1 de fevereiro de 2012

Solte a velha bagagem e renove-se para avançar!




Nossas limitações na compreensão acerca da realidade divina fazem com que criemos a ilusão de que somos detentores de poderes, conhecimentos, sabedoria e energias; lutamos ferrenhamente contra qualquer invasor ou raptor dessas nossas "posses", somos apegados a tudo o que acreditamos ser nosso. Porém, nada do que existe na dualidade é real. 

Com estas crenças, quando conseguimos chegar a um ponto em que nos sentimos mais bem sucedidos e em posse de conquistas, inevitavelmente, nos sentimos inseguros por acreditarmos que seremos "invejados, cobiçados e roubados" em nossas posses. Contra isso, criamos um esquema de segurança e gastamos muita energia na tentativa de nos protegermos dos ataques daqueles que querem o que é nosso. Diante destas sensações e medos, ao invés de aproveitarmos aquilo que já conquistamos, para prosseguirmos, ficamos estagnados, em vigilância, para detectarmos os possíveis ataques e furtos que possamos sofrer. 

Assim, sempre que conseguimos alcançar um determinado ponto mais elevado em nossa trajetória de vida, mesmo que tenhamos muita consciência de que essa sensação de roubo é ilusória, ainda assim, infelizmente, dentro dessa dinâmica energética, tudo nos parece muito real, tudo é muito intenso, sentimos muita dor e desespero quando sentimos que existem energias intrusas, invasivas e oportunistas em nosso encalço, temos a sensação de que há alguém à espreita, esperando que conquistemos algo para então nos "atacar dissimuladamente, sugar nossas energias e roubar as energias-consciência de nossos feitos e capacidades". Tudo se torna muito real porque quando somos "puxados" para dentro da trama energética da pessoa que "quer pegar o que é nosso", nos sentimos sugados e drenados, quase destruídos. Se olharmos para o "gatuno", após o "roubo", conseguiremos perceber em seus olhos a força que ele conquistou através do que nos tirou, percebemos sua satisfação e vaidade por ter conquistado poder às nossas custas e nos tirado esse poder. 

Se isso nos ocorrer e se conseguirmos perceber que ocorreu, deveremos aceitar esse fato e precisamos olhar para essa questão de outra forma, para não nos perdermos dentro dessa trama. Se possuímos algo que é alvo de cobiça e inveja, significa que conseguimos alcançar um nível que a outra pessoa não conseguiu alcançar. 

A partir da chegada a esse novo patamar, iremos prosseguir e criar novas condições do que idealizamos e criamos, dentro desses novos níveis de energia, desse novo patamar. Isto significa que essa velha energia-consciência é uma bagagem desnecessária e, inclusive, irá pesar e nos aprisionar nas velhas referências de conquistas, pois teremos que chegar praticamente livres de qualquer contaminação relacionada às crenças e condições anteriores, que nos impulsionavam nos níveis inferiores. 

Criamos e carregamos a velha bagagem por muito tempo e isso fez com que acreditássemos que ela é imprescindível à nossa sobrevivência até o final de nossos dias. Mas a partir do momento em que conseguirmos nos superar e conseguimos evoluir  essa mesma bagagem já não faz mais sentido de existir. Porém, nos sentimos "seguros e protegidos" com ela, acreditamos que não poderemos entrar num novo caminho sem nenhuma bagagem e isso faz com que nos apeguemos a ela. 

Claro que esse apego não é saudável, pois não conseguimos dar nenhum passo para adentrar o novo caminho, se estivermos carregados com o velho. Nesse caminho, a condição é de renovação, sem nada do que é anterior, com foco no novo. Enfim, se queremos entrar nesse novo caminho, num nível mais elevado de vibrações, temos que chegar de mãos vazias, somente podemos levar a energia de nosso coração puro, que está cheio de vontade de finalmente assumir o poder sobre nós e nos guiar amorosamente. Mas, infelizmente, neste ponto o ego se recusa a descarregar a bagagem velha, ele até está disposto a se entregar um pouco mais para o coração, mas não está disposto a abrir mão de sua pseudo-segurança. Ficamos num ponto em que estagnamos. 

