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22 de outubro de 2012

Chutando o pau da barraca!



Sinta em seu coração, siga a essência de sua alma... Ouça a sua intuição! Milagres acontecem todos os dias, basta acreditar! A felicidade é um estado de espírito... Não depende de outras pessoas. Deixe o sol brilhar dentro de você!

Fundamental é ser sincero com o nosso eu interior. Não renuncie à vida para agradar aos outros! Se você se violentar, no começo vem um desconforto, logo uma dor, daí a pouco, doenças... Você frente a frente com o espelho: a máscara cai, tudo fica muito claro e as coisas começam a fluir...

Estar aberto às mudanças, encarar a vida de frente, aproveitar as oportunidades que aparecem no seu caminho, você está sintonizado com Deus! Este Deus maravilhoso que habita em você, materializa sua intenções e faz acontecer... Tudo aquilo em que você joga sua energia, sua concentração, concretiza-se!

As sincronicidades (nada é por acaso): encontrar as pessoas que vão fazer parte desta caminhada, no lugar certo, na hora exata e no momento apropriado. E seu coração fica leve e feliz! Você entra nesta vibração e o Universo conspira a seu favor. Sua vida se enche de luz, o amor incondicional invade sua alma e você percebe a beleza nas pequenas coisas...

Vegetar, ir levando para ver se melhora, quem sabe um dia talvez... Esqueça tudo isto, faça acontecer! Daqui a pouco já se passaram trinta anos e nada... A juventude se foi, muita energia foi desperdiçada, gerando arrependimentos sem fim... Não deixe os outros controlarem você: uma pessoa especial, única, com um caminho só seu. E Você é fruto de seus pensamentos, palavras e atitudes.

Você é o personagem principal da sua história, curta a vida! Não dê desculpas. Não jogue a responsabilidade de suas decisões nas costas de outra pessoa! Acredite que você pode tudo. Não existem culpas e nem cobranças. O passado são só recordações, não volta mais. Viva no momento presente. O futuro, você cria a partir do que realizar agora.

Caso você não consiga tomar uma atitude e chutar o pau da barraca, peça ajuda ao Todo-Poderoso nosso amigo e fale: Eu não estou conseguindo resolver este problema, por isso peço a sua ajuda. Confio plenamente em você! Faça sem impor condições, sem chantagens, delegue mesmo e esqueça! Sem ansiedade, nem estresse. A solução vem espontaneamente e rápida.

Sempre pense positivo, leia livros inspirados, caminhe junto à natureza (florestas, cachoeiras, mar, sol, ar puro, parques). Assista filmes com conteúdo, pratique o que você leu, ajude outras pessoas. Valorize seus amigos. Demonstre gratidão. Durma com bons pensamentos. Sua alma vai agradecer...


Mon Liu

19 de julho de 2012

O sutil desequilíbrio do estresse



Em meu novo livro O Sutil Desequilíbrio do Estresse falo sobre como o acúmulo sutil de pequenas incoerências do nosso dia-a-dia acionam o eixo de estresse, causando sutis desequilíbrios na nossa química cerebral. Quanto maior for o conflito entre nossos desejos internos e as realidades externas maior será o dano que estaremos causando a nós mesmos! 

Por volta do nosso segundo ano de vida já aprendemos o truque de exibir expressões faciais afetivas diferentes dos nossos estados emocionais internos. Muito cedo, aprendemos a agir de acordo com o que o mundo espera de nós! 

Sem dúvida, quando nos comportamos socialmente de modo apropriado, garantimos nossa sobrevivência. Mas o ponto é que passamos tempo demais nos adequando socialmente sem nos darmos conta do que realmente está ocorrendo em nosso interior. Desta forma, sem a consciência de nossos sentimentos genuínos, não percebemos quando eles deixam de ser validados e expressados de modo coerente. 

A experiência de expressar o nosso estado mental e de os outros perceberem e responderem a esses sinais é de vital importância para nossa saúde física e emocional. Isso gera harmonia e bem-estar. 

