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26 de maio de 2013

Sua relação afetiva está doente?




Muitas vezes nos encontramos sofrendo e ignoramos os sinais evidentes que o relacionamento que estamos mantendo não está bem e, mesmo assim, continuamos a investir nosso tempo, damos nosso amor e ignoramos os sinais e nossos sentimentos. Chegamos a ter sintomas físicos e sequer associamos com a relação afetiva que mantemos. Geralmente fazemos isso por motivações inconscientes. Recriamos situações do passado, com o intuito inconsciente, de resolvermos essas mesmas situações. E assim, mantemos os conflitos originais e perdemos a oportunidade de criarmos relações saudáveis ao permitir que nos façam sofrer e ainda lamentamos se essa mesma pessoa for embora de nossa vida. Choramos desesperadamente, e nos esquecemos completamente do quanto estávamos, ou ainda estamos, sofrendo.

Ignoramos nosso valor enquanto pessoa e fazemos de tudo para que essa relação doentia se estabeleça novamente, caso ela tenha terminado. Dificilmente, percebemos que estamos tão doentes quanto nossa relação. Para identificar como está sua relação afetiva, responda sinceramente às perguntas que estão abaixo:

Ouve constantemente o outro dizer que não teve tempo de te ligar? As palavras raramente são coerentes com as atitudes? Ou seja, o outro diz uma coisa e demonstra outra? A realidade está muito distante do que gostaria que fosse? Está sempre suportando demais, tornando seus próprios limites acima do suportável? Tem tido alguns sintomas físicos, como dores musculares constantes, enjoos  vontade de vomitar, dores de estômago, febre, urticária ou algum outro sintoma? Não há mais objetivos em comum, não querem e nem lutam pelas mesmas coisas? Sente-se inseguro constantemente? Tem feito a maioria dos programas sozinho, porque o outro nem sempre quer acompanhar? Você se sente sempre triste? Tem chorado praticamente todos os dias? Deseja controlar o outro com o intuito de ter mais controle na relação? Os beijos estão ficando escassos? A relação sexual não tem mais o mesmo calor e tesão de tempos atrás? O diálogo passou a ser uma troca de cobranças, críticas, acusações e agressões? Acontecimento do passado tem sido lembrado com freqüência, principalmente durante as brigas? Tem se sentido sem energia, cansado? Não se sente muito importante para o outro, que sempre tem outras coisas para fazer e que você não está incluído? Sua autoestima está baixa? Tem feito muito mais coisas para o outro, esquecendo-se muitas vezes de si mesmo? Está sempre esperando que o outro mude, ou ao menos, volte a ser como era antes? Vocês tem tido mais brigas que momentos de tranqüilidade, harmonia e paz? Está sempre esperando ou pedindo mais atenção, carinho, demonstração de amor? Sente falta de ter alguém para ouvir como foi seu dia, suas dificuldades? O diálogo, onde cada um fala de seus próprios sentimentos está cada vez mais escasso ou nunca existiu? Sente-se sozinho mesmo quando acompanhado?

Infelizmente esses são apenas alguns sinais de uma relação afetiva doente, pois ainda há situações de traições, mentiras, que sequer foram incluídas. Mas se suas respostas às questões acima foram mais sim do que não, provavelmente seu relacionamento afetivo está com problemas, para não dizer doente. Geralmente quando nos permitimos manter uma relação doentia, ela pode estar refletindo a doença de ambos e nesse caso é preciso muita disposição interna para enfrentar a situação da maneira que se apresenta, se desejamos que a relação, ou nós mesmos, sejamos curados.

O assunto é tão sério que muitas pessoas chegam a desenvolver algumas doenças ou têm sintomas e ignoram que isso seja a somatização daquilo que estão vivenciando. Por exemplo, a febre pode representar a raiva de determinada situação; a vontade de vomitar pode manifestar uma dificuldade em digerir alguma situação; as dores musculares podem indicar a tensão interna pelo qual está passando. Esses são apenas alguns dos sintomas mais comuns quando algo não vai bem não apenas no aspecto físico, mas principalmente no emocional. Caso esteja tendo algum desses sintomas, relacione com suas dificuldades atuais e pense se o seu corpo não está apenas refletindo seus sentimentos mais profundos.

