Mostrando postagens com marcador Pessimismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pessimismo. Mostrar todas as postagens

20 de agosto de 2011

O que fazer quando o cinza toma conta de sua vida?




Qualquer um de nós pode ser, vez ou outra na vida, tomado por um lado sombrio que torna tudo cinza ao nosso redor. Quando isso acontece, como se estivéssemos doentes de alma, enxergamos sempre o pior de cada situação, nos sentimos aprisionados, encurralados, como se na vida não houvesse saída.

Você já encontrou alguém assim? A pessoa fica tão paralisada naquele lugarzinho apertado que, por mais que tentemos lhe dar opções, ela sempre responde: Pode ser que você esteja certo, mas...

Olhando de fora vemos que existem sim saídas. Mas, por mais que tentemos sugerir caminhos para uma melhora, a pessoa parece não ser capaz de enxergá-los. Responde sempre com um “mas”, seguido de uma justificativa que inviabiliza a solução. É como se, de alguma forma, ela quisesse permanecer lá, sofrendo. E nós, que tentamos ajudar, acabamos por nos sentir frustrados... e muitas vezes acabamos por desistir de ajudar. Como se a pessoa fosse um saco sem fundo, vemos que nossas sugestões são tragadas, uma a uma, caindo num buraco negro que existe lá no fundo do saco.

Sabemos que para sair desse buraco é necessário que se mantenha o equilíbrio, que se tenha paz para raciocinar com clareza, que se tenha atenção para pescar uma solução criativa nesse rico mar que é nosso inconsciente, cheio de belezas e tesouros. É preciso compreender que de nada adianta sobrecarregar a própria vida com esse peso mortal que destrói a leveza das ideias, que afasta de nós toda a alegria e o encantamento.

Quando tornamos tudo sério e grave dentro de nós, acabamos por projetar essa carga ao nosso redor, e logo nos percebemos rodeados por uma sensação densa e ruim, oprimidos e esmagados por uma realidade que nós mesmos criamos. Logo estamos nos sentindo completamente desesperançosos, impacientes com tudo e com todos, nos tornando parecidos com máquinas de reclamações e mau humor. O brilho de nossos olhos se apaga e ganhamos uma espécie de peso, nos afastando do suave mundo onde pulsam infinitas soluções criativas, nos afastando daquela camada sutil cheia de novas ideias que flutua leve, bem acima de nossas cabeças e que poderia nos tirar desse estado incômodo e assustador.

Se ao menos parássemos de, obsessivamente, catalogar as pedras e obstáculos ao nosso redor, enxergaríamos saídas, seríamos ajudados a flutuar e, como leves pássaros, seríamos soprados em direção a outras realidades, mais amenas, mais gentis, mais livres.

Se você quer mudar sua vida, precisa concordar em abandonar essa atitude que tem mantido você atado a uma vida que não lhe traz felicidade, Não importa o que você tenha criado em sua vida, a solução reside em uma palavra: desapego. Você não pode mudar o passado, mas pode se desapegar dele, deixá-lo para trás. Não perca tempo tentando entender, catalogando tudo, ou recriminando a si mesmo pelas escolhas errôneas que fez em sua vida. Isso de nada ajuda! Foque-se completamente no presente, seja amoroso e compassivo para com seu próprio Eu. Perdoe as atitudes que tenha tomado e que lhe tenham feito mal. Isso já passou. Olhe para cima, para o novo e permita-se construir uma nova realidade onde se sinta mais leve.

O mundo terá a gravidade que você decidir lhe dar. Você não precisa mudar o mundo. Mude a si mesmo, e o mundo se transformará antes que você consiga compreender como isso pode ter acontecido.


Patricia Gebrim


george harrison - cloud 9




17 de março de 2011

Veja o lado bom




Até o coração dos otimistas é mais forte. Carregar aquela certeza de que tudo vai dar errado faz mal, dizem especialistas. Pessimismo em excesso também dificulta a vida social e impede realizações. Se você está no time dos que tendem ao negativo, comece a pensar no caminho inverso. Acredite, isso é possível.

O pessimista, às vezes, pode confundir-se com uma pessoa cautelosa, prudente, e até mesmo, realista. Porém, essas qualidades não são características de quem vive de mal com a vida. Trata-se de conceitos totalmente diferentes. O pessimismo emperra todo e qualquer projeto pessoal. Muitos confundem pessimismo com realismo ou cautela. Realismo, cautela, prudência são virtudes dos que são empreendedores, portanto, otimistas. Os pessimistas, por sua vez, tendem a se isolar, a não mais acreditar em si e no próximo. Param no tempo e no espaço, perpetuando o sofrimento.

Pensar somente em coisas desagradáveis, negar o lado positivo e viver reclamando de tudo tem consequências também para a saúde. O coração dos otimistas é mais resistente a doenças cardíacas. O pessimismo é fonte de paralisia, tristeza, angústia. As pessoas tendem a se isolar, a não mais acreditar em si e no próximo. Param no tempo e no espaço, perpetuando o sofrimento. E à a medida que o pessimismo se acentua, perde-se a esperança de realizar novas ações, podendo acarretar em sintomas depressivos e de pânico, medo de tudo e de todos.

Até mesmo nas situações mais adversas, é possível ver o lado positivo. Situações de perda, de rompimento ou de profunda tristeza podem ajudar a conviver melhor com as dificuldades. Quando cultivamos a capacidade do aprendizado em toda e qualquer circunstância da nossa vida. Não quer dizer que não vamos sofrer, quer dizer que podemos enxergar para além das dores, do sofrimento. Assim desenvolveremos a capacidade de criar novas possibilidades para lidar com as dificuldades. O pensamento positivo traz boas energias que nos ajudarão quando alguma adversidade se apresentar.

Quer saber a quantas anda o seu pessimismo? Faça uma experiência. Ao fim do dia, relembre os acontecimentos e saiba quais foram mais marcantes na sua memória. Se você só consegue se lembrar do que deu errado, aprenda como ver o lado bom da vida a partir das dicas a seguir:

1. Sempre procure tirar aprendizado das adversidades. É o aprendizado que nos fortalece e possibilita criar linhas de fuga daquilo que nos oprime e impede de caminhar.

2. Acredite no seu potencial. Somos capazes de enfrentar nossas dores com realismo e esperança. É nosso potencial que nos impulsiona a seguir em frente e nos mantêm de cabeça erguida.

3. Sorria, apesar das dificuldades. O sorriso tem a propriedade de espantar os males, o mau humor. Não estamos cegos para a realidade, mas sorrimos na esperança de dias melhores. Andar triste e cabisbaixo não resolve nossos problemas. O sorriso é bálsamo e fortificante.

4. Procure relaxar. Não tome decisão alguma se estiver preocupado (a) ou aborrecido (a). Decisões tomadas com este espírito não costumam funcionar. Reflita, pare e pense um pouco mais. Depois, decida como continuar a caminhada.

5. Renove sempre as esperanças. E nunca deixe de sonhar e acreditar, por mais difícil que pareça. Como bem diz o ditado: "A esperança é a última que morre!".


Maria Fernanda Schardong