No entanto, são muitas as vezes em que sorrimos quando estamos tristes ou nos calamos quando queremos gritar. Representamos nosso papel social tão bem que nos surpreendemos com a habilidade de enganar o mundo à nossa volta. O fato é que ao cultivar o hábito de representar este papel duplo de modo incoerente criamos gradualmente cada vez mais vínculos artificiais. 

Quanto mais artificiais nos tornamos, mais vulneráveis são nossos vínculos afetivos. Naturalmente, sempre desconfiamos do que intuitivamente não sentimos como verdadeiro. A artificialidade gera insegurança e desconforto. Inseguros, perdemos a capacidade de gerar vínculos autênticos, e, portanto, satisfatórios. Isso ocorre na medida em que perdemos a naturalidade em expressar nossos sentimentos tanto quanto a capacidade de ler os sinais genuínos das expressões afetivas alheias. 

A questão é que o ponto de partida deste aprendizado deu-se quando ainda éramos bebês! A criança usa o estado de espírito de um progenitor para ajudar a organizar os seus próprios processos mentais. Ou seja, por meio das expressões faciais, do tom de sua voz e de seus gestos, os pais ensinam seus filhos a sentirem e expressarem suas emoções primárias. 

Assim como as cores primárias são a base para a formação de outras cores, as emoções primárias geram a qualidade inicial de um estado emocional como agradável ou desagradável. Em outras palavras, se o humor de nossos pais influenciou nosso modo de pensar e sentir, precisamos agora, como adultos, sintonizarmo-nos com nossa própria natureza emocional. 

O humor é o que dá um ponto de vista ao raciocínio. Se tivemos pais pessimistas e mal humorados é provável que tenhamos o hábito da desconfiar da possibilidade de que as coisas dão certo. Portanto, agora teremos que nos familiarizar com um estado de humor que seja mais favorável para nós. Na medida em que aprendemos a reconhecer a influência do estado de humor que cultivamos interiormente, podemos ajustá-lo de modo mais positivo. 

Aquele que não percebe seus sentimentos corre o risco de pensar de não tê-los. No entanto, isso não é verdade, os sentimentos estão lá, mas será preciso a consciência para acioná-los. Sentir nos orienta, ajuda-nos a planejar o futuro, a transformar nossos comportamentos destrutivos e a cultivar relações significativas. 


Bel Cesar

5 de julho de 2012

Espírito aberto



Sabemos da quantidade de pessoas que passam necessidades reais, que estão desempregadas, que não têm como alimentar os filhos, que têm uma doença séria, enfim, ninguém ignora as mazelas do mundo. No entanto, muitas dessas pessoas que habitam as estatísticas não fazem parte do nosso círculo íntimo. Na maioria das vezes, nossos amigos e familiares estão bem, trabalham, possuem uma vida afetiva. Ok, eles têm lá seus problemas, mas não são exatamente o retrato da desgraça. Ainda assim, me espanta que muitos deles, mesmo sem motivo para cortar os pulsos, vivam como se fossem uns infelizes, lidando com o dia-a-dia de uma forma pesada, obstruindo o próprio caminho em vez de viver com mais leveza. São o que eu chamo de pessoas com o espírito fechado.

Eu respeito quem traz uma grande dor e não sai espalhando sorrisos à toa, mas me enervo com quem fecha a cara por simples falta de humor. Palavrinha mágica, esta: humor. Não me refiro a quem faz piadinhas a todo instante, e sim a quem possui inteligência suficiente para saber que é preciso relevar as incomodações, curtir as diferenças e ser generoso com o que acontece a nossa volta. Humor significa ter um espírito aberto. 

Esta é a resposta para quem pergunta qual é a fórmula da felicidade - alguém ainda pergunta isso? Eu responderia: ter o espírito aberto, só. O resto vem. Amigos, amores, oportunidades, até saúde: a fartura disso tudo depende muito da sua postura de vida. Não é evidente? 

