6 de fevereiro de 2011

Questão de confiança




Quem já não ouviu um homem pronunciar a seguinte frase: "Se você confiasse em mim..." Muitos deles passam a vida tentando compreender porque as mulheres encontram tanta dificuldade em confiar neles. Embora pareça estranho, a resposta pode estar nas diferenças fisiológicas entre os sexos.

Tudo começa no nascimento, quando os meninos têm uma vantagem física sobre as meninas causada pelos níveis mais elevados de testosterona. O hormônio masculino é responsável pelo poder físico, utilizado por eles tanto para se defender do perigo como para escapar da ameaça. Com isso, quando eles confiam em alguém que pode feri-los, têm a opção de se defender fisicamente (ou ao menos tentar). Já as meninas, por não terem desenvovido essa habilidade, não têm essa opção e, consequentemente, esse poder.

Elas aprendem, então, que uma pessoa só pode confiar em alguém a partir de uma posição de poder. Desta forma, se transformam em mulheres e, naturalmente, terão dificuldade para confiar diante de sua posição de vulnerabilidade.

Portanto, os homens, quando pedem às mulheres algo tão simples como confiança, devem compreender que não são elas que não querem confiar, mas que se sentem (e são) mais vulneráveis que eles.

Se falta confiança, é preciso algo que a desenvolva. E isso pode ser um gesto que mostre à mulher que ela pode contar com seu companheiro. O homem que cultiva a confiança em uma mulher é aquele que não apenas fala, mas também faz.

Toda mulher precisa ver que o homem honra o que diz. O que se vê é mais importante do que o que se ouve. Por exemplo: imagine alguém afirmando, em diversas ocasiões, que uma determinada pessoa é violenta e intolerante. Você mudaria sua opinião e outra pessoa dissesse o contrário sobre ela? Provavelmente, não.

Porém, se você encontra com essa pessoa, e ela demonstra amabilidade, humildade e respeito, provavelmente sua opinião começará a mudar. Com isso, estabelece-se um paradoxo entre o que você ouviu e o que viu. Mas é desta forma que os rumores começam a desaparecer devido à consistência das ações. Com o tempo, o que você vê apaga todos os adjetivos que ouviu.

Por isso, quando a mulher percebe que as palavras de seu companheiro, correm paralelamente com suas ações, naturalmente entregará sua confiança. Por outro lado, quando as palavras e as ações não se correspondem, ela terá resistência em se entregar. A regra é simples: basta falar e fazer.

Bob Grant 

Um comentário:

Kiro Menezes disse...

Belíssimo texto!!!

Gostei deveras de teu espaço e voltarei mais vezes...

^_^•