25 de maio de 2013

Equilibre-se




Todo pensamento tem sua imagem mental. A essência de várias imagens mentais formadas nessa vida constitui a base para a próxima vida física. 

Se nossa mente gira constantemente sobre um tipo de pensamento, forma-se um sulco, chamado vrtti (em sânscrito), para o qual escorre automaticamente a força do pensamento. Isso cria um hábito de pensamento que continua depois da morte, pois pertence ao ego, e é levado para a nova encarnação como tendência de pensamento. 

Assim como um novo corpo físico é formada em cada nascimento, também são formados uma nova mente e um novo intelecto. A pessoa cria as circunstâncias de sua futura vida pelo efeito de suas ações sobre os outros. 

Uma ação vem de um desejo que a causou e de um pensamento que a formulou. Cada ação tem um passado que a levou a ela e um futuro que se segue a ela. Cada pensamento tem uma causa que gera um efeito. Um desejo gera um pensamento. O pensamento se transforma em ação. Uma ação forma a trama de nosso destino. Cada elo na corrente ilimitada de causas e efeitos é produzido por esses três componentes: desejo, pensamento e ação. 

Você semeia uma ação e colhe um hábito. Semeia um hábito e isso resulta em um caráter. Semeia um caráter e colherá um destino. Então não se entregue ao fatalismo, pois isso lhe trará preguiça, inércia e depressão. Pratique o poder do pensamento positivo e assim poderá criar seu próprio destino. 

Compreenda que em você estão latentes todas as qualidades, energias e poderes. Desenvolva-as e torne-se mais livre, confiante e saudável. Nossa expressão facial mostra o estado interior da mente ou o conteúdo dos nossos pensamentos. O que pensamos fica escrito em nosso rosto. Ele é o molde da mente. Os pensamentos negativos marcam sulcos no rosto. Pensamentos de inveja, cobiça, raiva, preocupação produzem fundas impressões em nossa face. 

Se deseja ficar com uma aparência mais jovem, tenha vigilância sobre seus pensamentos. Escolha pensamentos bons e positivos e mantenha seu rosto mais descansado e agradável. 

Nossos olhos também revelam a condição e o estado da mente. Através dos olhos transmitimos pensamentos de tristeza, raiva, depressão, alegria, harmonia, força, saúde. Se formos sensíveis e intuitivos podemos compreender as mensagens dos outros através dos olhos. 

As doenças psicossomáticas são produzidas pelos pensamentos negativos porque os pensamentos têm influência sobre o corpo. A depressão e a tristeza enfraquecem o corpo. Mas o corpo também influencia a mente. Quando o corpo está doente a mente também adoece. “Um corpo são torna a mente sã.” Se nosso corpo é saudável e forte, nossa mente também será mais calma e forte. 

Você sabia que ataques de raiva, mau humor causam sérios prejuízos nas células do cérebro? Eles espalham produtos químicos venenosos no sangue. Suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis, causando doenças. Esgotam a vitalidade, provocando velhice prematura e diminuindo os anos de vida. O sistema nervoso se agita quando ficamos zangados, ansiosos e preocupados. Precisamos nos conscientizar da importância de fazermos treinamentos para conseguir a mente pacífica e mais serena. 

Podemos transcender a raiva pela sabedoria e compreensão. Podemos melhorar a ansiedade e preocupação estando mais focados no momento presente. Precisamos diminuir as expectativas pelo futuro e não remoer as lembranças passadas. 

Para desenvolver esse hábito de estar presente as práticas da hatha yoga, da meditação e do relaxamento nos ajudam muito, pois acalmam a mente e o corpo. Pratique yoga e transforme-se para melhor. Fique em paz!


Emilce Shrividya Starling 



24 de maio de 2013

A lógica do vazio




Quando o comichão do vazio rasga, surgem os questionamentos sobre o sentido da vida. Como se neste ainda infantil planeta tivéssemos condições de compreender o real significado da nossa existência. Mesmo assim, questionamos. Mas uma coisa é certa e com um nível bem fácil de compreensão: vida é energia em movimento. Quanto mais gasta, mais recebe. É a lei, "ação e reação". Não tem como escapar. 

