5 de junho de 2011

Frases para terminar relacionamentos



As pessoas não são lá muito criativas quando querem dar um fora em alguém. Homens e mulheres recorrem sempre às mesmas frases feitas, embora as mulheres, a meu ver, gostem mais de se explicar. Querem manter como amigo o cara que não serve mais como namorado. Ou talvez só não consigam ignorar o lado maternal.

Ser fofa além da conta, porém, pode ser uma grande furada. O cara pode não entender o recado. Pode achar que você está só fazendo charme e te perseguir por toda a eternidade. É melhor ser clara (embora isso nem sempre funcione). Só aposte na dubiedade se quiser uma legião de homens sedentos por atenção ao seu redor. Como naquela cena de O vento levou em que Scarlett O’Hara é paparicada durante um churrasco por vários homens que jamais deixarão o posto de meros escravos de seus caprichos. São uns iludidos.

E a ilusão, às vezes, é necessária. A verdade, nua e crua, dói. Vai ver é por isso que existem tantos adeptos do clássico “o problema não é você, sou eu”. Ou do “estou confuso, passando por um momento complicado”. Cof cof.

Frases assim não só são risíveis como podem indicar que o sujeito ou a moça tem a intenção de “cozinhar em banho-maria” o desapontado interlocutor. É mais ou menos assim o raciocínio: por que dispensar a pessoa, se posso mantê-la por perto e dar uma ligada quando EU tiver vontade?

Não seja uma vítima! E não faça vítimas! Confira a minha pequena lista de frases toscas e fuja delas:

1) Você é a pessoa certa na hora errada.

Ok. E qual seria a hora certa? Aquela em que as baladas começarem a se tornar chatas, previsíveis e você sentir a necessidade de discutir em profundidade um filme dinamarquês?

2) Não é você, sou eu.

Gosto do ar enigmático dessa. A pessoa nunca consegue explicar por que ela não é boa o bastante para você, quando sabemos que se trata do contrário: é você que não preenche os requisitos. Caridosa, a pessoa tenta não ser tão desagradável e opta por mais uma boa dose de clichês. E a gente sai da conversa meio tonta, meio com raiva. Quer dizer, totalmente com raiva.

3) Você é ótima (o), MAS…


Acho honesto se a pessoa disser qual é o problema logo depois do “mas”. Porém, é grande o risco de a frase ficar assim: Você é ótima (o), mas apareceu na hora errada. Zzz.

4) Estou confuso (a)

O mais legal dessa é que não dá para estabelecer prazos. A confusão, gente, pode nunca passar. É muito conveniente, versátil e evita perguntas, porque elas só deixarão a pessoa ainda mais confusa. E é capaz de você ainda ser feita de vilã (ou vilão) da história.

E você, tem alguma sugestão de frase boa para terminar namoro? Se não tiver, tudo bem. Conte pra gente por que você usou uma frase feita. Aposto que você usou.



Anna Carolina Lementy

4 de junho de 2011

Magia na arte de estar com o outro




"O amor significa a arte de estar com os outros.

Meditação significa a arte de estar consigo mesmo.

São dois aspectos da mesma moeda.

Uma pessoa que não sabe como estar com ela mesma verdadeiramente não pode relacionar-se com os outros.

O relacionamento dela será inconveniente, sem graça, feio, fortuito e acidental. Sempre oscilará e nunca ganhará profundidade.

E vice-versa: a pessoa que não é capaz de estar com os outros, de relacionar-se, achará muito difícil relacionar-se consigo mesma, porque a arte de relacionar-se é a mesma.

Seja relacionar-se com os outros ou consigo mesmo, não faz muita diferença: é a mesma arte.

Essas artes têm que ser aprendidas juntas, simultaneamente; elas são inseparáveis.

Relacione-se com as pessoas como se você estivesse cantando uma canção, como se você estivesse tocando numa flauta; cada pessoa precisa ser pensada como um instrumento musical.

Respeite-as, ame-as e adore-as, porque cada pessoa é uma face oculta do divino.

Portanto seja bem cuidadoso, bem atento. Lembre-se do que você está dizendo; lembre-se do que você está fazendo.

