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21 de fevereiro de 2013

O que interfere na nossa melhora






Você já parou para pensar o quanto acontece de problemas e pequenas 'coisas' quando pensamos em melhorar? Parece que tudo começa a dar errado pelo simples fato de você ter decidido que não aceitaria mais passar por problemas e tristezas. É como se todo caminho de melhora fosse muito mais difícil do que se manter na mesma situação; estagnado.Estes acontecimentos geralmente são frutos de nossa resistência à mudança. Sempre que decidimos agir de uma forma diferente, acabamos entrando em um novo padrão mental e energético que pode trazer à tona, nossos medos e receios do que pode acontecer.

Os medos geralmente são baseados na possibilidade de termos que agir de uma forma que acabemos nos desconectando de pessoas que, teoricamente, são importantes. Também são frutos da percepção de sobrevivência básica, o que pode nos levar ao receio de não conseguirmos seguir adiante e que acabemos com as situações que nos sustentam, seja no sentido financeiro ou no sentido emocional.
Quando sabemos que temos mudanças pela frente, podemos criar um sistema inconsciente que nos faz escolher por todos os caminhos da dificuldade, do atraso, da desistência. Veja o quanto estamos acostumados a nos atrasar ou perder o metrô quando estamos nos direcionando a algum local ou consulta que podem nos mostrar o caminho da melhora.

É muito importante que nos perguntemos qual é o verdadeiro valor que damos às pessoas e situações que sabemos que irão deixar nosso cotidiano quando seguimos um novo caminho. Se você estiver apegado a estes fatores, definitivamente, acabará interrompendo o momento de mudança. Se somos emocionalmente apegados às pessoas, podemos não estar preparados para deixá-las seguir seu caminho e, desta forma, podemos entrar no processo de 'esquecimento' do que já nos fizeram, ou dos problemas que esta pessoa significa em nossa vida.
Também devemos aprender a não trabalhar com o medo como base de nossas escolhas e da nossa jornada. Nada adianta sair de um emprego se, no fundo, você sente o medo de que não vai encontrar um local melhor. O receio de não ter o sustento ou de ter que ficar sem fazer nada, certamente lhe fará se sentir arrependido assim que pedir para sair do trabalho.

As melhoras são baseadas nas atitudes e crenças voltadas para a realização do que queremos. Devemos planejar um caminho e segui-lo sem se preocupar com o que deixamos para trás. Se, em algum momento, duvidarmos de nossas escolhas, daremos chance para que todas as energias que interferem no coletivo, entrem em contato com nosso campo emocional. Com esta adição de energia inesperada, certamente acabaremos modificando os resultados do primeiro projeto de mudança.

É melhor fazer a mudança somente quando se sentir preparado. Se você tem você tem vontade de transformar alguma situação, deve ter a firmeza e a certeza de que poderá se manter no caminho. As modificações serão baseadas nos nossos pensamentos, atitudes e no que deixamos para trás. Se mantivermos algum tipo de vinculo com o que estava acontecendo, provavelmente entraremos na roda da programação repetida. Em primeiro momento melhora, depois volta tudo ao que era.

Também devemos lembrar que somos nós os nossos maiores sabotadores. Tendemos a nos manter estagnados por ter o medo do que pode acontecer de imprevisto. Este medo é a maior fonte de criação de empecilhos, pois é o gerador do sistema inconsciente de escolhas. Cada novo pensamento tem o intuito inconsciente de mantermos na mesma situação.

Se você quer sua vida correndo no fluxo da vida, deve abrir mão do que acha mais importante do que a melhora. Deve ver o que lhe causa medo de perder e deve insistir em todo obstáculo. Se você conseguir transpor qualquer uma desta alternativas, certamente modificará algum padrão interno.

É esta mudança que pode gerar um novo ciclo de escolhas e acontecimentos. Também é o ponto que começa a fazer as novas situações darem certo. E não tem jeito. Assim que começamos a ver os resultados, sentimos a segurança de que tudo dará certo. Este é o sentimento que pode nos motivar a continuar e nos dá a sensação de que realmente escolhemos certo.

