante e, ao mesmo tempo, tranquilo, relaxado e com tempo suficiente para se dedicar às várias áreas da vida.

Fomos enganados pela interpretação de como o tempo funciona. Quiseram nos convencer de que precisamos viver com pressa, desejando tudo para ontem, para que nos sintamos fazendo a vida realmente valer a pena, fazendo o melhor que podemos. E sabe o que é pior? Conseguiram. A maioria de nós está redondamente enganada!

Não é nada disso e, à custa de doenças como alergias inexplicáveis, crise de enxaquecas e gastrite nervosa, além de distúrbios como ansiedade, obsessão, ataque de estresse e depressão, temos descoberto - talvez ainda de modo bastante inocente - que algo dentro de nós está definitivamente fora de ritmo, fora de sintonia.

Temos negligenciado o que realmente importa sem sequer nos lembrarmos, muitas vezes, do que faz parte do nosso kit "o que realmente importa". Sim, eu sei, temos contas a pagar, aluguel, cartão de crédito, transporte, escola dos filhos, roupas e acessórios que nos inclua no grupo dos socialmente aceitos e admirados, entre tantas outras demandas que, se nos distrairmos, o estresse parece mesmo fazer muito sentido! Parece ser inevitável.

Tudo bem, em alguma medida, tudo isso também importa. Por isso, longe de mim estar aqui para sugerir que nos tornemos algum tipo de eremita, completamente desapegados, ou que adotemos uma postura absolutamente socialista. A questão é: você está consciente do que realmente quer para sua vida ou está simplesmente reproduzindo desejos de outros, indiscriminadamente?

Conseguiria fazer uma lista com duas colunas colocando de um lado "o que importa" e, de outro, "o que REALMENTE importa"? É uma questão de escolhas, de valores, de reconhecer o que existem coisas que servem para trazer algum conforto e eficiência para seu dia a dia, mas tem coisas, ou melhor, pessoas e relacionamentos que são imprescindíveis, absolutamente partes de sua felicidade e de sua alegria de viver. São o que dão sentido para sua existência.

E quando tiver noção do que lhe é caro e imprescindível, talvez pare para analisar o seu comportamento. Tem voltado para casa sempre cansado, irritado, sem ânimo, nervoso, intolerante e brigando com todo mundo? Tem deixado para depois o momento de ouvir, de abraçar e de dar afeto aos que estão ao seu redor? Tem se negado a rir e se divertir com a pessoa amada? Tem feito amor sem paixão, sem olhar nos olhos e sem realmente amar, com gestos e atitudes?

Tem deixado, enfim, que os problemas e as cobranças do trabalho interfiram direta e negativamente sobre sua vida pessoal, tornando-a uma pessoa amarga, sem brilho e desinteressante? Sei de verdade que não é fácil mudar e fazer diferente, mas leia agora uma realidade nua e crua: se você não cuidar do que realmente importa, vai perder! Vai ficar sem! E daí, talvez seja tarde demais para acordar ou se arrepender!

Além disso, trata-se sobretudo de uma decisão. A decisão de reservar duas ou uma hora que seja por dia para se dedicar aos seus amores (seu par, seus filhos, sua família, suas flores, seus cachorros e gatos, passarinhos, sobrinhos, vizinhos ou quaisquer outras vidas!). Trata-se, por fim, de nos lembrarmos da brilhante assertiva de Leo Buscáglia, autor do livro Vivendo, Amando e Aprendendo: "primeiro as pessoas; depois as coisas".



Rosana Braga



7 de agosto de 2012

O poder da gentileza




Para quem escreveu um livro sobre O poder da gentileza, nada mais providencial do que pesquisas e comprovações sobre os benefícios que esta postura pode trazer à vida de quem a pratica. No entanto, desta vez, as provas recaem justamente sobre os desastrosos malefícios que a falta de gentileza tem provocado – e cada vez mais – na vida de milhares de pessoas em todo o mundo.