Mas é possível se curar, buscando uma relação saudável, ou refletir se vale à pena continuar mantendo esse relacionamento. Analise como está sua relação, caso ainda a tenha, ou como foi sua última relação. É isso que deseja para você? Se pensar em como gostaria que fosse um relacionamento, o que você está tendo está próximo disso? O primeiro passo para a cura é identificar os sinais, refletir sobre as dificuldades pessoais e o quanto seu próprio histórico de vida pode estar refletindo na relação. Depois é imprescindível uma conversa franca com o outro, sem acusações ou busca por culpados, mas com o desejo sincero de tornar a relação saudável. Durante essa conversa é importante perceber se há disposição do outro em aceitar também a responsabilidade da relação estar como se mostra e se deseja tanto quanto você se comprometer com a melhora. Se isso não acontecer dependerá de você saber o que é melhor.

Há pessoas que chegam a se sentir culpadas em querer que a outra pessoa demonstre o amor que sente. Claro que cada um tem seu próprio jeito de demonstrar amor, mas algumas coisas são básicas em um relacionamento. Como alguém pode se sentir importante e valorizado tendo constantemente que pedir atenção e amor? Como se sentir seguro quando nos relacionamos com alguém que age como se tudo é mais importante que nós?

Claro que é inevitável ter expectativas quando nos relacionamos com alguém, mas isso é muito diferente de ignorar a realidade só para manter a relação, principalmente, quando os sinais são evidentes e insistimos em ignorá-los, perpetuando assim, nosso sofrimento. Muitas vezes a realidade está muito distante da verdade que gostaríamos e insistimos em acreditar. Mas lidar com a realidade, respeitando os sinais, ainda que nos cause muito sofrimento, talvez seja a maneira mais saudável para criarmos um caminho muito mais iluminado que a escuridão em que algumas vezes nos encontramos e que, infelizmente, ignoramos.


Rosemeire Zago



21 de maio de 2013

Como é para você falar sobre o que sente?






Todos nós temos um pouco de dificuldade em lidar com nossos sentimentos. Tudo começa quando ainda somos crianças. Naquela época, raramente tínhamos alguém que nos desse apoio para que pudéssemos demonstrar sentimentos como raiva, ciúme, inveja, vergonha. Em muitos casos, nem chorar era permitido. E com isso, muitas pessoas aprenderam logo cedo a engolir suas lágrimas e sentimentos. Nos ensinavam, com raríssimas exceções, que nada devíamos demonstrar, e aos poucos aprendemos a reprimir o que sentimos. Quando não tivemos quem nos ajudasse a lamentar nossos momentos de dor, solidão, tristeza, acabamos por bloquear, reprimir para outras pessoas e para nós mesmos, tudo aquilo que sentimos. Queremos ser fortes e conseguimos, mas só nós sabemos qual o preço que pagamos. 

Com o tempo, começamos a perceber que tudo aquilo que por anos ficou muito bem guardado, começa de alguma forma a pedir, para não dizer gritar, que precisa sair. É neste momento que inconscientemente criamos situações nas quais estes sentimentos possam ser experimentados novamente. Quando vivemos situações de desprezo, rejeição, abandono, solidão, maus-tratos, quando criança e não havia quem pudesse suportá-los ao nosso lado, passamos a recriar situações e relacionamentos para podermos expressá-los aqueles mesmos sentimentos que foram reprimidos, com a fantasia inconsciente de resolver o trauma original. Nem sempre recriamos as mesmas situações, mas sim qualquer situação que nos faça sentir os mesmos sentimentos. 