Então, se aderir ao vazio, apenas questionar e estagnar, certamente pifará. Por uma razão lógica: 

1. A vida é energia em movimento. 


2. Você estaciona em meio ao giro de todo o universo. 


Logo: você pára de mover energia e a vida "murcha", ficando, por mais irônico que seja, vazia... 

Resumindo: o vazio tende a gerar vazio. 

Então, meu amigo, se o vazio incomoda, é porque, de alguma forma, você estacionou. Mesmo que se viva na incessante correria de compromissos "terrenos" e o dia precise de 27 horas, ainda assim, se o vazio incomoda, é porque você estacionou. Só que no universo não há vagas. É como um carro que pára no meio da rua em plena hora do rush: pode não provocar batidas, mas com certeza sofrerá a pressão infernal de todos aqueles que precisam trafegar. Não há outra maneira: ele tem de sair dali, não importa como. 

Porém, acredite, o vazio pode ser bom. Quando bem encarado, ele é uma forma, quiçá a única, de nos "empurrar". Se para frente ou para trás, depende da escolha de cada um. 

Nesses dias, em meio a uma crise existencial tipicamente terrena, disseram-me que a única coisa que eu deveria fazer seria mover energia a meu favor. As peças ainda ausentes - e que geram o vazio, pois, no fundo, sabemos da existência de todas elas - se encaixariam naturalmente, cada qual a seu tempo. Portanto, no lugar do vazio, há de entrar o movimento. No lugar do desespero, a paciência. E no lugar da frustração, a perseverança. 

Se for muito difícil, acrescente a força, a fé, a confiança e um chocolatezinho, para não abandonar o caminho. Porque mesmo se abandonar, o universo não vai parar...


Raquel de Vechi





Cultivando o alto astral







A sociedade pressiona as pessoas para que sejam sérias, contraídas. Parece até que essa conduta tem o poder de garantir que as coisas sejam bem-feitas, os relacionamentos honestos e que educação e ética sejam qualidades pessoais irreversíveis. 

Outro dia, li numa placa: "Não leve a vida a sério. Você não vai sair vivo dela". A seriedade limita a criatividade. É como um pântano que o alto astral consegue transformar em jardim. 

Muitas vezes, a pretexto de ser realista, o indivíduo acaba transformando-se em um pessimista. "Preciso examinar todos os problemas, analisar todas as dificuldades porque, do contrário, as coisas não funcionam", diz. É importante ter alto astral . O psicólogo Martin Seligman, autor do livro Otimismo Aprendido, traçou um quadro muito interessante da diferença entre o otimista e o pessimista. 

O pessimista acredita que os eventos negativos têm origem em condições definitivas. Por exemplo: "Perdi o horário do vôo porque sempre dou azar com avião". Para ele, os eventos positivos provêm de circunstâncias temporariamente positivas: "Meu chefe me elogiou porque queria que eu fizesse hora extra". 

O otimista, ao contrário, atribui uma falha a um motivo circunstancial: "Perdi a partida porque estava exausto". E, para ele, as situações favoráveis são causadas por fatos permanentes: "Meu marido trouxe flores para mim porque me ama". 

Quando as coisas dão errado para um pessimista, ele logo faz a decepção invadir todas as esferas de sua vida e se culpa, ainda que o erro não tenha sido seu. O otimista, ao contrário, reage com tranquilidade e pensa: "Bem, todo mundo tem seu dia de azar". Em seguida, procura uma solução para livrar-se logo do problema. Diante de uma dificuldade, o pessimista acha que ela nunca será superada e que aparecerão muitas outras, enquanto o otimista tem a capacidade de analisar qualquer tipo de questão, organizá-la e solucioná-la rapidamente. 

Muitos conseguem vencer na vida mesmo sendo pessimistas. Mas por que pagar tão caro por suas vitórias? Por que se desgastar tanto para ter êxito? Comece a cultivar o alto astral dentro de você, a brincar com os reveses da vida, a enfrentar com bom humor até as situações mais complicadas. 

