7 de dezembro de 2011
Pequenos detalhes
E, a sua casa, abriu-se para mim... Entrei com todo o meu fogo e vida...
Um homem precisa conhecer a sua fêmea, distinguir o que ela exala, como quer ser tocada... Sem que ela diga. Porque nunca é igual... Mas ele pode perceber... Como a lua: ela mostra suas formas para que o observador reconheça suas fases... Assim, a mulher também precisa se mostrar... Não é fácil enxergar através das nuvens... Eles não são adivinhos como pensamos que eles são. Abra a sua casa e mostre seus cantos!
Uma mulher precisa conhecer as horas do seu homem, seus espaços, gostos e suas luas... Sim, eles também são sagrados... Também querem ser descobertos e celebrados. Conheço poucos assim, mas eles existem... A maioria está dormindo... Cabe a nós acordá-los. Agradeça... Sempre!
Os pequenos detalhes: seja um chá que ele te traga, uma torrada que ele faça ou uma cadeira pesada que ele carregue colina acima porque você quer tirar uma foto lá. Sim, essas coisas acontecem. E, se você agradece, fortalece a união, eles gostam de ouvir isso... O reconhecimento faz bem, faz acontecer mais.
Ambos precisam dar asas um ao outro. Crescer juntos... Se encaixarem um no outro. Como as engrenagens de um relógio: nem tão separadas, nem coladas. Mas, com um espaço suficiente - que uma entre na outra, folgada - para que ambas se movimentem e juntas façam acontecer. É isso que eu quero: Que tudo aconteça! Juntos! Amor é doação, magia, paixão. Não quero menos que isso.
E, a minha casa, abriu-se para ele... E ele entrou com tanta saudade e vida... Cheirou cada cômodo, compreendeu cada palavra, notou detalhes e olhou-me nos olhos: “É preciso entrar um no mundo do outro!” Então, deitou no meu peito, e assim ficamos... Como engrenagens – do amor.
Carolina Salcides
5 de dezembro de 2011
Casar várias vezes
Fiz as contas outro dia e descobri que conheço quatro mulheres recém-separadas com pouco mais de 30 anos. Elas se casaram na segunda metade dos 20, tiveram filhos e agora estão recomeçando a vida. Assim como os ex-maridos delas.
No fim de semana fui tomar café com uma das quatro. Ela parecia animada, mas apreensiva. Bonita e feliz, diz que não tem faltado sexo depois do casamento. Sempre aparece um sujeito interessante que está interessado. O problema é depois: rola ou não rola algum tipo de relacionamento? Não tem rolado, e isso a deixa nervosa. Minha amiga gosta de namoro, intimidade, manhãs de domingo a dois, lendo jornal no sofá. “Não aguento mais me arrumar para sair com um cara novo”, ela se queixa, rindo de si mesma. “Dá muita preguiça esse negócio de procurar parceiro.”
Ao conversar com ela, tive a impressão inexorável de que nós todos - homens e mulheres de todas as idades - vamos ter de nos acostumar a essa forma essencial de instabilidade. Assim como não existe mais emprego para a vida inteira, talvez não haja mais casamento para a vida inteira. Constatar isso impede que a gente relaxe e se acomode. Afinal, tanto o emprego quanto o casamento podem acabar a qualquer momento. Você pode ser demitido. Talvez seja cruel pensar assim, mas é parte da nova realidade.
Antes, a gente se casava uma única vez. Escolhia um parceiro antes do 30 anos e ficava com ele até o fim da vida. Para o bem e para o mal. Mas isso, faz tempo, é verdade para um número cada vez menor de pessoas. Só os que têm muita sorte ou são imensamente conformistas passam a vida com um único parceiro. A maioria – ao menos no meio em que eu vivo – terá múltiplas relações durante a vida. Dá preguiça começar de novo, mas acho que não tem outro jeito.
Assim como trocamos de emprego, de casa, de amigos e de ideias ao longo da existência, me parece (quase) inevitável que haja renovação em relação aos parceiros. A alternativa a isso seria renovar as relações por dentro, indefinidamente, por meio de projetos, filhos, mudanças, experiências novas e, claro, amor, muito amor. Mas quem consegue manter esse trem perpetuamente em movimento? Sábios ou sortudos, que são minoria em qualquer lugar.
As pessoas mudam com o tempo, distanciam-se uma da outra e, para muitos, a ligação acaba. Como se faz para casar com uma pessoa aos 25 anos e seguir contente com ela aos 45? Eu não faço ideia. Nem me parece que a permanência seja a coisa mais natural ou mais desejável do mundo.
Nesse artigo eu queria enfatizar que a vida com múltiplos casamentos afeta as nossas escolhas e propõe mudanças na forma como nos relacionamos com o outro. Uma coisa é se casar achando que aquele é um evento único e vitalício. Outra é imaginar que o casamento faz sentido no momento, mas pode deixar de fazer no futuro. Essa nova perspectiva sugere cuidados diferentes.
