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30 de janeiro de 2013

É preciso coragem






É preciso coragem, já dizia um amigo meu... Mas coragem para o quê? Eu retruquei. Para tudo...

Hoje fico pensando nesta verdade. Realmente é preciso coragem para se exercer o que se escreve. Para se fazer o que se ensina e para entendermos os revezes da vida.

Sem coragem tudo fica sem sentido porque é muito mais cômodo desistir. É mais tranquilo buscarmos culpados para as nossas falhas e para os nossos insucessos.

Sim, é preciso coragem.

Sem ela a vida deixa de ser vida, porque não enfrentamos as adversidades de frente. E é com ela, só com ela, nossa amiga adversidade que aprendemos a entender o que fazemos nesta vida e como conseguimos evoluir.

Sim, é preciso coragem.

Sem ela não conseguimos enfrentar a escuridão dos desafios do nosso dia-a-dia. Sem ela não temos forças para abandonar a negritude de nossos pensamentos odiosos. Sem ela jamais iremos desembainhar nossa espada e nem compreender o porquê das mãos que ontem nos aplaudiram e hoje nos atiram pedras.

Sim, é preciso coragem.

Coragem que na realidade é a mãe do desafio e a senhora de nosso sucesso. Coragem que dá vida à vida. Coragem que se antecipa às nossas mudanças e dá "cor" às nossas vitórias.

Sim, é preciso coragem para se dizer não quando se quer dizer não e sim quando nosso coração grita por isso. Só assim conseguiremos ser mais fortes. Únicos e independentes. Ninguém pode nos possuir... É livre arbítrio a nossa entrega. A posse é matéria, a entrega é o amor.

Sim, é preciso, é necessário coragem para conseguirmos derrotar o nosso maior inimigo - Nós mesmos. E mais ainda, é preciso, é vital muita coragem para vivermos o perdão e aí, somente aí conseguiremos entender o verdadeiro amor.

Finalmente, é preciso coragem para SONHAR, para acreditar que a vida é construída por nós e só nós decretamos o nosso sucesso. Sim, acredite, é assim mesmo.

Sabe por que escolhi escrever isso? Porque preciso de coragem... Só por isso.
Um dia, sei que será assim. Nos veremos.

Saul Brandalise Jr.



16 de julho de 2012

Esse não é um texto te autoajuda





Esse não é um texto te autoajuda, mas se de alguma forma te ajudar, tudo bem. Olha, eu tenho visto muitas coisas por aí. Parece que a cada dia que passa as pessoas ficam mais infelizes. É claro que todo mundo quer ter tudo. Mas você sabe que isso é impossível. Alguma coisa sempre vai faltar, essa é a graça da vida (e a grande questão do ser humano). E seria tão mais fácil se a gente aceitasse isso sem questionar, não é mesmo? Mas questionamos todos os dias, as horas, os segundos. Entramos num labirinto atrás de respostas. 


Eu sempre tive a cabeça e os pés nas nuvens. Era uma otimista nata. Achava que tudo ia se resolver, que as coisas iam dar certo. Depois, vivi um período que chamo de aprendizado. Nele, passei noites em claro em busca de soluções, saídas e atalhos. Revirava na cama pensando nos problemas. E não resolvia nada. Além disso, ganhava de brinde olheiras, uma cara amassa e um humor instável pela noite mal dormida. Custou muito até que eu encontrasse o meu equilíbrio. Foi muito trabalho árduo, muita terapia, muita leitura, muita vivência. Hoje eu consigo dar bola para o que realmente importa. É claro que de vez em quando tenho recaídas, mas aí puxo a minha orelha e digo para. Chega. 

Sei que o sofrimento faz parte da vida, mas não sofro mais de graça. Não mereço. E acho que você também não merece. Pra você pode parecer bobo ou clichê, - e talvez eu seja mesmo boba e clichê - mas sempre acreditei que o nosso pensamento coordena nossa vida. Se eu deixar, meu pensamento me domina e me dá tarefas diárias e cansativas. Mas meu pensamento não me manda, não me governa, não é meu chefe e não paga minhas contas. A gente tem que ter autocontrole. Não gosto de ficar me queixando, deixar uma energia negativa circular na minha volta, sentir o azedume na boca, ficar com uma ideia fixa na cabeça. É por isso que minhas lamentações e reclamações duram no máximo 24h. Não me permito mais do que isso. Sou humana, é lógico que sim! É claro que fico puta, perco a paciência, perco a fé, perco a vontade, perco o saco, perco o rumo, perco a esperança. Por 24h. Depois eu chamo essas coisas de volta. Porque a gente tem que acreditar. Tem que saber enxergar as coisas na vida. Sempre tem uma saída. Sempre. Sempre existe um novo olhar, um novo caminho, uma nova maneira. 

