24 de fevereiro de 2011

Beija que sara!


Uma distração ou uma paixão. O que quer que você tenha à mão nesse momento, acredite, pode ser o melhor analgésico para eventuais dores. O amor é mesmo poderoso e alivia, atesta um novo estudo realizado na Universidade de Stanford, nos EUA. Trocas de carinho e de afeto ativam as mesmas áreas do cérebro em que as aspirinas, por exemplo, atuam. Ocupações simples podem provocar o mesmo efeito. Nos dois casos, o tratamento pode sair de graça. Ou bem mais barato do que ir até a farmácia.

Oito mulheres e sete homens apaixonados e no início de uma nova relação serviram de cobaia para a pesquisa. Os estudiosos pediram que cada um levasse uma foto da pessoa amada e de um conhecido por quem também sentissem atração. Separados os grupos, os pesquisadores mostravam as imagens para os participantes enquanto aqueciam um simulador termal localizado nas mãos de cada um, com o objetivo de gerar dor leve.

O resultado? Ao olhar para as fotos dos amados, a intensidade da dor provocada pelo simulador era menor. Já diante das fotos das pessoas consideradas atraentes também provocaram reações, mas em menor grau, ou seja, sob efeito da paixão, a resistência é bem maior.

Ao mesmo tempo, uma ressonância magnética escaneava os cérebros dos estudados, mostrando a ativação, entre outras regiões, do sistema de recompensas, uma parte irracional e instintiva do cérebro que é responsável por gerar e buscar bem estar e satisfação. O sistema de recompensas também está por trás do que você sente quando ganha um dinheiro extra, faz um strike no boliche, vê os filhos sorrindo ou até mesmo usa alguma droga. Essa região e as outras áreas do cérebro que são afetadas pelo amor são justamente onde atuam os analgésicos.

Para quem não está apaixonado, os cientistas sugerem outros meios para diminuir a dor. Meras distrações podem dar conta do recado, dizem os pesquisadores, que também testaram o nível de alívio da dor quando os participantes se ocupavam com questões banais como “pense em um esporte que não use bolas”.
O resultado, em ambos os casos, foi tão forte quanto às reações provocadas pelo suposto efeito do amor. A diferença está na área afetada do cérebro. A distração agia na parte superior, enquanto o amor chegava mais fundo. A anestesia induzida pelo amor ativa estruturas profundas que podem bloquear a dor a nível espinhal – similar a como analgésicos funcionam.

Os cientistas ainda não recomendam que se abra mão dos remédios anestésicos em favor apenas de se encontrar alguém para amar ou por uma rodada de carteado, mas esperam entender melhor os mecanismos que o corpo usa para se defender da dor e produzir novas formas de alívio.

O grande trunfo do estudo é a confirmação de que não é preciso se apoiar em medicamentos – e seus efeitos colaterais – para conseguir alívio. Abrir o coração pode fortalecer suas barreiras contra a dor.

E você? Sua dor é menor quando é alguém que você ama que está cuidando dela?

3 comentários:

soniaconsult disse...

Lena, tenho um "pãonzinho estralado no forno" de 2 aninhos...tudo que é dodói ela vem me mostrar para ser beijado! Um doce!
Se o vovô brinca e morde ela vem...
Se um mosquito morde, ela vem...
Se bate em algo, ela vem...
sempre...pode ser velho, ela vem...
Então um beijo de amor sara qualquer ferida!
bjos amiga

Kiro Menezes disse...

Com certeza!!! Nossa... Delicia de post Lena-Linda!!!

Apaixonante... Veio-me a imagem do meu amado na mente em reação instantanea!!!

hehehe

Linda... Beijos ♥

Marlene disse...

MINHA QUERIDA AMIGA SABEMOS E SENTIMOS QUE COM AMOR TUDO ATÉ A DOR SE FAZ MAIS BRANDA MAIS SUAVE
MARAVILHOSO É QUE O MUNDO INEIRO ESTA SE CONSIENTIZANDO DESTE FATO,LINDA POST ,AMADA
UM BJ COM CARINHO
MARLENE