2 de março de 2011

Adoção, ato de amor incondicional



Em uma conversa com uma amiga, estávamos falando sobre o desejo de um dia adotar uma criança. Não que não queiramos ter filhos biológicos, não é isso, mas além de filhos biológicos, temos o desejo em comum de adotar uma criança, preferencialmente de uma etnia que não a caucasiana. Não quero entrar no mérito da questão da etnia. Isso fica a segundo plano.

A questão é que existem muitas crianças literalmente abandonadas em orfanatos e outras instituições. Crianças cujo futuro é incerto. Crianças que podem não ter oportunidades na vida e e serem levadas ao roubo e às drogas por pura influência do meio e, principalmente, pela falta de alguém que lhes dê amor e afeto, alguém que possa lhes ensinar a diferenciar o certo do errado, que possa lhes passar princípios e moral.

Obviamente isso não quer dizer que mesmo com cuidados essas (ou qualquer outra) crianças serão honestas e viverão uma vida correta aos olhos da sociedade. Mas o fato é que sem carinho algum, uma pequena parcela terá outro destino.

Por outro lado, existem tantos casais que a Dona Vida impossibilitou, por uma razão ou outra, de terem filhos biológicos. E essas pessoas, ao menos em sua maioria, são os que mais dão valor à paternidade e fariam o impossível para poder carregar um bebê no colo. É muito comum que essas pessoas tenham traumas e sofram por causa desta impossibilidade. Mas graças a Deus existe um fio de esperança, nem tudo está perdido. E é aí que entra a adoção.

Adotar uma criança significa tirar uma criança da rua, dar-lhe um lar, dar-lhe amor, atenção, e uma oportunidade de ter uma vida digna de um ser humano. Quisera eu que todos pudessem desfrutar das mesmas oportunidades, mas não é assim que funciona. Por motivos que vão além do nosso conhecimento nem todas as pessoas têm a chance, ao menos nessa vida, de viverem plenamente. Ao adotar uma criança, estamos dando uma oportunidade especial para uma pessoinha cujos pais biológicos não puderam (ou não quiseram, talvez) lhe prover as suas necessidades e acharam que seriam melhor cuidados por outras pessoas do que por eles mesmos. E em muitos casos, realmente, é melhor entregar à adoção do que deixar morrer de fome.

Para os pais que adotam esta criança, estão dando a si mesmos a esplêndida experiência de serem pais, de cuidar de seu filho, de vê-lo crescer, ajudá-lo, ensiná-lo. Dizem que não existe prazer maior do ser pai, e eu não duvido nem um pouco disso. E esses pais, que a princípio não poderiam ter filhos têm, então, a chance de realizar o seu sonho e realizar o sonho de olhar para o pequenino e chamar de meu filho!

Um dos impecilhos que mais atrapalham esse processo de adoção é que alguns pais têm o seu orgulho ferido por não poder dar a luz a um filho biológico e pensam em não criar o filho dos outros. Pura bobagem! A pobre criança nada tem a ver com os erros dos pais, não têm culpa de os pais não terem tido a capacidade ou a possibilidade de lhe dar uma vida digna. E aquele que tem amor para dar não escolhe quem amar. Se não pode ser biologicamente seu, que seja afetuosamente seu.

Eu acredito que pai é aquele que cria, não aquele que põe no mundo. Pai é aquele que educa, não aquele que sustenta. Então mesmo não tendo saído do ventre da mulher, o casal poderá, sempre, chamá-lo de filho, não importa o que digam ou o que pensem. E a criança tem o dever de chamá-los de pais, pois é efetivamente isso que eles são.

Aquele que tem amor a dar não deve escolher para quem. Aquele que quer ter um filho e possui condições de dar-lhe uma chance na vida, que o faça. Deixe o orgulho de lado e ame uma criança. As recompensas virão de formas incríveis e inimagináveis.



Fabio Centenaro 

3 comentários:

soniaconsult disse...

L uar que ilumina os passos
E strela que brilha entre todas
N unca esqueça que tens amigos de
A mizade pura e sincera

Bjus flor
Este acróstico é todinho teu!!!!

Lena disse...

Já estou postando no "Além das Nuvens", minha linda. Vocês são fofas demais. Estou me sentindo como se estivesse aniversariando. Soninha, meu agradecimento especial vai a você que basicamente trouxe todos esses novos amigos meus. Bjkas pra você e para a Lara.

Leandro Ruiz disse...

Lena, concordo com a visão de adotar aqueles que não tem um lar, aqueles que foram abondonados... Quantos e quantos que gostariam de ter uma família? E quantos que tem e não sabe dar valor??

Fique na paz!!!