8 de junho de 2013

Como ser livre de verdade?





 
Desenvolvendo a capacidade de se desapegar, de principalmente entender que a sua felicidade não depende necessariamente de coisas, bens ou conquistas materiais.

Isso não quer dizer que você não poderá aproveitar bem as coisas do plano físico, claro que sim! Senão a gente nasceria em um plano espiritual. E por que nascemos no plano físico? Porque aqui se reúnem as condições básicas para o espírito de qualquer pessoa evoluir. Porque o nosso aprendizado espiritual inclui desenvolver o equilíbrio sobre as coisas materiais e o apego. Por isso precisamos nos entender com as coisas da Terra". Não podemos ser hipócritas dizendo que o dinheiro é ruim ou que traz problemas. De maneira alguma, já que os problemas e infelicidades são oriundas da mente humana sintonizada em frequências baixas. O dinheiro é a energia da terceira dimensão. O dinheiro é o fluido vital do mundo físico. Mas como toda energia, ela pode ser usada para o bem e evolução espiritual, como também para a destruição e para o mal.

A pior escravidão é aquela que acontece em função dos apegos, em que a pessoa tem a ilusão que precisa necessariamente de coisas e pessoas para ser feliz. Muitos atribuem a arte de encontrar felicidade a uma relacionamento ideal, a um emprego bom, um carro do ano, uma casa na praia. Todas essas coisas, se aproveitadas com equilíbrio, podem complementar felicidade na vida de qualquer pessoa, jamais completar, o que é bem diferente. Complementar quer dizer aumentar algo que já existe. Completar quer dizer preencher algo que está vazio.

Ninguém, externamente, pode completar dentro de você um vazio que você pelo seu descaso, ou descuido consciencial, gerou. Se você gerou internamente esse vácuo na sua alma, também é internamente que você conseguirá criar soluções para abastecer esse vazio.

As pessoas e coisas materiais podem sim lhe servir de veículo para que você aprenda o mais rápido possível como evoluir e, definitivamente, achar internamente a solução. Na verdade, essa é uma das principais funções de todo o externo: ajudar a entender o interno.

Você só poderá ser feliz e livre quando abandonar completamente esses vícios que você alimenta paras sustentar essa felicidade baseada em recursos externos. Porque vícios se definem como algo que você quer e não consegue parar de querer. Os vícios não são necessariamente os mais falados como drogas, álcool, fumo, jogos. Esses estão completamente mapeados pelos homens, e são reconhecidos por todos. Refiro-me aos vícios de comportamento e principalmente os de relacionamento.

Se você não consegue se comportar de forma diferente e nova, mesmo sabendo que seria melhor para você, é porque você está viciado nesse comportamento, porque ele lhe traz uma emoção viciante, que você não está conseguindo viver sem.

Se você não consegue viver sem uma determinada pessoa, seja cônjuge, filho, pai, neto, é porque você está viciado na emoção que isso lhe gera, está aprisionado a essa repetição. Pode ser que o que eu vou lhe dizer o assuste um pouco ou até lhe gere desconforto, pois quando pensei nisso, na primeira vez, também rejeitei à primeira vista: se sua felicidade depende de alguém, seja um neto, filho, namorado, marido, esposa, pai, mãe, etc.. Acredite, você é um obsessor vivo da pessoa a qual você acha que depende para ser feliz.

O desapego são as asas da liberdade, pois se você entender que cada ser tem sua missão, que cada pessoa tem uma finalidade e que tudo, na verdade, é temporário, mas que a alma é imortal, provavelmente, você já comece a encontrar um certo conforto.

Se você não pode nem imaginar a possibilidade de perder o seu emprego, ou se não consegue aceitar que um dia seus parentes queridos vão falecer, ou que seu cônjuge pode simplesmente querer se separar, sinto muito, mas você é quase um escravo da vida, e está longe de ser considerado uma pessoa espiritualizada.

Busque aumentar sua autoestima internamente com atitudes simples, priorize sempre seu crescimento espiritual, adquira um compromisso consigo e em muito pouco tempo você começará a colher resultados muito favoráveis ao seu crescimento consciencial, criando desapego, aumentando a fé e lhe causando a sensação real de paz, alegria e liberdade.



