2 de janeiro de 2011

Risco de decepção


Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as delas. Temos que nos bastar… nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam… não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida. Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. 

Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente, a gostar de quem gosta de você. 

O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana 

Levando a sério essa tal sustentabilidade


Estive em Copacabana, assistindo ao belíssimo espetáculo da queima de fogos na passagem do ano. Fui, acompanhada por um grupo de amigos, e em nenhum momento me senti insegura, nem tive aquela sensação desagradável de estar sendo comprimida por uma multidão. Estava todo mundo ali a fim de se divertir, de celebrar. Quem tem crença, foi à água para o último pedido a Iemanjá. Quem não tem, ficou por ali mesmo na areia, se deixando invadir por aquele show de luzes... e estrondos. 

Foi num desses estrondos, que pareceu vir bem de perto, ou abaixo de mim, que pude fazer contato com uma sensação de desconforto tremenda. São milhares de toneladas de fogos que estouram e, como tomam o devido cuidado para não atingir ninguém, o estouro é lá no mar, longe o suficiente. Mas, como eu consegui sentir várias vezes, fiquei imaginando o impacto absurdo daquilo nas espécies vivas que ainda sobrevivem à poluição. Com o barulho ensurdecedor, acrescido dos resíduos que certamente caem no mar, imagino que perdemos mais uma boa quantidade de peixes, algas e outros seres. E este evento, diferentemente de alguns que, por marketing oportunista ou não, se dizem conscientes e plantam árvores para diminuir o impacto, nem isso faz. 

Á constatação de que o ser humano vive aqui na Terra como se fosse o único ser vivo e submete todos os outros às suas vontades e caprichos, quer seja para se alimentar ou não, adicionemos nesse caso o real impacto que este belo espetáculo pode causar em termos econômicos para nosso estado. A perda da biodiversidade, como se sabe, é algo tremendamente danoso. Ano passado houve até mesmo um encontro no Japão que discutiu isso, no qual o Brasil teve um importante papel na hora de puxar um acordo. 

Se vamos levar a sério acordos como este, ou se vamos preservar o meio ambiente sem precisar de acordos com terceiros, é preciso levar a sério até mesmo a possibilidade de transferirmos o show de fogos para outro lugar - por que não a Avenida Rio Branco? E fazer dessa iniciativa uma espécie de bandeira, mostrando ao mundo que o Brasil realmente está preocupado e não quer causar mais impactos negativos do que o necessário no planeta. Aposto que teria um grande impacto, poderia replicar exemplos. E, finalmente, estaríamos começando a encarar seriamente essa tal sustentabilidade.

Feliz 2011 para todos! 

Amelia Gonzalez 

1 de janeiro de 2011

Trabalhe, ame, dance



Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
ame como se você nunca tivesse sido magoado,
e dance como se ninguém estivesse te observando.
Martha Medeiros

Vinhos: desconstruindo mitos



Quando se fala sobre mitos, não há terreno mais fértil que o vinho. As informações que chegam ao consumidor são tão superficiais ou tão complexas que os mitos parecem surgir do nada. Ao entender que se tratam somente de mitos, e não de verdades absolutas, você poderá combater outros mitos, conforme eles forem saindo das garrafas.

Só vinhos caros são bons.

Não. Vinhos caros são só caros. Vinhos bons se encontram para todos os gostos e bolsos. No início o vinho era fundamentalmente artesanal, e portanto, os bons vinhos consumiam muito tempo e habilidade dos produtores. Assim havia uma relação direta entre qualidade e preço.

Acontece que os vinhos foram se tornando industrializados. Os processos de produção foram se tornando mais científicos e repetitivos. Isso fez com que a qualidade do vinho subisse de forma que hoje podemos produzir excelentes vinhos em quantidades, consideradas antigamente, muito grandes.

Como este mito persiste, muitos produtores investiram em marketing sobre alguns rótulos especiais, de forma a ter produtos a preços mais altos. Assim muitos rótulos são 50%, talvez 70%, “fama” e o resto qualidade. Hoje encontramos vinhos cujo preço além de alto é completamente desproporcional e sua qualidade. 

Vinhos nacionais são ruins.
Não. Vinhos ruins são ruins. Os vnhos nacionais evoluíram muito nas últimas decadas. Os produtores brasileiros investiram muito em tecnologia e hoje temos vinhos nacionais de excelente qualidade. Os produtores possuem uma estrutura profissional para visitantes, e muitos possuem restaurantes e cantinas só para que o visitante possa apreciar seus produtos.

Vinho é muito complicado
Não. O assunto é simples. O problema é que a maioria das informações são tão completas, que muitos livros são quase Bíblias. O vinho é um tema ao alcance de todos.

Tenho que entender de vinhos para apreciá-los.
Não. Você só precisa conhecer um ou dois bons vinhos para apreciá-los. Como existem muitos estudiosos de vinhos se criou o mito que o assunto está ligado ao próprio ato, ou seja, você só consegue achar um bom vinho se conhecer em profundidade o assunto, você só consegue escolher uma boa garrafa para um jantar, se for um especialista. O que você precisa saber sobre vinhos para escolher, comprar, beber e gostar, é muito pouco.

Vinho dá dor de cabeça.
Não. Na verdade há um fato sobre este mito. Um vinho ruim, em geral, possui muitos conservantes. Estes, são usados nos vinhos de baixa qualidade para encobrir defeitos, falta de higiene e torná-lo bebível. Este produtos, somados ao açúcar e feitos com uvas inadequadas, produzem substâncias que podem produzir a chamada “dor de cabeça no dia seguinte”. Além disso, o ideal é tomar vinho e hidratar com água. A falta de hidratação em alguns casos pode dar dor de cabeça.

Assim evitando vinho ruins e de baixa qualidade, e habituando-se a beber água regularmente, sobra somente o mito.
 

Ai daqueles que se amaram



Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga

ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa.

Paulo Leminski