Que o estresse é o grande vilão da nossa saúde, não é de hoje que sabemos. E que a falta de gentileza e a impaciência são as maiores e mais recorrentes disparadoras do estresse, também não é difícil de entender. Afinal, falta de gentileza gera falta de gentileza que gera irritação, mau-humor, desentendimentos, insatisfações, frustrações, raiva, depressão, tristeza e, por fim, uma dose cavalar do tal vilão!

E depois de algumas semanas, meses ou anos neste ritmo, o diagnóstico é quase óbvio! Especialistas como médicos, psicólogos e estudiosos do comportamento humano não se cansam de explicar os estragos que um organismo desequilibrado pelo estresse pode causar no nosso corpo, mente e emoções.

Níveis constantemente alterados de neurotransmissores como a serotonina e de hormônios como o cortisol já seriam suficientes para desencadear uma série de desgastes capazes de culminar em doenças que vão desde hipertensão, passando pelas cardiovasculares, causadoras do AVC, infarto, entre outros, até os diversos e temidos tipos de câncer.

Porém, antes de se manifestar como doença física, a falta de gentileza gera ansiedade e angústia suficientes para fazer com que nos sintamos cansados, pesados, desanimados, enfim, sem entusiasmo e aquela vontade de viver típica das pessoas felizes! Ou seja, falta de gentileza é sinônimo de infelicidade!

E é por essas e outras que me dediquei a revisar e ampliar o livro que, felizmente, já conquistou mais de 25 mil pessoas pelo Brasil afora. Inclusive, também já recebi depoimentos de leitores que moram fora do Brasil e que estão aderindo ao movimento proposto por José Datrino: Gentileza gera Gentileza.

O melhor disso tudo é que a escolha é sua! É você quem decide se sua vida vai continuar medíocre (nível médio – nem tão ruim, mas nem tão bom) ou se vai começar agora a conhecer melhor do que se trata essa poderosa ferramenta chamada Gentileza! É você quem decide se vai continuar alimentando a intolerância ou se vai, a partir de hoje, presentear a si mesmo com um ato de gentileza por dia.


Rosana Braga


19 de julho de 2012

O sutil desequilíbrio do estresse



Em meu novo livro O Sutil Desequilíbrio do Estresse falo sobre como o acúmulo sutil de pequenas incoerências do nosso dia-a-dia acionam o eixo de estresse, causando sutis desequilíbrios na nossa química cerebral. Quanto maior for o conflito entre nossos desejos internos e as realidades externas maior será o dano que estaremos causando a nós mesmos! 

Por volta do nosso segundo ano de vida já aprendemos o truque de exibir expressões faciais afetivas diferentes dos nossos estados emocionais internos. Muito cedo, aprendemos a agir de acordo com o que o mundo espera de nós! 

Sem dúvida, quando nos comportamos socialmente de modo apropriado, garantimos nossa sobrevivência. Mas o ponto é que passamos tempo demais nos adequando socialmente sem nos darmos conta do que realmente está ocorrendo em nosso interior. Desta forma, sem a consciência de nossos sentimentos genuínos, não percebemos quando eles deixam de ser validados e expressados de modo coerente. 

A experiência de expressar o nosso estado mental e de os outros perceberem e responderem a esses sinais é de vital importância para nossa saúde física e emocional. Isso gera harmonia e bem-estar. 

No entanto, são muitas as vezes em que sorrimos quando estamos tristes ou nos calamos quando queremos gritar. Representamos nosso papel social tão bem que nos surpreendemos com a habilidade de enganar o mundo à nossa volta. O fato é que ao cultivar o hábito de representar este papel duplo de modo incoerente criamos gradualmente cada vez mais vínculos artificiais. 

Quanto mais artificiais nos tornamos, mais vulneráveis são nossos vínculos afetivos. Naturalmente, sempre desconfiamos do que intuitivamente não sentimos como verdadeiro. A artificialidade gera insegurança e desconforto. Inseguros, perdemos a capacidade de gerar vínculos autênticos, e, portanto, satisfatórios. Isso ocorre na medida em que perdemos a naturalidade em expressar nossos sentimentos tanto quanto a capacidade de ler os sinais genuínos das expressões afetivas alheias. 