O essencial é imaginar que a pessoa que hoje é seu marido ou sua mulher pode se tornar um ex. Como ele caberia nessa outra função? Alguns exemplos de como essa pergunta pode ser relevante:
1. Uma pessoa que mantém péssimas relações com os seus ex é, provavelmente, forte candidata a manter uma relação detestável com você no futuro. A não ser, claro, que você imagine que o casamento de vocês, ao contrário de todos os anteriores dele ou dela, nunca vai acabar...
2. Gente economicamente dependente também pode ser um problema. Agora você está apaixonado e banca tudo sem sentir-se incomodado. Mas quanto tempo vai durar a sua generosidade se o amor acabar? Se a experiência do resto da humanidade se aplica a você, pouquíssimo tempo.
3. Você acha bonita a maneira como ela pode ser agressiva e teimosa com estranhos quando se trata de defender os interesses dela? Então se imagine por dois segundos do outro lado da mesa – é onde você vai estar, como um estranho, se um dia o casamento terminar em disputa.
4. Generosidade é essencial na vida e pode ser ainda mais necessária quando as pessoas se separam. Você não quer discutir dinheiro, móveis, imóveis, discos ou filhos com um egoísta que não consegue se colocar no lugar do outro e quer levar vantagem em tudo, certo?
5. Ter amigos é essencial. Ter família ajuda. Pode ser divertido viver numa bolha a dois por algum tempo, mas, se você é a única referência afetiva de alguém, sair de um casamento com essa pessoa pode tornar-se um pesadelo.
6. Flexibilidade é um requerimento básico. Se você vai ter filhos, tem de estar preparado para a possibilidade de vê-los morando com padrastos ou madrastas. No início dói um pouco, mas, se essas funções forem ocupadas por pessoas do bem, o convívio fará bem às crianças ou jovens adultos envolvidos.
Há um aspecto libertador na constatação de que o casamento não precisa ser eterno: podemos errar com menos culpa e até fazer experiências que não faríamos na situação anterior.
Se você conhece alguém atraente, mas sabe, lá no fundo, que a pessoa não é “adequada”, o que fazer? Antigamente, o bom senso prevaleceria sobre a paixão. Afinal, tratava-se da vida inteira. Não mais. Agora podemos viver as aventuras. Podemos nos casar com uma pessoa que nos enche os olhos, a cama e o coração mesmo intuindo que aquilo não vai durar. Podemos experimentar. Claro, as pessoas sempre fizeram isso, mas os resultados eram potencialmente devastadores. Estavam condenadas a passar décadas com as consequências de um impulso. Isso acabou.
O resultado é que podemos nos preparar, do ponto de vista do casamento, para viver várias vidas. Ou várias experiências, cada uma delas adequada a um momento da nossa existência. Algumas serão intensas e breves, outras tranquilas e duradouras. O importante, como na música, é a possibilidade de viver as emoções.
Está claro, pelas estatísticas colhidas no mundo inteiro, que as pessoas gostam do casamento. Da cerimônia, da relação que se cria a partir dela, da família. O casamento forma parcerias únicas e propicia um erotismo profundo, que se atinge apenas nas relações duradouras. Ele fornece um ambiente adequado para a criação dos filhos e ajuda na multiplicação do patrimônio. Sempre houve boas razões para as pessoas se casarem. Isso não mudou. O que não existe mais é uma razão para permanecer casado quando o prazer da relação terminou. O casamento continua sendo uma boa ideia – que agora pode ser repetida uma, duas, três ou vinte vezes ao longo da vida.
Ivan Martins
4 de dezembro de 2011
O seu dia vai chegar!
A vida é mesmo incrível e imperdível! Os opostos e aparentemente contraditórios contêm em si sabedoria e verdade. Afirmo isso pensando justamente em dois ditados que, embora gramaticalmente se anulem, na prática do viver servem para nos mostrar o quanto é imprescindível apreender cada instante para que, enfim, o grande dia chegue!
“Quem procura, acha!” e “Pare de procurar, e encontrará!”
É bem possível que essas duas sugestões já tenham funcionado com você. Mas também é muito provável que você se questione recorrentemente sobre como saber quando continuar procurando e quando parar de procurar?
A questão é que queremos certezas, e é bom partirmos da premissa de que certezas não combinam com vida, sucesso, realização, desejo, felicidade, amor ou qualquer uma dessas essencialidades humanas. Nesses casos, nesses tão extasiantes casos, haveremos de arriscar e apostar toda a imponderável imperfeição de uma alma em evolução, em todos os níveis - porque é o que temos, ou melhor, é o que somos!