Eu já fui um caramujo ambulante, daquelas criaturinhas desconfiadas, que torcia o nariz para tudo o que não fosse xerox do meu pensamento. Desprezava os diferentes de mim e com isso, claro, custava para encontrar meu lugar no mundo. Era praticamente um autoboicote. Me trancava no quarto e achava que ninguém me compreendia. Ora, nem podiam mesmo. Aliás, nem queriam. 

Um dia - e ainda bem que este dia chegou cedo, no final da adolescência - eu pensei: calma aí, quem vai me salvar? Jesus? John Lennon? Percebi que o mundo era maior do que o meu quarto e que eu tinha apenas duas escolhas: absorvê-lo ou brigar contra ele. Contrariando minha natureza rebelde, optei por absorvê-lo. Abracei tudo o que me foi oferecido, deixei de me considerar importante, comecei a achar graça da vida e, com a passagem dos anos, só melhorei, não parei mais de me desobstruir, de lipoaspirar mágoas e ranzinzices - a não ser que desejasse posar de poeta maldita, o que não era o caso. Me salvei eu mesma e fui tratar de aproveitar cada minuto, que é o que venho fazendo até hoje. 

Quando alguém me diz "como você tem sorte", penso que tenho mesmo. Mas não a sorte de receber tudo caído no colo, e sim a sorte de ter percebido a tempo que nosso maior inimigo é a falta de humor. Sem humor, brota preconceito para tudo que é lado. A gente começa a ter mania de perseguição, qualquer coisa parece difícil e uma discussãozinha à toa vira um dramalhão. Prefiro escalar uma montanha a viver desta forma cansativa.

Espírito aberto. Caso você não tenha recebido gratuitamente na sua herança genética, dá pra desenvolver por si próprio.

Martha Medeiros

11 de abril de 2011

Bom humor, o anti-estresse natural




Buscar solução é ser leve. A forma como pensamos tem de ser baseada em princípios, em confiança. Quando não há confiança há medo e dúvidas. Com confiança o som que escutamos é do coração e não do cérebro. Cérebro é lógica. Coração é voz interior, é suave. Precisamos mudar o padrão de ouvir com a cabeça e passar a ouvir com o coração. O pequeno ser está tão aprisionado com os cadeados da mágoa e do ciúme que é difícil alcançar o eu interior. É com confiança que ouvimos a voz interior. É da voz interior que vem a verdade.

Há duas formas de falar: (1) O que irá acontecer? e (2) Seja o que acontecer, será bom. Na primeira, há instabilidade e preocupação. Na segunda, há estabilidade e leveza. Há duas formas de meditar: (1) pedir para que os desejos sejam realizados e (2) aceitar e entender que tudo que vier será bom. 

Às vezes, não percebemos os milagres porque estamos condicionados a “eu quero isso, eu quero aquilo”. Não estamos sozinhos, há vários elementos como outras pessoas, atores, a natureza. Não precisamos querer controlar tudo, mas simplesmente observar como as coisas acontecem. Após fazer a ação, assista e veja o que acontece. Quando há medo nos comparamos. Ao invés de dizer “eu vou fazer” diga: “nós vamos fazer”. Assim você dá mais espaço para os outros irem com você.

Só quando você é experiente você pode guiar o outro. Para isso é preciso viver de forma limpa, ter um coração generoso. É nesse mundo que podemos experimentar ser livres. Fomos nós que criamos nossa prisão. Temos que aprender como pensar, manter o pensamento: “eu tenho esperança”. Existe um ditado que diz: “Deus ajuda aqueles que ajudam a si mesmos”. Criem essa parceria com Deus e compartilhem tudo com Ele.

Tem pessoas que não sabem tomar a ajuda de Deus. Têm outras que acham que não precisam da ajuda de Deus. Ambas estão erradas. Cada oração é ouvida. Cada pensamento é respondido. Ver a vida assim é ver a vida diferente. Você começa a ver tudo com gratidão ao invés de dizer “fui eu que fiz”. Quando somos gratos sentimos leveza e grande felicidade. Isso reduz o estresse e dá liberdade.