A questão é que o ponto de partida deste aprendizado deu-se quando ainda éramos bebês! A criança usa o estado de espírito de um progenitor para ajudar a organizar os seus próprios processos mentais. Ou seja, por meio das expressões faciais, do tom de sua voz e de seus gestos, os pais ensinam seus filhos a sentirem e expressarem suas emoções primárias. 

Assim como as cores primárias são a base para a formação de outras cores, as emoções primárias geram a qualidade inicial de um estado emocional como agradável ou desagradável. Em outras palavras, se o humor de nossos pais influenciou nosso modo de pensar e sentir, precisamos agora, como adultos, sintonizarmo-nos com nossa própria natureza emocional. 

O humor é o que dá um ponto de vista ao raciocínio. Se tivemos pais pessimistas e mal humorados é provável que tenhamos o hábito da desconfiar da possibilidade de que as coisas dão certo. Portanto, agora teremos que nos familiarizar com um estado de humor que seja mais favorável para nós. Na medida em que aprendemos a reconhecer a influência do estado de humor que cultivamos interiormente, podemos ajustá-lo de modo mais positivo. 

Aquele que não percebe seus sentimentos corre o risco de pensar de não tê-los. No entanto, isso não é verdade, os sentimentos estão lá, mas será preciso a consciência para acioná-los. Sentir nos orienta, ajuda-nos a planejar o futuro, a transformar nossos comportamentos destrutivos e a cultivar relações significativas. 


Bel Cesar

10 de abril de 2012

Não se estresse com problemas que não são seus...



Já deve ter acontecido com você, ou pelo menos já ouviu alguém comentar que está se sentindo irritadíssimo com o comportamento de determinada pessoa, seja no trabalho, em casa ou entre amigos.

Em geral, é com quem a gente mais convive que, de repente, começa a se sentir incomodado com determinadas atitudes e certos comportamentos. E quando isso acontece, a tendência é que você passe, mesmo sem querer, a observar ostensivamente tudo o que a "irritante" faz. É como se estivesse programado para flagrar aquilo que considera todas as suas mais descabidas e absurdas atitudes.

A partir de então, para começar a se sentir profundamente incomodado com o fato de estar no mesmo ambiente que a "dita cuja", não demora quase nada. E lá se vão seus dias de paz. Ir para o trabalho ou voltar para casa se transforma numa tortura e, consequentemente, seu rendimento e sua criatividade ficam visivelmente comprometidos.

Se essa pessoa que está incomodando for da sua equipe, certamente terá de fazer uma autoanálise crítica, tentar ser o mais justo possível e, se for o caso, conversar com ela ou com seu superior para tentarem encontrar uma solução consensual e saudável para todos.

Certo dia, uma mulher me procurou para contar que já não sabia mais o que fazer porque seu chefe, o dono da empresa, contratou a própria filha para trabalhar na empresa e, para seu desespero, colocou a menina para ser sua assistente.

Acontece que ela chegava tarde, não saía do telefone, às sextas nem voltava do almoço e parecia bem pouco interessada em assisti-la. No frigir dos ovos, ela nem ajudava e nem atrapalhava, mas o fato é que essa mulher passou a se sentir profundamente irritada com a presença da "filhinha do papai". Seus dias se transformaram, por conta desta irritação, num verdadeiro inferno, como ela mesma me descreveu.

Chegou a ponto de ter de se consultar com um médico, porque passou a sentir dores de cabeça e de estômago praticamente todos os dias. Recorreu a mim na esperança de que eu lhe desse uma receita de como proceder nesta situação.

A questão era delicada, sem dúvida. Mas o que mais me chamou a atenção foi o fato de, no final das contas, ela não estar sendo diretamente prejudicada com a presença da garota lá. Bastaria que ela simplesmente cumprisse suas obrigações e se mantivesse tão indiferente à "filha do chefe" quanto ela vinha se mostrando a todo o contexto.

