12 de dezembro de 2011

A gente faz cada besteira por amor!




A gente faz besteira, diz o que não deve, diz o que deve fora do contexto, cobra atitudes, ofende, fantasia a realidade, soma dois mais dois e chega a várias conclusões. A gente briga sozinha, tenta adivinhar o que o outro está pensando ou o que ele quis dizer com a frase X. A gente espera uma reação, uma surpresa agradável, acredita no que não vê e se baseia pelo que a gente acha que o outro sente (ou por aquilo que gostaríamos que o outro sentisse). A gente brinca de paranormal e de psicóloga. E ainda fica sem entender absolutamente nada. Quando a gente faz tudo isso, é sinal de que só a gente está amando. Lógico que há algum movimento da outra parte que contribui – e muito – para nos manter nesse estado abobalhado e esperançoso. Em geral, o cara, consciente ou inconscientemente, deixa sempre uma interrogação pairando no ar que quem o respira. Homens não gostam de perder – mulheres também não. É muito bom ter alguém legal sempre por perto, babando ovo, dando carinho, oferecendo apoio, dizendo que gosta de você. Ninguém em sã consciência quer perder essa mordomia emocional, essa nutrição do ego, afinal, é uma das formas que encontramos para lustrar a auto-estima. Não, não há pecado nisso. É humano. No entanto, é só isso. Quem gosta, quer estar junto e ponto. Existem zilhões de impossibilidades que afastam duas pessoas que se querem de verdade. E nenhuma delas jamais será aceita com passividade por qualquer uma das partes. Elas estarão juntas de algum jeito, tenha certeza. A gente pode continuar aceitando as desculpas que o outro dá para não estar com a gente. Mas a gente não pode cair das nuvens se, de repente, encontrar o outro vivendo com outra tudo o que ele ajudou a gente a sonhar. Ossos do amor unilateral, flor. Sempre será melhor viver a dois.
 
 
 

Fernanda Santos 





11 de dezembro de 2011

Demonstrar amor, sempre! Implorar, jamais!




Andei escrevendo alguns artigos defendendo as demonstrações de amor, a transparência dos desejos e insistindo em afirmar que forte é aquele que assume o que está sentindo, ainda que isso seja feito através de lágrimas e sofrimento.

Pois muito bem! Recebi dezenas de mensagens de pessoas contando sobre o quanto têm exposto o que sentem e o quanto isso tem lhes rendido mais desafeto, menos estima por si mesmas e frustrações seguidas de frustrações.

Observando tais histórias, notei que, como em tudo o que é sutil e profundo ao mesmo tempo, há um tênue limite a ser observado nesta questão. Ou seja, é preciso amadurecimento e autopercepção para notar a diferença entre ‘demonstrar o que se sente’ e ‘mendigar o amor do outro’ – coisa que nunca defendi e nem pretendo fazê-lo agora; tanto que, numa outra ocasião, escrevi “O outro tem o direito de não gostar de você!”.

Tem muita gente confundindo ‘ser sincero’ com ‘ser inconveniente’; pessoas agindo sem dignidade em nome não de um amor, mas de uma obstinação infantil e neurótica. Quando digo que precisamos começar a admitir mais o que sentimos, não estou dizendo que devemos empurrar esse sentimento ‘goela abaixo’ do outro, nem implorar, esgoelar-se, fazer chantagens ou mendigar afeto.

Se o outro disse ou demonstrou que não quer, que não pode retribuir o amor que sentimos, o mínimo que podemos fazer é respeitá-lo e – sobretudo – tentar manter nossa autoridade moral diante deste ‘não’. Acontece que aí está outro tênue limite: a diferença entre ‘comportar-se de modo digno’ e ‘agir movido por um orgulho despeitado’.

De novo, é preciso maturidade para se dar conta de que chorar, expressar-se emocionalmente, esclarecer desejos e ser honesto com sua própria dor faz parte de uma personalidade íntegra; ao passo que ficar com raiva, se fechar ou demonstrar indiferença e superioridade quando o coração está, na verdade, sangrando, são atitudes que evidenciam um ego exacerbado, uma agressividade enrustida e nada produtiva.

Mas há que se considerar que entre a infantilidade e a maturidade existe um longo caminho a ser percorrido e muitas experiências a serem vivenciadas; isto é, uma vida inteira! E quem de nós nunca se excedeu, nunca insistiu ou nunca se comportou de modo orgulhoso e despeitado diante das armadilhas do coração?

Felizmente, pouquíssimos ou ninguém se reconhecerá tão conveniente, tão adequado e absolutamente oportuno na dança do amor; até porque, estaria sendo pedante, muito certamente.

Sendo assim, mais do que levar tão a sério o “jamais” que coloquei propositadamente no título deste artigo, meu intuito é que eu e você consigamos ser corajosos o bastante para arriscarmos e apostarmos mais uma vez na possibilidade de ser melhor!

Afinal, bom mesmo é descobrir na prática, errando e acertando, o quanto podemos amadurecer, nos tornar mais autênticos e inteiros no exercício de amar!