Sentimentos de rejeição, abandono e abusos vividos durante a infância são os mais difíceis de serem superados. É como se registrássemos que não somos dignos de sermos amados, nem aceitos por aquilo que somos. Isso pode gerar muitas dificuldades nos relacionamentos, seja em forma de boicotes ou repetição de padrões, pela necessidade constante de aprovação e reconhecimento. Por exemplo, uma pessoa que viveu situações de rejeição e abandono durante sua infância, pode buscar, é isso mesmo, buscar inconscientemente, situações que a façam se sentir abandonada e rejeitada. Se teve um pai e/ou mãe que a rejeitaram, foram ausentes, distantes, poderá fazê-la recriar relacionamentos com pessoas que a faça se sentir igualmente rejeitada e abandonada. Isso pode parecer absurdo, mas nosso inconsciente faz exatamente isso mesmo, mas há uma intenção, que é nos libertar daqueles sentimentos que tanto machucaram e continuam a machucar, mesmo depois de muitos anos.

Mas, para isso, é importante ter alguém com quem possa contar o que sentiu, lamentar, e receber todo apoio que não recebeu na época que aconteceu. Há pessoas que perderam pessoas significativas quando crianças e até hoje, já adultas, não choraram, nem elaboraram, e muito menos superaram essa dor. Ser capaz de falar sobre a dor que sentimos significa que inconscientemente estamos dispostos a aceitar e superar o que nos aconteceu. O que nem sempre é fácil, pois assusta, causa medo de sentir mais dor, o que faz com que as pessoas evitem tocar nestes assuntos, o que só causa mais dor. O fato de não falar sobre o que sentimos, não nos isenta de senti-los. 

Quando passamos uma vida sendo machucados e passamos por cima, ignorando como se nada tivesse acontecido, pois do contrário ficaríamos completamente sós, acabamos por permitir que outras pessoas nos machuquem mais e mais. Assim, perdemos o foco em nossa própria vida, deixando de nos ouvir para ouvir aos outros, deixamos de ser nós mesmos para sermos quem gostariam que fôssemos, e é assim que nos perdemos de nossa essência, de quem somos verdadeiramente. 

É preciso lembrar e ter consciência que se um dia alguém não o aceitou, o abandonou, muitas outras lhe deram valor, gostam de você e estão ao seu lado. É preciso parar com essa busca incessante de aprovação, seja de quem for, geralmente dos genitores, e que pode se estender por toda uma vida. Do contrário, de vítima poderá se tornar em algoz de si mesmo. Se a rejeição ainda está viva como se existisse no momento presente é porque de alguma forma você assim permite. Interrompa esse círculo vicioso de dor. Libere este sentimento para que ele se dissolva e pare de te torturar. Hoje você não precisa mais passar pelas mesmas agressões, indiferença, desprezo, vergonha, humilhação, entre tantas outras situações que já vivenciou. Hoje você pode viver na harmonia, paz, tranqüilidade, pois essa condição só depende de você. Enquanto criança não temos muitos recursos para nos defender, mas hoje adultos, podemos, e temos todo direito de sermos pessoas inteiras, felizes, sem implorar por carinho, apoio, compreensão, amor. 

Com certeza, você deve ter muitos momentos agradáveis registrados em sua mente. Muitas palavras e atitudes de carinho. Traga isso para o momento presente. Por que se sentir desvalorizado, diminuído, inferior, rejeitado, por que uma pessoa não o aceitou ou demonstrou aquilo que você precisava? Por que não permitir que o amor de outras pessoas, que com certeza há ao seu redor, chegue até seu coração? Quais são as pessoas que lhe demonstram amor, carinho, atenção, que lhe tratam com respeito, dignidade e consideração? Valorize essas pessoas, deixe que o amor que sentem por você seja muito maior que a rejeição e o desprezo que recebeu um dia. Você pode reagir, portanto, reaja! 

A vida não pode ser contabilizada apenas de dor, mágoas, tristezas, mesmo que um dia existiram, elas podem ser substituídas por alegria, paz, harmonia. Saber valorizar o que recebemos de bom e partilhar com quem nos faz sentir vivos, alegres, pode ser um antídoto contra a dor que nos fizeram um dia sentir. Solte essa dor, chore o que não chorou, procure quem possa ouvi-lo, só assim irá conseguir se libertar daquilo, que por mais que negue, ainda dói dentro de você.