Pequenas coisas bastam para destruir relacionamentos, e pequenas coisas tornam relacionamentos tão belos.

Às vezes basta um sorriso, e o coração do outro se abre para você; às vezes basta um olhar errado em seus olhos, e o outro se fecha.

É um fenômeno delicado. Pense nisso como uma arte, a vida tem que ser aprendida como uma arte, muito cuidadosamente, bem deliberadamente.

Assim, o relacionamento com os outros precisa se tornar um espelho: veja o que você está fazendo, como você está fazendo isso e o que está acontecendo.

Que está acontecendo ao outro? Você está provocando sofrimento nele? Você está criando um inferno para ele?

Então retire-se. Mude suas maneiras.

Embeleze a vida ao seu redor.

Deixe que cada pessoa sinta que o encontro com você é uma dádiva, que apenas por estar com você algo começa a fluir, a crescer.

E quando você estiver sozinho, então sente-se totalmente em silêncio, absolutamente em silêncio, e observe a si mesmo.

Assim como o pássaro tem duas asas, deixe amor e meditação serem suas duas asas. Crie uma sincronicidade entre eles, assim eles não estarão de maneira alguma em conflito um com o outro, mas cuidando um do outro, alimentando um ao outro, auxiliando um ao outro.

Esse vai ser o seu caminho: a síntese entre amor e meditação".




Osho: The Rainbow Bridge

3 de junho de 2011

Amantes em busca





Por que, no mundo atual, tornou-se tão difícil encontrar um companheiro ou uma companheira? Antigamente, as coisas não eram assim. Começavam com uma simples troca de olhares. Daí, ou acontecia aquele clique mágico do amor à primeira vista, ou aquela aproximação gradual, que aquece lentamente os sentimentos. A verdade é que a situação não assustava tanto como hoje. Há alguns anos, as pessoas solteiras ou divorciadas eram menos descrentes; seu entusiasmo sem medo criava maiores possibilidades de encontro e permitia que se aproximassem com uma facilidade que parece ter desaparecido.

Como estava ocorrendo uma revolução sexual, pode-se argumentar que havia um deslumbramento com a liberdade recém - descoberta, quer dizer, todos queriam desesperadamente sentir mais prazer e/ou fazê-lo durar mais.

Entretanto, muitas das crenças e expectativas dessa época se transformaram em armadilhas. Durante a revolução sexual, muitos homens e mulheres, em vez de terem se tornado sexualmente liberados, ficaram sexualmente aprisionados. Em vez da sensação de aventura sugerida pelos manuais de sexo, passaram a sentir-se fora de sintonia. Em vez de relaxar, de se entregar, passaram a comparar seu comportamento com aquilo que estava sendo descrito à exaustão nas revistas masculinas e femininas.

Acontece que, de modo geral, os conselhos oferecidos eram simplistas demais para uma das mais complexas experiências da vida. Funcionavam como guias turísticos do tipo Descubra o caminho para a Prazerlândia, esquecendo que, em matéria de sexo, não se pode simplesmente dizer às pessoas: "Experimente", como se estivéssemos falando de um novo sabor de sorvete.

Uma das melhores análises da revolução sexual foi feita por Melvyn Kinder, no seu livro Correndo para Lugar Nenhum. Ele explica que, durante a revolução sexual, se pensou que era bom oferecer-se a todos, porque todos se ofereciam a nós.

Estas ideias não teriam sido tão destrutivas se o contato sexual fosse ou pudesse ser somente divertido, prazeroso, lúdico. Porém, os problemas mais sérios começaram quando as pessoas foram vistas como não sendo normais se não fossem capazes de se envolver em tal "diversão". Em outras palavras, foi dito a homens e mulheres que havia algo errado com eles se pensassem ou se comportassem de modo diferente.

As coisas se complicaram principalmente para as pessoas solteiras, porque se aproximar, vir a conhecer alguém, significava conhecer sexualmente. Nessa época, tornou-se lugar comum pensar em sexo como algo separado dos sentimentos, como se cada um só alugasse seu corpo por algumas horas para sentir prazer e depois de um certo número de orgasmos o outro simplesmente se desmanchasse no ar, desaparecesse como pessoa.

