2 de agosto de 2010
Talento para enganar
Sexos opostos unidos por semelhanças e diferenças, seres humanos, mentirosos de carteirinha. Quem comprovou essa característica foi o Museu de Ciências de Londres.
A pesquisa, feita com 3.000 homens e mulheres, mostrou que a mentira mais contada pelos machos é sobre a quantidade de bebida alcoólica ingerida. Chegam a jurar que não exageraram, mesmo quando chegam em casa cambaleando.
As fêmeas mentem mais sobre seu próprio humor. Podem estar chateadas ou magoadas com alguma coisa, mas garante que está tudo bem.
Na lista dos homens, aparecem ainda as seguintes mentiras: “já estou a caminho e logo chegarei em casa”; “desculpa, mas não recebi seu recado”; “você está bem mais magra”.
Na lista das mulheres, as mentiras mais comuns são: “eu não sei onde isso está, eu nem toquei nesse objeto”; “não custou caro, comprei em uma liquidação”; “estou com uma dor de cabeça daquelas”.
A pesquisa foi feita para auxiliar os idealizadores de uma exposição do Museu de Ciência de Londres. Eles queriam ter uma ideia, um rumo para montar a nova ala que trata do comportamento de homens e mulheres. O resultado foi mais interessante do que se esperava. Segundo a pesquisa, os homens mentem mais e sentem menos remorso; as mulheres mentem menos, em compensação convencem muito mais.
A organizadora da exposição, a curadora Holly Cave, explica que os homens se mostram mais relapsos com as mentiras, deixando muitos furos. Segundo ela, é fácil desmascarar. Já as mulheres são mais apelativas, teatrais, verdadeiras artistas. Por isso, tem mais ''credibilidade''.
A pesquisa não tem base científica, é apenas comportamental, mas despertou o interesse de todo mundo. Seja homem ou mulher, é difícil não se identificar de alguma forma com as lorotas mais contadas. Mentiras geralmente óbvias, pouco criativas, de pernas realmente curtas, do tipo, acredita quem quiser.
1 de agosto de 2010
Sei lá...
Imagem Lena - Veneza 2010
"Não gosto de muita arrumação e nem de bagunça,
mas entre o confortável e o elegante sou mais o conforto.
Gosto de comidas típicas, que experimento quando viajo.
Detesto ir aos cartões postais, prefiro andar pelas ruas íntimas das cidades,
sentir os cheiros e compreender suas lógicas e matizes.
Ir aos lugares onde os locais vão.
Detesto seguir a boiada. Isso é que não, isso é que nunca.
Mas já fiz muito isso, tentando ser pertinente ou coerente, sei lá.
Vai ver era preguiça..."
"Não gosto de muita arrumação e nem de bagunça,
mas entre o confortável e o elegante sou mais o conforto.
Gosto de comidas típicas, que experimento quando viajo.
Detesto ir aos cartões postais, prefiro andar pelas ruas íntimas das cidades,
sentir os cheiros e compreender suas lógicas e matizes.
Ir aos lugares onde os locais vão.
Detesto seguir a boiada. Isso é que não, isso é que nunca.
Mas já fiz muito isso, tentando ser pertinente ou coerente, sei lá.
Vai ver era preguiça..."
Autoria: Leo Jaime
Impermanência
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Encare sua vida como se fosse um banco no parque, em uma tarde de clima ameno. Você vai até lá passar algumas horas, sentado, aproveitando tudo ao máximo: a brisa fresca, os pássaros cantando, as borboletas, o sol batendo no rosto.
Tudo aquilo dura pouco tempo e vai chegar ao fim. Por isso, você deve aproveitar o momento e criar boas condições. Você não deve se apegar ao banco. Não tente colocar uma etiqueta nele com o seu nome, querendo mantê-lo para você! Isso vai impedi-lo de sentir o prazer e a liberdade de estar lá, simplesmente sentado. E se alguém se sentar com você, seja gentil, tratando-a com amor e compaixão. Não brigue com esta pessoa. Seu tempo é muito curto. Vocês estão ali apenas de passagem.
Ao lembrarmos de que tudo na vida é impermanente e chega ao fim, podemos ser generosos com ela, sabendo que provavelmente ela nunca pensa no fato de que terá que deixar o banco em breve, assim como você.
Todos nós queremos manter as coisas e não conseguimos. Temos que ter compaixão por elas, e por nós mesmos. Compreender a impermanência nos faz ricos: temos tudo neste momento e podemos ser generosos, abertos, decididos a fazer o que pudermos para beneficiar a todos com o nosso amor, sem medo de perder.
Nascida nos EUA, Lama Tsering foi por mais de onze anos, intérprete de
S. Ema. Chagdud Rinpoche. Depois de completar em 1995, um retiro de três anos,
recebeu a ordenação de Lama, sendo autorizada a dar ensinamentos e
iniciações. Neste mesmo ano, foi convidada a dar ensinamentos no Brasil,
para onde se mudou logo depois. Reconhecida por seu estilo caloroso e bem-humorado,
Lama Tsering foca seus ensinamentos no desenvolvimento da compaixão e
na aplicação da filosofia budista na vida diária.
Autoria: Lama Tsering
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