Mohini Panjabi


19 de março de 2011

Pensamento positivo


    

As emoções surgem no cérebro, e transmitem sensações pelo corpo todo. Porém, se forem ruins ou frustrantes, o coração pode sofrer as consequências. Estudo realizado pela Panjab University, na Índia, concluiu que emoções positivas, como a felicidade e o otimismo, melhoram a qualidade de vida e previnem doenças cardíacas.

No Brasil, cardiologistas fazem coro. O pensamento positivo faz bem para o coração. A pessoa pessimista, de mal com a vida, geralmente, vive mais estressada. E com isso mais vulnerável a sofrer com doenças cardíacas. Muitas vezes chegam a ficar depressivos.

Diante de uma emoção positiva, o organismo reage imediatamente. A frequência respiratória aumenta para melhorar a oxigenação, o nível de açúcar no sangue é maior para obter mais energia e a pupila dilata, aumentando o campo visual. Em contrapartida, em um momento de tensão ou raiva, hormônios derivados da adrenalina, conhecidos como vasoativos, são liberados, estreitando a parede dos vasos sanguíneos, o que aumenta as chances de um infarto.

Os cardiologistas alertam que a obesidade, o fumo e a diabetes também são fatores de risco e que podem ocasionar doenças cardíacas. Portanto, controlar a alimentação, realizar exames periodicamente, parar de fumar e praticar exercícios físicos são imprescindíveis para manter o coração saudável e tranquilo. Há casos em que o paciente está com o colesterol ótimo, sofre um ataque cardíaco e não entende. Quando investigado, a vida estressada e agitada foi o grande inimigo do coração.

Bom humor, otimismo, alegria e, principalmente, amor só trazem coisas boas ao coração. Palavra de quem entende. O amor é sempre o melhor remédio para o coração. Seja o amor pela profissão, ou pelo cinema, por atividades físicas, não importa. O importante é fazer aquilo que traga prazer, e não estresse".



Maria Fernanda Schardong

15 de fevereiro de 2011

Quem é você?




A sua personalidade e o modo como encara a vida podem determinar quantos anos você viverá. A conclusão é de um estudo americano que preconiza que pessoas menos ansiosas e tensas, quando comparadas a outras gerações mais temperamentais, podem chegar ao centenário. O conselho dos especialistas é simples: leve a vida com mais alegria e menos preocupação.

O estudo analisou as características de 246 pessoas, todas descendentes de pessoas centenárias e com idade de até 75 anos. A partir de um teste de personalidade, os pesquisadores concluíram que, além da herança genética que propicia uma vida mais longa, todos os participantes tinham traços de personalidade em comum: eram menos ansiosos e preocupados. Além disso, ficou comprovado que a taxa de mortalidade entre os descendentes é 120% menor do que a média da população.

Algumas características melhoram a interação com outros, proporcionado uma vida mais longa. Podemos destacar a assertividade e a empatia, como componentes centrais das habilidades sociais, pelos ganhos que se pode obter através dessas duas características. E para quem julga ter pouco de alguma das duas, não há crise ou problema, pode-se treinar a qualquer momento e tentar ser mais feliz.

Quem vive mal-humorado, se estressa com facilidade e, principalmente, fica preso a acontecimentos do passado pode perder alguns anos. Para essas pessoas, a vida se torna um fardo duro de suportar e, consequentemente, o tempo de duração fica reduzido, proporcional as suas preocupações. Tais pessoas não vivem o presente, mas o passado que não foi bem resolvido ou o futuro que causa apreensão. A melhor forma de viver é no aqui e agora.

O estudo destaca também a facilidade com que as mulheres se sociabilizam, sendo mais agradáveis que os homens. As relações sociais são muito importantes para podermos aprender mais sobre nós mesmos e sobre os demais. A partir da interação com pessoas, formamos conceitos, criamos valores, descobrimos as diferenças e semelhanças.

