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8 de agosto de 2011

Como pregar um botão…e por aí vai




Eu nunca fui “prendada”. Nunca soube cozinhar, não sei costurar, não faço artesanato, não conheço truques de limpeza, não faço minhas próprias unhas, não ser dar nó em gravata de marido (ainda bem que ele não usa gravata) e nem dobrar lençol com elástico. Meu prato mais sofisticado é o mexidinho de arroz com ovo. Meu antigo marido e o atual cozinham melhor do que eu. Numa urgência, não prego botão sem espetar o dedo com a agulha. Quando era criança, minha mãe até me ensinou a fazer crochê, mas eu gostava mais de jogar futebol.

O motivo, dá para perceber, é uma mistura de falta de interesse e falta de habilidade.

Mas recebi esta semana um livro muito interessante: "Como pregar um botão – e outras coisas úteis que sua avó sabia fazer".

A autora, Erin Bried, redatora da revista americana Self, dá mais de 100 dicas sobre culinária, limpeza, jardinagem, etiqueta, etc. Tem algumas realmente incríveis. Vou citá-las, mas sem desvendar o segredo, para não deixar o pessoal da editora Civilização Brasiliera chateado comigo:

Como preparar e conservar geleia de morango. Subitamente, a ideia de transformar morangos em geleia me pareceu muito instigante. Vou tentar.

Como usar vinagre para limpar praticamente tudo. Achei incrível! Estou pensando inclusive em passar nos dentes dos meus filhos, já que a dentista sempre reclama que eles não escovam direito. (Ah, a autora fala “praticamente”…Que pena).

Como usar um cachecol. Essa eu achei que sabia. Bastava enrolar no pescoço. Mas estou vendo que é bem mais do que isso. Vivendo e aprendendo.

Como preparar um grogue da chá quente. Eu nem sabia o que era grogue. Fui procurar. É água quente com bebida alcóolica, açúcar e limão. Agora só falta fazer o chá, que serve pra curar resfriado.

Como enrolar um recém-nascido. Esse livro deveria ter chegado uns 13 anos antes. Quase sufoquei minhas pobres crianças, mas eles sobreviveram.

Como ler uma história infantil. Essa me surpreendeu. E são cinco passos! O último é dar um beijo de boa noite. Essa parte eu sempre fiz, mesmo sem contar história.

Como fazer escambo. Sensacional. Vou chamar minhas amigas pra fazer um escambo qualquer noite dessas lá em casa. De preferência vestidas de índio.

Como dançar uma valsa básica. Valsa, básica?

Como brincar de mímica. Ah, peraí. Eu passei a infância fazendo isso. Nisso eu sou boa. Ou não?

Como dobrar um lençol com elástico. Depois dessa, minha vida mudou!

Há algumas dicas nem tão práticas. Cada uma delas valeria um livro inteiro. Vejam só:

Como formar um bom cidadão

Como ser uma boa parceira

Como controlar o orçamento

Como amar seu corpo como ele é

Como conquistar amigos

Como se proteger de perigos


Enfim, entre dicas práticas e outras um pouco, digamos, presunçosas, é um livro legal. Para aprender um pouco (sim, de verdade) e se divertir ainda mais.

Agora dá licença que vou ali amolar uma faca para desidratar uma maçã...



Martha Mendonça 


Coldplay - Yellow


 

22 de fevereiro de 2011

Vá com calma




Falta tempo para o que quer que seja. Na corrida contra o relógio, a ansiedade entra em cena e deixa um batalhão de descontentes diante das horas que nunca são suficientes. Se você está nesse time, relaxe. Antes que o estresse de hoje se tranforme em transtorno grave amanhã. Ou daqui a pouco. Organização, tratamentos naturais, técnicas de relaxamento e meditação. Especialistas garantem que todo esforço vale a pena no combate ao estresse. É um compromisso com a saúde, afirmam.

O que comer, o que vestir, como estar em três lugares ao mesmo tempo. O agora dos ansiosos é sempre urgente. A ansiedade é uma sensação difusa, para alguns inexplicável, que provoca sintomas diferentes para cada pessoa: falta de ar, taquicardia, nervosismo, suores, problemas digestivos, enjôos, fome exagerada, irritação.

