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22 de maio de 2013

O que é ser gentil?



Gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado ou meramente cumprir regras de etiqueta, porque embora possamos ser educados, a gentileza se trata de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.

A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por idéias equivocadas, que nos pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, nos tornamos mais e mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas - mesmo com aquelas que amamos - de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nem nos darmos conta disso. É por isso que, a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte e contribuir sim para um mundo melhor.

Ser gentil nada tem a ver com ser bobo e fazer o que todos querem que a gente faça. Muito pelo contrário: quanto mais gentil somos com as pessoas, mais gentil somos também com nossa verdade, com nossos valores. Assim, dificilmente nos aviltaremos em nome de algo que não esteja de acordo com nosso coração. Pessoas que dizem sim a todos estão, na realidade, reforçando uma imagem de ‘vítimas da vida’, alimentando um argumento de ‘coitadinhas’, de extremamente boas e injustiçadas. Isso não é ser gentil e demonstra mais uma dificuldade em lidar com sua própria carência do que a força ou o poder contido na gentileza.
Aprender a dizer não nem sempre é uma tarefa simples. A gente aprende que tem de corresponder às expectativas de quem amamos, desde pequeninos; daí, quando crescemos, não sabemos dizer não sem nos sentirmos culpados. Daí para justificar nosso medo de dizer não, é um pulo; afinal, é bem mais fácil transferirmos a responsabilidade de nossas limitações para o outro.

Muitas vezes, a gente associa a palavra não à raiva ou à falta de gentileza, quando na verdade ela é apenas uma resposta, tão cabível quanto o sim. Desde que seja dito com sinceridade e respeito, sabendo por que motivo você está dizendo não, a gentileza é absolutamente coerente. O problema é que a gente já diz com culpa e, para não demonstrar, altera o tom de voz, tenta se justificar acusando o outro ou inventando pequenas mentiras que tornam a relação pesada, tensa. Basta que sejamos honestos, que nos permitamos respeitar nossos limites, que aprendamos a nos dar o direito de dizer não. 
Além disso, vale um questionamento: será que é tão difícil dizer não porque, na verdade, você não consegue ouvir o não do outro? Será que esta dificuldade em negar ao outro não está a serviço de poder lhe cobrar sempre o sim? Enfim, lance mão de um tom de voz compreensivo e afetuoso e o seu não será muito mais humano e aceitável do que aquele que a gente costuma dizer gritando, acompanhado de gestos agressivos.

Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas, muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim, propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber gentilezas.

No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais, profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas, competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a gentileza são características escassas e muito bem quistas no mundo atual.

Reproduzo aqui 10 dicas para facilitar a prática da gentileza. Creio que se conseguirmos incorporar pelo menos algumas dessas ações, nossa vida já se tornará bem mais leve e gostosa.

1. Tente se colocar no lugar do outro. Isso o ajuda a entender melhor as pessoas, seu modo de pensar e agir.

2. Aprenda a escutar. Ouvir é muito importante para solucionar qualquer desavença ou problema.

3. Pratique a arte da paciência. Evite julgamentos e ações precipitadas.

4. Peça desculpas. Isso pode prevenir a violência e salvar relacionamentos.

5. Pense positivo. Procure valorizar o que a situação e o outro têm de bom e perceba que este hábito pode promover verdadeiros milagres.

6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são uma verdadeira riqueza para todos.

7. Seja solidário e companheiro. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.

8. Analise a situação. Alcançar soluções pacíficas depende de se descobrir a raiz do problema.

9. Faça justiça. Esforce-se para compreender as diferenças e não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras.

10. Mude a sua maneira de ver os conflitos. A gentileza nos mostra que o conflito pode ter resultados positivos e ainda tornar a convivência mais íntima e confiável.



Rosana Braga 



24 de setembro de 2012

Solícito sim, submisso nunca!




O ato de submeter-se em muitas circunstâncias tiveram sua origem na infância, quando pais instigavam o medo e a ameaça como forma de obter obediência dos filhos.

Sendo assim, quando adultos poderão estes modos forçados de obedecer , anular sua próprias vontades e metas em prol de outrem. Não podemos descartar que trazemos de vivências anteriores sentimentos de culpa por abandonarmos em algum momento um ente querido.

Inconscientemente gravado em nosso "arquivo mental" nos submetemos a situações para compensarmos estas memórias faltosas do passado.

E o que podemos falar ainda, quando estes mesmos indivíduos desequilibrados por conflitos herdados na infância não desenvolvem quando adultos em sua personalidade uma enorme satisfação em dominar, tiranizar e afligir outras pessoas submissas? O ser humano que se sujeita a ordem de comando vive tentativas de cumprir e concordar com ordens recebidas e decepções e revolta por nunca receberem consideração pela obediência executada.

Atos de submissão não são virtudes do coração, porque na grande maioria das vezes, simplesmente camuflam uma obrigação autoimposta de querer agradar à todos, esperando receber em troca atenção e amor .

Quando exercitamos o auxílio espontâneo, consentimos nossos atos com o coração e a razão. Abdicamos o nosso direito em favor de alguém ou de uma causa por livre vontade, já que o direito era de nossa competência.

Ser solicito sem a obrigação compulsiva de agradar à todos, faz bem aquele que recebe, mas acima de tudo cooperar com ou outro de forma lógica e racional sem desviar de nossa real missão na Terra que é crescer e amadurecer espiritualmente faz bem ao nosso coração.

Envolve um estado de disposição em servir, amparar e agradar de forma natural.

Seria proveitoso para o nosso ser refletir o quanto estamos nos submetendo a situações que não serão jamais reconhecidas e que estão minando a nossa energia e direcionar com sabedoria para ajudar aquele que realmente necessita e merece nossos atos compassivos, porque esse doar-se terno e tranquilo não esteriliza o nosso ser ...nem rouba a nossa dignidade!



Silvana Giudice 
 
 

7 de agosto de 2012

O poder da gentileza




Para quem escreveu um livro sobre O poder da gentileza, nada mais providencial do que pesquisas e comprovações sobre os benefícios que esta postura pode trazer à vida de quem a pratica. No entanto, desta vez, as provas recaem justamente sobre os desastrosos malefícios que a falta de gentileza tem provocado – e cada vez mais – na vida de milhares de pessoas em todo o mundo.