Rosemeire Zago

5 de fevereiro de 2013

Expressando o que sente: chorar




Já percebemos que a repressão das emoções, seja qual for, é extremamente maléfica para o organismo e devemos evitá-la. As mulheres em geral acabam por expressar muito mais o que sentem, enquanto os homens, em razão da educação que institui que homem não chora, muitas vezes faz com que eles reprimam muito mais o que sentem. Um homem de negócios, um político, ou seu marido, deve ser puramente racional, frio, insensível e calculista, certo? Errado! O que as mulheres mais procuram no companheiro hoje é a sensibilidade, alguém que não só entenda seus sentimentos, mas que também se permita sentir e principalmente, demonstrar o que sente. Como diz a letra da música do Gonzaguinha: "Um homem também chora, menina morena, também deseja colo, palavras amenas, precisa de carinho, precisa de um abraço, da própria candura..." Homens, mulheres, todos devemos aprender de alguma forma a expressar nossas emoções, seja verbalizando-as, ou mesmo escrevendo, o que não podemos é reprimir, fazendo como se não as sentíssemos. Mas o que tudo isso tem haver com doenças? Tudo! Pois as pessoas que expressam seus verdadeiros sentimentos tendem a não somatizar o que sentem no corpo, e assim não somam insatisfações que podem gerar muitas brigas sem fim... assim, esperamos ter relacionamentos mais saudáveis, não só com os outros, mas principalmente conosco e as doenças podem diminuir muito. Na maior parte das famílias é imposta algumas regras que nos induzem e condicionam a reprimir a expressão do que sentimos, o que não é nada saudável.

Por exemplo, o choro é uma das maneiras que temos para expressar nossos sentimentos e a repressão deste pode estar relacionado com a asma. Algumas pesquisas mostram que a maioria das pessoas que têm asma sente muita dificuldade em chorar. Como se a crise de asma substituísse o choro reprimido; e as crises geralmente cessam quando a pessoa consegue dar vazão aos seus sentimentos através do choro. O mesmo também se diz sobre a sinusite, como se fosse um "chorar para dentro".

Chorar quando possível é um dos mais eficazes meios que temos para restabelecer nosso equilíbrio interior, tendo sido abalado pela tristeza, dor, ira, e até, pela alegria e amor. Quantas vezes depois que choramos nos sentimos mais leves? Existe até aquela expressão popular: "Lavei a alma" depois de uma crise compulsiva de choro. Mas por que para algumas pessoas é tão difícil se permitir chorar? O que nos ensinam desde cedo? Que não devemos chorar, que devemos "engolir" o choro. Quando uma criança cai e se fere, ou desobedece, a maior preocupação dos pais não é com o fato em si, e sim que ela pare de chorar. Como se o fato de parar de chorar significasse o desaparecimento do sentir que motivou o choro. Quando crescemos, sejamos homens ou mulheres, sabemos que não devemos chorar, como se fosse um sinal de fraqueza, ou o fazemos escondidos, no silêncio de nosso quarto, afinal, chorar é coisa de criança. É preciso lembrar que ser fraco não é chorar, mas não se permitir sentir.

Para segurar o choro contraímos os músculos do peito, ombros e garganta, impedindo os soluços. Enrijecemos os lábios, para que não caiam, na expressão típica do choro. Seguramos ainda as sobrancelhas para cima, pois se vierem para baixo começaremos a chorar. Para conter as lágrimas absorvemos toda essa energia negativa em contrações musculares que determinam a repressão emocional. Essas contrações musculares ocorrem também nos vasos sanguíneos, estômago, intestinos, etc, causando os mais diversos sintomas, ou seja, a tensão sentida pela situação acaba por se acentuar diante de mais tensão gerada pela repressão.