É possível não viver ansiosamente nos dias de hoje? É essencial buscar alternativas, reforça a psicóloga. A ansiedade deixa de ser aceita como inerente e benéfica ao ser humano na medida em que acarreta transtornos e vícios. O ansioso fica tão incomodado com o próprio estado, que procura, qualquer custo, livrar-se da agonia. É o estágio onde mora o perigo.

A sensação de desconforto pode gerar as compulsões por calmantes, comida, bebida, por exemplo. Quem come em excesso e engorda demais procura uma dieta milagrosa, recorre a cirurgias plásticas, faz sacrifícios para emagrecer que podem levar, por sua vez, a outros problemas de saúde. É um efeito bola de neve.

Respirar é preciso. No sentido literal e também no sentido de dar uma pausa para entender as razões de tanta aflição. É preciso compreender o que está por trás dessas sensações de desconforto. Sabendo as causas, será muito mais fácil fazer o movimento correto, com tranqüilidade.

Pessoas com grandes responsabilidades no trabalho devem aprender a organizar as tarefas e a delegar responsabilidades, além de definir prioridades. No caso de empresários ou de pessoas que lidam com grandes responsabilidades na área administrativa, a ajuda também pode vir de consultores em administração e recursos humanos, que ensinam a aproveitar tempo e dinheiro, e também delegar responsabilidades.

Confira as sugestões que podem aliviar e tornar o dia-a-dia mais prazeroso.
  • Exercícios físicos diários.
  • Um boa dieta alimentar.
  • Redução do uso da cafeína, responsável por uma alteração significativa da bioquímica cerebral.
  • Redução do consumo do uso álcool, que aumenta a secreção de hormônios adrenais e interfere na bioquímica cerebral e nos ciclos normais do sono.
  • Eliminação dos carboidratos refinados, que podem causar problemas de hiper e hipoglicemia, frequentemente relacionada aos quadros de depressão.
  • Aumento do consumo de potássio e diminuição do consumo de sódio, o que melhora a pressão arterial. Os níveis adequados de potássio no corpo garantem o bom funcionamento das glândulas adrenais.
  • Alimentação regular e num ambiente tranquilo, o que é importante para a saúde e a necessária absorção de nutrientes.
  • Evitar alergias alimentares: todas as pessoas que sofrem de ansiedade ou depressão deveriam pesquisar a existência de alergias alimentares que podem ser responsáveis por ansiedade, enxaqueca e fadiga crônica.

10 de janeiro de 2011

Arrumando a mala


Durante quase três anos, trabalhei em um programa de televisão que me obrigava a viajar semanalmente. Isso me deu uma prática incrível em algo que muitas pessoas odeiam: arrumar as malas. Como nesse mês, muitos estão de férias, resolvi dar algumas dicas de como se organizar.

O primeiro passo é saber o destino e o tempo que irá ficar. Depois conferir pela internet a previsão do tempo do lugar ou lugares durante dez dias. Antes de começar, anote os itens indispensáveis pra levar (óculos escuros, livro, kit de costura, uma lanterninha, remédios e carterinha do plano de saúde). Os documentos, endereço do hotel, passagens, celulares e câmera fotográfica deverão estar na mala de mão.

Na hora de escolher as roupas, prefira as que não amassem. O melhor é levar só roupas de cores neutras e variar o acessórios. Você irá fazer uma mala de acordo com seus dias. Exemplo: na segunda e na terça irá usar a mesma calça de cor neutra que combine com duas blusas estampadas. Faça as combinações contando uma por dia. As calças, saias e bermudas podem ser usadas mais de uma vez. E biquínis podem ser três que combinem com a mesma canga. Leve acessórios leves, combináveis com suas roupas. Separe uma roupa para uma ocasião especial. Leve no máximo três sapatos confortáveis. Uma sandália é sempre bem vinda. E tanto para os homens como para mulheres, é fundamental sapato esportivo ou bom para caminhadas.

Cremes, xampus, óleos, devem estar fechados e embalados em sacos plásticos. Prefira os de embalagem pequena. Roupas íntimas e meias devem ser colocadas em plásticos ou saquinhos de pano. Se for usar meia fina, leve duas, porque uma pode desfiar na hora que mais precisar. A maquiagem vai na mala de mão. Prefira um perfume que possa ser usado de dia e á noite e de frasco pequeno. Separe uma pequena bolsa para à noite (preta que vai com tudo) e, se for o caso, uma para a praia. Boné é sempre bem-vindo. Protetor solar é obrigatório. E nada de levar ferro de passar roupa e secador: todo hotel já tem.

