Mostrando postagens com marcador Confiança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Confiança. Mostrar todas as postagens

21 de dezembro de 2012

Confiar um no outro, essencial para um amor maduro




Amor implica depender, estar na mão da outra pessoa. Por isso, amar alguém que não nos transmite confiança é ser irresponsável para consigo mesmo.

Poucos são os casais que vivem em concórdia, num relacionamento que crie condições para que ambos cresçam emocional e intelectualmente. Mas, porque existem alguns casais que vivem em harmonia, devemos nos empenhar para também fazermos parte dessa minoria privilegiada. Hoje quero me dedicar a um aspecto essencial das boas relações amorosas que é o desenvolvimento da confiança recíproca. Amar implica depender, estar na mão de outra pessoa. Ela tem, mais do que ninguém, o poder de nos fazer sofrer. Basta querer nos magoar que conseguirá isso, com uma simples palavra ou gesto. Se quiser nos fazer sentir insegurança, não terá problema algum. Fica mais do que evidente que, quando uma pessoa ama alguém que não se empenha em despertar a sensação de confiança e de lealdade, ela irá padecer muito. Irá se sentir permanentemente ameaçada, terá ciúme de tudo e de todos. Amar alguém que não nos passa confiança é, pois, uma irresponsabilidade para consigo mesmo. É uma ousadia, uma ingenuidade e uma grande demonstração de imaturidade emocional - ou sinal de que se tem satisfação com o sofrimento.

Em geral as pessoas se colocam nessa condição em virtude de terem se encantado com alguém que, de fato, não dá sinais de confiabilidade. Aceitam essa atitude egoísta do amado imaginando que seja uma fase, um período doloroso que irá passar com o tempo. Fazem tudo para demonstrar o seu amor, para cativar o outro e esperam que isso faça com que, finalmente, ele se renda, e também se entregue de corpo e alma à relação afetiva. Acaba se compondo uma espécie de desafio, em que aquele que não é confiável percebe que recebe mais atenções e carinho exatamente por agir dessa forma. Com isso se perpetua a situação e me parece bobagem achar que o futuro será diferente do presente. Afinal de contas, aquele que não se entrega ao amor, acaba sendo altamente recompensado por isso e não terá nenhuma tendência para alterar sua atitude.

Quando a mágica do encantamento amoroso não vem acompanhada da mágica da confiança, a pessoa está posta numa situação muito difícil, na qual o sofrimento e insegurança serão as emoções mais constantes. E essa mágica da confiança de onde vem? De vários fatores, sendo que o primeiro deles depende do comportamento da pessoa amada. Não é possível confiarmos numa pessoa que mente, a não ser que queiramos nos iludir e tentemos achar desculpas para não perder o encantamento por ela. Não é possível confiarmos em pessoas cujo comportamento não está de acordo com suas palavras e suas afirmações. Aliás, quando o discurso não combina com as atitudes, penso que devemos tomar essas últimas como expressão da verdadeira natureza da pessoa. Não é possível confiarmos em pessoas que mudam de opinião com a mesma velocidade com que mudamos de roupa. É evidente que todos nós, ao longo dos anos, atualizamos nossos pontos de vista. Porém, acreditar em certos conceitos num dia - na frente de certas pessoas - e defender conceitos opostos no outro - diante de outras pessoas - significa que não se tem opinião firme sobre nada e que se quer apenas estar de bem com todo mundo. Amar uma pessoa assim é, do ponto de vista da autopreservação, uma temeridade.

A capacidade de confiar depende também de como funciona o mundo interior daquele que ama e não apenas da forma de ser e de agir do amado. Não são raras as pessoas que não conseguem desenvolver a sensação de confiança em virtude de uma autoestima muito baixa. Desconfiam da capacidade que têm de despertar e conservar o amor da outra pessoa; se sentem inseguras, acham que a qualquer momento podem ser trocadas por criaturas mais atraentes e ricas de encantos. E, o que é mais grave, se sentem assim mesmo quando recebem sinais constantes, coerentes e persistentes de lealdade por parte da pessoa amada. Nesses casos, não há o que essa criatura possa fazer para atenuar o desconforto daquelas, cuja única saída é um sério mergulho interior em busca de resgatar a autoestima e a autoconfiança perdidas em algum lugar do passado.

Finalmente, para uma pessoa desenvolver a capacidade de confiar é necessário que ela seja uma criatura confiável. Costumamos avaliar as outras pessoas tomando por base nossa própria maneira de ser. Se nos sabemos mentirosos, capazes de deslealdade e de desrespeito aos outros, como ter certeza de que as outras pessoas não farão o mesmo conosco? Só aquele que tem firmeza interior, que tem confiança em si mesmo no sentido de respeitar as regras de conduta nas quais acredita, pode imaginar que existam pessoas em condições de agir da mesma forma. Se a felicidade sentimental depende do estabelecimento da confiança recíproca, ela será, pois, um privilégio das pessoas íntegras e de caráter.


Flávio Gikovate



30 de setembro de 2012

Não basta conquistar. É preciso saber fazer seu amor durar!




Tem gente que acha que difícil é conquistar. Tá, não vou dizer que seja a tarefa mais fácil do mundo, afinal, requer charme, espontaneidade, coragem de correr riscos, um mínimo de autoestima e, sobretudo, coerência para atrair alguém com chances razoáveis de dar certo, ou seja, com compatibilidades!

Mas, pode ter certeza de que mais difícil do que conquistar é saber manter um grande amor. É saber transformar a paixão inicial numa parceria com boa dose de sintonia, respeito, confiança e admiração. Difícil mesmo é compartilhar com leveza, conviver com tolerância e relevar, abstrair, superar a si mesmo.

Sim, o mais difícil de tudo é conseguir se enxergar no outro. É parar de apontar o dedo e acusar como se qualquer pessoa pudesse ser responsabilizada pelos percalços no seu relacionamento, menos você mesmo. Parar de botar lentes de aumento em tudo o que o outro faz de errado e começar a exaltar seus encantos, suas qualidades.