Rosana Braga 

10 de dezembro de 2011

O amor nunca erra




Será que o que for pra ser, será? Seria esse o mantra sagrado do total desapego ou o preferido por aqueles que não estão muito interessados no que poderia ser? E por que meio mundo anda tão angustiado com o que nunca vem a ser? É tanta pressa, ansiedade, sentimento de urgência. Talvez por isso os afetos tragam mais dor do que prazer. Prazer, não. O prazer é mercadoria fácil hoje em dia. Acho que o mais correto seria dizer que as relações produzem mais frustração do que completude. Um desencontro generalizado, que independe de idade, sexo. Todos buscam, buscam, buscam… O que exatamente? Ser feliz, claro. A que preço? Cada um que avalie o quanto tem custado as tentativas vãs do quase amor. Parece que o universo quer mostrar algo que não estamos conseguindo ver. Certo é que a ansiedade induz à ilusão e esta, fatalmente, ao erro. Erro? Não. Errar no amor não existe, porque cada amor/paixão deixa um aprendizado sobre si mesmo. O outro sempre mostrará algo sobre você que estava oculto – suas sombras, suas luzes; seu melhor, seu pior. Não acredito que o universo em toda sua grandeza esteja nos punindo por causa da urgência. É legítimo demais querer amar. No entanto, ele, o universo, pode estar tentando nos dizer que nossos desencontros nascem de sentimentos mundanos que não combinam com o amor profundo que tanto buscamos. Medos de toda ordem, visão rasa do valor do outro e por aí vai. Amor é conquista somada à velha fórmula de respeito, admiração e desejo de ver o outro verdadeiramente feliz. Sendo assim, o que for pra ser, será, ainda que não seja com quem você quer urgentemente. O universo sempre irá conspirar a favor de quem aprende a amar com o amor.
 
 
 
 

Fernanda Santos 




9 de dezembro de 2011

Amor de gente grande...





Amor de corpo inteiro. Um amor que transcende, transpira, transborda. Amor com mãos e pés. Com dedos, braços, pernas, barriga, pele e abraços.

Um amor que surpreende, sem nada inventar, sem precisar exagerar, sem ter que sempre entender. Simplesmente ser... preencher, existir!

Amor que não investiga, que não desconfia, que não acusa.

Amor de palavras, mas também de silêncio. Um silêncio que aquieta o coração, que acaricia a alma e alivia as dores!

Amor que esvazia, que abre espaço, que permite.

Amor sem regras, sem pressões, sem chantagens. Amor que faz crescer.

Amor de gente grande, de coração gigante, de alma transparente.

Amor que permanece. De mim para mim, de mim para você, de você para mim.

Amor que invade respeitando, que adentra acariciando, que ocupa com leveza. Amor sem ego. Que acolhe, perdoa, reconhece.

Amor que desconhece para conhecer, que nunca lembra porque não esquece! Amor que é... assim, sem mais nem menos, sem eira nem beira, sem quê nem porquê.

Simplesmente simples, despretensioso, descontraído, desmedido.
De uma simplicidade tão óbvia que arrasta, que envolve, que derrete.
De uma fluidez tão líquida que escorre, desliza, que não endurece.

Amor que não se pede, que não se dá, porque já é! Para nunca precisar procurar, para nunca correr o risco de encontrar, porque já está!!!
E o que quer que ainda possa surgir... bobagem! Apenas crescimento e aprendizagem...

Volta para casa, não se vá!

Fique, permita-se, entregue-se, comprometa-se!

Simplesmente amor... Você consegue?!?



Rosana Braga 

8 de dezembro de 2011

Feng shui interior



Proponho a você um feng shui interior. Mas será que isso é necessário? Vamos ver. Você tem tido falhas de memória? Acorda cansada? O sofá é mais convidativo do que o sexo, por exemplo? Seu magnetismo pessoal não anda lá essas coisas? Tem sentido medo constante de que o outro a prejudique?

Quem respondeu sim a pelos menos três das perguntas acima precisa dar uma paradinha. Provavelmente, você tem tido atitudes erradas que esgotam suas energias que, consequentemente, a impedem de atrair a prosperidade em sua vida. Listei algumas para você ler com atenção e tentar se livrar delas. Você vai se surpreender!

- Descaso com o corpo: descanso, boa alimentação, exercícios físicos e lazer são deixados de lado. E sua saúde energética, como fica?

- Pensamentos obsessivos: remoer um problema cansa mais do que trabalhar o dia todo; já pensamentos positivos recarregam as energias.

- Sentimentos tóxicos: choques emocionais, raiva e mágoas sugam a energia. Por outro lado, emoções positivas como amor e alegria recarregam a pilha e dão força para superar obstáculos.

- Fuga do presente: as pessoas tendem a achar que no passado tudo era mais fácil: “bons tempos!”, costumam dizer. Ou então, depositam a felicidade no futuro, mas deixam pouca energia no agora. E esquecem que só no presente construímos a vida.

- Falta de perdão: perdoar é libertar o passado e seguir em frente. Quem não perdoa o outro e a si mesma, fica “energeticamente obesa”, carregando fardos passados.

- Mentiras: somos educados para desempenhar papeis sociais. A moça boazinha, a vítima, a mãe dedicada… Mas só quando somos nós mesmos a vida flui sem esforço.

- Viver a vida do outro: evoluímos com os relacionamentos, mas é preciso amadurecer individualmente. Quem cuida da vida do outro, interferindo mais do que deve, acaba sem energia para construir a própria vida.

- Ficar na bagunça: ela provoca confusão emocional e mental. Arrume a casa, os armários, tudo! E ponha em ordem a mente e o coração!

- Fugir da natureza: o homem vive quase sem contato com ela. E o estresse das grandes cidades favorece o vampirismo energético: todos sugam energias de outras pessoas – e são sugados.



Luiz Antonio Gasparetto