Uma vez separadas as roupas, faça rolinhos com elas- de tecidos que não amassam- com as devidas combinações: calça azul, enrolada ao lado da blusa azul escura. Roupas bordadas, blazers e paletós devem ser dobrados do lado do avesso apenas uma vez para não amarrotarem. E as camisas são abotoadas antes de serem dobradas.

Quando tudo estiver em cima da cama, é hora de começar a organização. Sapatos nos saquinhos e bolsas vão no fundo da mala. Depois seguem as calças, saias e vestidos que podem ser enrolados com as devidas combinações. Fica mais fácil tirar um rolinho por vez a cada dia. Por último, as roupas que amassam (não podem ser enroladas), como camisas abotoadas com golas voltadas para cima e vestidos. O terno- não precisa levar mais que um- e os blazers são os últimos e levam apenas uma dobrada. Nos espaços livres entre as roupas, coloque os acessórios, as meias e as roupas íntimas nos saquinhos. Alguns homens gostam de colocar as meias dentro dos sapatos para ocupar menos espaço. E lembre-se, se for deitar logo que chegar no destino, a roupa de dormir deve estar fácil de ser alcançada para não bagunçar a mala inteira.

Não se esqueça de separar uma roupa para a mala de mão, caso sua mala seja extraviada. Se estiver embarcando para um lugar frio, o casaco (apenas um) a ser levado na mão, não pode ser pesado. Música e leitura auxiliam a passar o tempo. Pode ser o guia de viagem, mas levinho. Eu costumo ler sobre um destino desconhecido de viagem antes de embarcar, já com dicas assinaladas.

É importante que você identifique tanto a mala de mão quanto a que vai no bagageiro do avião. Se você tem aquelas pretas que todo mundo usa, uma fitinha colorida ajuda vê-la na esteira de desembarque. Na hora de entregá-la à companhia, confira você mesmo o ticket do destino. Está pronta para viajar? Então, bon voyage !!!


Kátia Mello

26 de dezembro de 2010

Cão que ladra tem sede



Não são só os humanos que sofrem com o calor. Os cães precisam de cuidados especiais nesta época do ano para não correrem o risco de desenvolver algum problema de saúde. O veterinário Mário Marcondes dos Santos, do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo, e autor do recém-lançado "Guia da Saúde do Pet", explica que o principal cuidado no verão é manter os bichos sempre hidratados, em ambientes arejados e frescos e dá as seguintes dicas para enfrentar o verão:

É preciso manter o bebedouro limpo, com água fresca e abundante durante todo dia e também à noite.

A água deve ser oferecida à vontade, ou seja, os donos devem deixar sempre um prato com água disponível para o animal. É preciso manter o bebedouro limpo, com água fresca e abundante durante todo dia e também à noite

Na hora de passear com o cachorro, fique de olho na temperatura do chão. Nada de sair nas horas mais quentes do dia. O ideal é ir à rua antes das 9h ou depois das 18h, e preferir sempre andar na sombra. Dependendo do calor do asfalto, a pata dos cães pode acabar com queimaduras. Evitar o sol também protege contra o câncer de pele, uma doença relativamente comum entre os cachorros que costumam passar o dia ao ar livre.

Os animais com pelagem branca e curta são os mais predispostos. Para prevenção, deve-se utilizar protetor solar fator de proteção 30 próprio para cães. Os protetores para cães possuem um sabor amargo que evita que o animal retire o produto com a lambida. Deve-se aplicar o produto nos locais mais expostos ao sol como ponta das orelhas, barriga e focinho.

A infestação por pulgas e carrapatos costuma ser mais frequente nos meses mais quentes. Para prevenir estes tipos de parasitas, o ideal é usar medicamentos orais ou tópicos (conhecidos como anticoncepcionais para pulgas e carrapatos) a cada 21 dias.

A dirofilariose (doença do verme do coração) também é comum nesta época já que é transmitida pela picada de um mosquito, principalmente nas regiões litorâneas ou com pernilongos. Para prevenir a doença, é preciso usar medicação preventiva a cada 30 dias.

Donos de animais que gostam de nada ou se refrescar na água devem prestar atenção especial aos ouvidos. O ideal é proteger o canal auditivo com algodão parafinado para evitar as otites.

A otite é comum nesta época já que o conduto auditivo é úmido. Com o calor, a região fica mais predisposta à proliferação de microorganismos como fungos e bactérias.