Difícil mesmo, gente, é regar a plantinha todos os dias. Porque se não nos mantivermos atentos e comprometidos, o "todos os dias" distrai, cansa e perde a importância. E este é o maior erro da grande maioria das pessoas: esquecer que o amor é feito de um dia de cada vez.

Tendemos a acreditar que amor de verdade dura para sempre sem que nada precisemos fazer além de decidir isso uma única vez. Apostamos que uma vez escolhido, o amor sobrevive por si só. Errado! Isso não funciona! Amor é verbo de ação. É escolha diária. É um constante fazer, refazer, desfazer e começar tudo de novo! Amor é dinâmico, vivo, e por isso, precisa ser nutrido!

Como? Ótima pergunta! Cada um tem a sua lição de casa: descobrir de que forma melhor sabe reconquistar a pessoa que está ao seu lado. Mas de uma coisa eu tenho cada dia mais certeza! É de que o primeiro passo é você quem terá de dar! Enquanto continuar esperando que o outro mude, que o outro faça, que o outro ceda, que o outro te reconquiste, nada de efetivo e satisfatório poderá de fato acontecer! É você quem tem de agir!

Infelizmente, não existe uma receita que funciona para todo mundo. Mas algumas dicas podem ser providenciais e fazer a diferença na sua intenção de fazer o seu amor durar!

Meça as palavras na hora em que estiverem discutindo!
Quando estão nervosos, a chance de exagerarem e distorcerem o que vêem e o que sentem é bem grande. Por isso, pense antes de falar e, se for o caso, espere a poeira baixar para continuar a conversa.

Lugar de lavar roupa suja é em casa mesmo!
Esse negócio de brigar na frente dos outros, ofenderem-se ou expor o que o outro fez de errado não está com nada. Só serve para constranger a pessoa que você mesmo escolheu para viver ao seu lado. Segure a onda e espere chegar em casa para conversarem.

Observe e elogie ao menos uma qualidade do outro por dia!
Basta começar para encontrar ótimas razões de reconhecer o quanto você é inteligente por ter escolhido essa pessoa dentre as 7 bilhões do planeta! Faça isso agora!

Cuide de sua aparência e de seu perfume, como fazia no início.
Tem gente que acha que só na hora de conquistar é preciso escovar os dentes, cuidar dos cabelos e passar perfume. Não caia nessa cilada, porque detalhes contam muito na hora de manter uma relação.

Compartilhe sentimentos, pensamentos e, principalmente, sonhos!
Não deixe que o trabalho, os filhos e as contas mensais roubem sua vontade e seu entusiasmo para contar sobre o que sente, pensa e deseja viver. Compartilhe porque isso aumenta demais a intimidade e cumplicidade entre vocês.

Seja parceiro nos momentos difíceis!
O modo como você se comporta quando o outro está passando por uma fase difícil vai ser lembrado por muito tempo. Vale a pena se esforçar e caprichar na atenção, na paciência e no carinho!

Riam de si mesmos! Façam piadas e divirtam-se juntos!
A vida já é, por si só, muito dura algumas vezes. Por isso, faça a sua parte e cultive a alegria, o senso de humor e a leveza! Quando tudo estiver dando errado, ria. Tente e veja como isso pode aliviar a tensão e facilitar as soluções.

Seja você mais paciente e tolerante!
Pare de achar que é o outro quem tem de ter mais tolerância. Tenha você! Mude você! Isso é sinônimo de originalidade e inteligência. E se não houver reciprocidade, fale: tenho tentado dar o melhor de mim, mas parece que não tenho conseguido. De que forma você acha que eu posso melhorar? E escute de verdade!

Faça algo novo, diferente. Saia da rotina!
Não deixe que o dia a dia cegue o casal e transforme a vida de vocês numa grande chatice. Vá tomar um chope num final de tarde ou comer um cachorro quente na praça da cidade. Chega de dar desculpas e faça algo pra tirar as "teias de aranha" desse relacionamento.

Brinque de sedução e erotismo de vez em quando.
Sei que transar todo dia ou esperar uma performance de cinema na maioria das vezes é utopia, mas convenhamos: de vez em quando, dá sim para caprichar no cenário e no visual e brincar de namorar. É tudo de bom e revigora a relação.

Beijar é fundamental! Intimidade é o que os torna um casal!

Infelizmente, muitos casais deixam de se beijar com o tempo. Beijar mesmo, beijo completo, com língua e demorado. Essa é uma das atitudes que você só tem com quem se relaciona, por isso não perca o que diferencia essa relação da que você tem com amigos, filhos e familiares.

Fazer seu amor durar realmente requer investimento, dedicação e atualização. Mas se você faz isso com seu trabalho, com seu conhecimento e com sua vida material, por que vai negligenciar justamente a área mais importante de sua vida? E se não acha a mais importante, imagine agora que acabou de sofrer um acidente ou uma grande perda. Para quem vai ligar? Com quem vai contar? De quem espera receber companhia e apoio?

Tomara que seja da pessoa com quem você escolheu compartilhar seu coração, sua casa e sua cama! 


Rosana Braga


21 de julho de 2012

Coisa rara



Meu Deus, como é difícil ter um bom amigo hoje em dia. Alguém que possa oferecer um colo e um afago na hora da tristeza e que consiga sorrir de verdade com a sua alegria. É que nem todo amigo é amigo o suficiente para dar pulos de felicidade com as coisas boas que chegam na sua vida. 

Não é fácil compartilhar o dia a dia, deixar as próprias frustrações e projeções de lado e ser limpo, honesto, puro. É muita coisa em jogo. Tem mágoa, tem inveja, tem os percalços da vida, tem suas desilusões, tem seus planos que mofaram dentro da gaveta. É por isso que digo com certo amargor na boca: nem todo mundo sabe ser amigo. 