Sugeri que refletisse sobre por que as regalias que a menina tinha a incomodavam tanto. Ela argumentou que era porque a situação era injusta e desigual. Então, pedi para que se perguntasse por que era tão difícil lidar com essa desigualdade, que era um fato, à medida que a menina ocupava o lugar de filha do dono da empresa. E ela terminou concluindo que, no fundo, no fundo, vinha se sentindo explorada, pouco valorizada e sem nenhum benefício dentro da empresa.

Sendo assim, aconselhei-a que conversasse com seu chefe e declarasse sua insatisfação, mas citando única e exclusivamente as suas queixas, sem tocar no nome da filha dele. Afinal, ela não era um problema seu. O resultado do diálogo foi liberador e compensador, aliviando completamente a tensão antes existente no ambiente de trabalho.

Enfim, muitas vezes, é bastante inteligente focarmos em problemas reais, caso eles existam, e, ademais, usarmos aquela assertiva tão usual entre os adolescentes: "ema, ema, ema... cada um com seus problemas". Senão, a gente termina desperdiçando vida e felicidade desnecessariamente.




Rosana Braga 



4 de agosto de 2011

Onde anda a nossa paciência?




 
Acordar cedo justo hoje que está chovendo, o trânsito terrível, as pessoas se irritando por qualquer motivo... Acabamos perdendo a calma e a lucidez em um piscar de olhos.

No trabalho nos irritamos com aqueles que fazem pouco e ganham muito, com aqueles que fazem média para chegar onde desejam. Com o chefe que não percebe o ambiente de trabalho à sua volta.

Temos mais algumas coisas para nos desestruturar durante o dia: a tentativa de cancelar aquele cartão que nem pedimos, a tentativa de reclamar e ser ouvido por aquela companhia de celular que nos coloca a ouvir músicas calmas e relaxantes, quando temos vontade somente de sermos ouvimos e resolvermos o nosso problema.

Temos ainda os desafios familiares, dos que não se entendem, dos que implicam uns com os outros, dos que não sabem administrar seu dinheiro, dos que não sabem se controlar no que dizem aos outros.

Ufa! Sobrevivemos a mais um dia! Que nada! Ao chegar em casa começam as implicâncias entre o casal, as discussões sobre dinheiro e projetos futuros, além, é claro, dos filhos, que cada um com sua individualidade requer condução de conduta e atenção.

Se tudo isso está lhe fazendo mal e você está entrando na energia de cada uma destas situações descritas, tenha absoluta certeza que o problema está com você!

Isso pode à primeira vista surpreender a sua percepção, mas emanamos uma energia e recebemos esta mesma energia de volta. Se seu comportamento é desestruturado e se desequilibra com facilidade, se seus nervos estão sempre à flor da pele, pode ter a certeza de que você precisa de atenção e cuidados.

Não estamos neste mundo para viver em um caos diário; temos, sim, metas e objetivos pessoais que precisam ser observados e vividos com intensidade e isso só acontece de fato quando entramos em contato com nossa energia verdadeira. Neste exato momento, você pode estar se vendo em cada uma das situações descritas e desejando mudar. A mudança ocorre, sim, de dentro para fora. É preciso, em primeiro lugar, decretar que essa vida não é para você, que a vida que deseja é uma vida harmônica, com paz e tranquilidade, além de alegria e beleza.

O problema de fato não se encontra com todas as pessoas que estão à sua volta e, sim, dentro de você! A falta de paz e equilíbrio nos faz vibrar em um padrão que não é nosso e assim atrair as mais diversas situações conturbadas para nossa vida.

Se hoje você vive situações que não lhe trazem prazer e lhe roubam a energia, tenha certeza que isto não deve fazer parte de sua vida. Inúmeros são os casos onde a falta de paciência impera como condutora da vida da pessoa, fazendo com que esta se conecte com a primeira situação que lhe aparece e sempre de forma desequilibrada. A falta de paciência e irritação constantes são sintomas de que você precisa cuidar de sua energia!

Não tenha pressa em encontrar o melhor relacionamento, em encontrar o melhor emprego, tenha pressa, sim, para cuidar de sua energia e equilíbrio pessoal e tudo mais lhe será acrescentado.



Maria Isabel Carapinha


Lulu Santos - Tempos modernos