Portanto, esteja você em busca de uma nova carreira, de um grande amor, de mais rendimentos financeiros, de um sentido maior para sua existência ou de um outro ritmo para tudo o que já existe, siga o fluxo, feito persistente e sábio rio, que confia e simplesmente se deixa levar até o lugar onde há de se tornar gigante.
Além de tornar o processo muito mais criativo e produtivo, você reconhecerá, a partir de escolhas cada vez mais íntegras e conscientes, que sabe bem menos do que supõe e, ainda assim, está bem mais perto do que acredita, especialmente quando consegue transformar a angústia da espera em conforto: o exercício de viver o que há para ser vivido e só.
E por tão belamente ter me permitido essa constatação – ainda que com medo de não conseguir – afirmo e exclamo: seu dia vai chegar! Mas não pense que de um nada que você faça, nem tampouco de um desespero com que possa vir a fazer. Sobretudo desvendando a direção, dia após dia, com cada um de seus tropeços e com cada arranhão decorrente de suas tão particulares e secretas quedas.
Porque este é o mapa, o indicador do caminho, a seta que lhe conduzirá ao que tanto você deseja, esteja à procura ou à espera, mas sempre, sempre, considerando que cada dia é parte indispensável e intransferível de sua chegada!
E fico torcendo para que você se sinta como eu me sinto – radiante! E que seja, por fim, como tão delicada e encantadoramente escreveu Eça de Queiroz:
“(...) sentia um acréscimo de estima por si mesma,
e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante,
onde cada hora tinha o seu encanto diferente,
cada passo conduzia a um êxtase,
e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!”
Rosana Braga
3 de dezembro de 2011
Quando é preciso ir embora
Romper seja lá o que for é sempre muito difícil. Sempre dói. Parece que você está jogando a felicidade pela janela. Quantas vezes você pensa no fim e recua, porque está apegada a sentimentos, idealizações e até a armadilhas emocionais das mais cruéis. Uma verdadeira briga entre o cérebro e o coração.
Dualidade. Sim, agora vai dar certo; não, não tem jeito mesmo. Ah, mas isso foi tão especial; nossa, que desconsideração… Tem gente que vive anos assim, acreditando e desacreditando; apostando e perdendo; esperando e não tendo. Tem gente que vive isso tudo num único dia. Acho que vale pensar no que você está se apegando. Se for em nuvens, não deve estar vendo o que está por trás delas.
As dúvidas pré-rompimentos sempre existirão e sempre serão doloridas. E para ajudar na decisão é preciso mergulhar fundo em si mesma e ouvir qual é grau de felicidade que o relacionamento (o trabalho, a amizade) está lhe proporcionando. Sim, no fundo é o que você está ganhando com isso. Se seus olhos brilharem mais de alegria do que de lágrimas, está valendo. Se você estiver se sentindo mais mulher do que amiga/terapeuta, continua valendo. Se seu coração bater mais de amor do que de nervoso, vá em frente, se a outra pessoa quer você na mesma intensidade, corra para o abraço.
Do contrário, tem algo errado. Bem errado. O outro não é obrigado – aliás, nunca conseguirá – satisfazer suas carências ancestrais. Quem carece de si mesmo pode até encontrar algum conforto numa relação torta, mas precisa saber que ela tem data marcada para terminar. Uma pessoa e meia definitivamente não estabelece um relacionamento. Estabelece dependência. Infelizmente, às vezes é preciso cair das nuvens, se esborrachar no chão para assumir que precisamos de mais para ser feliz. O melhor a fazer é libertar e libertar-se. Nesse caso, sem medo de ser infeliz. Porque tudo passa. Tudo.
Fernanda Santos
2 de dezembro de 2011
Você só atrai pessoas problemáticas?
Outro dia, no banheiro de um restaurante, ouvi uma mulher comentando com a amiga sobre o quanto estava cansada de só atrair homens problemáticos. Chegou a dizer que estava com a impressão de que havia se tornado uma espécie de pararraios de malucos.
Segundo a tal desiludida, toda relação que começava como uma promessa de prazer e alegria, logo se revelava um poço de problemas e encrencas. Naquele momento, senti que ela pedia um socorro à amiga, querendo saber se deveria continuar tentando encontrar alguém legal ou se seria melhor ficar sozinha.
A outra, tentando ser solícita e compreensiva, repetia com firmeza que era bem melhor ficar sozinha, porque realmente havia muito doido pelo mundo e não valia a pena insistir e arriscar de novo, afinal, beijo na boca não faltaria a nenhuma das duas, segundo ela.
Saí do banheiro bastante reflexiva, tentando imaginar o perfil de loucura dessas pessoas a quem elas se referiam. Tentando imaginar, sobretudo, que tipo de pessoa atrairia tantos malucos a ponto de desistir de se relacionar e desacreditar no amor.