O veterinário lembra que todos os cães, independentemente da idade, devem receber cuidados no verão. Porém, os mais frágeis, velhos, filhotes ou com doenças crônicas precisam de mais cuidados.

A recomendação vale também aos animais obesos, que por serem muito gordos têm maior dificuldade em perder calor para o ambiente externo. Por isto, mantê-los em ambientes arejados e frescos é de suma importância.

Maria Vianna

17 de dezembro de 2010

Vinhos: dicas para iniciantes



Toda compra exige uma certa cautela. Se você vai comprar um carro, você conversa antes com alguém que tenha o modelo que você tem interesse, e se for usado, você conversa antes com o seu mecânico de confiança. Com o vinho não poderia ser diferente. Na hora de comprar você conversa com um amigo ou vai em uma casa especializada.

Mas, além de saber quais os melhores vinhos para comprar, você tem que saber como comprar. Para que se possa ter um mínimo de independência na hora da compra, aí vai uma lista com as dez recomendações básicas para que você não jogue dinheiro fora na compra de um vinho.

1.O vinho é um alimento, portanto estraga
Esta dica é a mãe de todas as dicas. O vinho não é pasteurizado como a cerveja, nem artificial como um refrigerante, mas uma bebida que está em estado natural, na garrafa, protegida por uma rolha porosa que troca oxigênio com o ambiente e é sensível ao calor. Lembre-se: o vinho dura alguns anos na garrafa, mas estraga como qualquer alimento, se mal conservado.

2.Evite garrafas armazenadas de pé
O vinho é protegido por uma rolha porosa que troca oxigênio com o ambiente. Esta rolha tem que estar sempre úmida. Se a garrafa ficar muito tempo de pé, a rolha seca, e o oxigênio começa a entrar muito rápido, e assim o vinho oxida e estraga. Os mercados são campeões neste quesito, embora nos últimos anos, vários deles estejam tomando mais cuidado.

3.Evite vinhos sem safra
O vinho tem a safra (ano da colheita) estampada no rótulo. Não há motivo para que o produtor não ponha esta informação no rótulo, a não ser quando ele mistura várias safras na intenção de melhorar um vinho ruim. O resultado em geral é um vinho barato e ruim.

4.Rejeite garrafas pegajosas
Garrafas pegajosas em geral são péssimo sinal. O comerciante armazena tão mal o vinho que outras bebidas, ou sabe-se lá o que, se derramaram sobre a garrafa. Ou pode significar que a rolha ressecada fez uma parte do vinho vazar. Resultado: pegue outra garrafa, ou melhor, vá para outro estabelecimento que armazene melhor seus produtos.

5.Rejeite rolhas protuberantes
A rolha sempre está alinhada ou um pouco abaixo da boca da garrafa. Se a rolha estiver saltada pressionando a cápsula (que é a cobertura de plástico ou chumbo que recobre o gargalo da garrafa) só uma coisa é certa: o vinho já era. Isto acontece em geral porque houve algum tipo de pressão dentro da garrafa, por fermentação interna, que não devia acontecer, ou seja, novamente, vinho estragado.

6.Rejeite garrafas com nível abaixo do pescoço
A garrafa de vinho sempre é cheia pelo produtor acima do pescoço (o fim do gargalo e o início da garrafa ). Assim se o líquido está abaixo do pescoço, é porque algo deu errado. Em geral a rolha ressecou e o vinho, ou evaporou, ou vazou. Sem chance: vinho estragado.

7.Rejeite tons de tijolo nos tintos e tons de marrom nos brancos
Quando tudo dá errado e o vinho oxida, os tintos ficam de cor opaca com tons tijolo e os brancos com fortes tons de marrom. São as cores da desgraça. O vinho é alguma coisa entre vinagre e nada.

8.Só compre safras antigas (mais de um ano para os brancos, e mais de três anos para os tintos) conhecendo as tabelas da região
É lógico que você já ouviu falar de garrafas com mais de 10 ou 20 anos, mas isso não é para qualquer vinho, nem pra qualquer safra. Às vezes um vinho dura cinco anos em uma safra e dois em outra. As tabelas de safras mostram naquele ano que vinhos podem esperar mais, que vinhos devem ser tomados e que vinhos já eram. Como regra, os vinhos mais comuns duram entre um e três anos sem grandes problemas.