Que o estresse é o grande vilão da nossa saúde, não é de hoje que sabemos. E que a falta de gentileza e a impaciência são as maiores e mais recorrentes disparadoras do estresse, também não é difícil de entender. Afinal, falta de gentileza gera falta de gentileza que gera irritação, mau-humor, desentendimentos, insatisfações, frustrações, raiva, depressão, tristeza e, por fim, uma dose cavalar do tal vilão!

E depois de algumas semanas, meses ou anos neste ritmo, o diagnóstico é quase óbvio! Especialistas como médicos, psicólogos e estudiosos do comportamento humano não se cansam de explicar os estragos que um organismo desequilibrado pelo estresse pode causar no nosso corpo, mente e emoções.

Níveis constantemente alterados de neurotransmissores como a serotonina e de hormônios como o cortisol já seriam suficientes para desencadear uma série de desgastes capazes de culminar em doenças que vão desde hipertensão, passando pelas cardiovasculares, causadoras do AVC, infarto, entre outros, até os diversos e temidos tipos de câncer.

Porém, antes de se manifestar como doença física, a falta de gentileza gera ansiedade e angústia suficientes para fazer com que nos sintamos cansados, pesados, desanimados, enfim, sem entusiasmo e aquela vontade de viver típica das pessoas felizes! Ou seja, falta de gentileza é sinônimo de infelicidade!

E é por essas e outras que me dediquei a revisar e ampliar o livro que, felizmente, já conquistou mais de 25 mil pessoas pelo Brasil afora. Inclusive, também já recebi depoimentos de leitores que moram fora do Brasil e que estão aderindo ao movimento proposto por José Datrino: Gentileza gera Gentileza.

O melhor disso tudo é que a escolha é sua! É você quem decide se sua vida vai continuar medíocre (nível médio – nem tão ruim, mas nem tão bom) ou se vai começar agora a conhecer melhor do que se trata essa poderosa ferramenta chamada Gentileza! É você quem decide se vai continuar alimentando a intolerância ou se vai, a partir de hoje, presentear a si mesmo com um ato de gentileza por dia.


Rosana Braga


9 de junho de 2012

Acertando o passo


Qual a garantia que temos de que o amor é o sentimento primordial, criador de tudo que existe? A nossa sensação de alegria e felicidade, quando estamos amando.

Qualquer teoria pode vir a ser prova falsa, um livro sagrado pode ser considerado apenas uma mentira, mas o que sentimos não tem como deixar de ser verdade. Assim é o amor. Quando ele nos preenche, os olhos brilham, a saúde melhora, volta-nos o ânimo, as paisagens externas se iluminam. É como se fôssemos a própria lâmpada que, apagada, foi acesa.

Isto não acontece comigo porque sou mulher, brasileira e falo português, pertenço a um certo grupo social, tenho um poder aquisitivo alto, ou não. Ocorre com todo ser humano – viva onde viver, seja de que nacionalidade for. Logo, amar é o elixir da vida feliz.

Hoje em dia, eu acredito nos caminhos que provam ser verdadeiros. Gosto de buscar seguir o que sinto, pois o que penso já se modificou muito, durante minha vida! As várias culturas que existem neste planeta atestam isto. Um grupo considera uma atitude correta, quando outros a repudiam. Mas o amor está acima de quaisquer diferenças e é Ele que nos aproxima e nos torna bastante semelhantes, independente das aparentes diferenças.

Amando a nós mesmos estamos em contato com nossa essência e podemos melhor aceitar o outro com suas diversidades e dificuldades. Pois o amor vivido no próprio ser já torna a vida de cada um de nós feliz! Independente do que estiver nos acontecendo, estaremos embalados num ninho confortável e carinhoso que nos protegerá da tristeza, nos dará forças para vencermos as decepções e tristezas desta vida.

Assim, a receita de bem viver passa principalmente pelo amar. O que deveria ser mais simples do que parece, pois fazendo isto estamos sendo quem somos. Expressando-nos verdadeiramente.

Atitudes amorosas nos devolvem alegria e felicidade, instantaneamente. Quando amamos, mesmo que não sejamos retribuídos, no ato nos sentimos bem conosco mesmos, nos harmonizando com nosso ser interior, que passa a nos iluminar, a nos vitalizar.

Espero que as nossas horas sejam dedicadas, sempre, ao bem. Que nossos trabalhos tenham um bom propósito e que a remuneração deles seja uma consequência de alguma atividade bem realizada.Que possamos nos perdoar, quando errarmos, na certeza de que nas quedas e dificuldades aprendemos, para seguir adiante de forma mais serena.

Enfim, que com o mesmo amor que já consigo me amar eu possa acolher aquele, ou aquela que se aproxime de mim, lembrando que se minha atitude for de aceitação e amorosa, eu farei jorrar água das pedras! Os animais selvagens são domados por pessoas que os acolhem e assim os disciplinam. Os seres humanos não poderiam ser diferentes.

Enfim, traçar uma meta é muito importante, para que a gente consiga chegar a algum lugar. Por que não nos propomos a aprender a amar? Não custa tentar... Os resultados não demorarão. Coração sereno, sono tranquilo, ânimo fortalecido, energia redobrada para viver o que nos chegar.

Dando-nos as mãos neste caminho estaremos realmente lutando por um mundo melhor. Com a única arma realmente eficaz – o amor, a gentileza e o perdão. Tratando o outro como gostaríamos de ser tratados. Esperando o melhor, vibrando o nosso melhor!


Maria Cristina Tanajura 

29 de maio de 2012

Convivência: arte da felicidade ou da guerra?!?



Creio que não haja exercício mais difícil nesta vida do que conviver com o outro. Aceitar as diferenças e administrar os conflitos, sem que isso se torne uma guerra trata-se, certamente, de uma charada sagrada.

Sim, porque sem a convivência nos tornamos como que sem propósito. Afinal, embora muitas vezes nos esqueçamos ou prefiramos ignorar esta verdade, o fato é que tudo o que fazemos e somos está a serviço de apenas um objetivo: sermos reconhecidos e amados.

Porém, é também na convivência que reside nosso maior desafio, o mais humano e intrigante aprendizado, o mais intenso conflito a que nos submetemos durante toda nossa existência, do primeiro ao último suspiro!

É quando todos os nossos sentimentos - um a um – ficam aflorados, expostos, escancarados; algumas vezes de forma linda, mágica, encantadora... mas outras vezes, de forma ridiculamente mesquinha, pequena, assombrada...