O alto astral é uma forma de ver a vida. Portanto, é diferente do prazer. Quando falamos de prazer, inevitavelmente pensamos em sexo, comida, lazer. O alto astral é bem mais do que isso. É um gesto de generosidade com a vida, com os erros, com as dificuldades. A seriedade leva ao julgamento; o alto astral , à compreensão. Uma boa maneira de saber como anda seu astral é observar se está julgando os outros. 

Quando alguém está feliz não perde tempo nem energia com isso. O alto astral tem origem na bondade, que, por sua vez, começa no amor. O amor cria a verdadeira alegria de viver. Ame todas as pessoas e brinque com elas, especialmente com você mesmo.


Roberto Shinyashiki



22 de maio de 2013

O que é ser gentil?



Gentileza é um modo de agir, um jeito de ser, uma maneira de enxergar o mundo. Ser gentil, portanto, é um atributo muito mais sofisticado e profundo que ser educado ou meramente cumprir regras de etiqueta, porque embora possamos ser educados, a gentileza se trata de uma característica diretamente relacionada com caráter, valores e ética; sobretudo, tem a ver com o desejo de contribuir com um mundo mais humano e eficiente para todos. Ou seja, para se tornar uma pessoa mais gentil, é preciso que cada um reflita sobre o modo como tem se relacionado consigo mesmo, com as pessoas e com o mundo.

A rotina nos cega, costumo dizer. Pressionados por idéias equivocadas, que nos pressionam a ter sempre mais, a cumprir prazos sem nos respeitarmos, a atingir metas que, muitas vezes, não fazem parte de nossa missão de vida e daquilo em que acreditamos, nos tornamos mais e mais insensíveis. E nesta insensibilidade, vamos agindo e nos relacionando com as pessoas - mesmo com aquelas que amamos - de forma menos gentil, mais apressada e mais automatizada, sem nem nos darmos conta disso. É por isso que, a meu ver, ser gentil não pode depender do outro, não pode ser uma moeda de troca, tem de ser uma escolha pessoal, um entendimento de que podemos fazer a nossa parte e contribuir sim para um mundo melhor.

Ser gentil nada tem a ver com ser bobo e fazer o que todos querem que a gente faça. Muito pelo contrário: quanto mais gentil somos com as pessoas, mais gentil somos também com nossa verdade, com nossos valores. Assim, dificilmente nos aviltaremos em nome de algo que não esteja de acordo com nosso coração. Pessoas que dizem sim a todos estão, na realidade, reforçando uma imagem de ‘vítimas da vida’, alimentando um argumento de ‘coitadinhas’, de extremamente boas e injustiçadas. Isso não é ser gentil e demonstra mais uma dificuldade em lidar com sua própria carência do que a força ou o poder contido na gentileza.
Aprender a dizer não nem sempre é uma tarefa simples. A gente aprende que tem de corresponder às expectativas de quem amamos, desde pequeninos; daí, quando crescemos, não sabemos dizer não sem nos sentirmos culpados. Daí para justificar nosso medo de dizer não, é um pulo; afinal, é bem mais fácil transferirmos a responsabilidade de nossas limitações para o outro.

Muitas vezes, a gente associa a palavra não à raiva ou à falta de gentileza, quando na verdade ela é apenas uma resposta, tão cabível quanto o sim. Desde que seja dito com sinceridade e respeito, sabendo por que motivo você está dizendo não, a gentileza é absolutamente coerente. O problema é que a gente já diz com culpa e, para não demonstrar, altera o tom de voz, tenta se justificar acusando o outro ou inventando pequenas mentiras que tornam a relação pesada, tensa. Basta que sejamos honestos, que nos permitamos respeitar nossos limites, que aprendamos a nos dar o direito de dizer não. 
Além disso, vale um questionamento: será que é tão difícil dizer não porque, na verdade, você não consegue ouvir o não do outro? Será que esta dificuldade em negar ao outro não está a serviço de poder lhe cobrar sempre o sim? Enfim, lance mão de um tom de voz compreensivo e afetuoso e o seu não será muito mais humano e aceitável do que aquele que a gente costuma dizer gritando, acompanhado de gestos agressivos.

