31 de janeiro de 2011

Pavio curto


   


Fulano explode à toa, ciclano é um descontrolado, beltrano tem o pavio curto. A expressão é velha, mas é assim que muita gente reage em situações de estresse, diante de uma desavença, quando precisa dizer o que sente. No outro extremo, estão aqueles que calam. E ponto. Afinal, o que fazer quando a emoção vem feito uma avalanche em nossa direção? Como reagir a situações de extrema descarga emocional? Na opinião dos especialistas, vale tudo. Ou quase tudo. Leia o que eles dizem. Pode ajudar na próxima situação limite que você enfrentar.

Considere que você, os seus amigos, os seus parentes, os colegas de trabalho e com quem mais você se relacione já estão bem grandinhos. Como sabemos, o mundo dos adultos tem regras preestabelecidas.  O comportamento das pessoas está ligado às relações sociais e muitas de nossas funções só estão amadurecidas à partir dos 20 anos de idade. Assim como aprendemos a controlar nossos impulsos e nossos comportamentos diante de nossos desejos e necessidades, aprendemos também a canalizar nossas frustrações em algo.

O discernimento é um fator de grande importância em todos os setores da vida de um indivíduo, já que pode contribuir com uma melhor qualidade de vida, comportamento e aceitação no meio social.

A importância da percepção do contexto para a melhor colocação das emoções é de grande valia, já que é necessário se dar conta das regras sociais que devem ser obedecidas para que um problema maior não seja causado. Ambientes profissionais, em um hospital ao receber uma notícia ruim, perto de crianças pequenas. Há inúmeras situações onde o melhor a fazer é expressar as emoções de forma controlada.

O diálogo é sempre uma boa escolha, mas é preciso falar com calma e tranquilidade sobre o que o emociona. O ideal é conversar sobre a situação que causou a emoção a pessoa que a desencadeou. Contudo, muitas vezes não há possibilidade de conversa no momento exato em que a situação ocorre, ainda assim, se for possível. Se não, é externar em um momento posterior e mais adequado. Mas não deixar de fazê-lo.

Controlar as emoções não significa não senti-las ou não vivenciá-las. Dor e raiva são sentimentos legítimos. Quem tem tendência a guardar tudo para si, corre o risco também de bloquear as emoçoes positivas.

Qualquer excesso é prejudicial. Tanto a racionalidade como a sensibilidade à flor da pele. A razão excessiva faz com que o sujeito vivencie e expresse pouco de suas emoções e absorva para si toda carga emotiva. A pessoa mais sensível, por sua vez, que explicita seus sentimentos com facilidade, age por impulso e gera situações sociais desconfortáveis.

Solução para essa corda bamba? Existe. O equilíbrio emocional. Esse, sim, merece todo o esforço. É cada um conhecer suas emoções e sentimentos e também os seus limites. E nunca ir contra eles.

Viviane d'Avilla 

4 comentários:

Meri Pellens disse...

Olá, Lena. Mais um post a me ensinar muito. Obrigada.
Beijo...

manuel marques disse...

"Tudo o que liberta o nosso espírito sem nos dar o controle de nós próprios é prejudicial ..."

Beijo.

Lena Simões disse...

Obrigada, meus amigos, Meri e Manuel. Bjs. Uma excelente semana para vocês.

Me,myself & I! disse...

Uma fã de Coldplay?
Só pode ser boa pessoa!
Eu amo esse grupo de paixão!
Desde já deixe agradecer-lhe pelo comentário adorável que deixou no meu blog,fiquei incrivelmente feliz com o seu feedback!
Quanto ao seu blog já tinha estado a dar uma vista de olhos de tarde...
Gostei muito!
Mesmo sendo uma pessoa de "pavio curto" sei reconhecer muita qualidade nas suas palavras!
Os meus mais sinceros parabéns,Lena!