Existe aquele tipo de gente que veste a máscara de amigo e só quer saber da sua vida. Quer sugar, ficar por dentro, mas não dá nada. Não compartilha, não divide, não sabe se doar. Não conta nada de si e quando você pergunta só diz que está tudo bem. Tem também o tipo que nunca tem problema, que a vida é sempre boa, sem tropeços e sem nada chato ou ruim. Estranho, não? A vida muitas vezes é bem chata e bem ruim e a gente não tem nada a fazer a não ser esperar. Porque tem coisa que foge do nosso alcance e temos que entender isso também. Nem tudo depende de mim, de você, do nosso esforço, do nosso suor. 

Tem também o tipo que, mesmo sem querer, não consegue ficar feliz por você. O máximo que diz é que legal, que bom, parabéns. Mas aquela felicidade que vem de dentro não dá as caras. Me pergunto: isso é ser amigo? Quantos amigos você tem? Não falo daquele companheiro de bar, aquele que ri das suas piadas, brinda com um copo de cerveja gelada. Quantos amigos você tem? Não falo daquele que é uma pessoa legal e divertida para trocar ideias e fazer fofoca. Quantos amigos você tem? Não falo daquele que sabe cada passo seu e oferece sempre o lenço de papel mais próximo. Quantos amigos você tem? Não falo daquele que está sempre junto nas festas. Quantos amigos você tem? Não falo daquele que sabe da sua vida apenas o que você quer que saiba. 

Quantas pessoas te conhecem de verdade? Pra quem você se abre? De quem você não tem medo? Que pessoa você tem certeza que quer o seu bem? Quem realmente não sente desconforto ao ver sua felicidade? Quem não ficou magoado por bobagem? Quem sabe reconhecer quando erra? Quem nunca te deixou na mão? Quem assume quando pisa na bola e pede desculpa? Com quem você discute, mas depois fica tudo bem? Quem entende o seu jeito? Quem aceita seus defeitos? Quem não fala mal de você para os outros amigos? Quem ajudaria você a pagar sua conta de luz, caso fosse necessário? Quem vibra com seu sucesso profissional? Quem deseja realmente toda felicidade do mundo no seu relacionamento? Quem? Por favor, me diga quantos, quantas. Quem valoriza o que você faz? Quem é grato pelo que você fez? A ingratidão em qualquer relação é coisa muito feia, principalmente em amizade. 

É bom a gente pensar de vez em quando sobre isso. Analisar as relações, as pessoas, rever as amizades. Agora você me responde ah, mas eu ligaria para a Camila às 4 da manhã se estivesse em apuros e tenho certeza que ela sairia de casa e me ajudaria. Eu não estou falando disso. Falo de algo mais profundo, que conecta as pessoas, que une e não separa por nenhuma força. Falo de um sentimento genuíno, de amor, de gratidão, de respeito, de carinho, de amizade. Muita gente fala que fulano é amigo, mas não sabe o significado disso. Ser amigo é chorar o teu choro e rir, com o coração, o teu riso. E isso é coisa rara hoje em dia.

Clarissa Correa

23 de junho de 2012

Sem planos...



Estava sonolenta quando senti a presença doce de uma avó... Fiquei ali quieta desfrutando daquela energia tão acolhedora e calma, mas parece que ela queria me dizer algo. E ela me disse que não era hora de fazer planos.

Ela disse isso, mas... nesse tipo de comunicação, parece que a gente recebe as informações todas de forma clara e entende sem passar pelas palavras de modo linear... como se as informações viessem em um bloco e depois a gente coloca em palavras o que entendeu... Com essa frase, ela me passou que os planos que eu fizer agora podem atrapalhar algo novo que está chegando... mas como á algo novo mesmo, que ainda não tenho registro, qualquer plano agora pode interferir porque os planos são baseados em coisas que já conhecemos, em memórias e experiências do passado e... se nos apegamos a eles, dificultamos a entrada do novo... que não se encaixa em nada do que já é conhecido...

Assim, ela me passou essa mensagem e sua doçura de sempre... e também a tarefa de apagar todos os planos que eu já havia feito para os próximos dias.

Agora, sei que meu momento é não fazer planos porque nenhum plano que eu possa fazer vai servir... pensei comigo, enquanto tentava deixar escorrer por água abaixo tudo que minha fértil imaginação havia criado para os próximos dias... É que justamente nos próximos dias vou fazer uma viagem para um lugar que sempre quis ir, desde que soube da sua existência... e como já havia pesquisado muito sobre lá... claro, que junto com as pesquisas, muitos planos iam sendo feitos... E pensei que não ia ser fácil me desfazer de tudo que criei para deixar livre esse espaço de tempo que vou viajar... Mas, como diz uma mulher muito sábia "fala quem pode... obedece quem tem juízo"... resolvi optar por obedecer... e deixei ir tudo que planejei... e, por incrível que pareça, o vazio de planos se revelou como um estado muito bom de ser.. Senti-me muito mais confortável e encaixada no presente...

Fiquei pensando como em nossas vidas, cada ciclo... cada tempo, tem um tipo de energia e, se a gente obedece os sinais e as mensagens que nos são passados de muitas formas, fica mais fácil deixar fluir em sintonia com as energias do ciclo em andamento.

Há um tempo que é de fazer planos, há um tempo que é de não planejar nada e receber o novo, há um tempo de espera, quando qualquer movimento pode atrapalhar o que está encaminhado, há um tempo de ação... e assim vai.... e a chave é a gente estar aberta para perceber o ciclo em andamento e para fluir em sintonia com esse ciclo.

Sei que, às vezes, não é tão fácil soltar nossos planos e desejos porque acreditamos que temos que controlar as coisas para que elas dêem certo... e nem sempre confiamos que as coisas possam dar até mais certo sem o nosso controle...

Confiar que existem outros planos melhores que os nossos pode aliviar tanto nossa mente e nos dar uma sensação tão boa de leveza para o presente, que vale a pena tentar... se esse for o seu momento também, relaxe e deixe que o universo manifeste os planos que tem para você... Confie que nesses planos, muito além de tudo que você conhece, pode estar incluído um novo e maravilhoso caminho...


Rubia A. Dantés


28 de agosto de 2011

Você é uma pessoa coerente?




Quando chega o final do ano, mesmo sabendo que os finais e começos são ilusórios, sempre dá aquela sensação boa de renovação. É quando todo mundo ousa sonhar um pouco e brincar de desejar uma vida mais feliz.