A razão pelo qual o choro é benéfico decorre da descarga muscular que provoca, dando vazão a toda tensão do corpo. E lembre-se que a tensão é uma das fases do processo de adoecer. Se pudermos eliminar essa tensão com nossas lágrimas, por que reprimir? Havendo o sentimento, seja qual for, em nada nos beneficia reprimir sua expressão. Mas como agir frente a outras emoções como a ira, se não devemos reprimir nossas emoções? Dar um soco em quem te fez sentir raiva de nada irá adiantar, mas podemos socar uma almofada, um travesseiro, gritar no quarto fechado ou dentro do carro, ou fazer uma atividade física, onde toda energia reprimida possa ser liberada.
Mas diferente dos animais, dispomos de uma outra forma de expressar o que sentimos: as palavras. A tristeza compartilhada, a dor revelada, diminui as tensões geradas pelas perdas e angústias. E por que nos negamos a expressar em palavras o que sentimos? Muitas vezes por medo de demonstrar insegurança, de sermos julgados, da falta em ter com quem confiar.

As pessoas que suportam suas dores sozinhas adoecem com maior frequência e de maneira mais grave que aquelas que verbalizam suas emoções e dores. Mas a importância e o benefício de verbalizar o que sentimos não deve se restringir apenas na tristeza e dor, mas também nas coisas boas que nos acontecem. Mas algumas pessoas, talvez a maioria, sentem muita dificuldade de se expressar emocionalmente, reagir com afeto. Tanto que temos a alexitimia: do grego alexo = afastar, expulsar, e tymos = alma, desejo; literalmente, "afastamento do desejo ou d'alma". A alexitimia caracteriza um distúrbio afetivo pela incapacidade de identificar e expressar sentimentos. Mas esse distúrbio não pode ser confundido com alguém que não consegue expressar o que sente como um mecanismo de defesa. Muitas vezes quando se foi muito criticado ou não recebeu atenção aos seus sentimentos quando criança, quando adulto poderá fazer o mesmo consigo próprio. Por isso que os sentimentos devem ser sempre respeitados, independente da idade.

A incapacidade de comunicar com palavras os pensamentos e sentimentos faz com que se "fale" com a linguagem dos órgãos, ou seja, o adoecer de determinado órgão é a forma inconsciente de manifestarmos nosso sofrimento, por não conseguimos fazê-lo de outra maneira; criando dentro de si verdadeiras prisões emocionais, por isso que a incapacidade de expressar as emoções é um fator importante na origem das doenças e devemos aprender, ou reaprender, a falar, chorar, enfim, sentir, e acima de tudo, expressar o que sentimos. Pense nisso antes de "engolir seu choro" ou fazer que nada sente.

Rosemeire Zago

26 de dezembro de 2012

Enfim, mais um ano novo se aproxima





Natal já se foi, muita correria, comida, alegria, presentes, crianças felizes com a chegada do papai-noel; agora malas prontas, viagens e uns dias para descansar e repor as energias. Daqui a alguns dias começa a contagem regressiva para a chegada do ano-novo. E sempre que algo novo chega, traz a esperança que seja muito, muito melhor! Assim desejamos! E assim será!

Muitos passaram o Natal com a família ou entre amigos, mas muitos também passaram sozinhos, por opção ou pela própria condição; outros estão enfrentando momentos difíceis, seja por uma separação recente, por dificuldades financeiras, ou ainda, enfrentando a dor de uma perda ou estão com pessoas queridas num leito de hospital. Sabemos que nesta época do ano ficamos mais sensíveis e tudo que nos acontece parece deixar nossas emoções à flor da pele, onde sentimos tudo com mais intensidade e a dor parece doer ainda mais. Diante da saudade, da tristeza, da solidão, como esperar que o próximo ano seja melhor?

Será que não podemos parar e buscar a lição que todas as situações difíceis nos trouxeram? Quando um ano termina tendemos a nos cobrar por tudo aquilo que não fizemos, não conseguimos, atitudes que não tomamos, situações que não resolvemos, nos criticamos e nos culpamos, mas dessa vez faça diferente. Não seja ser seu maior inimigo. A vida muitas vezes se mostra tão difícil que tendemos sempre a olhar apenas a parte vazia do copo, ou seja, as dificuldades. Quando sofremos por algo ou alguém, não conseguimos sequer raciocinar, a emoção sobrepõe a razão e sofremos mais e mais. Mas você pode escolher entre continuar sofrendo ou buscar algum aprendizado. Qual caminho você prefere? Você quer começar o próximo ano acreditando que tudo vai continuar igual, sofrendo, chorando, ou acreditar que será verdadeiramente um novo ano muito melhor?