Se considerarmos que passamos a maior parte de nosso tempo no ambiente de trabalho, haveremos de considerar que são as relações nutridas neste lugar que nos servem como práticas mais recorrentes.

Embora, geralmente, não estejam aí nossos encontros mais caros, é no trabalho que trocamos nosso comportamento por um valor determinado, previamente combinado, estejamos satisfeitos ou não com este montante. Portanto, este pagamento nos induz, muitas vezes, a agir de modo comedido, engessado, como quem cumpre um script sem considerar os verdadeiros sentimentos.

Acontece que não fomos feitos para o fingimento e sim para a autenticidade, seja ela bonita ou não. Assim, mais cedo ou mais tarde, é quem realmente somos que fica em evidência e é a partir daí que encontramos bem-estar ou desespero, alegria ou angústia, prazer ou dor, conciliação ou tormento.

Justamente por isso que acredito piamente ser a gentileza nosso maior trunfo. Obviamente que não falo da gentileza protocolar, mas daquela genuína, capaz de promover a paz nos relacionamentos do cotidiano. Por isso, embora realmente seja difícil praticá-la em algumas ocasiões, penso que é urgente começarmos a ser gentis com aqueles que dividem conosco o ambiente de trabalho e com quem compartilhamos a mesma casa, o mesmo quarto e a mesma cama.

Por quê? Pra que? Até quando? Bem... se ao menos tentarmos e nos abrirmos para sentir os benefícios que a gentileza pode trazer para nossas vidas, tanto do ponto de vista interno, quanto relacional, certamente faremos um esforço.Seguem algumas dicas para ser gentil na convivência:

1. Tente se colocar no lugar do outro. Tente de verdade, com todo o seu ser. É eficiente demais esse exercício!


2. Aprenda a escutar. Esvazie seus ouvidos para absorver o que o outro está dizendo. Aí pode estar a solução que nem ele ainda foi capaz de enxergar.


3. Pratique a arte da paciência. Julgamentos e ações precipitadas tendem a causar desastres horrorosos.


4. Peça desculpas, especialmente se esta opção lhe parecer difícil demais. Isso pode definitivamente mudar a sua vida!


5. Procure ao menos três qualidades no outro e perceba que esse hábito pode promover verdadeiros milagres.


6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são verdadeiras preciosidades para todos.


7. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.


8. Analise a situação. Deixe a decisão para o dia seguinte, se estiver de cabeça quente. Alcançar soluções pacíficas depende também do seu equilíbrio interno.


9. Faça justiça. Esforce-se não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras, mas para que você e as pessoas ao seu redor fiquem bem!


10. Seja gentil. A gentileza nos leva a resultados criativos e produtivos e ainda desvenda a charada da convivência: único meio de nos sentirmos verdadeiramente realizados!




Rosana Braga

20 de março de 2012

Três pílulas de gentileza por semana!




Selecionei, com muito carinho, três pílulas de gentileza do meu livro PÍLULAS DE GENTILEZA para você tentar praticar durante esta semana e verificar quais as consequências. Estou certa de que ser gentil só nos traz benefícios, ainda que não imediatamente, ainda que não pela via que esperamos. Mas basta praticar e ter paciência que o resultado -sempre muito bom- virá!

1. DÊ UM CRÉDITO
Sabe aquele dia em que você acorda, sai para o trabalho ou para seus compromissos e tem a nítida sensação de que deveria ter ficado em casa, dormindo? Definitivamente, você pensa, este não é o seu dia! Tudo o que gostaria é de não ter que resolver problemas nem manter as aparências com ninguém. Pois é... saiba que você não é o único "privilegiado". Todos nós experimentamos dias assim. E é justamente nesses dias, que tudo o que gostaríamos é que nos dessem um desconto ou, melhor ainda, um crédito. Que esperassem nosso mau-humor passar e pegassem leve, não é? Então, faça o mesmo quando se deparar com uma situação em que uma pessoa é grosseira com você do nada, sem motivos. Dê um crédito a ela. Pense: bem, hoje não deve ser o melhor dos dias para ela, então, vou deixar passar, vou relevar! E assim, certamente estará praticando a gentileza e evitando aborrecimentos desnecessários!

2. ESCUTE MELHOR
Durante algum tempo de minha carreira, tratando dos temas "relacionamento e comunicação", insisti que não existe melhor maneira de resolver um conflito do que conversando. Mas terminei descobrindo, com meus próprios clientes, que pela palavra "diálogo" entendia-se, sobretudo, falar. Acontece que só falar, embora já seja um ótimo começo, resolve bem pouco. Mais eficiente é realmente escutar o que o outro tem a dizer. Ouvir com o coração aberto e a intenção real de solucionar o problema. Afinal, só quando compreendemos o que o outro está pensando e sentindo é que podemos tomar uma atitude mais certeira. Note que estou sugerindo que você escute 'melhor' e não escute 'mais'. O que conta é a qualidade da escuta! Escutar ignorando, fazendo outra coisa, sem olhar nos olhos, é péssimo. Só faz com que o outro se sinta totalmente desconsiderado e a situação piore. Escutar fingindo, sem realmente dar atenção, também é lastimável, porque a pessoa termina percebendo que você não se envolveu e que ela foi tratada como se não tivesse a menor importância. Escutar seletivamente é típico dos casais em crise ou de colaboradores que só fazem o que querem. Já escutar com atenção é muito bom, mas existe uma qualidade de escuta ainda melhor. É a empática. Aquela em que você consegue se colocar no lugar do outro enquanto ele vai falando sobre o que pensa, sente e quer. Esta sim, faz com que a pessoa se sinta acolhida e compreendida. E possibilita a você uma mudança de atitude que faz toda a diferença!

3. PESSOAS GENTIS TAMBÉM DIZEM "NÃO"
Muita gente pensa que ser gentil é estar sempre disponível e levar aquela bendita fama de "bonzinho". Não, não e não! Ser gentil não é isso e também não é ser feito de bobo. Pessoas gentis sabem reconhecer seus próprios limites e respeitar o outro tanto quanto a si mesmo. E isso significa que, muitas vezes, terá de negar um pedido do outro, para que esteja sendo coerente consigo mesmo, com seus compromissos e até com seus valores. Pessoas que não sabem dizer "não" certamente apresentam uma questão mal resolvida com sua autoestima. Usam o "sim" para, talvez inconscientemente, conseguir a aprovação ou o amor do outro. Não funciona! Resultado? Sentem-se frustradas, vítimas das relações e muito insatisfeitas com suas vidas. Saber dizer "não" quando necessário é sinal de maturidade e equilíbrio. E nem é preciso alterar o tom de voz ou ser grosseiro. Um "não" dito com firmeza e coerência é muito eficiente e, quase sempre, mais produtivo do que supomos.