Uma vez, escutei uma coisa que nunca mais esqueci: se o que você está fazendo não está dando resultado, talvez o problema não seja atingir a forma certa, e sim refazer as coisas. Fazer de novo, de um novo jeito. Se o seu jeito não está funcionando, troque de jeito até acertar. Ah, é fácil falar. Claro que é. Mas não é tão difícil assim fazer, não. Sabe por quê? Existem coisas que dependem única e exclusivamente de você. Essas você pode se mover, batalhar, ir atrás. Só que existem tantas outras que dependem de outras pessoas e outros fatores. Daí você vai esquentar a cabeça com isso? Não, por favor. Isso é um crime. 

Problema todo mundo tem. Mas ele é que nem planta: se a gente rega ele cresce e se espalha por toda a vida. Todo mundo tem problemas, em maior ou menor grau. E não pense que minha vida é cor de rosa e toda boa porque não é. Estou cheia de problemas, cheia mesmo. É que nem todo mundo sabe, eu não conto. Hoje em dia sou mais contida, guardo as coisas pra mim, não saio falando dos meus problemas e das minhas neuroses para ninguém, nem para meus pais. Pago um terapeuta pra isso. Mas nunca estive com tantos problemas, pode apostar. Só que eu faço as coisas que posso. O que depende de mim. O resto eu deixo a vida resolver. Se eu puder, dou uma mãozinha. Se eu não conseguir, paciência. Não faço cara feia pra vida porque não quero que ela faça cara feia pra mim. Nada vale a minha paz e o meu desânimo.

Clarissa Correa

7 de julho de 2012

Atenção: hora de viver!



Uma frase do incomparável Guimarães Rosa conseguiu traduzir um daqueles sentimentos intraduzíveis da angústia: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Obrigada, Guimarães Rosa! Para viver, é preciso muita coragem. Você está pronta? Então chega de insegurança, desculpas, interrogações e exclamações e vá viver. Esqueça a imagem da linda mulher que corre descalça pela praia segurando um voal branco. Viver nem sempre é movimento, transparência e liberdade. Às vezes, é contemplação e imobilidade. Esqueça também as cenas idealizadas dos eternos encontros hollywoodianos. Muitas vezes, viver significa impedimento. É isso. Os amores não são espetaculares, as famílias estão cheias de problemas, a liberdade não é azul e a felicidade quase sempre atordoa mais do que a tristeza. É aí que entra a coragem. Tenha coragem para abrir os dedos, soltar o que lhe escapa e seguir adiante, com a certeza de que alguém ou alguma coisa que lhe escapa jamais pode prendê-la. Tenha ousadia para continuar diante dos nãos até encontrar um sim. E consciência de que o sim talvez nunca chegue. Tenha a audácia de amar, estômago para sofrer, cabeça para pirar e coração para doer. Os sonhos mais caros se desmancharão diante do seu nariz e isso não é privilégio seu. Você continuará tendo decepções e perdas irreparáveis e isso também não é privilégio seu. Não existe controle, nem redoma, nem razão, nem remédio, nem nada capaz de evitar o sofrimento. Não existe não sofrer. Contudo, quem vive de verdade garante que aumentam as chances de nos tornarmos a pessoa que queremos ser – e não a que somos. Só por isso (só?), os tombos, as lágrimas, as angústias e os desesperos terão valido a pena. Vou ali viver um pouco e já volto!


Fernanda Santos

29 de junho de 2011

Os meus, os seus e os nossos medos



O medo é um sentimento que nos ronda 24 horas por dia. Tememos tudo ou quase tudo: da barata ao amor. Ainda temos medo de mudar, perder, arder, sofrer, sonhar, acreditar, decepcionar, morrer. Se por um lado, ele nos protege de situações verdadeiramente ameaçadoras, por outro nos paralisa para outras compensadoras.

Fico imaginando se Jesus, Einstein, Sabin, Chico Xavier e tantos outros seres humanos fundamentais da história tivessem paralisado por causa do medo. O que teria sido de nós? E o que fizemos de nós com as oportunidades que deixamos passar, as pessoas não fizemos felizes, os trabalhos que não realizamos, os amores que não vivemos, enquanto estávamos paradas que nem postes, esperando o medo atravessar a rua?

Fora da medida certa o medo ganha outros nomes: egoísmo, orgulho e vaidade. Horrível admitir isso. Deixar de fazer qualquer coisa por medo de sofrer, se expor, perder ou se decepcionar é o auge da vaidade humana. É colocar-se num patamar superior, sobre-humano.

