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1 de julho de 2012

Anjo da Guarda



Eu estou ao seu lado e sou aquele que nunca desacredita dos seus sonhos,
sou eu que as vezes altero seu itinerário, e até atraso seus horários para evitar acidentes ou encontros desagradáveis.

Sim, sou eu que falo ao seu ouvido aquelas "inspirações" que você acredita que acabou de ter como "grande ideia". Sou eu quem te causa aqueles arrepios quando você se aproxima de lugares ou situações que vão te fazer mal, e sou eu quem chora por você quando você com a sua teimosia insiste em fazer tudo ao contrário só para desafiar o mundo. Quantas noites passei á cabeceira de sua cama velando por sua saúde, cuidando de sua febre e renovando suas energias. Quantos dias eu te segurei para que você não entrasse naquele ônibus, carro e até avião? Quantas ruas escuras eu te guiei em segurança?

Não sei, perdia a conta, e isso não importa.

O que realmente importa, e o que me deixa triste e preocupado, é quando você assume a postura de vítima do mundo, quando você não acredita na sua capacidade de resolver os problemas, quando você aceita as situações como insolúveis, quando você para de "lutar" e simplesmente reclama de tudo e de todos, quando você desiste de ser feliz e culpa outra pessoa pela sua infelicidade, quando você deixa de sorrir e assume que não há motivos para rir, quando o mundo está repleto de coisas maravilhosas, quando se esquece até de mim, seu anjo da guarda, aquele que Deus deu a honra de auxiliar nessa missão tão difícil que é viver e progredir.

Já que me deixaram falar diretamente com você, gostaria de te lembrar, que estou ao seu lado sempre, mesmo quando você acredita estar totalmente só e abandonado, até nesse momento eu estou segurando a sua mão, eu estou consolando seu coração,eu estou te olhando, e por te amar demais, fico triste com a sua tristeza, mas, como eu sei que você nasceu para brilhar, eu agradeço a Deus a oportunidade bendita de te conhecer e cuidar de você,
porque você é realmente muito especial.

Seu anjo da guarda, que acredita em você!


Paulo Roberto Gaefke





13 de novembro de 2011

Proteção





Todos nós sabemos que existem diversos tipos de energia e que elas exercem um poder muito grande sobre as pessoas, de forma positiva ou negativa. Já aconteceu com você de estar alegre e, de repente, quando outra pessoa se aproxima, toda aquela alegria e animação vai embora? Isso é muito comum. Temos a sensação de sermos totalmente sugados, ou ainda, de uma maneira menos intensa, ficamos com dor de cabeça ou cansados, como se boa parte da nossa energia tivesse evaporado de repente. Outra situação bastante comum, é quando vamos a uma casa e sentimos o ambiente carregado, pesado.

As pessoas que lidam diretamente com o público são mais suscetíveis a esse tipo de energia. As experiências que vivemos no dia a dia acumulam em nós uma carga de energia mental e emocional que nem sempre é positiva. Nós absorvemos energias das pessoas que convivemos e até de estranhos. As pessoas mais sensíveis absorvem uma carga ainda maior de energia, muitas vezes sem se dar conta.

Carregamos conosco uma bagagem que não é nossa e vamos despejando-a pouco a pouco em nossa casa, no trabalho, nas pessoas a nossa volta, etc. Essa energia negativa que absorvemos dos outros faz com que você, muitas vezes, aja de forma diferente da sua maneira de ser, não reconhecendo suas próprias atitudes e causando mágoas, ressentimentos e irritações. Por isso, é importante que você avalie diariamente a qualidade de sua energia e elimine qualquer bagagem desnecessária.

Todos nós sabemos a importância de nos protegermos e todos temos uma forma de proteção: um amuleto, um santinho, uma guia... independente de crença ou religião. Porém, com a correria do dia a dia, deixamos sempre para amanhã.

Vou ensinar um exercício simples, rápido e extremamente eficaz para afastar as energias negativas, que leva apenas um minuto e depois que tiver prática, menos ainda.

- Pela manhã, antes de sair da cama, coloque-se em uma posição que seja bem confortável.

- Feche os olhos e tome uma ou duas respirações tranquilas e profundas.

- Ao exalar, relaxe todos os músculos do seu corpo.

- Imagine e visualize uma luz, uma linda luz branca e brilhante. Essa luz se aproxima de você formando um círculo ao redor do seu corpo. Nesta luz só existem energias positivas e amorosas.

- Visualize todo o seu corpo protegido por esse círculo, formando um bloqueio. Nenhuma energia negativa tem o poder de penetrar no círculo.

- Assim, você estará protegido durante todo o seu dia.

