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27 de julho de 2010

Simpsons orgânicos?



Parece não fazer muito sentindo em uma campanha que usa o maior comedor de rosquinhas do mundo e bebedor inveterado de cerveja para defender a ingestão de cenouras e alfaces, não é mesmo? Mas Homer Simpson, o patriarca da família mais famosa da TV, deve se juntar a Margie, Bart, Lisa e Maggie para inspirar uma ação promovida pelo governo britânico contra o aumento da obesidade entre os ingleses. A notícia foi dada pela versão online do jornal "The Guardian" e de imediato já causou estranheza.

Os anúncios pró-alimentação saudável estão cotados para entrar no ar como uma espécie de abertura para os episódios reais de “Os Simpsons”. Terão, no entanto, personagens especialmente criados para essa tarefa nos mesmos moldes estéticos da animação. Sentados no sofá, bem ao estilo “simpsoniano”, eles mostrarão que é possível deixar o fast-food e os snacks gordurosos de lado e aumentar o consumo de frutas e vegetais. A responsável por essa “pré-cartoon” deve ser a Aardman Animations, mesma empresa que fez o desenho “Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais”.

Ainda de acordo com o “The Guardian”, a campanha deve custar cerca de 640 mil libras e faz parte do projeto “Change4Life”. Além de custosa, a iniciativa já levanta julgamentos antes mesmo de ir ao ar. Isso porque o próprio autor dos Simpson, Matt Groening, já usou a temática da obesidade de maneira irônica em diversos episódios. E o que Homer é, na realidade, senão uma crítica ambulante do glutão que come mal, se entope de cerveja e é sedentário? Trata-se de um símbolo não mais exclusivo dos americanos quando o assunto é falar sobre quem está acima do peso.

Neville Rigby, colunista do próprio “The Guardian”, fez um comparativo perspicaz sobre essa história: se na época em que o marinheiro Popeye era um dos desenhos mais populares não aumentou o consumo de espinafre, porque agora Homer e sua turma conseguirão fazer alguma diferença na prevenção da obesidade?

Seguindo esse raciocínio, acho melhor desenterrar aquela canção do grupo Gengis Khan “Comer, comer, comer, comer... é o melhor para poder crescer” como trilha sonora.



21 de julho de 2010

A força da palavra



Todo mundo conhece o velho ditado “Uma imagem vale mais que mil palavras”, entretanto, a palavra sempre terá uma grande importância nas atividades de comunicação. Basta ver a popularidade do Twitter com seus 140 caracteres para não esquecermos disso.

As palavras tem o poder de seduzir, de encantar, de emocionar e, de vender! Percebo com frequência que muitos materiais de comunicação não utilizam o texto com inteligência. Web sites com textos medíocres que não traduzem o posicionamento de uma empresa, anúncios com textos pobres e slogans que não dizem nada são muito comuns. O que não é comum é ver um texto inteligente, envolvente e persuasivo.

Desde o início da atividade publicitária a palavra sempre teve um papel de grande importância, pois quem conhece um pouco sobre publicidade sabe do impacto que o texto exerceu na construção de campanhas publicitárias memoráveis.

Num mundo abarrotado de complexidade, o papel do redator é simplificar e, portanto, fazer com que o consumidor compreenda a mensagem com facilidade. O texto inteligente faz com que a marca se aproxime do consumidor e desperte a sua curiosidade. As palavras tem o poder de mudar a história de uma marca.

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9 de julho de 2010

O poder do grátis



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Toda empresa utiliza o “grátis” como estratégia de marketing, entretanto, as empresas 100% digitais estão elevando o grátis a um novo status, ou seja, ele vem ganhando espaço em estratégias de precificação. Mas como isso acontece?

Normalmente, os preços da economia real sempre sobem ao longo do tempo. Em contrapartida, os preços no ambiente digital tendem cada vez mais a zero. Isso acontece porque os custos de armazenagem, processamento e banda larga caem pela metade a cada 18 meses. Parece mágica, mas é pura realidade.

É fundamental entender que no meio digital existe abundância e no mundo real escassez. Essa é grande diferença. O exemplo mais emblemático de uma empresa construída com base no grátis é o Google. A gigante do Vale do Silício consegue faturar US$ 20 bilhões e lucrar US$ 4 bilhões. Agora, todo esse mega faturamento é oriundo de um único produto: links patrocinados. Os outros 100 produtos da empresa são totalmente grátis.

Você não paga para realizar buscas, usar o Google Maps, o Gmail, o Google Docs, o Chrome. O futuro será cada vez mais uma combinação de grátis com pago, o chamado Freemium. Mas neste modelo, 95% dos clientes não pagam nada e os 5% restantes são os responsáveis pela receita. É o caso do Skype, onde apenas uma pequena parcela de usuários gera receita comprando produtos premium, pois a maioria dos clientes não paga nada para usar o serviço.

Outro ponto que é preciso estar atento é a capacidade de geração de demanda do grátis que é infinitamente mais poderosa que qualquer preço baixo, até mesmo se for um preço de apenas alguns centavos. Portanto, as empresas vão precisar aprender a estruturar estratégias de precificação que embutam o grátis, mas sem esquecer que não existe almoço totalmente grátis! Esse será o grande desafio.

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