4 de julho de 2012

Você sente inveja?




A necessidade de assegurar-se contra prejuízos ou perigos internos e externos induz certas pessoas a acumular e armazenar todas as coisas boas de que conseguem lançar mão, e isso pode muito bem conduzir à inveja, introduzindo a pessoa num circulo vicioso de desejo – frustração – ódio. A necessidade de “muito” se torna cada vez mais forte, é evidente que começam a introduzir-se as comparações; que são elementos para a inveja.


A inveja há muito tempo vem sendo reconhecida na teoria e na prática psicanalíticas como sendo uma emoção de grande importância. A inveja que o homem tem da potência do outro ou das posses. Há uma grande tendência em se confundir inveja com ciúmes. A inveja é uma emoção mais primitiva que o ciúme.

O ciúme baseia-se no amor e visa à posse do objeto amado e à remoção do rival. O ciúme pertence a uma relação triangular e, portanto, a um período da vida em que os outros são claramente reconhecidos e diferenciados uns dos outros. A inveja, por sua vez, é uma relação de duas partes, na qual a pessoa inveja o objeto por alguma posse ou qualidade, nenhuma outra pessoa ou objeto precisa entrar nessa relação. O ciúme é necessariamente uma relação de objeto total, ao passo que a inveja é experimentada essencialmente em termos de objetos parciais, embora persista em relação de objeto total.

Para a doutrina católica, a inveja é um dos sete pecados capitais. O espanhol Miguel Unamuno diz em seus escritos: ‘mil vezes mais terrível que a fome, porque é fome espiritual’.

A inveja foi estudada pela psicanálise, em especial pela austríaca Melanie Klein (1882-1960), que investigou numerosas formas de manifestação desse sentimento, o qual, segundo ela, era frequentemente confundido com o ciúme. Klein propôs diferenciar claramente um do outro afirmando que os ciúmes se baseavam no amor e supunham, de alguma forma, uma relação entre três pessoas, enquanto a inveja ocorria em uma relação entre dois indivíduos.

A palavra provém do latim invidia, -ae, que entre os romanos também designava sentimentos tais como 'antipatia', 'ódio', 'má vontade', 'impopularidade', 'ciúme', 'rivalidade'. O verbo que deu origem a esta palavra era invidere, que se traduzia como 'olhar com maus olhos', 'invejar', 'sentir antipatia', formado com o verbo videre 'ver', a partir do indo-europeu weid- 'olhar'— com o prefixo latino in- 'contra'; o que significa que, segundo o sentido original do termo, este sentimento de certa maneira equivale a 'ver negativamente' ou 'olhar com hostilidade'. Em francês, a palavra foi adotada em 980 como enveie e, desde 1180, como envie; em inglês, como envy; em português, como inveja, e chegou ao espanhol como envidia no século XIII pela obra de Gonzalo de Berceo, que usou também envidioso e envidiar.

A inveja tem como objetivo ser tão bom quanto o objeto ou pessoa invejada, mas quando a pessoa sente que isso é impossível ela tende a danificar a bondade ou qualidades do invejado, para assim remover a fonte de sentimentos invejados. Esse é um aspecto da inveja que é muito destrutivo. Fortes sentimentos de inveja podem conduzir ao desespero, um objeto ideal não pode ser encontrado e, portanto, não há esperança de amor ou de qualquer ajuda.



Podemos transformar essa emoção que nos parece tão “negativa” em “positiva”, quando ao invejarmos uma qualidade em alguém, uma posse, um bem, usarmos essa “energia” para conseguirmos, lutarmos, buscarmos esse “objeto”, usarmos essa “energia” para crescimento próprio, pois é muito saudável termos alguém como modelo, ou algum objeto ou cargo como meta, em vez de “destruí-lo” no outro, como por fofoca, que é uma clara demonstração de inveja, insinuações maldosas, comentários, falsos testemunhos e cinismo por exemplo. A inveja é uma emoção totalmente controlável e possível de ser trabalhada, pois quando entramos em contato com essa emoção temos como lidar da melhor forma possível.

Eu gostaria de fazer um convite especial para você. A vida é como um baile de máscaras. Qual é a sua?

A palavra Personalidade vem de persona que é a máscara usada pelo indivíduo em resposta às solicitações da convenção e da tradição social e às suas próprias necessidades. Você sabe quem você realmente é? Reconhecer o seu tipo de personalidade poderá mudar para sempre a forma como você se vê e afetar todos os aspectos da sua vida. Descobrir o seu tipo de personalidade poderá ajudá-lo nos seus mais diversos relacionamentos. Tire um dia inteiro para aprender mais sobre sua persona.


Venha DES-COBRIR-SE!



Katia Cristina Horpaczky







Um comentário:

Mari Rehermann disse...

Este tema é muito interessante, e encontrei aqui, uma das melhores definições para este sentimento que nos faz tão mal. Muito bom o texto!!

Tenha uma linda tarde!!
Beijos de luz e paz!!♥