Se sonhar é maravilhoso, ver um sonho ganhar raízes e se ancorar na vida real é o mais puro néctar, cada sonho um pedacinho de felicidade criado por nós - não essa felicidade idealizada que os imaturos ainda buscam, mas a felicidade possível, muitas vezes feita de coisas pequenas e simples.

Mas para que tenhamos a chance de aproximar os sonhos de nossa vida real, é preciso que sejamos capazes de manifestar o que chamarei de coerência. A coerência acontece quando alinhamos nossos pensamentos, sentimentos e ações com os nossos sonhos. Por exemplo, de nada adianta sonhar com uma vida mais simples, se continuamos nos sentindo compelidos a comprar cada vez mais coisas, nos endividando a ponto de nos tornarmos escravos de trabalhos e rotinas de vida tão complicadas.

Assim, procure trazer para a sua consciência o que de fato importa para você, e procure avaliar o custo envolvido na realização de seus desejos. Não siga pela vida agindo como uma criança que acredita poder ter tudo sem dar nada em troca, negando a realidade. Mesmo sendo um pouco desconfortável, quando ficamos em contato com a realidade nos tornamos mais poderosos e capazes de manifestar na vida concreta aquilo que almejamos internamente.

Todos nós possuímos um imenso potencial criativo e somos capazes de transformar muito mais coisas do que imaginamos. Podemos criar mais saúde, mais harmonia, mais paz, mais alegria. Podemos mudar de rumo na vida, deixar para trás o que já não faz sentido, abrir caminho para que o novo chegue. Podemos nos tornar mais conscientes, mais amorosos, mais realizados, mais poderosos. Mas para isso precisamos acreditar em nós mesmos e nos dar uma chance. Se nos definirmos com base em nosso passado, nos aprisionamos em um círculo vicioso de infinitas e tediosas repetições. Não faça isso com você. Você pode ter caído dez vezes em um buraco, isso não significa que acontecerá de novo!

Abra-se para que o seu melhor venha à tona. Queira, lá no fundo do seu ser, que isso aconteça. Mesmo que um longo caminho ainda o separe do que você deseja conquistar, ao menos dê os primeiros passos na estrada que o conduz naquela direção. Siga sempre em frente, na velocidade que for possível para você. Não perca a coerência, não traia a si mesmo no meio do caminho, apenas siga, sem se preocupar com quando finalmente chegará. Aprecie essa viagem chamada vida! Quando sentimos que já estamos a caminho, algo em nosso íntimo se acalma, e dessa calma flui uma confiança amorosa de que, se persistirmos, sem desistir, um dia chegaremos lá.



Patricia Gebrim


Jevetta Steele - I`m Calling You


15 de agosto de 2011

Nada será como antes...




Ontem era outro.
Outra coisa, outra pessoa, outra vida.
E esse aqui?
Eu?
Sim!
É a minha vida!
A vida é sempre diferente. É para viver!
A vida são escolhas! Colhemos o fruto das escolhas!
A escolha é nossa! É de cada um!
E a vida segue seu rumo. Segue o rumo que acreditamos ser o normal!
Tudo é normal se acredita ser!
Mas o que é normal?
Normal é o que é certo para você! Mas o seu normal pode ser anormal visto pelos outros. Os outros têm conceitos de vida diferentes!
Cada um é o que é! Deixe ser! Normal é ser a gente!
Para a sociedade, normal é o que está dentro das normalidades vigentes.
Deixa estar! Fique com você!
Cada um escolhe o que quer viver e segue as próprias escolhas! Segura essa! A sua! Escolha e depois segure o que virá!
No devido tempo as consequências sempre aparecem!
Então fique responsável pela sua escolha! A que você escolheu!
Mas que tempo é esse? A que tempo virá?
No tempo de maturação de tudo que é feito por todos nós.
Você escolhe, o outro escolhe e no frigir dos ovos, muitas vezes, é feito “um grande omelete” e comemos juntos!
Afinal, vivemos em sociedade e não há nada que alguém faça que não atinja o outro!
E vamos todos para o fogão!
A hora é de fazer! O melhor! Não se prenda! Vamos soltar?
Seja arrojado! Fique preparado para o que der e vier!
Vida é isso! Acontece de tudo, acredite!
Não dá para prever, se proteger!
As coisas acontecem e tomamos uma posição!
Se não escolhemos escolhem por nós! Vai deixar?
Mas nada de se achar o tal, o invencível! O super herói! O que sempre sabe de tudo!
Para que? Somos só humanos aprendendo a não errar, tanto!
Deixe para trás tantas ideias formatadas. Cresça em experiências! Experimente!
Sejamos mais humildes reconhecendo nossas reais proporções. E capacidades! Faça o que sabe!
Amplie sua forma de ver a vida! Viva seu querer! Queira viver!
Querer é poder! Mas tem que fazer! Pelo menos, tente!
Responda por sua vida, responda por si! Não critique ou julgue o outro.
Só isso! Saiba ganhar e perder! Estamos todos no mesmo barco, remando!
Se perder, tente mais uma vez! Ou duas! Ou mais! Vai!
Surpreenda-se! Sorria!
Se estiver iniciando ou terminando. Acertando ou errando.
Se cair, levante! Somos falhos. Humanos!
E certeiros, quando insistimos!
Mas se erramos, consertamos. E sempre aprendemos!
E vamos seguindo nosso caminho.
E não pense se deveria. Faça! Toda tentativa é para melhorar!
Na tentativa, uma hora você acerta! Um meio de achar!
Não somos perfeitos!
É durante toda tentativa que nos aperfeiçoamos!
Um dia chegamos lá! Acredite!
Está tudo certo! Tudo é para o bem. Para crescermos!
Na inconstância da vida sobrevivemos e descobrimos melhores formas de viver.
No incerto de tudo podemos nos colocar constantes. Constantes de tentativas! É a vida querendo nos ver atuar!
Se falhar, voltamos a fazer. E fazemos o melhor que sabemos.
O objetivo é viver! E bem!
Assine embaixo e faça o melhor de si mesmo!
Não, nada será como antes...
Se o outro era inexperiente, hoje está experimentado.
Experienciou-se.
Mas ainda tem muito a viver!




