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24 de maio de 2013

A lógica do vazio




Quando o comichão do vazio rasga, surgem os questionamentos sobre o sentido da vida. Como se neste ainda infantil planeta tivéssemos condições de compreender o real significado da nossa existência. Mesmo assim, questionamos. Mas uma coisa é certa e com um nível bem fácil de compreensão: vida é energia em movimento. Quanto mais gasta, mais recebe. É a lei, "ação e reação". Não tem como escapar. 

Então, se aderir ao vazio, apenas questionar e estagnar, certamente pifará. Por uma razão lógica: 

1. A vida é energia em movimento. 


2. Você estaciona em meio ao giro de todo o universo. 


Logo: você pára de mover energia e a vida "murcha", ficando, por mais irônico que seja, vazia... 

Resumindo: o vazio tende a gerar vazio. 

Então, meu amigo, se o vazio incomoda, é porque, de alguma forma, você estacionou. Mesmo que se viva na incessante correria de compromissos "terrenos" e o dia precise de 27 horas, ainda assim, se o vazio incomoda, é porque você estacionou. Só que no universo não há vagas. É como um carro que pára no meio da rua em plena hora do rush: pode não provocar batidas, mas com certeza sofrerá a pressão infernal de todos aqueles que precisam trafegar. Não há outra maneira: ele tem de sair dali, não importa como. 

Porém, acredite, o vazio pode ser bom. Quando bem encarado, ele é uma forma, quiçá a única, de nos "empurrar". Se para frente ou para trás, depende da escolha de cada um. 

Nesses dias, em meio a uma crise existencial tipicamente terrena, disseram-me que a única coisa que eu deveria fazer seria mover energia a meu favor. As peças ainda ausentes - e que geram o vazio, pois, no fundo, sabemos da existência de todas elas - se encaixariam naturalmente, cada qual a seu tempo. Portanto, no lugar do vazio, há de entrar o movimento. No lugar do desespero, a paciência. E no lugar da frustração, a perseverança. 

Se for muito difícil, acrescente a força, a fé, a confiança e um chocolatezinho, para não abandonar o caminho. Porque mesmo se abandonar, o universo não vai parar...


Raquel de Vechi





3 de novembro de 2011

A lógica do vazio



Quando o comichão do vazio rasga, surgem os questionamentos sobre o sentido da vida. Como se neste ainda infantil planeta tivéssemos condições de compreender o real significado da nossa existência. Mesmo assim, questionamos. Mas uma coisa é certa e com um nível bem fácil de compreensão: vida é energia em movimento. Quanto mais gasta, mais recebe. É a lei, "ação e reação". Não tem como escapar.

Então, se aderir ao vazio, apenas questionar e estagnar, certamente pifará. Por uma razão lógica:

1. A vida é energia em movimento.

2. Você estaciona em meio ao giro de todo o universo.

Logo: você pára de mover energia e a vida "murcha", ficando, por mais irônico que seja, vazia...

Resumindo: o vazio tende a gerar vazio.

Então, meu amigo, se o vazio incomoda, é porque, de alguma forma, você estacionou. Mesmo que se viva na incessante correria de compromissos "terrenos" e o dia precise de 27 horas, ainda assim, se o vazio incomoda, é porque você estacionou. Só que no universo não há vagas. É como um carro que pára no meio da rua em plena hora do rush: pode não provocar batidas, mas com certeza sofrerá a pressão infernal de todos aqueles que precisam trafegar. Não há outra maneira: ele tem de sair dali, não importa como.

Porém, acredite, o vazio pode ser bom. Quando bem encarado, ele é uma forma, quiçá a única, de nos "empurrar". Se para frente ou para trás, depende da escolha de cada um.

Nesses dias, em meio a uma crise existencial tipicamente terrena, disseram-me que a única coisa que eu deveria fazer seria mover energia a meu favor. As peças ainda ausentes - e que geram o vazio, pois, no fundo, sabemos da existência de todas elas - se encaixariam naturalmente, cada qual a seu tempo. Portanto, no lugar do vazio, há de entrar o movimento. No lugar do desespero, a paciência. E no lugar da frustração, a perseverança.

Se for muito difícil, acrescente a força, a fé, a confiança e um chocolatezinho, para não abandonar o caminho. Porque mesmo se abandonar, o universo não vai parar...




Raquel de Vechi