Rosana Braga




16 de outubro de 2011

Liberte-se dos três tipos de sofrimento




Existem três tipos básicos de sofrimento: a ignorância, o apego e a aversão

A ignorância é como uma cegueira mental. Apesar de acumularmos muitos conhecimentos úteis durante nossa vida, não conseguimos aprender o mais importante dos conhecimentos: saber lidar com a impermanência dos estados de prazer, alegria e felicidade. Esta ignorância gera os outros dois sofrimentos: o apego e a aversão, criando a dualidade de nosso estado mental confuso.

Quando somos crianças queremos situações e sensações boas e evitamos as sensações ruins. Isto é saudável nesta idade infantil, mas nossos problemas começam quando nos tornamos adultos e nos apegamos aos momentos bons. Tentamos segurar as sensações prazerosas e tentamos evitar que elas terminem. Não estamos preparados para as mudanças que podem acontecer. Chamamos de apego esta ilusão de acharmos que temos controle sobre a duração da felicidade. Mas não temos controle algum sobre isto.

Como não temos consciência da impermanência dos acontecimentos, queremos segurar a vida e os momentos de felicidade. Ao pensar e agir desse modo, deixamos de viver o momento presente. Passamos a viver de uma felicidade que já passou ou que esperamos que aconteça. Para tentar satisfazer nossos desejos sensoriais, fazemos de tudo para evitar o sofrimento. Mas o sofrimento faz parte da vida e nem sempre podemos evitá-lo. Precisamos saber lidar com ele, enfrentá-lo, tentar transformar o sofrimento em estados mais equilibrados e compreender que são oportunidades de evolução e aprendizado.

Sentir aversão por alguma coisa ou por alguém gera sofrimento. Ódio e raiva são emoções negativas que trazem muitas inquietações.

Ao praticarmos a bondade, a amabilidade, a paciência, tornamos nossos relacionamentos mais naturais, espontâneos e verdadeiros. Por meio destas virtudes, edificamos um mundo mais humano e aprendemos a eliminar tanto o nosso sofrimento como o dos outros, e desta maneira, somos mais felizes.

Vamos tomando consciência da dor dos outros à nossa volta. E assim, percebemos a necessidade de ajudá-los a terem consciência de como podem amenizar e aceitar a dor para não serem infelizes. Daí surge a virtude da compaixão que é uma grande chave para nossa libertação.

A compaixão é uma qualidade essencial para nos livrarmos de nossas ansiedades e aversões. Compaixão não é sentir dó ou piedade. É uma atitude de valorizar a outra pessoa, percebendo que somos todos iguais. Abrimos nosso coração para sentir sentimentos como compreensão e aceitação. A compaixão vai se desenvolvendo à medida que cultivamos o não julgar, o não criticar e, passamos a ter o mesmo zelo pelo bem-estar dos outros como temos pelo nosso.

Mesmo uma pequena ação pode ter uma grande consequência, positiva ou negativa. Às vezes, pequenos gestos gentis e favores, que você faz para alguém e nem se lembra mais, podem gerar bons frutos no futuro, pois aquela pessoa se lembra de sua bondade e procura lhe ajudar de outras maneiras.

Quanto maior a compaixão e a bondade de uma pessoa, maiores são as suas experiências subjetivas de felicidade. Quanto maior a negatividade, maior o seu sofrimento e dor. A realidade de nossa vida cotidiana é o resultado dos nossos pensamentos, intenções, palavras e ações.


Emilce Starling

21 de julho de 2011

O presente de uma palavra




Poucos de nós nos damos conta de quanto precisamos de encorajamento. Contudo, de vez em quando, temos de nos apoiar no calor de uma aprovação ou corremos o risco de perder todo o nosso amor próprio.

Todos precisamos sentir que há quem precise de nós e que nos admiram. Mas, a menos que ouçamos palavras de elogio da boca de outrem, como poderemos saber que somos amigos ou colaboradores de valor?

Todos os que querem melhorar suas relações com os outros necessitam apenas demonstrar para com eles uma compreensão amiga. A forma de exprimir tal entendimento e de transmitir aos outros essa sensação de importância e valor baseia-se num simples ensinamento: procure sempre no outro algo que se possa admirar e elogiar - e diga-o a ele.

Todos temos uma ideia de nós próprios, uma autoimagem. Para achar a vida razoavelmente satisfatória, devemos poder viver com essa autoimagem e gostar dela. Quando nos sentimos orgulhosos dessa nossa imagem de nós mesmos, sentimo-nos confiantes e livres para sermos quem somos. Funcionamos então da melhor forma. Mas se nos envergonhamos da imagem que fazemos de nós, esforçamo-nos por escondê-la, em lugar de exprimi-la. Tornamo-nos com isso hostis e de difícil convivência.

Um milagre acontece com a pessoa cujo ego foi posto nas alturas. Ela de repente começa a gostar mais dos outros, torna-se mais simpática e colaboradora com quem a rodeia. O elogio é o polimento que ajuda a conservar a auto-imagem brilhante e resplandecente.

Mas o que tem isso com o fato de se elogiar alguém? Muito. Significa que você tem o poder de realizar essa espécie de milagre noutra pessoa. Quando você estimula o amor-próprio da outra pessoa, faz com que ela se sinta mais capaz de apreciá-lo e colaborar com você. Os efeitos do elogio podem de fato ser notáveis.

A sinceridade é essencial em qualquer elogio. Reforça um cumprimento. Ao voltar para casa após um árduo dia de trabalho, o homem que vê os rostos dos filhos encostados à vidraça à espera dele pode alimentar sua alma com aquele apoio silente, mas tão precioso.

O elogio ajuda a atenuar as arestas afiadas do contato diário. Sobretudo no casamento. Contudo, é talvez no lar que o valor do elogio é menos apreciado. O cônjuge que está predisposto a dizer a palavra calorosa aprendeu uma das regras mais importantes para uma vida familiar feliz. As crianças, sobretudo, têm sede de elogio, de reafirmação e de apreciação.