Eu pratico e recomendo esse exercício para muitas pessoas. Logo nas primeiras vezes, pode ser que você não veja nenhuma luz. Não se pressione, apenas faça. Com o tempo, você verá e sentirá a luz.





Myriam Durante



30 de julho de 2010

A destruição da floresta


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Nossos netos ficarão ricos se conseguirmos preservar a floresta amazônica. Pode parecer, mas não acho que seja exagero: daqui a 50 anos, que país terá matas primárias da extensão das que ainda nos restam? Num mundo cada vez mais urbano e de áreas verdes minguantes, quanto valerão a biodiversidade, a imensidão dos rios e o potencial científico e turístico de uma Amazônia intacta?

Os céticos poderão dizer que, na Europa e na América do Norte, também existem florestas das quais eles se orgulham. De fato, lá sobreviveram algumas áreas florestais, pequenas, é verdade, mas bonitas, cortadas por trilhas com espaços para acampamento, lanchonetes, banheiros públicos e lojas de souvenirs com estacionamento para ônibus lotados de turistas.

Mas dá para comparar uma visita a elas com o prazer de pegar um barco a 15 minutos do aeroporto de Manaus, subir o rio Negro ou o Solimões, descer o Amazonas a caminho de um afluente qualquer e, em poucas horas, estar na solidão da mata misteriosa, como antes da chegada dos portugueses? Em 2050, quantos não sonharão com uma viagem dessas? Quantos institutos de pesquisa não estarão interessados em estudar a região?

Além do mais, é fundamental não esquecer que uma única árvore abriga tantas espécies de seres vivos que constitui um ecossistema particular. Basta olharmos com atenção para qualquer árvore mais alta no meio da floresta para nos surpreendermos com a quantidade de cipós contorcidos que sobem até a copa, com as samambaias, bromélias e orquídeas floridas que se apóiam nos galhos, com os fungos que espalham manchas verdes por toda a extensão do caule.

Se juntarmos a esses hóspedes formigas, cupins, besouros, abelhas e demais insetos que polinizam as flores, constroem casas e se alimentam das folhas e também os milhões de microorganismos subterrâneos mal conhecidos que criam o meio adequado para a sobrevivência funcional das raízes, será possível ter idéia da complexidade do equilíbrio ecológico que formas de vida tão diversas estabelecem em torno de cada árvore.

Toda vez que uma delas cai, esse equilíbrio é perturbado, mas o sistema trata de restabelecê-lo rapidamente, porque as pequenas plantas que viviam abrigadas pela sombra da que veio abaixo crescerão estimuladas pelos raios solares que agora chegam até suas folhas através do espaço livre. A floresta é um organismo vivo capaz de cicatrizar suas feridas.

Quando é grande, no entanto, a área destruída, pode ficar além da capacidade de reparação do sistema, porque não há como reconstituir a complexidade do microambiente subterrâneo constituído por bactérias, fungos, protozoários, vermes e demais componentes essenciais para a nutrição das plantas e das sementes que, porventura, tenham escapado da derrubada nem como atrair de volta os insetos, os pássaros e os animais anteriormente responsáveis pela polinização e disseminação de sementes. No local, poderão ser plantados eucaliptos como os que substituíram a mata atlântica, mas a floresta que ali viveu estará perdida para sempre.

Em virtude dessa irreversibilidade, são assustadores os números divulgados sobre o desmatamento da Amazônia: no último ano, foram queimados 26 mil km2 de floresta - área maior do que a da Bélgica - na velocidade de oito campos de futebol por segundo.

O periódico inglês "The Economist" calcula que a floresta amazônica terá desaparecido em apenas 200 anos e afirma: "As instituições responsáveis pela proteção da floresta brasileira são débeis, mal coordenadas, corruptas e vulneráveis ao lobby dos fazendeiros e madeireiros”. Não há brasileiro de bom senso que possa discordar da revista. Desde 1988, na região amazônica, temos desmatado sistematicamente pelo menos 12 mil km2 por ano (apenas em 1995 foram quase 30 mil) para transformá-los em pastos, campos de soja ou de extração ilegal de madeira.

Esses números deixam claro que o governo não dispõe de meios suficientes nem de capacidade técnica adequada para conter as queimadas. A defesa do que restou de nossas florestas e a responsabilidade de promover o desenvolvimento sustentado das regiões em que elas se encontram é compromisso inadiável da sociedade brasileira.

Manifestarmos revolta diante dessa fúria destruidora sem nos envolvermos ativamente para contê-la é atitude tão hipócrita quanto a dos políticos europeus e norte-americanos que se mostram chocados agora, enquanto fecham os olhos ao fato de seus países importarem dois terços de nossa madeira extraída ilegalmente.


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