14 de outubro de 2011

Mitos da separação






Só um novo amor cura as feridas deixadas por uma relação que acaba. Afinal, a fila anda. Por isso, não vale a pena derramar rios de lágrimas. Mas é preciso ficar sozinho por um tempo. Seis meses de luto, pelo menos. Para fortalecer a autoestima e, então, sacudir a poeira e dar provas - vivas - de que a volta por cima, de fato, aconteceu. Quem já passou por um fim de relacionamento - há quem ainda não tenha experimentado? - sabe bem o que está escrito acima. Mas até que ponto o roteiro das separações se aplica a todos?


Segundo a psicóloga Onete Santiago, autora de "Ah, o amor", é preciso relativizar os clichês. Ela analisa - desmistifica - seis situações, frases e conselhos, desses que circulam fácil entre amigos, parentes e pela internet. 

Quem separa precisa ficar sozinho por um tempo. Depende da situação. Existem pessoas que, ao se separar, têm a consciência de que já esgotaram todas as possibilidades de salvar a relação. Por isso, saem sem culpa do relacionamento. Sabem que fizeram o possível.

Quando o indivíduo sai em paz da relação, é possível que esteja mais preparado para a vida e para uma nova relação. Em contrapartida, quando existe culpa, sensação de rejeição, de abandono, frustração pelo fim de um projeto a dois, a história é outra. Nesses casos, um tempo sozinho será importante para a pessoa elaborar tudo o que aconteceu, colocar as emoções em ordem e se reencontrar. Estabilizada emocionalmente, ela estará pronta para investir em um outro relacionamento. Vai passar? Saudavelmente tem que passar, embora não ser possível determinar o tempo. Cada caso é um caso e cada história é única. O tempo varia muito.

Não vale a pena ficar triste! Segundo a especialista, é absolutamente normal ficar triste durante um tempo. Permita se deprimir, pensar sobre o que aconteceu, elaborar o rompimento. É importante que cada um siga seu ritmo e seu tempo. Não se force a fazer o que não tem vontade. Aos poucos, você vai encontrar o seu eixo, o seu caminho.

Casal que se separa uma vez, separa duas. Isso não é uma regra. A separação é benéfica, em alguns casos, para haver uma revalorização do outro. Alguns casais voltam melhores e mais apaixonadas depois de um afastamento. Já outros, ao voltar, percebem que realmente não conseguem ficar juntos e optam novamente pela separação. Casais voltam quando ainda têm algo a cumprir. É possível o casal se ajustar depois da separação. Já outros enxergam que realmente não dá.

Homem não termina relação. Há um pouco de verdade neste "mito". Os homens são mais práticos, objetivos. Por isso, empurram mais com a barriga uma situação insatisfatória. A decisão do rompimento, na maioria das vezes, ainda vêm da mulher". Em contrapartida, quando eles decidem romper, é para valer. Já elas, em alguns casos, titubeiam e voltam atrás na decisão.

Para curar um amor, só outro. Não é regra, mas existe verdade nesta afirmação também. "Conheço casos em que um parceiro só se desligou do outro realmente quando conheceu outra pessoa", diz a psicóloga.



Andrea Guedes  



 

13 de outubro de 2011

Descomplique, simplifique e seja bem mais feliz!





Por que tantas pessoas têm a impressão de que serão consideradas mais responsáveis na mesma medida em que mais complicadas forem suas vidas? Parece que resolveram acreditar que simplicidade, neste mundo globalizado, é sinônima de descompromisso.

Por conta desta distorção e desta conclusão completamente equivocada, milhares de pessoas têm sofrido bem mais do que o necessário para atingir resultados que poderiam ser facilmente alcançados com uma boa dose de objetividade e transparência.

Casais que transformam motivos banais em decretos que sustentam guerras intermináveis. Pais que gritam e esbravejam com seus filhos quando bastaria uma conversa clara e direta. Amigos que insistem em apontar uma mancada do outro quando poderiam aceitar um pedido de desculpas e seguir adiante.

Enfim, contaminados pela ansiedade, envenenados pela dinâmica insana de uma rotina inconsciente, muitos têm perdido o melhor da vida por conta de picuinhas. Tanto alimentam os detalhes irrelevantes que nem se dão conta dos momentos especiais.




A boa notícia é que pequenas mudanças podem surtir importantes efeitos. Sugiro que você comece a validar o que há de bom, tanto em si mesmo, quanto nos que estão ao seu redor e na sua vida em geral. Pare de ignorar o esforço de cada um e comece a perceber que todos nós, indistintamente, tentamos fazer o nosso melhor com o intuito singular de sermos aceitos e amados.

A grande maioria dos nossos problemas não passa de pura invenção de nossa mente. Complicamos porque temos medo de não estarmos prontos para caso algo dê errado. No entanto, raramente dá errado. E para comprovar esse fato, apenas tente. A partir de hoje, simplifique! Esteja presente! Viva o que há para ser vivido, mantenha-se em sintonia com seus sentimentos e descubra que ser feliz é bem mais fácil do que você sempre imaginou.