9.Só compre vinhos caros se tiver desenvolvido o paladar
Em geral as pessoas acham que em ocasiões especiais tem que comprar um “super-vinho” e gastar muito. Um grande erro. Tudo depende de onde você está na escala da evolução. Não ria, é isso mesmo. Seu paladar está acostumado a tomar cerveja e você vai começar a tomar vinho? Você já toma regularmente vinhos mais caros e complexos?

10.Mas isso é importante? Sim, é
Os vinhos não sobem somente de preço, eles sobem em complexidade, em estrutura, e mesmo que você não faça a menor ideia do que isso significa, seu paladar sabe. Muitos vinhos de maior valor possuem mais taninos, e, portanto são mais “secos” ou “ásperos”. Assim se você não tiver preparado seu paladar você tem 90% de probabilidade de que o vinho não lhe agrade.

Com essas dicas você estará diminuindo a chance de perder seu dinheiro, ou pior, abrir uma garrafa de um vinho ruim em um jantar com seus amigos mais íntimos.
 

25 de outubro de 2010

Destinos românticos



Então você quer surpreender sua alma gêmea, mas acha que jantar fora está batido. Por outro lado, já perdeu a conta de quantas praias já foi com ele ou ela e não sabe mais que outro lugar do Brasil seu amor quer conhecer. Se o seu problema é variar o repertório, fique tranquilo.

A seleção abaixo reúne sete dos roteiros mais belos do mundo, que exalam romance. E todos eles fora do Brasil, o que dá um gosto diferente à escolha. Ou às escolhas: você também pode percorrer todos eles, dependendo do tamanho do seu apetite por extravagâncias e vontade de impressionar a cara-metade. Tem para todos os gostos, do clássico ao exótico. Da França ao Egito, passando pela Itália e o Caribe. Tem praias e ilhas mágicas, como Havaí e Aruba, além de cidades como Veneza (podia faltar?) ou Nova Orleans. Confira o que cada um oferece.

1) Paris (França)

Talvez a capital mundial não-reconhecida-oficialmente da sedução, tem pontes e cafés ao ar livre de incomparável beleza no mundo, além da atmosfera de romance. Outras opções a dois incluem um passeio pelo rio Sena, piquenique no Jardim de Luxemburgo ou brindar ao por do sol do alto de Montmartre.

2) Puerto Vallarta (México)

Catapultada à fama nos anos 60 pelo casal Richard Burton e Elizabeth Taylor, no filme A Noite do Iguana, Puerto Vallarta tem paisagens que parecem cinematográficas, mesmo anos depois do sucesso em Hollywood. Praias se misturam com florestas, e restaurantes são tão atraentes a dois quando o passeio de barco.

3) Veneza (Itália)

O simples fato de não haver carros aqui já justifica a inclusão da capital das gôndolas em qualquer lista romântica. De arquitetura impressionante e passagens misteriosas, Veneza é perfeito para os amantes que sonham em jantar pratos tipicamente italianos à luz de vela, e olhar a lua embaixo de um dos canais, ao som da cantoria do gondoleiro.

4) Honolulu (Havaí, EUA)

Um mix de tudo que há de atraente no Havaí: praias para passear ou tomar sol, escalada nas crateras vulcânicas, observar os surfistas desafiando ondas perfeitas, ver o sol se por de mãos dadas ou desfrutar de um jantar romântico com direito a velas e música típica havaiana ao vivo.

5) Aruba (Caribe)

Popular na rota das luas de mel, oferece uma deliciosa mistura de atividades do dia, vida noturna e restaurantes de renome internacional para atrair os casais às suas margens cinematográficas. Mime-se com sol e passeios românticos em praias particulares, ou explore a beleza natural ou as diversas atrações culturais espalhadas pela vida.

6) Sharm El Sheikh (Egito)
Talvez um dos menos conhecidos, o litoral da Baía Na'ama é o cenário perfeito para uma escapadela romântica. Oferece uma porção de atividades próprias para casais, seja um passeio pela praia tranquila e os resorts de luxo ou noturno, ou emocionantes mergulhos e passeios de camelo.

7) Nova Orleans (EUA)

Nem o Katrina foi capaz de tirar o brilho deste lugar, que teve boa parte das suas atrações turísticas conservada. Sensual como sempre, o Bairro Francês é o lugar definitivo para se apreciar jazz e blues, pois aqui o som rola ao vivo, enquanto se escuta o trotar de cascos de cavalo misturado com a trilha sonora e casais nos bairros ao lado conversam entre si por meio de sussurros. 