Ser gentil é extremamente benéfico quando se entende que a gentileza abre portas, muda o rumo dos conflitos, facilita negociações, transforma humores, melhora as relações, enfim, propicia inúmeras vantagens tanto na vida de quem é gentil quanto na de quem se permite receber gentilezas.

No ambiente de trabalho, por exemplo, é fato que as empresas têm preferido, cada vez mais, profissionais dispostos a solucionar problemas e favorecer as conciliações. Afinal de contas, competência técnica é oferecida em universidades de todo o país, mas habilidades humanas como a gentileza são características escassas e muito bem quistas no mundo atual.

Reproduzo aqui 10 dicas para facilitar a prática da gentileza. Creio que se conseguirmos incorporar pelo menos algumas dessas ações, nossa vida já se tornará bem mais leve e gostosa.

1. Tente se colocar no lugar do outro. Isso o ajuda a entender melhor as pessoas, seu modo de pensar e agir.

2. Aprenda a escutar. Ouvir é muito importante para solucionar qualquer desavença ou problema.

3. Pratique a arte da paciência. Evite julgamentos e ações precipitadas.

4. Peça desculpas. Isso pode prevenir a violência e salvar relacionamentos.

5. Pense positivo. Procure valorizar o que a situação e o outro têm de bom e perceba que este hábito pode promover verdadeiros milagres.

6. Respeite as pessoas quando elas pensarem e agirem de modo diferente de você. As diferenças são uma verdadeira riqueza para todos.

7. Seja solidário e companheiro. Demonstre interesse pelo outro, por seus sentimentos e por sua realidade de vida.

8. Analise a situação. Alcançar soluções pacíficas depende de se descobrir a raiz do problema.

9. Faça justiça. Esforce-se para compreender as diferenças e não para ganhar, como se as eventuais desavenças fossem jogos ou guerras.

10. Mude a sua maneira de ver os conflitos. A gentileza nos mostra que o conflito pode ter resultados positivos e ainda tornar a convivência mais íntima e confiável.



Rosana Braga 



21 de maio de 2013

Como é para você falar sobre o que sente?






Todos nós temos um pouco de dificuldade em lidar com nossos sentimentos. Tudo começa quando ainda somos crianças. Naquela época, raramente tínhamos alguém que nos desse apoio para que pudéssemos demonstrar sentimentos como raiva, ciúme, inveja, vergonha. Em muitos casos, nem chorar era permitido. E com isso, muitas pessoas aprenderam logo cedo a engolir suas lágrimas e sentimentos. Nos ensinavam, com raríssimas exceções, que nada devíamos demonstrar, e aos poucos aprendemos a reprimir o que sentimos. Quando não tivemos quem nos ajudasse a lamentar nossos momentos de dor, solidão, tristeza, acabamos por bloquear, reprimir para outras pessoas e para nós mesmos, tudo aquilo que sentimos. Queremos ser fortes e conseguimos, mas só nós sabemos qual o preço que pagamos. 

Com o tempo, começamos a perceber que tudo aquilo que por anos ficou muito bem guardado, começa de alguma forma a pedir, para não dizer gritar, que precisa sair. É neste momento que inconscientemente criamos situações nas quais estes sentimentos possam ser experimentados novamente. Quando vivemos situações de desprezo, rejeição, abandono, solidão, maus-tratos, quando criança e não havia quem pudesse suportá-los ao nosso lado, passamos a recriar situações e relacionamentos para podermos expressá-los aqueles mesmos sentimentos que foram reprimidos, com a fantasia inconsciente de resolver o trauma original. Nem sempre recriamos as mesmas situações, mas sim qualquer situação que nos faça sentir os mesmos sentimentos. 