Rosana Braga



11 de outubro de 2011

Autoconfiança




O quanto você confia em si mesmo? Autoconfiança é importante para todas as pessoas, é uma questão de sobrevivência. A premissa básica é que ninguém consegue transmitir confiança se não confia em si mesmo, seja na relação afetiva, pessoal, profissional.

A insegurança, ou falta de confiança em si mesmo, pode trazer algumas características como medo de amar, da mudança, de cometer erros, da solidão, de assumir responsabilidades. O inseguro não confia em seu valor pessoal, não acredita em sua capacidade. Em vez de se unir pelo amor, se une pela insegurança, o que o faz controlar as atitudes, quando não os sentimentos do outro. Controla e vigia em razão das dúvidas que tem sobre si mesmo, criando cobranças, conflitos e muitas dificuldades em seu relacionamento. É como se quisesse uma certeza daquilo que não encontra dentro de si.

A falta de autoconfiança pode se manifestar em sentimentos de incapacidade, impotência, e dúvidas paralisantes sobre si mesmo. Nunca possui certeza suficiente e quer sempre se certificar das coisas e controlar as pessoas. É excessivamente cauteloso e vigilante, desconfia de tudo e de todos, como reflexo de falta de confiança em si mesmo. Quem não confia em si, sente dificuldade para enfrentar desafios e, cada fracasso, confirma uma sensação de incompetência, trazendo muito sofrimento.

A insegurança pode chegar a tal ponto de fazer com que a pessoa, na ânsia de ser amada, transforme a necessidade natural de amar em uma necessidade doente, alcançada pela possessividade. Mas quando começa a se formar a autoconfiança? Na infância. Pessoas inseguras podem ter tido uma educação autoritária dada pelos pais. Educar, ensinar, colocar limites, todos sabemos que são fatores importantes na educação, mas limitar o desenvolvimento natural do outro, é torná-lo tão inseguro quanto uma educação super protetora.

As pessoas que confiam em si mesmas são decididas, sem serem arrogantes ou defensivas, e se mantêm firmes em suas decisões; apresentam-se de maneira segura, têm presença; são capazes de se expor; são eficientes, capazes de enfrentar desafios e tomar decisões sensatas mesmo sob pressão. Pessoas autoconfiantes inspiram confiança nos que as rodeiam. Mas é preciso ficar atento entre demonstrar que confia em si e realmente confiar. Como também a confiança em excesso pode ser um problema, pois o excesso de autoconfiança pode gerar imprudência e parecer arrogância, que é fruto da ignorância, muitas vezes de si mesmo.

A autoconfiança é resultado da auto-estima e nunca é herdada, é aprendida. A autoestima inclui a avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. É ter consciência de seus valores e só quando temos essa consciência é que podemos confiar naquilo que somos capazes.

Os maiores inimigos da autoconfiança são: a cobrança interna e externa exagerada, o perfeccionismo, o medo, a crítica, rigidez, comparação, inveja, dúvida e também a necessidade de aprovação e reconhecimento, pois tudo isso dificulta a mudança e o desenvolvimento. A autoconfiança é um atributo importante porque a falta da opinião nas consequências de uma ação cria tensão, que aumenta a probabilidade de fracasso, causando assim uma pessoa depressiva.

Por que a autoconfiança está diretamente relacionada com o autoconhecimento? Não podemos confiar em nós mesmos sem nos conhecermos. O autoconhecimento é importante para tudo na vida e requer um constante exercício diário de reflexão. Quem não se conhece não se ama, não muda, não cresce. O caminho mais indicado para elevar o autoconhecimento é o diálogo interno. É isso mesmo, conversar consigo mesmo. As pessoas querem falar, serem ouvidas, mas não se ouvem. É preciso aprender a ouvir a própria voz, que ora vem do coração, da alma, ou seja, suas emoções; ora de sua mente, sua razão. Só quando ouvimos razão e emoção conseguimos atingir o equilíbrio. E que diferença isso faz!


Rosemeire Zago


 

10 de outubro de 2011

Na vida seja o que quiser ser, você não paga nada por isso...




Vivemos uma boa parte da nossa vida pensando em prosperar, com um emprego ou salário melhores, um carro novo, uma casa mais confortável, roupas de grife, o estado da arte em tecnologia na parede da nossa sala, aquela viagem dos sonhos à Europa.

Também queremos ter uma família maravilhosa, com filhos lindos, educados nas melhores escolas da cidade, uma esposa linda e inteligente, que seja uma mãe excelente e ame a sua família.

Se eu disser que você pode ter tudo isso, você acreditaria? Pois é, esse é o problema... a grande maioria, não acredita, prefere viver e ir contra tudo aquilo que deseja na vida. Tudo que desejamos, a vida nos oferece... mas enquanto não aprendermos a maneira correta, a vida não irá nos proporcionar esse sucesso que tanto se almeja. Pare para pensar em tudo o que efetivamente conseguiu até agora na vida, faça uma retrospectiva e veja o que não tinha e o que tem agora.