Renata D. Lima

Coldplay - The Scientist



 

18 de junho de 2011

Lições de vida


    

Se a desilusão atingir sua alma, devastando seus sonhos e ofuscando novas possibilidades, pense na infinidade de caminhos que podem se abrir para você em apenas um dia, uma hora, um minuto...

Se a frustração acariciar friamente sua face, fazendo-lhe cair diante dos obstáculos, olhe para trás e veja o quanto você já caminhou e o quanto cresceu colhendo em cada trilha amigos sinceros, amores, experiências inesquecíveis...

Se as palavras de insulto e humilhação agredirem a sua integridade, lembre-se de que elas são frutos putrefatos da maldade e da inveja, vire-se e continue a caminhar sem dar ouvidos aos fracos de alma que as pronunciam. Um dia eles entenderão porque são completamente sós...

Se a preocupação com os encargos do dia-a-dia tomar sua mente e enfraquecer o seu corpo, despertando o nervosismo e o estresse, olhe o horizonte e tente descobrir as saídas para os problemas ao invés de lamentar e achar que eles são piores do que realmente são...

Se o vazio e a insegurança invadirem o seu peito, suba em uma cadeira, abra os braços, feche os olhos e repita para si mesmo "Eu posso voar..." Você é capaz de tudo desde que acredite em si mesmo.

Se a solidão sussurrar em seus ouvidos palavras melancólicas, não se esqueça de que em cada dia, em cada instante, você conhece pessoas novas e que uma delas, no futuro, será o grande amor da sua vida, aquela pessoa que te fará acreditar em noites iluminadas, que estará sempre ao seu lado e juntos vocês terão muito a aprender...

Se a tristeza insistir em te acompanhar, saiba enxergar a felicidade nas pequenas coisas da vida, numa conversa com os amigos, na brincadeira com o cachorro, numa paquera em barzinho ou no jogo de damas com seu avô... Rotina é uma palavra que não existe, pois cada dia traz consigo pequenas surpresas e cada pequeno gesto guarda uma imensa felicidade...

E depois de tudo isso, olhe para si mesmo e veja o quão especial você é, imagine o quanto pode fazer pelo mundo e pelas pessoas, valorize as suas qualidades e tente corrigir seus defeitos (o que é realmente difícil) e saiba o quanto é privilegiado por poder caminhar, cair e aprender com os erros,por ser capaz de escrever uma história única,como nenhuma outra...

Pense nisso...

Ouse sonhar, pois os sonhadores vêem o amanhã. Ouse fazer um desejo, pois desejar abre caminhos para a esperança e ela é o que nos mantém vivos. Ouse buscar as coisas que ninguém mais pode ver. Não tenha medo de ver o que os outros não podem. Acredite em seu coração e em sua própria bondade, pois, ao fazê-lo, outros acreditarão nisso também.

Acredite na magia, pois a vida é cheia dela, mas, acima de tudo, acredite em si mesmo... porque dentro de você reside toda a magia da esperança, do amor e dos sonhos de amanhã.


Soraya Souza


Peter Gabriel - Mercy Street

mp3skull.com

16 de junho de 2011

O que é de fato a experiência?


 
A experiência é o meio mais concreto para se adquirir uma confiança, correto? Na verdade, a experiência é uma forma de conhecimento direto, que se confirma por si mesmo. A experiência é o verdadeiro conhecimento, o que não exige e nem envolve crença, pois o conhecimento exclui qualquer necessidade de acreditar.

Um exemplo interessante é a analogia do fogo. Se puser a mão na chama não precisa acreditar na dor, não é preciso existir a crença na dor para que a dor apareça. A dor é experimentada. É imediata, direta, e ela vem com uma intensidade que se antecipa às crenças e interpretações intelectuais.

Sendo assim, deixa a crença em segundo plano. Ao colocar a mão no fogo, você não precisará crer na dor para que ela exista, a dor vem logo de imediato quando você coloca a mão na chama, a dor vem antes que a mente prepare a sua crença ou interrogações sobre a mesma.

Não vejo tanta solução se pedirmos para as pessoas acreditarem na vida ou nelas mesmas. Tenho experiências de pessoas próximas, que sempre recebem sugestões de fé e crença e, mesmo assim, mesmo com argumentos sólidos e lógicos, elas não conseguem acreditar e seguir o seu caminho, o caminho que elas próprias podem encontrar.

É preciso viver, é preciso experienciar. É a experiência que abre a consciência e isso não é questão de ser cético ou crente, pois quando ambos experienciam algo, a sua fé se torna inabalável.

Quando você se permitir viver isso, você irá perceber que a conquista de uma confiança jamais foi a busca por uma crença. A verdadeira confiança é a busca da concepção de algo que é inexplicável.

Lembre-se que acreditar é diferente de confiar. E viver é viver a vida na sua plenitude. Será a sua experiência, não será nada emprestado dos outros. Você tem a certeza porque você viu e viveu aquilo, como agora será desacreditado? A verdadeira fé é aquela que encara a razão face a face.

Essa é a diferença entre a crença e a confiança. A crença só é sugestão, o que pode ser. Toda crença existe porque existe a dúvida. A dúvida está sempre onde a crença é criada. Mas a confiança vem de dentro, ela é provada por você, ela é vivida e nada pode derrubá-la. Você não está na ignorância e se a confiança vem de dentro, do viver, só ela pode mudar o seu interior. A crença vem dos outros, da cultura, vem de fora, como ela poderá atingir o seu interior e modificá-lo? É no seu interior que está a dúvida e é no seu interior que a confiança surge, porque a mudança real é interna e não externa. Viver é mais que o saber.

Para Jung, o pai da psicologia transpessoal e criador da psicologia analítica, é necessário desconfiar de uma sabedoria que não é fruto da reflexão e da maturidade obtida pelos próprios esforços.