É bom lembrar que antes da revolução sexual os contatos eram mais simples. Para as mulheres, só havia dois tipos de homem: aqueles com quem dormiam (seus maridos) e os com quem não dormiam (todos os outros). Mas de repente as mulheres descobriram homens de cuja existência nem sequer desconfiavam. Havia aqueles com quem tinham vontade de dormir, os com quem dormiam às vezes e aqueles cujos nomes esqueciam. Era o que se chamava "liberdade sexual" .

Nem todas as mulheres aproveitaram esta liberdade, a maioria delas nem experimentou, mas hoje não se pode mais considerar a liberdade sexual como um presente simples e bom do passado. Ficaram várias seqüelas. Por exemplo, a revolução sexual deixou as pessoas confusas com o contraste entre a facilidade de desfrutar um momento de intimidade com alguém e a dificuldade de preservar a intimidade fora e além da cama.

Na verdade, todos aprendemos que leva tempo para conhecer alguém e mais tempo ainda para amar.

Outra sequela foi a questão do dia seguinte. Quando um homem e uma mulher se encaravam depois de um encontro sexual, muitas vezes havia um constrangimento, pois os dois sabiam que não estavam a caminho de uma conexão, mas, ao contrário, avançavam para a desconexão.

Já se fala, atualmente, que a revolução sexual foi uma encruzilhada de ilusões perdidas. Por isso aquela ânsia, aquela sede de liberdade a qualquer preço, está dando lugar a uma aproximação mais lenta, porque sabemos agora que a sexualidade separada do amor cria suas próprias armadilhas.
Maria Helena Matarazzo 


2 de junho de 2011

Sua vida em suas mãos





Você é forte. Sua vida sempre será um novo recomeço a cada dia que passa. Lembre-se de que você está eternamente na alvorada de sua vida. Seus momentos devem ser únicos e prazerosos. Sua jornada é única. Sua ação no mundo te oferece infinitas possibilidades de ser criador de sua própria história. Evite ser condescendente consigo abrindo espaço para se queixar de sua vida. Você é o protagonista responsável pelos caminhos trilhados por você.

Se em algum momento estiver em desespero, recolha-se ao seu mundo interior e de lá tire os frutos da sapiência que você acumula ao longo de muitas e muitas jornadas. Nada tema, Para tudo há solução.

Ao longo de sua vida certamente que muitas pessoas podem ter sido marcantes na construção do seu modo de ser, te influenciando sobre o modo como você pensa e age. Já é hora de retirar o véu de seus olhos e definitivamente ser você mesmo. Ficar com o bom e libertar o que não te serve mais. Assumir a liderança da sua própria vida. Sem pestanejar e assumir, portanto, todos os riscos que envolvem o estar vivo.

- Você está preparado?

É nessa trajetória que saímos definitivamente da zona de conforto sobre a qual tantos falam. Deixamos para trás os comodismos que nos dão a ilusão de que isso seria a própria vida. Deixamos também para trás todas as fantasias de que somos menos ou mais do que alguém e caminhamos para uma percepção muito única de nós mesmos, onde definitivamente o que importa é a sensação inequívoca de ser feliz. Um estado que por si só é recompensa. Um estado sem dependência emocional e sem subterfúgios. Um lugar que pode ser plenamente alcançado por todos nós, aqui e agora.

É a hora de ousar de colocar toda a sua vitalidade de modo consciente em suas ações, pensamentos e emoções.

- Você está preparado?

É o estado do sagrado que está além de todos os preceitos aprendidos, um estado que requer apenas e somente a conquista diária de si mesmo e, o principal, requerer a incorruptibilidade, pois só através dela é que alcançamos este status de ser e de se bancar no que realmente se é. Mesmo que depois, com a liberdade que todos nós temos, possamos rumar para um novo posicionamento.

Atente que esta é a sua vida e neste momento é tudo o que você possui. Pense, o que está fazendo efetivamente por você nesta sua vida? Já é hora de agir a seu favor, você não acha? Se não for agora, quando?


Silvia Malamud

1 de junho de 2011

Procura-se beijos que satisfaçam!