Entre nesta jornada com a confiança no resultado positivo. Este é o primeiro grande gerador de acontecimentos favoráveis. Mantenha-se firme em suas decisões e evite 'olhar para trás'. Assim você poderá ter sua vida fluindo na melhor maré da vida.


Liliane Mattoso

20 de junho de 2011

Equilíbrio nas relações





Quando decidimos colocar uma pessoa em nossa vida, devemos saber que nossa rotina mudará drasticamente. Tudo se torna novo e, até nos acostumarmos com as novidades, podemos sentir que nosso cotidiano está bagunçado. Depois de um tempo de relacionamento, descobrimos as verdadeiras facetas da pessoa que estamos. Embora possamos querer sempre mostrar nossa verdade, somente com os acontecimentos é que deixamos muitas atitudes aflorar.

É a partir deste momento que nossa relação começa a passar pela transformação crucial. Normalmente, não conseguimos reconhecer o ser amado, pois, uma vez que as emoções começam a serem demonstradas, poderemos ver realmente como esta pessoa é nos momentos em que se desequilibra.

É fácil sentir-se traído e deixar a relação de lado. Também torna-se conveniente abrir mão da relação em prol da autoproteção. Mas a verdade é que não somos perfeitos e devemos aprender a balancear os acontecimentos. Ninguém gosta de agressividade, mas todos temos uma tendência natural a explodir quando nos sentimos agredidos ou acuados. Se aprendermos a ver cada nova situação como um acontecimento isolado, poderemos desenvolver um sistema bastante justo de análise.

Se conseguirmos manter a calma logo após o acontecimento de uma briga ou situação desagradável, podemos analisar friamente a pessoa que está ao nosso lado. Para que uma relação possa sobreviver a estes tipos de acontecimentos, devemos aprender a ver o que está acontecendo no momento presente. Se nosso companheiro está passando por uma situação difícil ou se o que aconteceu foi uma repetição de algo que já o magoou profundamente.

Estes pontos são importantes, pois demonstram que nosso companheiro não se encontra em seu normal. Todos temos fases que nos sentimos com os nervos à flor da pele. Podemos estar mais sensíveis. Se você conseguir identificar um problema que esteja acontecendo fora da sua relação, poderá entender que aquela explosão não aconteceu com você. Foi uma junção de fatores que acabaram fazendo o parceiro ser o alvo de sentimentos que não são para ele. É aqui que devemos olhar todo o histórico da relação e analisá-lo juntamente com nossos sentimentos. Se você tem um maior ponto favorável, se esta pessoa lhe faz mais bem do que mal, vale a pena você compreender o outro lado até para poder ajudar a quem ama.

O amor é feito de compreensão e entendimento. Devemos saber dosar nossas emoções para que nossas relações não sejam baseadas em reações. Quando pensamos e ordenamos nossas idéias, podemos ver a verdade por trás de todas as atitudes alheias. Vale a pena tentar identificar o porquê de se ter uma atitude que nos desagrade. Só assim, poderemos saber se nossas escolhas estão certas ou se devemos partir para um novo começo.

Acredito que depois deste tipo de análise, a melhor atitude para quem decide continuar na relação seja tentar ajudar a pessoa amada. Devemos nos lembrar de que, às vezes, a ajuda pode ser dada através do não-envolvimento. Assim que nosso parceiro acertar o que está lhe afligindo, devemos buscar expor o que estamos vendo e o que as atitudes desta pessoa está fazendo em nossas vidas. Desta forma, poderemos evitar conflitos em momentos errados, mas manteremos nosso bem-estar em primeiro lugar. Se nos lembrarmos de que ninguém é perfeito, poderemos ver um ponto que nos dê a vontade de investir. Uma relação duradoura acontece com várias fases. Se tivermos a sabedoria para lidar com os acontecimentos, poderemos ter a eficiência de nos transformar e às nossas relações.



Liliane Mattoso 


Marillion - Kayleight