Aceitação é a palavra chave e isso é viver mais e melhor. Chegar aos 100 está cada vez mais fácil, e a Medicina está aí para ajudar quem deseja chegar ao centenário com saúde e qualidade de vida. Entretanto, não é só a sua personalidade que vai determinar quantos anos você viverá. O processo de envelhecimento é majoritariamente heterogêneo, no qual a genética, os hábitos de vida e outros fatores influenciam muito, mas que por hora, parece que existe mais "aleatoriedade" do que qualquer outro fator recém descoberto. 


Maria Fernanda Schardong 

16 de dezembro de 2010

Bom humor é tudo!



Para falar a língua zás-trás desses tempos de Twitter, vou tentar dar meu recado em quatro palavras: bom humor é tudo. Consegui fazer isso em apenas 17 caracteres? Se me concedem mais 103, sigo em frente. Até meu espaço acabar. Quem me inspira hoje é a criatividade bem-humorada.

Estava tomando um café num shopping, numa dessas pequenas lanchonetes. Uma delas é tão pequena que o dono inventou um jeito diferente de acomodar seus clientes. Em vez de providenciar mesinhas, ergueu uma pequena arquibancada de cimento. Os garotos compram seus sanduíches e se acomodam nos degraus como se estivessem em um estádio. O lugar é tão descontraído, que o rapaz mandou fazer uma caricatura dele e do ajudante, e colocou a inscrição: “os piores funcionários do mês”. Quando vi o cartaz, comecei a rir. Quem passou por mim deve ter se perguntado quem era aquela maluca que ria sozinha.

É muito bom encontrar gente que não se leva a sério, que sabe rir de sua pequenez, da nossa pequenez. O pequeno empreendedor da lanchonete sabe rir de seu despojamento. Aposto que o bom humor e a sinceridade o ajudam a atrair clientes. O meu olhar ele fisgou.

Se o bom humor é fundamental nas relações sociais, na vida a dois ele não pode ser um opcional. Deveria ser um item de série, daqueles que acompanham os casais desde sempre – assim como os carros populares que já saem da fábrica “equipados” com volante, rodas e freio. O padre, na hora do casório, deveria dizer: “Se alguém sabe que esse fulano é mal-humorado, diga agora ou cale-se para sempre”.

Ninguém merece conviver com um parceiro que não tem senso de humor. Para mim, esse é o pior dos castigos. As pessoas se preocupam tanto com atributos como fidelidade, riqueza, beleza e se esquecem de checar se o parceiro tem o básico do básico. Se ele é capaz de rir de si mesmo e de fazer rir.

Casamento é feito de coisas deliciosas. E também de grandes chatices. Quem aguenta, anos a fio, fazer supermercado, compartilhar o banheiro, botar o lixo pra fora, trocar lâmpada, abrir vidro de palmito, se não souber rir dessa porcariada toda? O lado B da vida a dois exige bom humor. O lado A também.

Quem escolhe o bom humor lucra de várias formas. Uma delas diz respeito à saúde. Estudos sugerem que o riso traz benefícios: redução dos níveis dos hormônios do stress; fortalecimento dos músculos do diafragma; mudança de foco mental e interação social (o riso é contagioso, não é mesmo?). A maior parte desses estudos, porém, trouxe resultados inconclusivos. Não representam evidências inequívocas, embora o senso comum nos ensine que uma boa risada só pode fazer bem.

No campo dos relacionamentos, os estudos sobre humor parecem ser mais consistentes. Já se avalia que o humor é um fator a ser considerado no momento da escolha dos parceiros e que várias características tornam uma pessoa mais interessante aos olhos do outro (juventude, beleza, status etc). E que o humor, sozinho, é capaz de tornar uma pessoa atrativa.

Se a felicidade ou a diversão são um objetivo para determinada pessoa e se o bom humor do parceiro cria essa situação, o senso de humor diretamente contribui para a realização de um objetivo maior.
 
Ou seja: o que você viu naquele cara ou naquela menina pode ser muito simples. Como também pode ser tudo.