Dedique-se a encontrar algo para louvar no seu filho e vai ver como suas capacidades e seu comportamento melhorarão. O incitamento pelo elogio é o método mais eficaz de levar as pessoas a darem o seu melhor.

Tal como os artistas encontram alegria no ato de proporcionar beleza aos outros, qualquer pessoa que domine a arte de elogiar acabará por descobrir que ela é proveitosa para quem diz e para quem recebe. É verdade o que afirma o ditado: "As flores deixam parte de sua fragrância na mão de quem as oferece".



Helena Gerenstadt 

Paul McCartney e Stevie Wonder - Ebony and Ivory


13 de julho de 2011

Gentileza tem a ver com amor





Há poucas situações mais desgastantes e constrangedoras do que viver uma crise de relacionamento. Pode ser com um colega de trabalho, um amigo ou alguém da família. Mas pior ainda é quando a crise cava um abismo entre você e a pessoa que dorme ao seu lado (ou pelo menos deveria dormir).

Quanto mais a sua vida e a sua rotina estiverem envolvidas com a vida e a rotina de outra pessoa, mais desmotivador e estressante se torna qualquer conflito que você tiver com ela. E se esse conflito durar por um tempo razoável, será suficiente para as conseqüências se tornarem físicas.

Cada vez mais, a Organização Mundial da Saúde nos alerta sobre os distúrbios afetivos, tais como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, bipolar, TOC, entre outros. Tudo isso, no frigir dos ovos, tem muito a ver com a qualidade das relações que estabelecemos no dia-a-dia, inclusive, no ambiente de trabalho, e com o quanto conseguimos vivenciar de fato sentimentos e emoções como afeto, alegria, perdão e, sobretudo, a troca de gentileza.

Gentileza não é dizer sim a tudo e a todos. Não é se sentir feito de bobo, sobrecarregado ou desrespeitado em suas opiniões e em seus limites. Muito pelo contrário! Gentileza tem a ver, antes de mais nada, com aprender a enxergar o outro e a si mesmo, reconhecendo suas qualidades e suas limitações e encontrando maneiras de dar o melhor de si sem precisar chegar à gota d’água para só então se colocar e reivindicar seu espaço.

Gentileza tem a ver com criatividade e produtividade. Tem a ver com flexibilidade, inteligência, disposição e amor. Sim, amor! Amor fraternal, daqueles que servem como vitamina para nos capacitar a superar desafios da convivência, diferenças na hierarquia, divergências de personalidade e crenças. Enfim, para conseguirmos mediar os conflitos e chegar a um consenso, sempre que for preciso. E sempre é!

Talvez você esteja acostumado a apostar mais no aumento do tom de voz, na agressividade ou na imposição de suas vontades. Talvez você prefira se manter no estado de irritação e impulsividade, porque isso termina lhe dando a sensação de eficiência e produtividade. Talvez você ainda considere a gentileza como fútil e inútil, como o comportamento dos idiotas.

Mas não se iluda! Mais cedo ou mais tarde, seu corpo, sua alma e seu coração vão se ressentir e reagir. Sintomas que vão desde sensação de vazio, solidão, angústia e tristeza, passando por insônia, alergias, gastrite nervosa, enxaqueca, dores inexplicáveis, entre outros, farão você perder o melhor da festa!

Há quem diga que age pela emoção quem é ignorante e age pela razão quem é inteligente. Mas são muitos os que, à beira da morte, adorariam poder voltar atrás para viverem suas vidas como ignorantes, mas plenos de felicidade e paz de espírito.

Por fim, ser tratado com gentileza é o desejo de todo ser humano. E para ser um pouco mais gentil e melhorar tudo a sua volta (tudo mesmo!), basta manter-se um pouco mais atento e determinado e começar a substituir velhos e ineficientes hábitos por novos e surpreendentes comportamentos:

- Olhe nos olhos e realmente ouça o que o outro tem a lhe dizer.

- Quando não conseguir dizer nada de bom a alguém, simplesmente mantenha-se calado.

- Quando se sentir irritado, foque sua atenção em si mesmo e pergunte-se: o que realmente importa? O que eu realmente quero dessa situação?

- Procure agir a partir dos seus sentimentos mais verdadeiros e não de emoções enganosas, do ego, tais como raiva, ciúme, inveja, desejo de que o outro pague pelo erro que cometeu.

- Tenha um pouco mais de fé na vida. Isto é, confie que cada um tem o que merece e no momento que merece.

- Por mais que deseje, você não pode controlar o mundo e as pessoas.

- Dê o seu melhor para conseguir o que quer, mas diante da frustração, aceite o que vier e agradeça. Pode acreditar: tudo é exatamente como tem de ser e se você já fez o seu melhor, fique tranquilo, porque definitivamente, isso é tudo o que pode fazer.


Rosana Braga



Diana Ross - Theme From Mahogany (Do You Know Where You're Going To)


8 de maio de 2011

A nova mulher em busca da sua plenitude




Já há algum tempo venho observando a maneira com que muitas mulheres têm conduzido sua vida. A causa de tantos comportamentos incoerentes e desencontrados seria irrelevante detalhar aqui: conquistas e mudanças que elas mesmas têm provocado em todo o mundo ao longo das últimas décadas – sejam as construtivas e dignas de méritos incontestáveis, sejam as deturpadas e equivocadas.

Mas meu intuito não é relatar a história e sim a essência da mulher; é falar da alma feminina e não dos estereótipos, máscaras e papéis que elas vêm utilizando para garantir seu espaço e demarcarem sua capacidade de ir além do esperado.

Infelizmente, feridas por regras patriarcais, muitas mulheres saíram do extremo da submissão em busca de seu real valor, mas se perderam. Assim, morrendo de medo de se sentirem novamente amarradas pelas rédeas do passado, insistem em renegar sua alma acolhedora, sua beleza encantadora, seu coração fértil, receptivo...

Neste momento, desejo enaltecer esse doce coração, provocar - no bom sentido - o desabrochar completo desta alma legitimamente sensível, terna, plena!

