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27 de junho de 2012

Amor: energia universal




O que a nossa humanidade mais precisa é despertar o amor em todos os corações. Dilacerada pela violência, ela chegou perto do fundo do poço. E deste lugar, só lhe resta uma alternativa, é olhar para cima, em direção ao sol, à luz da sabedoria e ao calor do amor.

O amor do coração foi progressivamente abafado por quatro mil anos de dominação dos homens, que limitaram a participação das mulheres à família e ao lar. Resultou disto uma repressão dos valores femininos no Homem, e com eles o próprio amor. A nossa cultura masculinista esta na raiz do desenvolvimento extremo das qualidades intelectuais mais particularmente da razão, que leva ao domínio absoluto da ciência e da tecnologia, e limita a educação ao puro intelecto. Os valores do coração e do espírito são desprezados e relegados à religião.
Resulta disto um racha entre razão e coração. E chegamos aos extremos das aplicações frias da ciência através da tecnologia, à fabricação descontrolada de armas e ao seu uso na matança de seres indefesos no terrorismo ilegal e nas guerras legais, tanto faz. As empresas usam as tecnologias tanto a serviço de valores construtivos ou destrutivos desde que se obtenha o devido lucro.

O advento do movimento feminista levou as mulheres à saírem do seu lar para trabalhar fora. Isto faz com que, progressivamente, os valores afetivos penetram na empresa e no trabalho humano em geral. A preocupação masculina exclusiva pela efetividade, vem se integrar harmoniosamente o valor feminino da afetividade. A exclusividade de focalização empresarial pela produção, está se acrescentando um interesse cada vez maior pelas pessoas, isto é pela qualidade de vida de cada funcionário. É de esperar também que com o ingresso de mulheres na política, o Amor e a preocupação pelo ser humano tornem se cada vez mais central na gestão das sociedades O futuro desta gestão se acha num reencontro do masculino e do feminino em cada um de nos.

Tirar o amor da vida humana é ameaçar a própria vida no nosso planeta. Pois a destruição ecológica é o resultado da falta de amor à natureza, que leva o ser humano a um suicídio progressivo, o qual já começou.

O amor é a força que sedimenta todos os conjuntos. A energia que liga entre elas as partículas do átomo é amor, garantindo assim a existência da matéria.

O amor é a energia que une as células formando os tecidos das plantas, dos animais e do nosso corpo.

O amor é a força que atrai os dois sexos garantindo a continuidade de todas as espécies, vegetal, animal e humana.

O amor estimula a nossa criatividade insuflando o nosso entusiasmo pela vida e inspirando a nossa alma poética.

O amor é o fator que proporciona a ternura dos casais e amizade entre pessoas.

O amor é a liga das estrelas formando o Universo.

Onde há amor é impossível a violência, o terrorismo e as guerras. Despertemos a todo instante o amor no nosso coração para todos os seres viventes. É a melhor contribuição que podemos dar para a nossa humanidade sair do atoleiro em que está enleada!

Pierre Weil

29 de abril de 2011

Amor: uma comunicação profunda




O que é o verdadeiro amor? Será que ele (ou ela) me ama realmente? Será que eu sei amar? Existe tal coisa como o amor?

Qual o ser humano que já não fez uma destas perguntas? De fato o amor está na ordem do dia desde que a humanidade se tornou consciente deste sentimento.

Existem muitas formas de amar, mas são elas o verdadeiro amor? Para responder com clareza à esta pergunta, é preciso conhecer qual o nível de motivação que predomina em determinada pessoa.

Será que alguém excessivamente preocupado pela sua segurança, por ganhar dinheiro para garantir a sua subsistência, ter um abrigo contra as intempéries e roupa para se proteger do frio, pode amar? Talvez seja demasiado, preocupado pelas suas próprias necessidades vitais? Sem contar pessoas que mesmo tendo estas necessidades satisfeitas, continuam obcecadas pela sua segurança. O medo de lhes faltar algo lhes faz acumular bens de modo insaciável. Se se estabelecem relacionamento com outrem, será para nutrir a sua possessividade e não para amar.

Há pessoas que, do ponto de vista material se contentam com pouco, desde que possam satisfazer o seu prazer sexual. Sexo é uma forma de energia muito poderosa, pois ela existe antes de tudo para satisfazer a necessidade de procriação, isto é, de sobrevivência da espécie. Para muitos, atração sexual é algo irresistível. Conhecemos desde o famoso inquérito Kinsey, muitos detalhes da vida sexual, sabe-se inclusive a freqüência e estatística de relações sexuais em relação à idade, o sexo, a categoria profissional, etc...

Mas será isto o que chamamos de amor? Sabe-se que neste tipo de relacionamento, a satisfação é provisória e de fato não existe, porém quanto mais se tem, mais se quer ter. Grande parte da humanidade fica estagnada neste nível de motivação. E quando os filhos são criados, se inexistir o verdadeiro amor, surge a separação e o divórcio, pois constatam que o relacionamento acabou. Vão procurar outros parceiros sexuais, num círculo vicioso que não acaba... Ou então vão procurar satisfazer a sua vontade de poder, de ser importante, de ser admirado pelos outros, de ter a sua foto nos jornais. O círculo vicioso continua: mais importância se tem, mais importância e admiração se quer. A sede de poder não tem limite.

De fato, segurança, sensualidade e poder, nunca são satisfeitos de modo absoluto. Apego ao conforto, ao sexo e à auto-imagem, só levam a decepções e sofrimento. O prazer que despertam é apenas momentâneo. Deixa um vazio angustiante que exige mais prazer para preenchê-lo.

Felizmente existem pessoas que conseguiram ultrapassar estas manifestações do egoísmo e do egocentrismo. Estas pessoas vivem em estado de amor. Para elas tudo o que acontece em torno delas tem um caráter sagrado e maravilhoso. A cada instante são sensibilizadas por pequenos detalhes da vida cotidiana: o passarinho que canta; uma troca de sorrisos com um transeunte; um gesto de carinho para um menino da rua, a solidariedade num mutirão. 

Para estas pessoas a alegria de viver é ilimitada. Este estado de amor desperta e acompanha uma capacidade criativa impar; nada de condicionamentos e de atos automáticos; tudo se renova. A sua criatividade e seu amor se tornam verdadeira compaixão, pois se coloca a serviço de aliviar o sofrimento e dar alegria a todos os seres. Estes são os verdadeiros cidadãos.

E quando dois seres assim se encontram e decidem unir sua existência, suas sexualidades se expandem e se transformam em ternura e amor à vida sob todas às suas formas. É uma comunicação profunda sentida pelos dois como tendo caráter divino.


Pierre Weil