Neste momento eu lhe peço que pare por uns minutos e reflita sobre esse ano que está terminando... sei, você não tem tempo, eu entendo. Mas em algum momento pare e escreva tudo aquilo que passou, e a consequente lição. Por mais difícil que seja uma situação, sempre deixa um aprendizado. Pergunte a você mesmo o que tal situação está querendo lhe mostrar, qual a mensagem que lhe traz. Tenho certeza que se insistir na pergunta conseguirá obter a resposta. E isso o aliviará muito, pois sempre que entendemos o possível motivo pelo qual passamos por alguma situação, conseguimos tranquilizar nosso coração e atingir a tão desejada paz!

Procure perceber o quanto foi forte para enfrentar o que aconteceu, e o quanto ficou ainda mais forte com tudo isso. Talvez um pouco machucado, eu concordo, mas só o fato de você estar aqui em condições de ler este artigo, com saúde física e mental, já não é motivo suficiente para lhe mostrar que você consegue superar o que for? Mesmo que tenha que olhar para os lados e (re)começar a recolher todos os caos que sobraram, ainda assim poderá se tornar inteiro novamente e quantas vezes for preciso. Lembre-se sempre que todos nós somos capazes, incluindo você! Reconheça cada conquista que teve ao longo do ano, e agradeça!!! Exercite acima de tudo a gratidão! 

Principalmente em momentos muito difíceis, procure a lição. Em tudo podemos aprender, e quando aprendemos podemos agradecer, e com isso crescer e evoluir. Acredito ser esse nosso objetivo maior: a evolução! E só evoluímos com autoconhecimento, olhando para dentro e sendo capaz de identificar cada sentimento gerado pelas situações que enfrentamos e superamos. Sim, olhar para dentro requer coragem para enfrentar a dor, mas saiba que se não olhar irá doer da mesma forma, ou quem sabe, até mais, porque estará ignorando algo que quer sair. Quer chorar? Chore! Mas tudo tem um limite e você tem que perceber a hora de parar e reagir. Que tal decidir que esse momento seja agora?

Nem sempre temos o controle de tudo, diante de muitas situações somos impotentes e também podemos aprender com isso. Enquanto ficarmos no papel de vítimas, buscando culpa, seja no outro ou em nós mesmos, não conseguiremos mudar nada. Quando deixamos de focar na pessoa mais importante nos perdemos, não do outro, mas de nós mesmos. E quem é a pessoa mais especial e importante em sua vida? Espero que sua resposta seja única: VOCÊ!!!

Desejo que mude aquilo que depende apenas de você, não permita mais continuar a sofrer, e faça que seu ano novo seja verdadeiramente diferente! Seja feliz!


Rosemeire Zago

23 de dezembro de 2012

Coloque paz em seu coração!






Final de Ano. Todo fim é um convite à reflexão. Pensamos sobre as conquistas, as decepções, as alegrias, tristezas, realizações, enfim, fazemos uma análise do que fizemos e, principalmente, do que não fizemos. Somado ao Natal que por si só simboliza renascimento, ou seja, mudar e renascer para uma nova vida.

O convite à reflexão é positivo porque faz pensar, mas esse pensar muitas vezes traz recordações, lembranças e saudades, principalmente, para aqueles que estão longe de quem amam ou por terem perdido alguém significativo. A vontade de rever, de abraçar, de conversar, de estar junto se faz presente e a saudade chega a doer. Nesse momento, devemos lembrar que o amor verdadeiro não separa, não morre, mas sobrepõe-se a qualquer outro sentimento e para sempre permanece vivo.