12 de setembro de 2010

Roubadas que podem estragar umas férias

Durante as férias, todos querem viajar, conhecer novos lugares e novas culturas. Mas muitos dos roteiros turísticos preferidos dos brasileiros acabam se revelando grandes furadas. Veja quais são as maiores – e se você já caiu em alguma delas.

10. Ir a Machu Picchu nas férias de verão
Quem nunca sonhou em juntar uns amigos para fazer um off road pela América do Sul até as ruínas de Machu Picchu? E quer melhor ocasião do que as férias de verão? Pois saiba que qualquer ocasião é melhor do que ir ao Peru entre dezembro e março, temporada de chuvas no país andino. Nesse período, o risco para quem quer fazer a trilha inca é de caminhar quatro dias debaixo d’água.




9. Atravessar a Golen Gate a pé
Cidade hippie por excelência, São Francisco costuma despertar aquele andarilho que existe dentro de todos nós. Mas ir a pé de uma ponta a outra da ponte Golden Gate pode ser meio demais. Primeiro porque são quase três quilômetros de caminhada (sem direito a pegar um ônibus no meio do caminho). E segundo porque o acesso para pedestres só é permitido na pista da direita (pra quem vem de San Francisco). Pegar um ônibus para voltar, portanto, pode ser tarefa árdua, já que atravessar para o lado esquerdo da ponte é um desafio e tanto. O risco é repetir todo o trajeto no sentido contrário, também a pé.



8. Visitar o Taj Mahal
Quem vê fotos do Taj Mahal, na cidade de Agra, pode até ficar tentado a conhecer o imponente mausoléu indiano. A verdade é que essas imagens geralmente escondem aspectos desagradáveis da Índia que estão por toda a volta do monumento. O rio que cheira mal, o calor insuportável, os mendigos, as hordas de turistas por todos os lados…



7. Percorrer a Ilha de Páscoa sem carro
Se um dia você tiver a oportunidade de ir a Rapa Nui, guarde bem essa dica: alugue um carro! A ilha pode até ter lá o seu lado místico, mas quando o assunto é transporte público, fica muito a desejar. Essa falta de infraestrutura pode acabar estimulando o viajante a palmilhar todo o território, um dos lugares “mais cheios de nada” do mundo. Muitas partes, inclusive, não têm nem árvores para oferecer uma sombrinha nos dias mais quentes – e muito menos um barzinho para se refrescar. Além do mais, entre um e outro moai, você pode ter que correr de um dos inúmeros cachorros e vacas que ficam soltos pela ilha.


6. Acampar na Austrália
O país permeia o imaginário de todo aventureiro que se preze, mas muitos não sabem os perigos que correm naquela porção longínqua da Oceania. Entre eles, estão os crocodilos, que podem ser encontrados mesmo em águas rasas, e até tubarões, frequentadores de movimentadas praias australianas. O mochileiro ainda pode se deparar com águas-vivas mortais, sapos venenosos e inúmeras espécies de cobras peçonhentas. Sem contar o risco de ser mordido ou arranhado por um coala ou golpeado por um canguru.




5. Conhecer o carnaval de Veneza
Quem nunca viu aquelas belas fotografias de mascarados navegando em gôndolas no Canal Grande? Elas retratam o famoso carnaval de Veneza, que faz turistas do mundo todo pagarem os olhos da cara para enfrentarem aglomerações e preços exorbitantes. Lembre-se que existem diversos destinos muito mais baratos que oferecem boas opções de lazer nessa época do ano. E que Veneza é linda em qualquer temporada e poderá ser melhor desfrutada sem uma multidão de turistas deslumbrados.



4. Ir a Roma e ver o Papa
A não ser que você esteja em alguma espécie de peregrinação religiosa, evite colocar essa programação em seu roteiro. Ver o Papa costuma exigir que você vá ao Vaticano em um dos dias reservado para a santíssima aparição pública, como as quartas-feiras, quando milhares de pessoas do mundo todo têm a mesma ideia. E para desfrutar um aceno daquele pontinho branco remoooooto, você terá que se juntar à multidão – isso depois de passar por um forte esquema de segurança, que faz o acesso à Praça de São Pedro se parecer mais com a zona de embarque de um aeroporto pós-11 de Setembro.