Bruno J. Gimenes

7 de junho de 2013

Tolerância, o caminho para a felicidade









Tolerar é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, procurando compreender e aceitar, da melhor forma, as diferenças com relação ao comportamento alheio. Olhando ao nosso redor não fica difícil constatar que a cada dia cresce o número de pessoas intolerantes no mundo, seja na família, no trabalho e, principalmente, no trânsito.

Dia destes, vendo televisão, deparei-me com um homem que estava parado ao lado de um ônibus num trânsito bastante caótico. De repente, ele saiu pela janela do seu carro, quebrando aos socos o vidro do motorista do ônibus; agredindo-o de forma violenta, quem sabe, por algum motivo banal. Numa outra situação, diante de uma fechada brusca, um motorista persegue o outro e acabam se agredindo no meio da rua.

Numa situação destas, percebe-se que as pessoas, de modo geral, estão "explodindo" por muito pouco, totalmente fora do seu controle emocional. A pergunta é: onde iremos parar com isso tudo?

Como será a geração futura das nossas crianças, quando presenciam tamanha barbaridade? São perguntas simples, porém, importantes para que possamos começar a nos conscientizar da total intolerância que vivenciamos. Somente através de uma conscientização, fazendo uma revisão geral na nossa vida, com relação às nossas posturas, valores e crenças, é que poderemos dar início a uma profunda mudança de comportamento.

Não podemos modificar o outro, mas podemos modificar a nós próprios, principalmente, com relação aos erros alheios.

Saber dos nossos limites, onde começa o meu e termina o seu, torna-se fundamental para o respeito mútuo. Se pararmos para observar, quando estamos desequilibrados, tudo parece conspirar para que a situação vivenciada aumente de tamanho, ou seja, a irritação, desconfiança, medo e insegurança tendem a ser tornar nossos maiores inimigos.
Quantas vezes nos deparamos com pessoas que reagem de forma agressiva ante as adversidades da vida e depois acabam se arrependendo amargamente de suas atitudes impulsivas.

Antes que possamos pensar em agredir alguém, seja, física ou verbalmente, é importante pararmos para analisar se a situação fosse inversa; ou seja, e se fosse comigo? Ou ainda, qual será a consequência de minha atitude.
Pensar, antes de tomar qualquer atitude impulsiva, sempre foi a melhor opção para o treinamento da tolerância.
Conta uma lenda que um sábio, diante de seus discípulos perguntou:

- Como vocês reagiriam diante de uma pessoa que lhe desse um tapa no rosto?
- O PRIMEIRO respondeu: "Mestre, com certeza eu lhe agrediria da mesma forma, revidando o tapa".
- O SEGUNDO disse: "Também devolveria o tapa, reagindo com mais violência".
- O TERCEIRO continuou: "Não reagiria à agressão; porém, muito ofendido e magoado lhe questionaria as razões para tamanha violência".
- O QUARTO finalmente respondeu: "Não reagiria. Nutriria pelo mesmo um enorme sentimento de compaixão lhe questionando: o que houve com você? Posso ajudá-lo de alguma forma?

Exercitar a tolerância nos permite ver as situações de formas diferentes, procurando de alguma forma elevar nosso nível de consciência, para que não nos joguemos diante das situações de forma impulsiva e descomedida. Quanto mais consciente uma pessoa é, mais chances terá de ser tolerante com seus próprios erros e também, com o dos outros.



Tania Paupitz



6 de junho de 2013

O poder da rejeição







A rejeição é uma das coisas que mais afeta a autoestima. Ainda mais quando acontece durante a infância, fase em que estamos mais vulneráveis emocionalmente. É nessa fase que o ser humano aprende gradativamente a se amar através do amor que recebe dos pais e adultos importantes à sua volta.