Cristiane Segatto
 
Texto resumido por Lena Simões

30 de novembro de 2010

O bom humor faz bem para saúde




“Procure ver o lado bom das coisas ruins.” Essa frase poderia estar em qualquer livro de auto-ajuda. Mas, segundo os especialistas que estudam o humor a sério, trata-se do maior segredo para viver bem. Não se trata de ver o mundo com os olhos róseos de Pollyanna. Esse tipo de flexibilidade para encarar os acontecimentos ruins não garante apenas algumas risadas: pode fazer bem para a saúde.

O bom humor é a expressão de que o corpo está bem. Ele depende de fatores físicos e culturais e varia de acordo com a personalidade e a formação de cada um. Mas pode ser ajudado com uma visão otimista do mundo. Um indivíduo bem-humorado sofre menos porque produz mais endorfina, um hormônio que relaxa. A endorfina aumenta a tendência de ter bom humor. Ou seja, quanto mais bem-humorado você está, maior o seu bem-estar e, conseqüentemente, mais bem-humorado você fica. A endorfina também controla a pressão sanguínea, melhora o sono e o desempenho sexual.

Mas, mesmo que não houvesse tantos benefícios no bom humor, os efeitos do mau humor sobre o corpo já seriam suficientes para justificar uma busca incessante de motivos para ficar feliz. O indivíduo mal-humorado fica angustiado, o que provoca a liberação no corpo de hormônios como a adrenalina. Isso causa palpitação, arritmia cardíaca, mãos frias, dor de cabeça, dificuldades na digestão e irritabilidade. A vítima acaba maltratando os outros porque não está bem, sente-se culpada e fica com um humor pior ainda. Essa situação pode ser desencadeada por pequenas tragédias cotidianas, como  uma conta para pagar, que só são trágicas porque as encaramos desse modo.

Evidentemente, nem sempre dá para achar graça em tudo. Há situações em que a tristeza é inevitável – e é bom que seja assim. A alegria favorece a integração e a tristeza propicia a introspecção e o amadurecimento. Temos de saber lidar com a flutuação entre esses estágios, que faz parte da natureza humana. O humor pode variar da depressão (o extremo da tristeza) até a mania (o máximo da euforia). Esses dois estados são manifestações de doenças e devem ser tratados com a ajuda de psiquiatras e remédios que regulam a produção de substâncias no cérebro.

Enquanto as consequências deletérias do mau humor são estudadas há décadas, não faz muito tempo que a comunidade científica passou a pesquisar os efeitos benéficos do bom humor. O interesse no assunto surgiu há vinte anos, quando Norman Cousins publicou o livro Anatomia de uma Doença, contando um impressionante caso de cura pelo riso. Nos anos 60, ele contraiu uma doença degenerativa na coluna vertebral, chamada espondilite ancilosa, e sua chance de sobreviver era de apenas uma em quinhentas. Em vez de ficar no hospital, ele resolveu sair e se hospedar num hotel das redondezas, com autorização dos médicos. Sob os cuidados de uma enfermeira, com o corpo quase paralisado, Cousins reunia os amigos para assistir a programas e seriados cômicos na TV. Gradualmente foi se recuperando até voltar a viver e a trabalhar normalmente. Ele morreu em 1990, aos 75 anos.

Hoje há muitos profissionais de saúde que defendem a entrada das risadas no dia-a-dia dos pacientes internados. O mais radical deles é Patch Adams, um médico americano que construiu o primeiro “hospital bobo” do mundo. Adams quer que os doentes dêem risadas enquanto se recuperam. Uma boa gargalhada é um método ótimo de relaxamento muscular. Isso ocorre porque os músculos não envolvidos no riso tendem a se soltar. Está aí a explicação para quando as pernas ficam bambas de tanto rir ou para quando a bexiga se esvazia inadvertidamente depois daquela piada genial. Quando a risada acaba, o que surge é uma calmaria geral. Além disso, se é certo que a tristeza abala o sistema imunológico, sabe-se também que a endorfina, liberada durante o riso, melhora a circulação, a capacidade de resistir à dor e a eficácia das defesas do organismo.

Fábio Peixoto  
Artigo adaptado por Lena Simões