Certamente, você irá se surpreender com o que já conquistou e nem ao menos se deu conta disso... exatamente, em geral, não nos damos conta daquilo que já conquistamos e muitas vezes estamos tão acomodados em certa zona de conforto, que mais nada acontece em nossa vida. Afinal, está bom assim e com o passar dos anos, vamos envelhecendo e nada mais queremos para nossa vida que sossego.

Assim pensa a maioria das pessoas; assim as pessoas terminam sua vida, de uma maneira medíocre e se esquece de tudo aquilo que queriam quando jovens. No entanto, Tudo aquilo de bom que conseguimos na vida fomos nós que lutamos e realizamos. Ninguém entrou em sua vida para ajudá-lo a realizar, sem antes você mesmo ter desejado isso. Não se iluda. Se você não quiser e não criar a oportunidade, esta jamais chegará até você.

Quando você decidiu encontrar um amor para ter como companheira, a vida lhe deu esse amor, foi você quem desejou, mais ninguém...

Quando você resolveu ser um profissional, seja lá de qual área, a vida criou essa oportunidade e fez de você um indivíduo respeitado e renomado. Quando você desejou o apartamento dos seus sonhos para morar, a vida foi lá e realizou para você... Ninguém o ajudou sem que você não quisesse isso.

Tudo é uma questão de querer, não existe vida sem prosperidade, não existe vida miserável se você não quiser... Mas a grande maioria não sabe como tornar realidade as prosperidades em suas vidas. Ficam esperando que algo aconteça do nada, que alguém surja como o salvador da pátria, oferecendo-lhe um ótimo emprego com um irrecusável salário.

Enquanto a postura para com a vida não for correta, isso jamais irá acontecer e certamente a maioria irá terminar com uma vida medíocre.

Pare e pense no que realmente você quer para a sua vida; tenha a atitude de querer e ir atrás, pois quem realiza a prosperidade em sua vida é você e ninguém mais. Não fique esperando algo que você nem tem a certeza do que seja; primeiro queira, depois realize; você verá que a sua vida irá mudar em um curto espaço de tempo.

As pessoas certas irão aparecer e entrar em sua vida do nada e, sem que você perceba, tudo irá acontecer, existe um grupo de pessoas esperando que você comece a querer mudar e a querer realizar Enquanto você não se resolver, essas pessoas irão permanecer aguardando a sua atitude.

Comece por varrer da sua mente tudo o que é negativo; procure ler muito sobre coisas e assuntos que você ainda não conhece; tenha interesse por coisas novas em sua vida; preste atenção a tudo ao seu redor, observe as pessoas com as quais se relaciona, procure sempre qualidade de vida e fuja de quantidade, coloque foco no que quer realizar.

Não alimente pensamentos de rancor, mágoa ou fique remoendo picuinhas, releve tudo que as pessoas lhe fizeram de mal e procure seguir em frente no seu caminho; não vá atrás dos modismos que geralmente transformam as pessoas em marionetes do consumo desenfreado; mas tenha seu estilo, isso faz toda a diferença e as pessoas notam.

Tenha sempre em mente que podemos ser tudo o que quisermos ser, mas isso tanto serve para o bem como para o mal; a escolha é só nossa, a atitude sempre irá partir de nós mesmos e nada e nem ninguém terá culpa disso ou irá ajudá-lo, caso você não queira.





Nelson Sganzerla 



8 de outubro de 2011

Por que deixamos tudo para depois?




Preguiça, medo de não conseguir fazer como deveria ser feito, mau costume? O motivo talvez seja o que menos importa. Mas o fato é que, por conta dessa mania de deixar tudo para depois, muitas pessoas têm amargado uma sensação terrível de que a vida passou e elas simplesmente perderam o bonde!

Claro que, vez ou outra, desafiar o velho e sábio dito popular que nos cobra por que deixar para amanhã o que podemos fazer hoje não é sinônimo de fracasso ou catástrofe. Porém, se o seu lema já se tornou o provocante por que fazer hoje o que podemos deixar para amanhã, cuidado! Você pode estar ocupando o lugar de seu próprio inimigo!

A vida não pára até que você se sinta pronto. Você é que terá de aproveitar o ritmo para se preparar. O tique-taque das horas pode ser uma melodia que embala você e o conduz às suas melhores ações, ou pode ser um capataz que te açoita e castiga, exigindo mais e mais sacrifícios. É você quem decide! E, sendo assim, de que forma realmente quer viver? Empurrando com a barriga ou fazendo acontecer?

Toda vez que você deixa um compromisso, uma tarefa, uma conversa ou uma decisão para depois, está adiando seu sucesso, seus resultados ou, quem sabe, até a sua tão desejada felicidade. Portanto, minha sugestão é para que, a partir de agora, você só deixe para amanhã aquilo que, se feito ou decidido hoje, puder ser ruim. Nesse caso, nada melhor do que uma noite bem dormida para chegar a uma nova conclusão e, consequentemente, uma ação mais inteligente.

Ou seja, use sempre a máxima protetora: na dúvida, não ultrapasse. Mas não se deixe enganar: quanto antes você fizer o que precisa ser feito, mais rapidamente chegará onde deseja e mais intensa e profundamente estará vivendo cada dia da importante viagem que é sua vida!



Rosana Braga