O alimento vital para o fortalecimento da autoestima e amadurecimento gradativo da criança é o amor incondicional. Entretanto, quando a criança não recebe esse amor e/ou sofre rejeição, ela interpreta que não tem valor, que tem algo de errado dentro de si e por isso não é digna de receber amor. "Se nem meus pais me amam, só pode ser culpa minha por algum defeito que tenho". É essa a distorcida compreensão infantil.


A criança passa a desenvolver uma autorrejeição. Não amadurece emocionalmente de forma plena e carrega marcas de insegurança na sua autoestima que permanecem mesmo depois de se tornar adulta.

Como a maioria de nós não recebe amor incondicional de forma adequada e suficiente que consiga suprir a carência durante a infância, carregamos alguma dose de autorrejeição. O gatilho da autorrejeição é puxado todas as vezes que alguém nos rejeita. É como se, em algum nível, ainda estivéssemos tendo a mesma reação infantil de achar que não temos valor quando alguém demonstra ter ficado insatisfeito conosco. Por isso é que dói tanto ser rejeitado.


Se estivermos plenamente amadurecidos emocionalmente, não ficaremos incomodados pelo fato de alguém não nos aprovar. Entenderemos que esse não é um problema nosso e ficaremos em paz. Ou seja, a nossa autoaprovação não dependeria da aprovação dos outros.


Buscamos a aprovação das outras pessoas para que nós mesmos possamos nos aprovar. Isso nos torna dependentes emocionais, como se ainda fôssemos crianças. Ao sermos aprovados por alguém, temporariamente sentimos um bem-estar que encobre a nossa insegurança. A partir daí, buscamos mais e mais aprovação para que possamos sentir esse alívio, como se fosse um vício.



É por causa desse mecanismo que muitas pessoas se relacionam de uma forma que parece totalmente irracional com alguém que as rejeita. Para quem olha de fora é muito fácil julgar e dizer para um familiar ou amigo que ele deve se afastar de uma determinada pessoa que só lhe causa sofrimento através da rejeição. Só que esse comportamento não é guiado pela parte racional.


Quem age dessa forma está viciado em tentar a buscar a aprovação de quem lhe rejeita, pois enquanto não ganha essa aprovação, sente que não tem valor. É uma forma infantil de se comportar que normalmente a pessoa não enxerga. Ela apenas sente um impulso de buscar a aprovação do outro, que muitas vezes só lhe dá algumas migalhas e a rejeita na maior parte do tempo. Esse é o caso de algumas mulheres que entram e permanecem em relacionamentos com homens que as traem e maltratam.


É possível também observar filhos adultos que desenvolvem esse tipo de relacionamento com os pais. Sempre são rejeitados, mas continuam fazendo tudo por eles na esperança infantil de serem aprovados em algum momento.

A rejeição tem o poder de minar a autoestima de forma tal, que as pessoas ficam escravizadas buscando aprovação incessante até mesmo de quem nunca será capaz de lhes dar. Ficam presas na ilusão de que só podem sentir seu próprio valor quando alguém lhe der valor. O impulso em buscar essa aprovação é tão forte quanto o impulso do dependente químico pela droga.


Críticas, comparações negativas, abandono, perda de pessoas importantes, abuso psicológico, físico e sexual, bullying, indiferença, traições e decepções; tudo isso pode gerar sentimentos de rejeição. Quando essas coisas acontecem na infância, os danos à autoestima são maiores devido à imaturidade da criança. E quando a criança ficar adulta terá bem mais dificuldade de lidar com novos episódios de rejeição. A dor sentida no momento é sempre somada às feridas que ficaram da rejeição do passado, amplificando o sentimento.


Entender e descobrir o poder que tem os eventos de rejeição na nossa vida é importante. Entretanto, o fundamental é dissolver esses sentimentos para que possamos ficar em paz.





Andre Lima

4 de junho de 2013

Explosivos demais...



Todos nós poderíamos escrever livros e mais livros sobre estórias de mal entendidos, sobre engolir "sapos e lagartos", sobre as pessoas que falam e agem por impulso e sem pensar deixam profundas marcas tanto nos outros como em si próprias.