3. Subir o Corcovado em dia nublado
Você tem pouco tempo no Rio de Janeiro e não quer sair de lá sem conhecer o principal cartão postal da cidade. Afinal, você não pode sair da Cidade Maravilhosa sem posar de braços abertos em frente a uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo Moderno: o Cristo Redentor. Acontece que está nublado. E agora? Insistir na ideia só vai trazer decepção, já que a vista ficará comprometida e existe grande probabilidade de você não conseguir ver nem o Cristo – e acabar tirando uma foto de braços abertos em frente ao nada.



2. Ir ao Louvre para ver a Mona Lisa
Para quem não é grande admirador de arte, visitar o Museu do Louvre quando se tem toda uma Paris a ser explorada a céu aberto já pode ser considerado um erro por si só. Você vai enfrentar longas filas e andar quilômetros para ver obras que lhe dizem pouco ou nada – e que podem ser vistas facilmente pela internet. Pior ainda é ir ao museu em busca da Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci. O quadro é pequeno (77 centímetros por 53 centímetros), o tempo para apreciá-lo é curto e há chances de você só ver cabeças de outros turistas que embarcaram na mesma furada.



1. Passar o réveillon na Times Square
Todos os anos, vemos pela TV o disputado réveillon na Times Square, em Nova York. Pela telinha, porém, não dá para sentir o insuportável frio que faz durante a contagem regressiva, quando desce a famosa bola iluminada (o ápice da noite, diga-se de passagem). As temperaturas nesse momento costumam ficar abaixo de zero. Pouca gente imagina também que é preciso chegar com horas de antecedência à Broadway para conseguir arrumar um lugar – e ali se permanece sem ter nada para fazer. E mais um detalhe (sobretudo para os brasileiros que costumam estourar a tradicional garrafa de champanhe à meia-noite): não é permitido beber na rua.

 
 
Autora: Isadora Pamplona

12 de julho de 2010

Desconstruindo os mitos do Twitter


A maioria das pessoas vive dizendo que não sabe nada do Twitter, que ele é difícil ou desinteressante. E é absurdo que algo tão novo já tenha gerado um monte de mitos. Mas eles existem e passou da hora de descontruí-los. Vamos lá!


Mito 1: O Twitter é um microblog.

O Twitter é uma comunidade de amigos e pessoas desconhecidas que mandam atualizações e flashes que permite que você coloque mensagens extremamente curtas, as quais serão enviadas para todos seus “seguidores”. É bem simples, aliás, para alguns, simples demais. O Twitter não é um “microblog”. Ninguém diz: “Sabe do que estou com vontade hoje? De microblogar!”. E, aliás, mesmo que tecnicamente houvesse algo chamado microblog, e daí? Microblog é uma palavra vazia e sem graça.

O Twitter, na verdade, é um bar. É aquele bar local que você frequenta. Só que é online. Por que você frequenta o bar local? Porque é a sua praia. É onde seus amigos estão, onde você faz novas amizades e onde você vai porque, às vezes, ser inteligente e divertido apenas na sua mente não tem a menor graça. É sempre legal lá? Não, às vezes é muito chato. Talvez ninguém de quem você goste esteja lá. Então você vai embora. Mas volta depois porque esse bar tem as pessoas mais legais do mundo e, sim, algumas que você não curte muito. Cabe a você escolher onde sentar.

Se você sentar perto de pessoas que estão falando alto ao celular ou soprando fumaça de cigarro na sua cara, provavelmente o local será horrível. Se você encontrar um canto onde um grupo de pessoas inteligentes, interessantes ou mesmo engraçadas está conversando sobre coisas legais, o local será gostoso, divertido e envolvente. Se você chegar e não falar com ninguém, você deve se perguntar por que simplesmente não ficou em casa lendo seu livro preferido. Sim, nesse caso, o local será chato. Portanto, a escolha é sua.

Mito 2: A ideia é responder à pergunta “O que você está fazendo.”

Apesar da pergunta básica ser: "What are you doing?" (O que você está fazendo?), nem seu melhor amigo quer saber o que você faz a cada momento. Falar sobre o que está fazendo, quase sempre será chato. E a primeira regra do Twitter é “Não seja chato!” O principal uso da ferramenta é funcionar como um atualizador social de notícias, onde as pessoas enviam links e informações, e ficam sempre “por dentro” do que está se passando. As pessoas conversam sobre o que foi postado. Aí que está a grande sacada: além de se informar, você tem um espaço de discussão pública sobre assuntos de seu interesse.