Calma, porque não é recado para ninguém em especial. Estou falando comigo mesma neste momento, me expondo, tentando me colocar na fila dos mortais que seguem adiante amando e se decepcionando, sonhando e perdendo.

Se fugir do que chamam “viver” resolvesse, eu estaria salva, sem cicatrizes. Mas não estou. A zona de conforto não salva ninguém de nada; não impede a dor, as lágrimas e o sofrimento, contudo bloqueia brutalmente a alegria, o prazer e a paz.

Triste de quem acredita que construir defesas defende de verdade ou cria imunidade contra algum tipo de machucado. Pessoas, as feridas mais doloridas brotam sobre os escudos imaginários, sabiam? Meu desejo para esse tipo de gente covarde (continuo falando de mim, mas se servir para você também, ótimo!) é que ame como nunca e sofra como sempre. E que entre o amor e a dor existam dias de prazer e alegria jamais vividos nesta vida. “Ei medo, eu não te escuto mais. Você não me leva a nada...” Jota Quest.


Fernanda Santos 


Viva La Vida  - Coldplay






25 de maio de 2011

Uma janela para o amor



A felicidade está onde não a pomos e a pomos onde não estamos...

Como definir o amor? A respiração se acelera, o coração parece que sai pela boca! Sentimento estranho que provoca arrepios na pele... Por que gostamos de um e não queremos nada com o outro? O coração tem razões que a própria razão desconhece... Ninguém manda nos sentimentos.

Que o nosso amor seja eterno enquanto dure... já dizia Vinícius de Moraes. Vem com a força de um furacão e ai de quem for contra! A alma só enxerga perfeição e o dia-a-dia fica leve como a asa de uma borboleta. Tudo flutua e a vida é maravilhosa... O amor é lindo!

À busca pelo verdadeiro amor, quem resiste? Não existem regras e vale tudo! Lembrar a lei do retorno: tudo que plantamos, colhemos. Essencial é haver equilíbrio: ser bom para ambas as partes. Chantagens emocionais combinam com esta história de amor?O amor é cego, mas os vizinhos não... As paredes têm ouvidos e sabem de cada coisa!

E os casais que adoram cenas cinematográficas? Mostram todo o seu arrebatamento em público, como se a paixão fosse uma questão de vida ou morte! Quem pode com eles? E o superbonder que precisa ficar grudado o dia todo, esquecendo que a vida é mais holística? Deixar de ter outros interesses também acaba com o amor!

A competição só atrapalha o romance. Por que se sentir inferior se ela ganha mais? Necessidade de provar que é a dona da verdade ou de ser o galinha do pedaço só dão triunfos passageiros e a sensação de vazio permanece. Dar chances para que o amor bata à porta. Sair da superficialidade do ficar. Recordar que mais vale um pássaro na mão que dois voando.

Pode uma amizade sincera evoluir para o amor? Talvez não seja aquele fogo queimando por dentro, porém pega muito mais profundo e sem máscaras. E aquela paixão de adolescentes que praticamente foram os primeiros namorados e se casaram? É amor ou amizade? E se aparece mais tarde o grande Amor de sua Vida? Deixar de viver uma verdadeira história de amor por pura covardia, por medo de viver plenamente!? Já está tudo tão acomodado, para que ir em busca de emoções desconhecidas?

Ter que recomeçar tudo, não saber se vai dar certo. Vale o risco?

Monotonia segura casamento? Muitos continuam juntos, mas saem para arejar de vez em quando. Não é pior? Estamos nos enganando e o preço que pagamos no inconsciente é muito alto.

Será que ficar sozinho é tão terrível? A sociedade cobra namorado, noivo, marido, filhos, netos... Mas ela ajuda a cuidar? Quem é responsável pela sua vida? Não é melhor a solidão bem curtida do que se amarrar para satisfazer os outros? Renunciar a seus sonhos porque a outra não quer, não suporta, não tem vontade... E um tipo visual que gosta de silêncio com uma jovem auditiva? Dá certo?

Para que um grande amor valha a pena é necessária muita tolerância, saber ceder.

Aceitar o outro plenamente com suas qualidades e defeitos, como todo ser humano! Perdoar pequenas falhas. Não estamos falando de pular a cerca! Se há necessidade de experimentar outras emoções, significa que o relacionamento já deu tudo que tinha que dar... Hora de pegar as malas e partir para outra!

Ter coragem de encarar a vida de frente. Chutar o pau da barraca! Tentar. Fazer mais que um amor de verão. Não há emoção maior... Mostrar que a vida é feita de pequenos detalhes... mas tão significativos! Respirar a própria essência e curtir profundamente todos os momentos tão ricos... A nossa vida tem que valer a pena! Ah, o amor é lindo!



Mon Liu