O fato é que, invariavelmente, sempre que alguém fala de modo impositivo a outra pessoa, um pacote repleto de imagens, emoções e de certezas cegas é direcionado com a finalidade de atingir um caminho certeiro de ataque. O problema maior é que na hora da emissão e muitas vezes até depois da mesma, há total falta de consciência sobre o derradeiro impacto causado. As palavras mal ditas são arremessadas sem a menor prudência ou cuidado para com o semelhante e devastadoramente costumam atravessar o espaço como relâmpagos explosivos estragando e danificando tudo o que estiver à frente, no caso, pessoas.

A energia exalada nessas ocasiões é altamente letárgica. A fachada é a de impaciência, ódio, superioridade e autoritarismo. Estes costumam ser os carros-chefes deste comportamento ditatorial.

E neste pacote cognitivo, explodem-se as mais diversas emoções e palavras desmedidas que voam como uma flecha aos seus destinatários.

Depois do suposto "estouro", o mais frequente de acontecer é o arrependimento, a autopunição e a culpa, somando-se ainda aos sentimentos de inadequação. Junte ainda o pensamento comum do "Faço tudo errado..." E esta pronta a receita do conhecido pensamento: "O que foi que eu fiz!?"

A partir, de então, a autoestima do acusador, esquentado demais, vai a menos infinito. Como resultado desta triste equação, o drama relacional fica instalado permanecendo entalado na garganta e no coração de todos os envolvidos.

Vítimas e acusadores da mesma questão emocional costumam serem reflexos espelhados um do outro. O que acusa explodindo, no fundo, tem sentimento e crença de impotência para resolver algo que o perturba. Aquele que é atacado por sua vez, também se sente impotente para se expressar, pois seja o que fosse falar mediante a tamanha explosão ou viraria fumaça ou acirraria mais ainda os ânimos do acusador.

A ideia é de que tanto acusador, como vítima, pudessem rever seus mais profundos conceitos sobre resolução de conflitos. Pudessem revisitar situações onde não foram ouvidos (desamparo) ou onde talvez tivessem sido ouvidos acima de tudo e de todos (mimados). Só a partir de busca interior sincera, e de ressignificação desses conteúdos internos mal resolvidos é que se consegue perceber que na atualidade as pessoas, verdadeiramente, podem ser diferentes das pessoas do convívio lá detrás.

Nosso sistema físico é uma maquina, nossos registros cerebrais fazem parte dessa máquina. Nossos padrões de respostas automáticas para a vida vêm de registros muito primitivos que o nosso cérebro fez.

Todos nós, sem exceção, acabamos reproduzindo reações ao longo da vida que estão de acordo com as situações que a nossa máquina cerebral associa com os primeiros eventos que passamos. O que acontece e que muitas vezes dificulta as mudanças de comportamento é que o cérebro age como se fosse por camadas, ou seja, uma percepção se sobrepõe a outra quando eventos semelhantes ocorrem. Com o passar do tempo, também passamos a sofisticar nosso linguajar e estratégias mentais devido as nossas subsequentes experiências de vida. Por este motivo, o próprio intelecto desenvolvido, muitas vezes na tentativa de ajudar o sistema a sobreviver, acaba dificultando a visão clara da realidade. A imposição de aspectos racionais e mesmo emocionais defensivos, sofisticação adquirida ao longo da existência, paradoxalmente, dificulta o contato com as origens dos conflitos que como resultado geram, por exemplo, pessoas explosivas demais...

Enquanto não se toma uma atitude drástica promovendo mudança total, a vida das pessoas, implicadas neste tema, passa a ser infernal girando repetidamente nas emoções de desconfiança, medo, ataques de fúria, mágoa, tristeza, sofrimento e insegurança.

Desgastado e traumatizado, o receptor do explosivo também corre o risco de acabar vertendo imagens impregnadas de amor, na emoção contrária. E enquanto a mente engana, a alma vai sofrendo.

- JÁ É HORA DE ACORDAR!

Enquanto não se faz um reprocessamento efetivo, defesas emocionais, se não trabalhadas, dificultarão o livre acesso ao conhecimento imediato.



Silvia Malamud