20 de agosto de 2012

Será que as pessoas mudam?




O tempo passa, a vida passa, as coisas mudam. Não há nada mais natural do que isso, porém, em tudo que vivenciamos podemos interagir, e de preferência com consciência, fazendo escolhas corretas que reverterão em benefícios para nós mesmos. Mas, infelizmente, podemos também fazer tudo errado e deixar pesar a ação do tempo em nossas costas, e em nossos corações. Isso porque a vida não é uma seqüência de ações e escolhas acertadas. Muitas vezes, a gente erra, faz coisas que se arrepende, magoa pessoas e também sofre por conta de desencantos e dores que outros nos fazem. O que é natural.

O que percebo é que quando estamos mais leves, mais permeáveis à ação do destino aceitando as mudanças com alegria, ou no mínimo deixando de lutar por aquilo que não podemos mudar, poderemos aproveitar com sabedoria aquilo que o mundo nos oferece naquele momento.

Claro que as pessoas mudam, claro que nós mudamos, que nem um dia é igual ao outro, mas algumas vezes depois de sofrer por algum motivo, muita gente se fecha, para não mais sofrer. Às vezes, de forma totalmente consciente e outras vezes sem perceber, o que é bem ruim. Pois pessoas fechadas deixam de aproveitar as oportunidades da vida, deixam de aprender, de se reciclar, de encontrar novos amigos, de se permitir ter novos amores.

Sempre brinco com meus amigos dizendo que hoje em dia as pessoas vivem dois, três casamentos porque vivem mais tempo. Antigamente, as pessoas com trinta anos já eram velhas, e já poderiam, inclusive, ter morrido na guerra, de peste, de parto, ou até de fome...

Hoje não temos mais fome, aliás apenas experimentamos essa sensação desagradável quando fazemos um regime, e o que morre são nossos relacionamentos e em alguns casos a ilusão. Porque apesar do mundo ter se modernizado, e tantas coisas boas terem sido inventadas, e termos guerras apenas em alguns lugares do planeta, o que é muito triste, de forma geral as pessoas vivem mais e têm mais chances de criarem felicidade para si mesmas e para todos à sua volta. Mas para que essa felicidade se concretize precisamos abrir a mente, mudar certos paradigmas, nos socializar mais, amar de forma mais expandida.

Acho que não cabe mais querer relacionamentos como aqueles dos filmes de anos atrás. A vida está diferente, nós estamos diferentes. Não há mais espaço para aquele mundo antigo. Hoje nossos filhos, queiramos ou não, podem até escolher o sexo dos namorados. E esperam que olhemos para isso de uma forma normal. Então, por que não dar uma chance e acreditar no outro? Por que permanecer, ou deixar que alguém da sua vida fique estático num momento de vida desencontrado e triste, que você teve o infortúnio de participar?

Perdoar não é fácil, até porque a dor é dor justamente porque aquela pessoa acessou seu coração. Veja que não nos magoamos quando brigamos com estranhos, com pessoas que não damos valor. Algo nos toca quando atribuímos valor ao assunto, ou à pessoa. Então, se você vê à sua volta tantas mudanças, será que não vale a pena dar novamente a oportunidade para alguém por quem você tem algum sentimento ou laço de amizade, amor, ou parentesco se mostrar novamente na sua vida?

Você mudou, e talvez esteja forte o suficiente para dar uma chance ao outro, até porque se você mudou, quem sabe também está sabendo se relacionar diferente. Não é?
 
 
Maria Silvia Orlovas
 

3 comentários:

Falo Female Boutique disse...

Tenho pensado repetidamente sobre esse assunto, o quanto cada um de nós muda, o quanto as pessoas que fazem parte da nossa vida mudam, e o quanto essas mudanças causam reflexos imensos em nossas vidas.
Adorei. Passarei sempre por aqui

Ingrid disse...

é querida Lena, estamos sempre mudando,nos adaptando..
mas a essência fica..
beijos de carinho

Sônia Silvino (Crazy about Blogs) disse...

Minha linda Leninha!
Acredito que a essência de cada ser não muda, apenas pequenos detalhes e se cada um quiser que mude. Se não, nem isso.
Mas em tudo na vida há exceções, não é mesmo?
Beijo grande, amada!