Afinal, a mim parece que ninguém atrai alguém por mero acaso. Ainda mais quando se tratam de casos semelhantes que se repetem indefinidamente. A primeira questão que eu me faria, num caso como esse, é: o que será que eu ainda não percebi, não aprendi e não mudei?
Sim, porque se uma pessoa só experimenta relações problemáticas, com toda certeza não está resolvida com suas próprias complicações significativas. Se só atrai malucos, é porque a sua maluquice está gritante, evidente e atraente.
E se, por fim, desistir das pessoas, do amor e dos relacionamentos, estará decretando a si mesma uma sentença desastrosa – a de que todos os demais, exceto elas mesmas, são doidos e, portanto, indignos de se tornarem parceiros. Servem apenas para beijar na boca.
De verdade, nada contra os beijos na boca. Pelo contrário, é certamente uma aproximação prazerosa. No entanto, quando uma pessoa não passa, aos olhos da outra, de uma possibilidade de beijar na boca, certamente, há algo muito distorcido nesta história.
Partindo do princípio de que os incomodados é que devem mudar, eu diria a essa moça ou a qualquer pessoa que esteja se sentindo um pararraio de problemáticos, para aproveitar o sinal que a vida está emitindo para se rever e descobrir por que está atraindo isso...
Se acreditar que os opostos se atraem, deve então observar seu excesso de normalidade, sua extrema rigidez ou sua exacerbação de autocrítica. E se acreditar que semelhante atrai semelhante, então, nem será preciso pensar tanto. Certamente está precisando reconhecer sua própria doidice e sua falta de noção.
O fato é simples: quanto mais estressantes e confusas são as relações de uma pessoa, mais longe ela está de sua essência e da harmonia que precisa ter com seu próprio coração. À medida que ela se conhece, sabe o que quer e age de modo coerente, pode ter certeza absoluta de que só atrairá e se tornará atraente a quem estiver nesta mesma sintonia...
Rosana Braga
Segundo a tal desiludida, toda relação que começava como uma promessa de prazer e alegria, logo se revelava um poço de problemas e encrencas. Naquele momento, senti que ela pedia um socorro à amiga, querendo saber se deveria continuar tentando encontrar alguém legal ou se seria melhor ficar sozinha.
A outra, tentando ser solícita e compreensiva, repetia com firmeza que era bem melhor ficar sozinha, porque realmente havia muito doido pelo mundo e não valia a pena insistir e arriscar de novo, afinal, beijo na boca não faltaria a nenhuma das duas, segundo ela.
Saí do banheiro bastante reflexiva, tentando imaginar o perfil de loucura dessas pessoas a quem elas se referiam. Tentando imaginar, sobretudo, que tipo de pessoa atrairia tantos malucos a ponto de desistir de se relacionar e desacreditar no amor.
Afinal, a mim parece que ninguém atrai alguém por mero acaso. Ainda mais quando se tratam de casos semelhantes que se repetem indefinidamente. A primeira questão que eu me faria, num caso como esse, é: o que será que eu ainda não percebi, não aprendi e não mudei?
Sim, porque se uma pessoa só experimenta relações problemáticas, com toda certeza não está resolvida com suas próprias complicações significativas. Se só atrai malucos, é porque a sua maluquice está gritante, evidente e atraente.
E se, por fim, desistir das pessoas, do amor e dos relacionamentos, estará decretando a si mesma uma sentença desastrosa – a de que todos os demais, exceto elas mesmas, são doidos e, portanto, indignos de se tornarem parceiros. Servem apenas para beijar na boca.
De verdade, nada contra os beijos na boca. Pelo contrário, é certamente uma aproximação prazerosa. No entanto, quando uma pessoa não passa, aos olhos da outra, de uma possibilidade de beijar na boca, certamente, há algo muito distorcido nesta história.
Partindo do princípio de que os incomodados é que devem mudar, eu diria a essa moça ou a qualquer pessoa que esteja se sentindo um pararraio de problemáticos, para aproveitar o sinal que a vida está emitindo para se rever e descobrir por que está atraindo isso...
Se acreditar que os opostos se atraem, deve então observar seu excesso de normalidade, sua extrema rigidez ou sua exacerbação de autocrítica. E se acreditar que semelhante atrai semelhante, então, nem será preciso pensar tanto. Certamente está precisando reconhecer sua própria doidice e sua falta de noção.
O fato é simples: quanto mais estressantes e confusas são as relações de uma pessoa, mais longe ela está de sua essência e da harmonia que precisa ter com seu próprio coração. À medida que ela se conhece, sabe o que quer e age de modo coerente, pode ter certeza absoluta de que só atrairá e se tornará atraente a quem estiver nesta mesma sintonia...
Rosana Braga
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