Osho, graduado em filosofia e um dos homens mais conhecidos e provocativos do século XX, disse que a verdade não pode fazer concessões, pois assim deixa de ser verdade. E a verdade não é uma crença, mas uma experiência. Osho nunca pede às pessoas para acreditarem no que ele diz, mas, ao contrário, pede que experimentem e percebam por si mesmas se o que ele está dizendo é verdadeiro ou não. Ao mesmo tempo, ele é implacável ao encontrar meios e maneiras de revelar o que as crenças de fato são, meros consolos para amenizar nossas ansiedades frente ao desconhecido e barreiras para o encontro de uma realidade misteriosa e inexplorada.

A questão que você pode observar é que as experiências vão além dos limites da razão e que foram a ênfase de grandes homens como Lao-Tsé, Osho, Buda, Jung, Platão, Dalai-Lama, Sócrates e tantos outros.

Confiar é a chave. Vá à busca. Viva, experimente, e perceba por si mesmo se o que eu estou dizendo é verdadeiro ou não. Só assim você estará completo consigo mesmo.



Marcelo Vinicius


Santana - Europa

17 de maio de 2011

Incerteza





Estamos em um tempo onde muitas coisas que nos davam segurança e em que confiávamos plenamente já não servem mais...

Para quem sempre aprendeu a colocar o poder lá fora, isso fica muito complicado e gera uma enorme insegurança. Aprendemos a querer certezas e quase não sabemos lidar com o que é incerto.

Cercamo-nos e acumulamos coisas que nos dão uma aparente estabilidade e segurança... fora e dentro de nós.

Fora acumulando coisas... dentro acumulando memórias e crenças que acreditamos que nos protejam e garantam uma estabilidade.

Num mundo onde a única coisa certa é a mudança... a impermanência... buscar estabilidade parece bem incoerente. Mas aprendemos assim e passamos a vida construindo castelos de areia, pensando serem sólidas construções...

Ao perceber que não podemos mais confiar em tanta coisa fora de nós, que antes nos oferecia segurança nós sentimos, às vezes, um frio na barriga... uma vontade de correr; mas... correr para onde?

Estamos em um tempo onde as estruturas que foram criadas em cima de coisas ilusórias estão sendo quebradas... tudo que foi criado com base em crenças e conceitos equivocados está sendo revolvido até as raízes.

Saber fluir com a incerteza é uma chave preciosa, uma vez que nossas certezas se baseavam nos conceitos do ego... que agora, muitas vezes, não vê saída diante das situações que nos são colocadas. Parece que o Planeta -e cada um de nós- está sendo passado a limpo e que nada mais pode ficar guardado debaixo do tapete...

É justamente quando nos julgamos sem saída... quando já esgotamos os recursos do ego... que nos rendemos... Entregamos o controle a uma força maior, porque reconhecemos que não podemos fazer mais nada... e aí os milagres podem acontecer...

Estamos em meio a profundas transformações e diante de nós há a possibilidade de nos tornarmos quem verdadeiramente somos... sem os acréscimos e as limitações do ego...

É preciso deixar ir tudo que ainda nos prende e limita e aprender a fluir na incerteza... aprender que não precisamos nos cercar de tantas coisas... Sei que esse não é um aprendizado fácil, diante da forma pela qual aprendemos a lidar com a vida... mas é o que de melhor podemos fazer nesses tempos de tantas mudanças.

Se estamos abarrotados até o teto de coisas e de memórias, nem deixamos espaço para que o novo... o que está além de tudo que é conhecido... possa se manifestar.

Mesmo as coisas que são muito boas podem prender... e às vezes representam uma prisão muito mais difícil de sairmos dela.

Se nos apegamos, mesmo ao que é bom e queremos manter aquilo em nossa realidade, é porque ainda não confiamos que o Universo possa nos trazer algo ainda melhor...

Soltar... deixar ir... aprender a fluir com a incerteza... sabendo que ela pode ser uma fonte inesgotável de surpresas... arriscar o novo... e nos abrir para a Vida que está sempre se renovando a cada novo dia... nos dá forças para acompanhar esse tempo... que pode não ser o mais fácil... mas é o que temos e pode esconder nas aparentes dificuldades a semente da tão buscada felicidade.



Rubia A. Dantés 

1 de abril de 2011

Seja você mesmo



Você também já deve ter ouvido alguém contar sobre o fato de ter dado o melhor de si num relacionamento e, mesmo assim, ter-se dado mal.

Em geral, a queixa de homens e mulheres bons demais é a seguinte: fui muito dedicado, fiz tudo o que o outro quis e não fui reconhecido. Estou cansado de me doar completamente nos relacionamentos e sofrer. Não entendo por que as pessoas dizem que querem encontrar alguém legal e, quando encontram, simplesmente não dão valor... e por aí segue a descrição de uma dor que é realmente dilacerante, mas cujos motivos não são bem esses relatados!

Acontece que pessoas que se doam demais, que fazem tudo o que o outro quer são aquelas que, muito frequentemente, ainda não se deram conta da enorme importância que sua individualidade tem na relação. Ainda se equivocam ao acreditar que para serem amadas precisam ceder sempre, aceitar tudo e simplesmente se anular em função dos desejos da outra pessoa. Enganam a si mesmas acreditando que agem por amor.

Quem nunca se coloca, quem muito pouco discorda do outro, quem quase nunca expressa uma vontade que seja adversa, não faz isso por amor e, sim, por insegurança, por medo de que o outro não tolere ser contrariado e o deixe. Ou seja, estamos falando de uma auto-estima fragilizada, que precisa ser resgatada, alimentada e, sobretudo, auto-reconhecida.

É preciso que essas pessoas percebam que existe uma sutil diferença entre dar o melhor de si e se perder, perder sua própria referência num encontro de amor. Quem vai deixando de mostrar o que incomoda, quem vai deixando de falar sobre o que desagrada, vai se identificando e se misturando com o outro a ponto de se tornar uma espécie de reflexo dele.

