2 de janeiro de 2013

Pratique um novo tipo de DR com o seu amor!





A maioria dos casais já ouviu falar sobre a famosa expressão "Discutir a Relação", mais conhecida como ter uma "DR". Sim, considero essa disponibilidade para falar sobre o que está incomodando, sobre sentimentos e percepções e, sobretudo, a disponibilidade de ouvir o outro e tentar se colocar no lugar dele, como fantásticas e absolutamente imprescindíveis.

Aposto demais na assertiva do nosso saudoso Chacrinha: "Quem não se comunica, se trumbica!". Claro! Somos seres falantes, do universo da linguagem, e é somente quando esclarecemos nossos pensamentos e intenções que o outro pode nos conhecer mais e mais. E, na mesma medida, quando ouvimos o que o outro tem a dizer sobre si e seu coração, podemos conhecê-lo mais e mais. Isso é exercício de amor. Um dos mais difíceis e também mais eficientes para o amadurecimento e a evolução humana.

No entanto, hoje quero sugerir um novo estilo de DR, um estilo que transforma essas iniciais de "Discutir a Relação" em "Deixa Rolar"! Mas não é um "deixa rolar" irresponsável, acomodado, sem se implicar com as próprias escolhas e atitudes. Pelo contrário, trata-se de um deixar rolar com consciência e quase como um ato de fé.

Quando a gente descobre que a vida tem seu próprio ritmo, que o Universo é sábio e que, na maioria das vezes, especialmente quando estamos confusos ou em dúvida sobre algo, nossa visão se torna limitada diante da grandeza das possibilidades, fica mais fácil entender que o melhor, muitas vezes, é relaxar e se entregar.

Porque se pararmos para analisar e refletir, é muito comum chegarmos à conclusão de que grande parte dos nossos problemas é consequência de um enrijecimento interno, de uma inflexibilidade que tem a ver não com certezas, mas com orgulho, com ego ferido ou ainda com medo de sofrer.

Porém, o mais curioso é que é justamente esse excesso de controle, de regras, de crenças limitantes e de evitação do sofrimento que termina nos levando a isso - mais sofrimento e mais dor. Ou ainda: arrependimento e sensação de que não estamos vivendo com a intensidade e a verdade que gostaríamos.

Por outro lado, quando escolhemos silenciar a mente e ouvir a voz do nosso coração, relaxando mais e confiando que, quando entramos em sintonia com nossos valores mais profundos e genuínos, tais como vontade de amar, de não brigar, de fazer o outro feliz, de relevar, de simplesmente viver e sorrir e ser feliz também, o amor parece reencontrar seu rumo, reencaixar-se. E as respostas vêm. A luz ao final do túnel aparece.

Por isso, da próxima vez que começar a se sentir angustiado, sem saber qual o melhor plano, qual a melhor decisão ou qual a resposta certa, respire fundo e adote seu novo estilo de DR. Proponha à pessoa amada que vivam um dia de cada vez e que, neste dia, hoje, agora, vão deixar a vida rolar e dizer "sim" ao que vier. Sim um ao outro. Sim! Simples assim! De coração aberto e amor a postos!



Rosana Braga 


3 comentários:

Rô... disse...

oi minha querida,

tudo que fazemos,
se for de coração aberto,
já é meio,ou mai que meio
caminho andado...

feliz 2013
beijinhos...

Sonia disse...

Coração aberto, eis a questão!
Grande abraço!
Feliz 2013!
Sonia

Jasanf disse...

Adorei o seu texto! Ele é misto de poeticidade e literariedade... Aproveito para desejar um feliz 2013 e que você desvende os dias misteriosos desde ano ímpar. Abraço fraterno, Jasanf.