Que possamos, especialmente hoje e a partir de agora, baixar as armas, as defesas e as desconfianças... e simplesmente ser mulher – com todos os predicados que esse lugar nos cabe! Porém, não com um comportamento maquiado, afiado, dolorosamente sociabilizado. Proponho um comportamento autêntico, com direito à sua notável delicadeza, à doçura que tantas vezes é substituída pelo espírito de competição e comparação equivocada com os homens.

Que deixemos, enfim, de lutar por uma igualdade genuinamente impossível, que mais nos desvalorizaria do que enobreceria. Que passemos a assumir nossas maravilhosas e caras diferenças e atuemos decididamente a partir de nossa feminilidade essencial, preciosa, sublime. E que façamos isso, sobretudo, no exercício de conduzir as nossas relações, seja no âmbito profissional ou pessoal.

Desejo que nós, mulheres, recuperemos nossa capacidade de sedução e envolvimento – no sentido mais amplo dessas expressões – sem, contudo, termos de agir como os homens. Não somos homens. Não somos melhores nem piores. Somos mulheres, somos o feminino divinamente complementar do masculino e vice-versa.

Não precisamos de igualdade, apenas de nossa singularidade. Portanto, sugiro que sejamos firmes, justas e produtivas, mas sem nunca renegarmos nossa natureza criadora e criativa. E com certeiros atos, que possamos, de fato, conquistar o mundo.

Porém, não falo de uma conquista cujo adversário se chama homem! Não precisamos de adversários, mas de companheiros, aliados, protetores e amigos. Quando proponho que nos comportemos femininamente, estou sugerindo o exercício da lucidez feminina, da capacidade que temos de conciliar e compreender, de um gesto que perdoa, um abraço que envolve, de uma conduta que nutre e floresce o que está ao seu redor...

Sei que muitas mulheres são subjugadas e até desvalorizadas em seu ambiente de trabalho e até mesmo em suas relações afetivas; sei que muitas delas não encontram espaço para sua expressão máxima e contundente. Por isso mesmo, hoje especialmente, quero defender a urgência do deixar-ser e levantar a bandeira em nome do SER MULHER!

Que todos nós possamos reconhecer o feminino que há em cada um, o feminino Gaia, o feminino que gera e dá à luz tudo o que é vivo... para que o mundo seja salvo da agressividade, do abandono e da carência profunda de afeto que vem sofrendo!

A gentileza é feminina!


Rosana Braga


Minha homenagem a todas as mães! 


 

4 de abril de 2011

Palavra mágica


                
Com um aperto de mão, um abraço afetuoso, um sorriso contagiante ou com um simples “muito obrigado”. Com uma sociedade que preza cada vez menos pelo coletivo, a gratidão é produto escasso no mercado da convivência. Mas não é por isso que você deve deixar de agradecer. Da infância à velhice, a palavrinha mágica faz uma senhora diferença na vida de todo mundo. Principalmente se é de coração, reforçam especialistas.

Ver o lado positivo das coisas ao invés de enxergar somente as falhas e os defeitos. Encarar um momento difícil como uma forma de fortalecimento.A gratidão só pode trazer coisas boas. Atualmente, o mundo está em crise pela competitividade material, fazendo com que as pessoas pensem apenas em seu próprio conforto e prazer. Houve um esquecimento em relação ao outro, de agradecer a companhia de alguém, sua amizade, e até mesmo a inimizade. Se pensarmos bem, agradecer o momento ruim é entender que há uma enorme aprendizagem, além do fortalecimento do nosso caráter.

Se por um lado qualquer forma de agradecimento gera sentimentos louváveis, a falta dela pode perigosa. Na ânsia de querer vencer e superar o outro, todos podem sair perdendo. Vivemos no império do egoísmo, mas esta fase pode e deve ser superada. A falta de valores espirituais, e não se trata de religião, nos leva a sentimento como o orgulho, a impaciência, a vingança, o afastamento do outro, principalmente. O que vemos diariamente em todo o mundo, como a corrupção, guerras, jogos sujos para levar vantagem, a necessidade de sempre querer mais, tudo isso pode ser explicado pela falta de gratidão.

Vale qualquer tipo de demonstração. Na hora de agradecer o mais importante é saber aceitar as coisas como elas realmente são. “Mais do que um obrigada, um abraço ou sorriso, a principal forma de agradecer é partilhar cada momento, aceitando de verdade tudo que está ao nosso redor. Costumo agradecer ao universo por tudo o que me aparece. Os bons momentos e os ruins me ensinam o tempo todo. Não deve haver revolta, somente alegria. A gratidão é uma entrega em plena humildade, onde não há espaços para lutas.

Agradecer é uma daquelas coisas que não precisam nem de hora ou idade para aprender. Claro que, quanto mais cedo, melhor. Se todos soubessem a importância de um “muito obrigada”, com certeza haveria mais compreensão, menos competitividade, mais compaixão entre todos.

Afinal, quem não gostaria de viver numa sociedade que aceita a todos pelo que são? Ser grato é aceitar o que se tem e aceitar o que o outro possui. Somente desta forma podemos olhar de fato o outro e compartilhar seus momentos. Portanto, se fosse ensinado a gratidão sincera como uma forma de conduta, nossa sociedade seria outra. Alguém duvida?


Redação do Maisde50

15 de março de 2011

E você, agradece?



Se você é uma pessoa gostosa, comprometida com o bem-estar de todos (inclusive por saber que isso tem tudo a ver com o seu próprio bem-estar), coerente com seu coração e disposta a ser feliz de verdade, certamente receberá, ao longo da vida, muitos méritos.

Mas, sobretudo, saberá desde sempre que ninguém ganha nada nesta vida sozinho. Contamos com a ajuda direta e indireta de várias pessoas. Seja o precioso incentivo de amigos e parentes, e até a colaboração de alguns que nem notamos, o fato é que precisamos dos outros para subir os degraus da longa escada rumo ao sucesso.

Por isso, seria uma enorme falta de gentileza se não nos lembrássemos dessas pessoas quando chegássemos lá em cima. Seria uma demonstração horrorosa de falta de consideração, de sabedoria e de gostosura.

Sendo assim, fique atento. Seja grato. Demonstre o quanto a participação de cada um soa como um presente para você. E fazer isso não é um esforço; muito pelo contrário! À medida que você presta atenção, é fácil encontrar motivos para agradecer.