E convenhamos: se realmente fosse bom se relacionar com o reflexo da gente, casaríamos com o espelho de casa e seríamos felizes para sempre. Mas ninguém quer isso! Embora a gente procure semelhanças e gostos parecidos no ser amado, queremos e precisamos das diferenças para que o relacionamento cresça, amadureça, engrandeça os dois. Admiramos o que é diferente de nós, aquilo que pode nos transformar em alguém melhor; queremos conquistar o que nos parece um tesouro que ainda não temos.

E veja bem: não estou falando de fazer joguinho de difícil e nem de se colocar aos gritos, impondo suas vontades. Estou falando justamente da arte de encontrar o equilíbrio. Estou falando da encantadora dança do amor, que nada mais é do que a harmonia entre avançar e recuar, com leveza, inteligência, atenção, disponibilidade e, acima de tudo, capacidade de começar de novo ao errar...

Resumindo: quem sempre diz sim, vai se dar mal. E quem sempre diz não, também. O segredo é ceder às vezes e ser mais firme em outras, mas sempre – sempre! – mostrar ao outro qual é sua vontade e ouvir qual é a dele. Assim, quando você ceder, ele poderá reconhecer para que, numa próxima ocasião onde a diferença aparecer, ele possa ceder também. E se isso não acontecer, ou seja, se um terminar cedendo sempre, que vocês possam conversar e pontuar esse desequilíbrio.

Porque, de verdade, quem vive uma série de relacionamentos e sai delas com a sensação de quem nunca é valorizado, certamente está perdendo sua identidade, está se transformando numa companhia sem atrativos, exatamente porque decidiu (na maioria das vezes inconscientemente) ignorar seus predicados para enaltecer somente os predicados do outro. E assim, foi perdendo seu brilho, seu encanto, sua singularidade e também abandonando as características que, paradoxalmente, atraíram a pessoa amada...

Se você tem sofrido e se sentido injustiçado por ser bom demais e não receber em troca nem o amor que achava que merecia por tanta compreensão e dedicação, sugiro que comece a olhar um pouco mais para si e se perguntar: o que eu realmente quero?, mesmo que o tema seja simplesmente escolher o sabor da pizza. E especialmente quando esse desejo for importante, faça-o valer e não desista dele!

Em qualquer relacionamento, para o sucesso ou o fracasso dele, quem você for ou quem você deixar de ser é o que mais vai fazer a diferença! E se vai dar certo ou não, uma verdade é soberana: só vai valer a pena se você tiver conseguido ser você mesmo, ao menos na maioria das vezes!

Rosana Braga

25 de março de 2011

Inocência




A verdade se esconde sob muitos disfarces e, ao contrário do que imaginamos, encontrá-la não acontece através de esforço nem de luta.

Somente quando conseguimos nos despojar da ânsia por realização, do impulso pelo fazer e do desejo de ter o controle sobre a realidade, é que podemos nos aproximar de nossa verdadeira essência.

Para muitos, descobrir a verdade se assemelha a uma experiência de laboratório, onde as variáveis são pré-determinadas e as condições controladas.

Entretanto, a vida é muito mais rica, multiforme e cheia de nuances e possibilidades do que podemos imaginar. Exatamente por isto, entrar no terreno do mistério exige de nós um total despojamento, uma confiança absoluta e uma entrega sem reservas.

Confiança, aliás, é algo que a mente sempre tenta bloquear, visto que um de seus principais objetivos é semear a dúvida e a desconfiança dentro de nós.

Por essa razão, olhamos com reserva tudo o que não pode ser cientifica e racionalmente comprovado.

Adentrar na dimensão do mistério e contatar a natureza divina de nosso ser, não requer nada a não ser abandonar todas as crenças pré-estabelecidas e os condicionamentos a que fomos submetidos ao longo de nossa vida.

"Sabedoria não é conhecimento, mas eles são parecidos. Conhecimento somente pretende ser sabedoria, é exatamente o oposto da sabedoria. O conhecimento é sempre emprestado, e porque ele é emprestado, é basicamente falso.

A sabedoria nasce em você - é o seu florescimento, é a sua fragrância. É auto-compreensão, auto-conhecimento. Você se torna luminoso; você alcança uma presença sólida. Você tem um centro, você se sente enraizado, integrado, você não é mais fragmentado...

Sabedoria é uma revolução em seu ser: o conhecimento é apenas lixo. Você pode recolhê-lo dos outros, mas não muda você, você permanece o mesmo. É claro que você se torna muito decorado, você ganha muitas belas máscaras, mas o seu próprio rosto continua o mesmo.

Você vai acumulando conhecimento, sua memória se torna mais e mais rica, mas seu ser permanece tão pobre como sempre. Mas o conhecimento pode simular ser sabedoria, ambos usam a mesma linguagem..

Se você está simplesmente repetindo as experiências de outras pessoas, isto é argúcia, é conhecimento - morto, sem sentido, nada mais que tagarelice. Você pode decorar-se com ele, você pode fortalecer seu ego através dele, mas você não vai conhecer a verdade".(OSHO)



Elisabeth Cavalcante


21 de fevereiro de 2011

O que é essencial no amor




Poucos são os casais que vivem em concórdia, num relacionamento que crie condições para que ambos cresçam emocional e intelectualmente. Mas, porque existem alguns casais que vivem em harmonia, devemos nos empenhar para também fazermos parte dessa minoria privilegiada. Hoje quero me dedicar a um aspecto essencial das boas relações amorosas que é o desenvolvimento da confiança recíproca. Amar implica depender, estar na mão de outra pessoa. Ela tem, mais do que ninguém, o poder de nos fazer sofrer. Basta querer nos magoar que conseguirá isso, com uma simples palavra ou gesto. Se quiser nos fazer sentir insegurança, não terá problema algum.

Fica mais do que evidente que, quando uma pessoa ama alguém que não se empenha em despertar a sensação de confiança e de lealdade, ela irá padecer muito. Irá se sentir permanentemente ameaçada, terá ciúme de tudo e de todos. Amar alguém que não nos passa confiança é, pois, uma irresponsabilidade para consigo mesmo. É uma ousadia, uma ingenuidade e uma grande demonstração de imaturidade emocional ou sinal de que se tem satisfação com o sofrimento.