Então, o que você deve digitar naquela pequena caixa? Bem, a pergunta que o Twitter realmente quer fazer é “O que você está pensando? Ou: “O que você acha do que está pensando?”Ou: “Que tal deixar aquela voz na sua cabeça falar por um instante?” Você só pode colocar 140 caracteres (ou seja, 140 letras, sendo que a barra de espaço também conta!) como mensagem sua.

Pense bem no que for escrever porque o Twitter não tem redator: digitou, deu enter, caiu na rede!!!  Lembre-se que se o seu perfil não é protegido, qualquer um pode ver o que você escreve, mesmo aqueles que não possuem conta no Twitter. Além disso, não seja o chato que reclama de tudo ou dê barraco. Para mensagens particulares utilize o DM – Mensagem Direta que você posta assim: D @nome do usuário (ou nick name), esta  mensagem só vai para o usuário que você deseja conversar sem ser visto pelos outros.

Mito 3: O Twitter consome muito tempo.

Isso não existe. Bastam apenas alguns segundos para digitar alguma coisa lá. Afinal, há um limite de 140 caracteres. Depois você gasta de três a cinco minutos para ver o que as outras pessoas estão fazendo, e pronto. É um intervalo bem mais curto do que “Ah, vou dar só uma olhadinha no meu e-mail”.

O Twitter tem um dos poucos intervalos de boa duração que você encontra na internet. Ele é uma pausa. Sim, ele pode consumir seu tempo, como qualquer outra coisa. Mas, se você usá-lo com cuidado, como um "entra-e-sai" rapidinho, o Twitter é, na verdade, uma ferramenta de produtividade divertida que também funciona como a mais esquisita e mais bem-sucedida técnica de marketing de todos os tempos.

Mito 4: É complicado seguir ou ser seguido.

O Twitter não é uma rede social como o Facebook ou o Orkut onde você adiciona todos seus amigos e eles ficam ali no quadrado deles. Nele você segue pessoas que postam coisas pelas quais você se interesse, sejam amigos, conhecidos, celebridades, políticos, mídia, etc. Também não precisa seguir quem te segue. Como você recebe as atualizações das pessoas que segue na sua página, você só deve adicionar quem poste coisas relevantes ou interessantes para você. E lembre-se: quanto mais pessoas você segue, mais difícil achar o que interessa.

E se alguém twittou algo legal que eu também quero twittar, ou ainda, eu só quero replicar uma mensagem que alguém mandou pra mim? É só colocar RT @nome do usuário e a frase e/ou link de um site interessante. O RT é chamado de ReTweet e deve ser espontâneo, nunca solicitado. Só não vale copiar o que alguém postou sem dar crédito. É como contar uma história para todo mundo sem falar a fonte. Há formas de reduzir o nome do site que você quer indicar como por exemplos os sites migre.me  ou www.tinyurl.com.br  que transformam links longos em links curtos.

Se quiser me seguir, meu username é @lenasim. Se você quiser que eu o siga, fale coisas bacanas ou puxe assunto. O mais legal do Twitter é escolher quem seguir. Se alguém só postar coisas desagradáveis, é só dar um unfollow ("não sou mais seu seguidor").

Mito 5 - Não há problemas na Twittosfera.

O Twitter está muito, muito longe de ser uma região sem problemas. Assim como em qualquer bar, existem pessoas que entram para uma boa briga e outras são malvadas e que gostam de magoar as pessoas. Se você não gosta de brigas, não fique perto da mesa desse pessoal. E, também, como em qualquer bar, existem uns caras esquisitos que querem falar com você. Você usa a linguagem do corpo para fazer com que eles se afastem, o mesmo que o botão de block no Twitter; e, se eles avançarem, denuncie-os a @oddfollow e ao pessoal que administra a rede.

E, é claro, existe a Fail Whale, a figura da famosa baleia. Às vezes o sistema do Twitter “cai” (nesse caso aparece a baleia) e é normalmente quando você mais precisa daquele café. É hora de enfrentar o fato de que você está viciado no Twitter. Não se preocupe, você não está sozinho. Pegue os textos que você ia espalhar pelo mundo e salve em um arquivo. Mais tarde, quando o Twitter voltar ao ar, você escreve o que queria postar.

E aí? Interessou? Caso deseje é só entrar no site do Twitter, se cadastrar e começar a twuittar...