Eu tenho uma ótima referência disso e vou usar como exemplo. A Daci é uma alegre pessoa que trabalha em minha casa há mais de 4 anos. Muitas vezes, enquanto estou no meu escritório, escuto-a cantando, enquanto varre o chão ou limpa os vidros.

Outras vezes, enquanto penso que não haverá nada de interessante para o almoço, de repente sinto um cheiro maravilhoso vindo da cozinha e grito: Daci, o que você está fazendo?.

E ela dá uma de suas gargalhadas adoráveis e responde: É surpresa. Espere até a hora do almoço e verá!. Pronto. Ela consegue transformar a minha manhã numa expectativa deliciosa.

Além disso, ela já me conhece e sabe que sou manhosa. Adoro ser mimada. Poderia ignorar isso, afinal, não está em nosso contrato que ela deve me tratar com carinho ou fazer qualquer coisa para que eu me sinta querida, mas ela é gostosa, muito gostosa!

De repente, lá está ela com uma xícara de café e um pedaço de bolo quentinho, do jeito que eu tanto gosto; ou senão, ela arruma minhas gavetas e cabides, separando tudo por cor e estação. Fico tão alegre quanto uma criança que acaba de ganhar um brinquedo. Sinto-me cuidada e adoro isso!

A Daci é parte fundamental dos meus méritos, do meu bem-estar, da minha alegria; tento, do meu jeito, fazer com que ela saiba disso. Porque, enfim, sou muito grata por ter ao meu lado uma pessoa tão gostosa.


Rosana Braga

14 de março de 2011

O bem maior




Não existe maior bem do que fazer a felicidade de alguém. Nem nada menos caro, nem mais fácil, pois que a felicidade é algo que se pode oferecer em gestos, e atenções.

Se olhamos à nossa volta, percebemos que a carência humana está no fato das pessoas terem perdido os valores imateriais a favor dos materiais. Compra-se quase tudo em nossos dias... mas o bem ninguém compra. Compra-se até companhia, mas não a sinceridade. Compra-se conforto, mas não a paz de espírito, não a tranqüilidade, menos ainda a felicidade. Esta a gente oferece.


Há uma grande diferença entre o dar e o oferecer. Quando damos, estendemos a mão, mas quando oferecemos... é nosso coração que entregamos junto, é um pedacinho de nós que vai caminhando na direção do outro e o bem que ele provoca retorna ao nosso interior.

Tornamos pessoas felizes quando damos de nós mesmos. E damos de nós quando oferecemos o que quer que seja de coração escancarado. O grande mal do mundo consiste no fato das pessoas guardarem coisas para si.

Guardam bens, guardam sentimentos, guardam declarações, guardam ressentimentos, falam ou calam na hora errada. Vivem de aparências com as gavetas da alma repletas de coisas inúteis. E quando morrem, tornam-se pó, como todo mundo, sem ter aproveitado o tempo para compartilhar, com honestidade, o bem que a vida lhes ofereceu.

A maior herança que podemos deixar à humanidade é o amor que oferecemos de várias formas, são as pequenas felicidades do dia-a-dia que vamos distribuindo aqui e acolá, a compreensão que acalma as almas inquietas e a ternura que abranda os desenganos da vida.

E o que representa a felicidade hoje pode não representar amanhã. Por isso ela é tão múltipla, tão incompreendida e tão necessária. Por isso é tão importante distribuir sorrisos, plantar flores, fazer visitas, dar bom dia e boa noite, não se esquecer dos abraços e dos te amo imprescindíveis ao coração.


Leticia Thompson 





13 de março de 2011

Qualidade de vida: você tem?






Seria maravilhoso desligar-se do passado e não ansiar pelo futuro, focando somente o presente. Na prática não é tão simples assim. À medida que o estresse aumenta, a qualidade de vida fica cada vez fora de controle. O estresse é um dos grandes vilões de uma vida saudável e afeta diretamente nossa qualidade de vida. Na correria do dia-a-dia, falta tempo e sobram preocupações e cobranças.

A maioria das pessoas deixa de viver com qualidade, pois estão sempre alegando a falta de tempo. Atualmente, temos vivenciado com mais intensidade os efeitos negativos do estresse. Por isso, quem tem o tempo livre deve cultivar a própria qualidade de vida. Pode ser participar de algum trabalho voluntário ou ainda dedicar-se a atividades que proporcionam prazer, como viagens e cursos.

Ter qualidade de vida só depende de nós mesmos. São as nossas atitudes que vão determinar o quão produtivo e saudável será nosso cotidiano. Cada vez mais as pessoas estão descobrindo que ter uma boa saúde e viver plenamente com qualidade de vida deixou de ser uma questão de chance para se tornar uma questão de escolha. Com as experiências vividas, acertos e erros, momentos bons e ruins, vamos aprendendo e montando nossa própria “receita”. Veja dez dicas para não perder o foco na qualidade de vida.

O quê é qualidade de vida: o conceito é amplo e também subjetivo. Qualidade de vida é algo que vai além do equilíbrio entre vida pessoal e o trabalho. Trata-se de uma jornada pautada na consciência de se ter e fazer um constante esforço para manter-se saudável e atingir o mais alto potencial de bem-estar.

Você é o principal responsável: ter qualidade de vida deve ser algo em que cada um é o principal responsável por ela. Não podemos e não devemos delegá-la aos outros, pois ela é pautada em nossas ações e atitudes.

Equilibre o seu estilo de vida: você precisa de tempo para manter seus relacionamentos, ter um sono repousante, praticar exercícios físicos, ter uma alimentação saudável e praticar alguma atividade de lazer.

Concentre-se: nada de fazer suas atividades diárias de maneira automática, pensando em mil coisas simultaneamente e sempre tentando antecipar o que ocorrerá daqui a algum tempo. Atitudes como essas geram cansaço e estresse.

Aproveite bem o tempo: o tempo é um bem precioso. Evite desperdiçá-lo com atividades inúteis e improdutivas.

Tenha uma alimentação saudável: se alimente adequadamente, de forma equilibrada. Tente manter o seu peso em níveis ideais.

Movimente-se: faça atividade física. Para quem não tem muito tempo, caminhar um pouco ajuda a ativar a circulação sanguínea, movimentar os músculos, articulações e a arejar a mente. Para quem puder ir um pouco mais longe, realizar atividades aeróbicas (andar de bicicleta, caminhar ou correr) associadas a exercícios musculares e alongamento são boas receitas para uma vida saudável.