Em geral, as pessoas se colocam nessa condição em virtude de terem se encantado com alguém que, de fato, não dá sinais de confiabilidade. Aceitam essa atitude egoísta do amado imaginando que seja uma fase, um período doloroso que irá passar com o tempo. Fazem tudo para demonstrar o seu amor, para cativar o outro e esperam que isso faça com que, finalmente, ele se renda, e também se entregue de corpo e alma à relação afetiva. Acaba se compondo uma espécie de desafio, em que aquele que não é confiável percebe que recebe mais atenções e carinho exatamente por agir dessa forma. Com isso se perpetua a situação e me parece bobagem achar que o futuro será diferente do presente. Afinal de contas, aquele que não se entrega ao amor, acaba sendo altamente recompensado por isso e não terá nenhuma tendência para alterar sua atitude.

Quando a "mágica" do encantamento amoroso não vem acompanhada da "mágica" da confiança a pessoa está posta numa situação muito difícil, na qual o sofrimento e insegurança serão as emoções mais constantes. E essa "mágica" da confiança de onde ela vem? De vários fatores, sendo que o primeiro deles depende do comportamento da pessoa amada. Não é possível confiarmos numa pessoa que mente, a não ser que queiramos nos iludir e tentemos achar desculpas para não perder o encantamento por ela. Não é possível confiarmos em pessoas cujo comportamento não está de acordo com suas palavras e suas afirmações.

Aliás, quando o discurso não combina com as atitudes, penso que devemos tomar essas últimas como expressão da verdadeira natureza da pessoa. Não é possível confiarmos em pessoas que mudam de opinião com a mesma velocidade com que mudamos de roupa. É evidente que todos nós, ao longo dos anos, atualizamos nossos pontos de vista. Porém, acreditar em certos conceitos num dia na frente de certas pessoas e defender conceitos opostos no outro diante de outras pessoas significa que não se tem opinião firme sobre nada e que se quer apenas estar de bem com todo mundo. Amar uma pessoa assim é, do ponto de vista da autopreservação, uma temeridade.

A capacidade de confiar depende também de como funciona o mundo interior daquele que ama e não apenas da forma de ser e de agir do amado. Não são raras as pessoas que não conseguem desenvolver a sensação de confiança em virtude de uma auto-estima muito baixa. Desconfiam da capacidade que têm de despertar e conservar o amor da outra pessoa se sentem inseguras, acham que a qualquer momento podem ser trocadas por criaturas mais atraentes e ricas de encantos. E, o que é mais grave, se sentem assim mesmo quando recebe sinais constantes, coerentes e persistentes de lealdade por parte da pessoa amada. Nesses casos, não há o que essa criatura possa fazer para atenuar o desconforto daquelas, cuja única saída é um sério mergulho interior em busca de resgatar a auto-estima e a autoconfiança perdidas em algum lugar do passado.

Finalmente, para uma pessoa desenvolver a capacidade de confiar é necessário que ela seja uma criatura confiável. Costumamos avaliar as outras pessoas tomando por base nossa própria maneira de ser. Se nos sabemos mentirosos, capazes de deslealdade e de desrespeito aos outros, como ter certeza de que as outras pessoas não farão o mesmo conosco? Só aquele que tem firmeza interior, que tem confiança em si mesmo no sentido de respeitar as regras de conduta nas quais acredita, pode imaginar que existam pessoa em condições de agir da mesma forma. Se a felicidade sentimental depende do estabelecimento da confiança recíproca, ela será, pois, um privilégio das pessoas íntegras e de caráter.


Flavio Gikovate

6 de fevereiro de 2011

Questão de confiança




Quem já não ouviu um homem pronunciar a seguinte frase: "Se você confiasse em mim..." Muitos deles passam a vida tentando compreender porque as mulheres encontram tanta dificuldade em confiar neles. Embora pareça estranho, a resposta pode estar nas diferenças fisiológicas entre os sexos.

Tudo começa no nascimento, quando os meninos têm uma vantagem física sobre as meninas causada pelos níveis mais elevados de testosterona. O hormônio masculino é responsável pelo poder físico, utilizado por eles tanto para se defender do perigo como para escapar da ameaça. Com isso, quando eles confiam em alguém que pode feri-los, têm a opção de se defender fisicamente (ou ao menos tentar). Já as meninas, por não terem desenvovido essa habilidade, não têm essa opção e, consequentemente, esse poder.

Elas aprendem, então, que uma pessoa só pode confiar em alguém a partir de uma posição de poder. Desta forma, se transformam em mulheres e, naturalmente, terão dificuldade para confiar diante de sua posição de vulnerabilidade.

Portanto, os homens, quando pedem às mulheres algo tão simples como confiança, devem compreender que não são elas que não querem confiar, mas que se sentem (e são) mais vulneráveis que eles.

Se falta confiança, é preciso algo que a desenvolva. E isso pode ser um gesto que mostre à mulher que ela pode contar com seu companheiro. O homem que cultiva a confiança em uma mulher é aquele que não apenas fala, mas também faz.

Toda mulher precisa ver que o homem honra o que diz. O que se vê é mais importante do que o que se ouve. Por exemplo: imagine alguém afirmando, em diversas ocasiões, que uma determinada pessoa é violenta e intolerante. Você mudaria sua opinião e outra pessoa dissesse o contrário sobre ela? Provavelmente, não.

Porém, se você encontra com essa pessoa, e ela demonstra amabilidade, humildade e respeito, provavelmente sua opinião começará a mudar. Com isso, estabelece-se um paradoxo entre o que você ouviu e o que viu. Mas é desta forma que os rumores começam a desaparecer devido à consistência das ações. Com o tempo, o que você vê apaga todos os adjetivos que ouviu.

Por isso, quando a mulher percebe que as palavras de seu companheiro, correm paralelamente com suas ações, naturalmente entregará sua confiança. Por outro lado, quando as palavras e as ações não se correspondem, ela terá resistência em se entregar. A regra é simples: basta falar e fazer.

Bob Grant