Nesta época, em geral, cada ser busca ocupar seu tempo com tudo e todos, menos consigo mesmo. Por ser uma época que sugere a introspecção, muitos se sobrecarregam com as compras, como forma de fugir, inconscientemente, do que sentem. São os presentes, os enfeites, a decoração, as comidas, bebidas, roupas, mas... e os sentimentos? Ficam de lado como se não existissem? Por que olhar só para fora? Será que olhar para fora e se ocupar com o externo protege e impede a tristeza? E quem disse que temos que estar feliz nessas ocasiões?

Por exemplo, a tradição da troca de presentes perdeu o sentido real. Esse é um ato que demonstra, ou deveria demonstrar, generosidade, amor, perdão e união. Hoje, muitas pessoas o fazem por obrigação e hipocrisia. Qual o valor que há nisso? Qual o valor que há em estar com pessoas só porque é Natal, mas que no decorrer do ano nem lembram de você?

As convenções estabelecidas de como se deve passar o Natal tendem a diminuir, permitindo que cada um busque passar essa data de acordo com seus verdadeiros valores e aquilo que pede seu coração. Devemos e merecemos estar felizes, mas como reflexo do que estamos sentindo e não por mera convenção. Não há nada contra presentes, encontros ou ambientes alegres, mas é preciso questionar o verdadeiro sentido, mergulhar mais na profundidade do interior dos próprios sentimentos, proporcionando assim verdadeiros encontros.

Por que nessa época do ano todos ficam mais fragilizados e sensíveis e para a maioria é uma época de muita nostalgia? O Natal por si só nos remete à infância, mesmo aqueles que não tiveram uma infância feliz, esperavam ansiosos pelo velhinho de barbas brancas e roupa vermelha. Era uma época em que se ganhava (ou não) presente, havia (ou não) festas, alegria, pessoas. Havia a magia do sonho. Todos se encontravam para festejar. Com o tempo, as pessoas vão se afastando, indo para outro plano, os caminhos vão se distanciando, os sonhos vão sendo esquecidos, assim, não há mais com quem comemorar, nem o que festejar e aquela alegria sentida vai ficando distante da que um dia existiu.

Não devemos seguir padrões ou fazer festa porque é Natal, devemos sim é estar próximos de quem amamos e, principalmente, de nós mesmos. Devemos é resgatar nossos sonhos, não esperando mais pelo bom velhinho, mas acreditando que cada um de nós é capaz de vencer, de viver, de ser feliz pelo que se é e não pelo que se tem.

Neste Natal e final de ano, substitua a tristeza pela alegria, a saudade pelas boas lembranças, o comodismo pela mudança, os maus tratos pelo cuidado, a agressividade pelo carinho, as lágrimas pelo sorriso, a descrença pela fé e esperança, as brigas pela união, a culpa pelo perdão, o ódio pelo amor. E permita que esses sentimentos positivos perdurem em todos os dias do próximo ano, tornando 2013 um ano totalmente diferente e maravilhoso para você. Assim, não só coloque, mas sinta paz em seu coração!

Depois de ler este artigo, você pode fazer o seguinte exercício para começar a projetar coisas positivas para o próximo ano. Feche os olhos e imagine-se no último dia do ano. Faça uma retrospectiva do ano que termina como se ele já tivesse passado e agradeça tudo de bom que você conquistou. Faça uma carta para registrar tudo que aconteceu em sua vida. Guarde com muito carinho e quando chegar esta data efetivamente leia e veja o que realmente conseguiu realizar e lembre-se sempre de agradecer.

Como diz um trecho da música "Canção do Terceiro Milênio" interpretada por Leonardo: "Vamos todos fazer nosso sonho se realizar. Ninguém deve passar pela vida sem acontecer. O sol nasce pra todos, ninguém vai ficar sem brilhar. E é por essas e outras que a gente tem que agradecer..."

Celebre o Natal e, acima de tudo, irradie a luz que existe dentro de você em cada dia do novo ano que vai chegar! E se eu pudesse lhe deixar um presente, deixaria uma semente que começasse a germinar dentro de você e aos poucos fosse contagiando a todos que estão à sua volta. Deixaria uma semente dos mais nobres dos sentimentos... Assim, deixo-lhe uma semente de amor!


Rosemeire Zago