Se não conseguimos deixar nossa velha bagagem para trás e precisamos fazer isso, torna-se então muito favorável que um "gatuno" se aproveite desse nosso momento de conflito interno e roube o objeto de seu desejo: nossa bagagem! No momento em que ele nos rouba, nos sentimos feridos, machucados mesmo, um grande sentimento de injustiça nos invade e não conseguimos nos conformar com o que nos aconteceu, pensamos não ser justo alguém chegar e nos roubar a bagagem que por tanto tempo criamos e carregamos. Sentimos a dor de uma criança quando alguém lhe tira um objeto muito precioso. 

Então, caso isso nos ocorra, deveremos permitir que esse "roubo" aconteça, com aceitação, e deveremos experimentar as sensações da criança traída e roubada, isto poderá nos remeter à velha dor tão conhecida de nossa criança ferida, há muito tempo. Acessando essa dor, iremos liberar a energia aprisionada dentro dessa questão e isso será libertador. Depois que lavarmos a alma sentindo a dor e/ou chorando, nos sentiremos renovados e fortalecidos. 

Sem a velha bagagem, que não continha nada de importante para nosso novo momento, a leveza tomará conta de nosso ser. A energia pesada da bagagem estava nos mantendo presos e para o novo chegar, é preciso que o velho dê lugar a ele. A sensação de desproteção que acreditávamos que sentiríamos quando nos tirassem a bagagem, não acontece. Ao contrário, nos sentimos revigorados, as novas energias tomam conta de nós, um novo ânimo se instala, uma força renovadora acontece em nosso ser. Respiramos fundo, satisfeitos e leves, felizes com as novas possibilidades que se mostram à nossa frente. Estamos renovados para trilhar nossa nova etapa, dentro de níveis de frequência mais elevados.




Teresa Cristina Pascotto




11 comentários:

Caroll disse...

Estou abandonando a velha bagagem,pois estou iniciando uma nova etapa em minha vida.Quero começá-la com níveis de frequência mais elevados...seguir em frente sem medo.
Bjs

An@ disse...

Eu quero a minha bagagem bem leve.

Leve
Livre de medos e receios.

Neste mundo, tudo o que achamos ser nosso, na realidade não o é!

Beijos
Um dia feliz

Rô... disse...

oi minha doce amiga,

nossa estou tentando esvaziar
as minhas malas,
tem tanta coisa inútil,
peso desnecessário,
de hoje em diante quero pouca bagagem,
tudo bem leve e prático...

beijinhos

Karine disse...

Me da uma ajudinha, se puder é claro!
votar aqui:
http://bnascimentooo.blogspot.com/
Na barra lateral, em DREAMER...
Ficaria muito grata, Deus abençoe sua vida!

A.S. disse...

A vira terá que ser uma renovação permanente! Não só de coisas que pesam e ocupam espaço, mas sobretudo uma renovação de valores e mentalidades!...


Beijos, Lena!
AL

mfc disse...

Gosto da racionalidade e nada da "interferência" da divindade!
O meu caminho é terreno!
Apenas terreno.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga

Os textos metafóricos
para mim,
são preciosos.

Dizem o que o coração entende,
e o que a vida anseia,
de modo simples
e plenamente verdadeiro.


Que cada dia de tua vida,
seja um encontro ou reencontro
com a alegria.

Mara Melinni disse...

Precisamos levar na bagagem o necessário para sermos felizes!!
Adorei a foto nova do seu perfil, Lena!!
Bjo carinhoso...
Fique c/ Deus!!!

Paty Michele disse...

Excelente texto. Algumas pessoas são extremamente apegadas e não conseguem libertar-se para a renovação. é preciso ter a mente e o coração abertos para a mudança.

bjs, Lena.

Maria Adeladia disse...

Lena, estou tentando deixar as velhas bagagens e recomeçar uma nova vida! Estou lutando por isso!

Beijos, linda!

JAN disse...

OI LENA, CERTA VEZ OUVI QUE:"DEIXEMOS A FERIDA SANGRAR, PARA QUE ELA SARE E POSSAMOS SEGUIR EM FRENTE."
AGORA SEU RATIFICA AQUELAS PALAVRAS...

BEIJÃO
JAN