Conviva: reserve espaço para a convivência com a família e amigos. E lembre-se que o mais importante não é quantidade, mas a qualidade com a qual vivemos esses momentos.

Seja gentil: pratique pelo menos um gesto de gentileza durante o dia. Com certeza você se sentirá muito bem!

Mantenha o otimismo: avalie seu estado de espírito e procure ver as coisas sob uma perspectiva positiva.

Da redação do mais50 

9 de fevereiro de 2011

Palavra mágica




Com um aperto de mão, um abraço afetuoso, um sorriso contagiante ou com um simples “muito obrigado”. Com uma sociedade que preza cada vez menos pelo coletivo, a gratidão é produto escasso no mercado da convivência. Mas não é por isso que você deve deixar de agradecer. Da infância à velhice, a palavrinha mágica faz uma senhora diferença na vida de todo mundo. Principalmente se é de coração, reforçam especialistas.

Ver o lado positivo das coisas ao invés de enxergar somente as falhas e os defeitos. Encarar um momento difícil como uma forma de fortalecimento. Para a psicóloga Tereza Erthal, da PUC-Rio, a gratidão só pode trazer coisas boas. “Atualmente, o mundo está em crise pela competitividade material, fazendo com que as pessoas pensem apenas em seu próprio conforto e prazer. Houve um esquecimento em relação ao outro, de agradecer a companhia de alguém, sua amizade, e até mesmo a inimizade. Se pensarmos bem, agradecer o momento ruim é entender que há uma enorme aprendizagem, além do fortalecimento do nosso caráter”, afirma ela.

Se por um lado qualquer forma de agradecimento gera sentimentos louváveis, a falta dela pode perigosa. Na ânsia de querer vencer e superar o outro, todos podem sair perdendo. Vivemos no império do egoísmo, mas esta fase pode e deve ser superada. A falta de valores espirituais, e não se trata de religião, nos leva a sentimento como o orgulho, a impaciência, a vingança, o afastamento do outro, principalmente. O que vemos diariamente em todo o mundo, como a corrupção, guerras, jogos sujos para levar vantagem, a necessidade de sempre querer mais, tudo isso pode ser explicado pela falta de gratidão.

Vale qualquer tipo de demonstração. Na hora de agradecer o mais importante é aceitar as coisas como elas realmente são. “Mais do que um obrigada, um abraço ou sorriso, a principal forma de agradecer é partilhar cada momento, aceitando  tudo que está ao nosso redor. Costumo agradecer ao universo por tudo o que me aparece. Os bons momentos e os ruins me ensinam o tempo todo. Não deve haver revolta, somente alegria. A gratidão é uma entrega em plena humildade, onde não há espaços para lutas”, aconselha Erthal.

Agradecer é uma daquelas coisas que não precisam nem de hora ou idade para aprender. Claro que, quanto mais cedo, melhor. “Se todos soubessem a importância de um “muito obrigada”, com certeza haveria mais compreensão, menos competitividade, mais compaixão entre todos", diz.

Afinal, quem não gostaria de viver numa sociedade que aceita a todos pelo que são? Ser grato é aceitar o que se tem e aceitar o que o outro possui. Somente desta forma podemos olhar de fato o outro e compartilhar seus momentos. Portanto, se fosse ensinado a gratidão sincera como uma forma de conduta, nossa sociedade seria outra. 
Alguém duvida?

19 de janeiro de 2011

Gentileza gera saúde





Não é mais possível compreender a saúde, sem considerar a influência de fatores psicossociais e espirituais. Não considerar esse contexto é correr o risco de cair num reducionismo exagerado, que compromete a compreensão ampla e necessária do significado de saúde e bem-estar. Embora isso aumente significativamente a complexidade do assunto, é preciso correr o risco de cair em caminhos incertos e insatisfatórios em busca de explicações mais convincentes e de intervenções mais eficientes do que as que se dispõe atualmente.

A doença representa um desequilíbrio e possui sempre múltiplas causas. Ao adoecer, o indivíduo mobiliza a mente, o corpo e o espírito. Essa íntima relação já é consenso entre os pesquisadores e tem influenciado, enormemente, tanto a forma de se promover saúde e bem estar das pessoas, como no tratamento.

Uma das recentes conclusões, é que os atos de gentileza fazem com que o corpo, a mente e o espírito sintam-se bem. Isto não é apenas uma inferência, mas sim uma constatação científica, que é explicada pelo fato de que, as atitudes gentis permitem a liberação de endorfinas no corpo, capazes de provocar no indivíduo uma sensação de alegria, que pode se transformar em calma e bem estar posterior. Quanto gentil e solidário com outras pessoas, mais benefícios e saúde você tem. Ser gentil faz bem para o corpo e faz bem para a mente.

A gentileza é algo difícil de ser ensinada e vai muito além das palavras de educação. Ela é difícil de ser encontrada, mas fácil de ser identificada, e sempre acompanha pessoas generosas e desprendidas, que se interessam em contribuir para o bem do outro e da sociedade. É uma atitude desobrigada, que se manifesta nas situações cotidianas e das maneiras mais prosaicas.

Gentil é aquele que contribui para que o ambiente em que ele vive seja mais harmonioso. Ele possui, de forma espontânea, habilidades sociais desenvolvidas e adequadas. Gentileza é generosidade, altruísmo, solidariedade, interesse pelo outro, oferecer amizade, retribuir gentilezas, promover cortesia, conjugar o ensinar, o sorrir e contribuir para o outro sorrir.

As atitudes que tomamos no dia a dia têm impacto em nosso corpo, e os atos de gentileza reduzem o estresse, melhorando a saúde das pessoas. Para ser saudável, além dos cuidados com o estilo de vida e bem estar pessoal, deve-se desenvolver em si mesmo a gentileza e solidariedade.

As empresas, preocupadas com o estresse, a saúde e o bem-estar de seus funcionários, começam a estimular as práticas de gentilezas no ambiente corporativo. A preocupação com a responsabilidade social, o incentivo ao voluntariado e a preocupação com a postura ética, são alguns exemplos desta tendência. Hoje se sabe que, ao encorajar a prática de atos de gentilezas nas relações sociais e nas empresas, cria-se uma atmosfera mais harmoniosa e saudável nos ambientes.

Sâmia Aguiar Brandão Simurro - Associação Brasileira de Qualidade de Vida