A impressão que tenho é de que estamos todos tentando satisfazer um mesmo desejo, porém de maneira tão individualista e ansiosa que percebemos a noção do que realmente importa.

Assim, a carência afetiva tem se transformado numa verdadeira epidemia. Vivemos num mundo onde tudo o que fazemos nos induz a ter cada vez mais. Um celular novo, um sapato de outra cor, uma jaqueta diferente, uma viagem em suaves prestações...

E enquanto isso, nos sentimos cada vez mais vazios. Nossa voz interna faz um eco que chega a doer; e tudo o que poderia nos fazer sentir melhores seria apenas um pouco de carinho.

A carência é tão grande, a sensação de solidão é tão forte que nos dispomos a pagar por companhia, por uma remota possibilidade de conseguir um pouco de carinho. Talvez você argumente: de forma alguma, eu nunca saí com uma garota ou um garoto de programa; jamais pagaria para ter carinho!.

Pois é, mas não é de dinheiro que estou falando. Estou falando das escolhas que fazemos, indiscriminadamente, em busca de afeto; das relações sexuais fáceis e fugazes, da liberação desenfreada de intimidade, da cama que chega às relações muito antes de uma apresentação de corações... Expomos nossos corpos, mas escondemos nossos sentimentos de qualquer maneira!!!

Ou, ao contrário de tudo isso, estou falando da amargura e do mau-humor que toma conta daqueles que não fazem nada disso, que se fecham feito ostras, criticando e maldizendo quem se entrega, quem transa, quem sai em busca de afeto a qualquer preço...

Enfim, os extremos demonstram exatamente o quanto pagamos. De uma forma ou de outra, estamos pagando pelo carinho que não damos e pelo carinho que, muitas vezes, não nos permitimos receber.

Ou seja, se sexo realmente fosse tão bom, poderoso e suficiente quanto prometem as revistas femininas, as cenas equivocadamente exageradas das novelas ou os sites eróticos, estaríamos satisfeitos, não é? Mas não estamos, definitivamente não estamos!

Sabe por que? Porque falta conteúdo nestas atitudes, nestes encontros. Não se trata de julgamento de valor nem de pudor hipócrita. Não se trata de contar quantas vezes já esteve com alguém para saber se já pode transar sem ser chamada de ‘fácil’...

Trata-se de disponibilidade para dar e receber afeto de verdade, sem contabilizar, sem morrer de medo de parecer tolo; sem ser, de fato, pegajoso ou insensível... apenas encontrar a sua medida, o seu verdadeiro desejo de compartilhar o seu melhor!

Muito mais do que orgasmos múltiplos, precisamos urgentemente de um abraço que encosta coração com coração, de um simples deslizar de mãos em nosso rosto, de um encontro de corpos que desejam, sobretudo, fazer o outro se sentir querido, vivo. Tocar o outro é acordar as suas células, é revivescer seus poros, é oferecer um alento, uma esperança, um pouco de humanidade, tão escassa em nossas relações.

Talvez você pense: mas eu não tenho ninguém que esteja disposto a fazer isso comigo, a me dar este presente. Pois é. Esta é a matemática mais enganosa e catastrófica sob a qual temos vivido. Quem disse que você precisa ficar à espera de alguém que faça isso por você?!?

Não! Você não precisa, acredite! De pessoas à espera de soluções o mundo está farto! Precisamos daqueles que estão dispostos a serem a solução! Portanto, se você quer vivenciar o amor, torne-se o próprio amor, o próprio carinho, a própria carícia. Torne-se a diferença na vida daqueles com quem você se relaciona, para quem você se disponibiliza.

A partir de hoje, ao invés de sair por aí dizendo que vai beijar muuuuito, concentre-se na sua capacidade de dar afeto e surpreenda-se com o resultado. Beije sim, sem se preocupar se é muito ou pouco. Beijar é bom, muito bom, sem dúvida; mas empenhe-se antes em trocar afeto, em se relacionar exercitando o respeito pelo outro, o respeito por si mesmo... e estou certa de que os encontros valerão muito mais a pena!



Rosana Braga