Sentimentos de rejeição, abandono e abusos vividos durante a infância são os mais difíceis de serem superados. É como se registrássemos que não somos dignos de sermos amados, nem aceitos por aquilo que somos. Isso pode gerar muitas dificuldades nos relacionamentos, seja em forma de boicotes ou repetição de padrões, pela necessidade constante de aprovação e reconhecimento. Por exemplo, uma pessoa que viveu situações de rejeição e abandono durante sua infância, pode buscar, é isso mesmo, buscar inconscientemente, situações que a façam se sentir abandonada e rejeitada. Se teve um pai e/ou mãe que a rejeitaram, foram ausentes, distantes, poderá fazê-la recriar relacionamentos com pessoas que a faça se sentir igualmente rejeitada e abandonada. Isso pode parecer absurdo, mas nosso inconsciente faz exatamente isso mesmo, mas há uma intenção, que é nos libertar daqueles sentimentos que tanto machucaram e continuam a machucar, mesmo depois de muitos anos.

Mas, para isso, é importante ter alguém com quem possa contar o que sentiu, lamentar, e receber todo apoio que não recebeu na época que aconteceu. Há pessoas que perderam pessoas significativas quando crianças e até hoje, já adultas, não choraram, nem elaboraram, e muito menos superaram essa dor. Ser capaz de falar sobre a dor que sentimos significa que inconscientemente estamos dispostos a aceitar e superar o que nos aconteceu. O que nem sempre é fácil, pois assusta, causa medo de sentir mais dor, o que faz com que as pessoas evitem tocar nestes assuntos, o que só causa mais dor. O fato de não falar sobre o que sentimos, não nos isenta de senti-los. 

Quando passamos uma vida sendo machucados e passamos por cima, ignorando como se nada tivesse acontecido, pois do contrário ficaríamos completamente sós, acabamos por permitir que outras pessoas nos machuquem mais e mais. Assim, perdemos o foco em nossa própria vida, deixando de nos ouvir para ouvir aos outros, deixamos de ser nós mesmos para sermos quem gostariam que fôssemos, e é assim que nos perdemos de nossa essência, de quem somos verdadeiramente. 

É preciso lembrar e ter consciência que se um dia alguém não o aceitou, o abandonou, muitas outras lhe deram valor, gostam de você e estão ao seu lado. É preciso parar com essa busca incessante de aprovação, seja de quem for, geralmente dos genitores, e que pode se estender por toda uma vida. Do contrário, de vítima poderá se tornar em algoz de si mesmo. Se a rejeição ainda está viva como se existisse no momento presente é porque de alguma forma você assim permite. Interrompa esse círculo vicioso de dor. Libere este sentimento para que ele se dissolva e pare de te torturar. Hoje você não precisa mais passar pelas mesmas agressões, indiferença, desprezo, vergonha, humilhação, entre tantas outras situações que já vivenciou. Hoje você pode viver na harmonia, paz, tranqüilidade, pois essa condição só depende de você. Enquanto criança não temos muitos recursos para nos defender, mas hoje adultos, podemos, e temos todo direito de sermos pessoas inteiras, felizes, sem implorar por carinho, apoio, compreensão, amor. 

Com certeza, você deve ter muitos momentos agradáveis registrados em sua mente. Muitas palavras e atitudes de carinho. Traga isso para o momento presente. Por que se sentir desvalorizado, diminuído, inferior, rejeitado, por que uma pessoa não o aceitou ou demonstrou aquilo que você precisava? Por que não permitir que o amor de outras pessoas, que com certeza há ao seu redor, chegue até seu coração? Quais são as pessoas que lhe demonstram amor, carinho, atenção, que lhe tratam com respeito, dignidade e consideração? Valorize essas pessoas, deixe que o amor que sentem por você seja muito maior que a rejeição e o desprezo que recebeu um dia. Você pode reagir, portanto, reaja! 

A vida não pode ser contabilizada apenas de dor, mágoas, tristezas, mesmo que um dia existiram, elas podem ser substituídas por alegria, paz, harmonia. Saber valorizar o que recebemos de bom e partilhar com quem nos faz sentir vivos, alegres, pode ser um antídoto contra a dor que nos fizeram um dia sentir. Solte essa dor, chore o que não chorou, procure quem possa ouvi-lo, só assim irá conseguir se libertar daquilo, que por mais que negue, ainda dói dentro de você.


Rosemeire Zago