
"De madeira lilás (ninguém me crê) se fez meu coração.
Espécie escassa de cedro, pela cor e porque abriga em seu âmago a morte que o ameaça.
Madeira dói?, pergunta quem me vê os braços verdes, os olhos cheios de asas.
Madeira dói?, pergunta quem me vê os braços verdes, os olhos cheios de asas.
Por mim responde a luz do amanhecer que recobre de escamas esmaltadas as águas densas que me deram raça e cantam nas raízes do meu ser.
No crepúsculo estou da ribanceira entre as estrelas e o chão que me abençoa as nervuras.
Já não faz mal que doa meu bravo coração de água e madeira".
No crepúsculo estou da ribanceira entre as estrelas e o chão que me abençoa as nervuras.
Já não faz mal que doa meu bravo coração de água e madeira".
2 comentários:
Bela paisagem, amiga. Estaremos sempre por aqui. Você está linda na foto. Beijos.
Oi, Mary Jo
Você sempre junto, com uma palavra de força, de carinho, de apoio. Vou precisar mto de sua ajuda. Seu blog é fantástico, com design, arte e conteúdo maravilhosos. E sei que com mto amor e saudade implícitos. Bjokas.
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