24 de setembro de 2012

Solícito sim, submisso nunca!




O ato de submeter-se em muitas circunstâncias tiveram sua origem na infância, quando pais instigavam o medo e a ameaça como forma de obter obediência dos filhos.

Sendo assim, quando adultos poderão estes modos forçados de obedecer , anular sua próprias vontades e metas em prol de outrem. Não podemos descartar que trazemos de vivências anteriores sentimentos de culpa por abandonarmos em algum momento um ente querido.

Inconscientemente gravado em nosso "arquivo mental" nos submetemos a situações para compensarmos estas memórias faltosas do passado.

E o que podemos falar ainda, quando estes mesmos indivíduos desequilibrados por conflitos herdados na infância não desenvolvem quando adultos em sua personalidade uma enorme satisfação em dominar, tiranizar e afligir outras pessoas submissas? O ser humano que se sujeita a ordem de comando vive tentativas de cumprir e concordar com ordens recebidas e decepções e revolta por nunca receberem consideração pela obediência executada.

Atos de submissão não são virtudes do coração, porque na grande maioria das vezes, simplesmente camuflam uma obrigação autoimposta de querer agradar à todos, esperando receber em troca atenção e amor .

Quando exercitamos o auxílio espontâneo, consentimos nossos atos com o coração e a razão. Abdicamos o nosso direito em favor de alguém ou de uma causa por livre vontade, já que o direito era de nossa competência.

Ser solicito sem a obrigação compulsiva de agradar à todos, faz bem aquele que recebe, mas acima de tudo cooperar com ou outro de forma lógica e racional sem desviar de nossa real missão na Terra que é crescer e amadurecer espiritualmente faz bem ao nosso coração.

Envolve um estado de disposição em servir, amparar e agradar de forma natural.

Seria proveitoso para o nosso ser refletir o quanto estamos nos submetendo a situações que não serão jamais reconhecidas e que estão minando a nossa energia e direcionar com sabedoria para ajudar aquele que realmente necessita e merece nossos atos compassivos, porque esse doar-se terno e tranquilo não esteriliza o nosso ser ...nem rouba a nossa dignidade!



Silvana Giudice 
 
 

2 comentários:

Sobre o Tempo disse...

Oi Lena! Eu penso que muito de nossa personalidade vem do que aprendemos na infância. Pretendo postar em breve um texto sobre este assunto. Belo texto, bela postagem. Tenha um ótimo dia, Lena! Bjs

Fátima disse...

Sempre muito bom vir aqui!
Bjs.